vinho do porto é bom

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Opinião de Miguel Esteves Cardoso, no jornal Público de 9 de Março de 2019.

A tragédia do vinho do Porto é ser muito bom – mas quase ninguém sabe.

Habituei-me ao longo da minha vida a surpreender pessoas que juram não gostar de vinho do Porto através do simples expediente de lhes apresentar um bom vinho do Porto.

Eis uma tragédia: só um em cada cem portugueses teve a sorte de provar um bom vinho do Porto.

É por isso que os portugueses não bebem vinho do Porto.

É preciso dizê-lo: porque o vinho do Porto que toda a gente conhece é uma merda doce.

É sumo de uva com álcool de 70 graus.

Para beber um bom vinho do Porto é preciso beber no mínimo um Tawny de dez anos ou um Colheita com um mínimo de dez anos.

Note-se que se fosse eu a mandar não permitiria um Tawny com uma média inferior a 20 anos.

Quando um amigo me pergunta que vinho do Porto deve comprar respondo sempre um Porto vintage (envelhecido em garrafa) ou um Tawny de 20 anos (envelhecido em pipa).

Quem quisesse defender o sector do vinho do Porto deveria restringir a categoria Ruby aos LBV e a categoria Tawny aos tawnies de 20 anos, proibindo as aberrações xaroposas que são os rubis e os tawnies mais novos.

Proibiria também os “reservas especiais” com sete ou oito anos.

Conheço bem o vinho do Porto mais vendido do mundo – o Cockburns Special Reserve – e é horrível, incrivelmente doce e grosseiro.

O que as pessoas conhecem como sendo vinho do Porto é razão suficiente para fugir do vinho do Porto para toda a vida.

A tragédia é que nunca conhecem a glória e o prazer dos bons vinhos do Porto, tão diferentes uns dos outros.

Como é uma bebida artificial – muito mais artificial e alcoolizado do que os vinhos de Jerez e Montilla -, o vinho do Porto precisa do envelhecimento e da oxidação.

Permitiria entre o Ruby (LBV e Vintage) e o Tawny (Tawny com uma média mínima de 20 anos) uma categoria Ruby-Tawny para os actuais tawnies de 10 anos e os colheitas com dez anos de idade.

Uma alternativa seria usar Young Ruby para os LBV e Young Tawny para os Tawnies de dez anos.

Sendo filho de pai português e mãe inglesa dou comigo a achar ridículo estar a usar palavras inglesas e portuguesas.

Por que raio de razão colonialista é que continuamos a usar palavras inglesas?

Não será falta de consideração pelos ingleses?

Não serão eles capazes de aprender tinto, retinto, alourado, tinto-alourado, etc.?

Será mesmo necessário dizer single harvest em vez de colheita?

Será até necessário dizer colheita?

Não bastaria o ano, como se faz nos vinhos de mesa?

Porque é que os tawnies de 20 anos são tão bons?

Porque são criações dos blenders das casas de vinho do Porto.

Eles recorrem a todas as reservas que têm: podem usar vinhos com mais de cem anos e outros muito jovens, para dar acidez e brilho.

Escusado será dizer que um Tawny de 20 anos pode não ter um único pingo de vinho com 20 anos.

Os tawnies de 20 anos são muito bons porque empregam os conhecimentos e os gostos das pessoas que percebem de vinho do Porto.

O Porto vintage – que só envelhece dois anos em pipa – é o contrário.

A intervenção humana é mínima.

Um grande vintage é uma celebração da natureza.

São as mesmas cabeças que fazem milagres com os rubis e tawnies mais novos – mas são forçados, por causa dos preços absurdamente baixos, a usar vinhos que são novos de mais, que ainda não estão prontos.

Em contrapartida, se os meus amigos me pedissem um Tawny de 20 anos que não prestasse eu não seria capaz de me lembrar de um único exemplo.

Existirão, mas só para os profissionais que fazem provas.

Para um consumidor normal como eu que confia numa dúzia de produtores e nunca foi desiludido é coisa que não conheço – felizmente.

Habituei-me ao longo da minha vida a surpreender pessoas que juram não gostar de vinho do Porto (ou vinho da Madeira ou Moscatel) através do simples expediente de lhes apresentar um bom vinho do Porto (ou vinho da Madeira ou Moscatel).

Há também quem tenha (como eu já tive) a mania que não gosta de vinhos doces.

A razão é sempre a mesma: porque só conhece os vinhos doces maus e baratos.

São os consumidores que obrigam as casas de vinho do Porto a produzir quantidades imensas de mau vinho do Porto.

Querem pagar 6 euros por uma garrafa que se abre no Natal para acompanhar o bolo-rei?

Ei-lo, meu amigo, e que nunca lhe façam falta os 24 euros que poupou ao não comprar um vinho do Porto que prestasse.

Tenho mais para dizer – mas fica para a semana.

https://www.google.com/…/tragedia-vinho-porto-bom-quase…/amp

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como nos anos 1970 Díli inundado (agora pior…)

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já o escrevi em 2016..

685 Díli inundado, fevº 2016

maromác zangou-se

as ribeiras transbordantes

em díli nada mudou

tudo alagado como dantes

décadas depois

nem os milhões do petróleo

dominam as águas

passados quarenta anos

sem dinheiro para voltar

dominam-me as mágoas

a minha saudade

rima com verdade

Jose Teixeira and Furak Alves shared a post.

Depois da tempestade

Agora no Largo de Lecidere.
Hafoin udan bo’ot.

-0:50

-0:38

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Claudio Savaget Timor-Leste is with Geiza Marques d’Oliveira at Dili,Timor Leste – East Timor.

DOMINGUEIRA HUMIDA
Depois da tempestade

Agora no Largo de Lecidere.
Hafoin udan bo’ot.

XIMENES BELO A 1ª ENTREVISTA HÁ 30 ANOS

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Image result for empds31º Colóquio da Lusofonia AICL 12-15 abril 2019

(re) descobri a gravação da minha primeira curta entrevista a Dom Carlos Ximenes Belo em Timor ocupado pela indonésia em 1989…

a primeira entrevista que lhe fiz para a Rádio Comercial, RDP, Lusa, TDM RTP (Macau), pensei que estava perdida mas recuperei a cassete…

um documento histórico pelo seu significado. ouça-a aqui ou aqui https://blog.lusofonias.net/?p=61326

regressar

Entrevista a Tim Oates. “A primeira ideia errada é dizer que hoje a Finlândia está a fazer o que é certo na Educação” – Observador

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Source: Entrevista a Tim Oates. “A primeira ideia errada é dizer que hoje a Finlândia está a fazer o que é certo na Educação” – Observador

 

https://observador.pt/especiais/entrevista-a-tim-oates-a-primeira-ideia-errada-e-dizer-que-hoje-a-finlandia-esta-a-fazer-o-que-e-certo-na-educacao/

Norma Europeia vai obrigar os homens a urinarem sentados a partir de 2021

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https://noticiasdem3rda.com/norma-europeia-vai-obrigar-os-homens-a-urinarem-sentados-a-partir-de-2021/
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novo livro Laurinda C Andrade

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LAURINDA C. ANDRADE.(1899-1980):
“A Porta Aberta”

A autobiografia da jovem que aos 18 anos deixou tudo e todos para trás e atravessou o Atlântico para concretizar o seu sonho.
Organização, texto português e posfácio de Francisco Cota Fagundes. Edição da Companhia das Ilhas.
……………………………..
Laurinda Cândida Andrade (1899-1980) nasceu na freguesia de São Brás, Terceira, Açores.
Ainda criança, a sua família mudou a sua residência para Angra do Heroísmo. Em 1917, sem a companhia de qualquer membro da família, emigrou para os Estados Unidos da América e estabeleceu residência em New Bedford, Massachusetts. Sofreu uma série de contratempos, devidos sobretudo a uma doença associada ao árduo e perigoso trabalho das fiações onde se empregou. Conseguiu, apesar das contrariedades, completar o curso do Liceu de New Bedford, e foi aceite como aluna de Românicas no Pembroke College, sector feminino da prestigiosa Universidade de Brown, onde concluiu um Bacharelato em 1931. Após uma longa saga à procura de trabalho durante a Grande Depressão, acabou por encontrar emprego como editora e directora do semanário A Tribuna, em Newark, New Jersey. Tornou-se depois secretária da Legação Portuguesa em Washington, D. C. Em 1942, aceitou um emprego menos bem remunerado e regressou a New Bedford para estabelecer o primeiro Programa de Português no liceu onde se havia formado. Em 1955 fundou, nesse liceu, o primeiro Departamento de Português de nível secundário nos EUA. Conclui o Mestrado no Departamento de Espanhol da Universidade de Columbia, Nova York, em 1948.

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castelos e aldeias históricas

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Do alto de cada Aldeia Histórica, há um Castelo que vigia, imponente e altivo, as suas queridas gentes. ❤️ Percorrer as suas muralhas, torres e ruínas é embarcar numa emocionante viagem ao passado, até às origens do nosso país. 😍 Viaje connosco neste vídeo, à descoberta dos Castelos das Aldeias Históricas de Portugal… 🏰😉

-2:39

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contaminação nas Lajes, Terceira

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Homens Livres
34 mins

As forças militares americanas usaram este produto na Base das Lajes?

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MILITARY.COM
ler em https://www.military.com/daily-news/2019/02/26/residents-near-8-military-bases-be-tested-chemical-tied-cancer.html?utm_medium=Social&utm_source=Facebook&fbclid=IwAR0luFqk-rS_jqhPfmr88_2rhBs01vGt3NX1cNvcieG69OAmMFOaA5Qnx78#Echobox=1551210782

património dos Açores à venda????

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S.O.S. Açores shared a post.

“Maria Eugenia” is for sale.
“Maria Eugenia” is one of the last living pieces of Azorean naval architecture. It was built in the Santo Amaro shipyards, on the island of Pico, by Master Builder Manuel Bento, in the early decades of the last century, based on a design by Manuel Inácio Nunes (who at the time had already emigrated to California) by request of a ship-owner from Graciosa Island.
Like others built in the shipyards of Santo Amaro do Pico at that time, this boat represented the coming together of the famous art of the builders of that island with the experience gained by the first Azorean emigrants in California, who were able to understand and develop the techniques and use them in their homeland.
“Maria Eugenia” sailed from then (about 1920) until the end of the 1980s.
The hull was completely restored in Santo Amaro do Pico by Mestre José Adriano, which was completed in 2011, with the purpose of transforming her into a school boat, a project now abandoned.
She can be visited in Santo Amaro at Mestre José Adriano’s shipyard.
Proposals are welcome.
Contact: adpma@cabotagem.org

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10 hrs

Patrimônio dos Açores.
Um barco com história que bem podia ser como escreveu Carlos De Bulhão Pato Homenagem aos estaleiros feitos em cima de rochas pelos seus construtores sem apoios de ninguém deixaram uma grande obra Naval dos Açores de grandes marinheiros de todas estas ilhas dos Açores. Atenção Secretaria da Cultura a nova diretora pode fazer história se tiver coragem. Assim vai os nossos Açores.

Faial por João Gago da Câmara

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tomás Quental and João Câmara shared a link.
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VISAO.SAPO.PT
https://visao.sapo.pt/opiniao/2019-03-05-Faial-a-ilha-azul/?fbclid=IwAR3lWTYMXEsJooyIAWpqNsi7e5xyrhFWkp-o7kESy36g7pomJHzTS8hN3yY
  • Tomás Quental

    14 hrs

    As ilhas açorianas em livro de excelentes crónicas: uma sugestão

    Caro João Câmara! Tu, que me conheces há muitos anos, sabes bem que eu não sou de hipocrisias e falsos elogios. Se não gostasse das crónicas que tens escrito sobre as nossas ilhas, calava-me ou criticava mesmo. Acontece, porém, que tenho apreciado muito – muito mesmo! – esses teus textos, num estilo leve e apetecível para a leitura, cheios de pormenores e curiosidades. Estás a prestar um excelente serviço à promoção no exterior das ilhas açorianas. Mas eu quero fazer-te uma sugestão: com esta qualidade de escrita e com esta riqueza de informação, nomeadamente histórica, geográfica, paisagística e sociológica, tudo bem articulado e harmonizado, no final estas nove crónicas merecem e devem ser publicadas em livro, eventualmente com algum ajuste para o efeito, acompanhadas com boas fotografias. Não tenho dúvidas que esse livro será um sucesso editorial!

  • João Câmara

    17 hrs

    ILHA DO FAIAL NA VISÃO

    Fechamos hoje o périplo pelas ilhas do grupo central do arquipélago com o desembarque da Visão no bonito Faial, a ilha azul.
    Boas leituras.