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Os divertidos MicroCarros do Pós-Guerra
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José Paz dedica esta Aula no Cinema à figura do dramaturgo Norberto Ávila, mostra do bom estado de saúde do teatro contemporâneo das Açores.
Source: NORBERTO ÁVILA, EXCELENTE DRAMATURGO DAS ILHAS AÇORES
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“O Anjo de Timor”, de Sophia de Mello Breyner Andresen, em tétum.
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This morning’s crop of e-mail brought the terribly sad news of the sudden passing of George Monteiro. I have too many fond memories of George to choose from for this first, still-shocked tribute, so I’ll just share the most recent. This past summer, I spent a few weeks editing what may turn out to be George’s last book (though I wouldn’t be surprised if he had more in the pipelines, with other publishers — I’d never known a more prolific scholar). The editing was a labor of love and learning, and I’m very glad now I had the opportunity to help put the book together. I’m just sad we won’t be able to launch it with George present, as we’d planned to do.

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Source: José Medeiros Ferreira (d)escrito por Cristóvão de Aguiar
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Património de Influência Portuguesa
Palácio das Repartições
Cidade de Dili – Timor
Equipamentos e infraestruturas.
O atual edifício do Palácio do Governo ou das Repartições é assim designado por nele se concentra‐ rem vários serviços públicos e como forma de o distinguir da residência do governador, situada na zona suburbana de Lahane. Fronteiro à Avenida Marginal de Díli, foi erigido na década de 1950, no âmbito do plano de reconstrução levado a cabo pelo governo português na sequência da devastação de que o território timorense fora vítima no decurso da Segunda Guerra Mundial.
O palácio constitui um cenário de frente urbana sobre uma praça cerimonial virada ao mar. Essa função, com usos, funções e cargas simbólicas próprias, precedeu a praça urbana formal. Esta, quando foi desenhada e assumida, replicou simbolicamente a Praça do Comércio de Lisboa, com estátua do Infante D. Henrique ao centro e tendo por limites o Palácio do Governo pelo sul, o mar pelo norte, o Quartel de Infantaria pelo poente e um vazio arborizado a nascente. Formalmente, o edifício recorre ao modelo espalhado pelo império durante a década de 1950. Construção tradicional portuguesa em dois pisos, com telhados de quatro águas e beirados, enfatizando a frente com arcada ao nível da praça e varanda com colunata de pilares e cobertura plana em placa de betão. Ao centro da composição, enfatizando o eixo de simetria, os três arcos centrais e o correspondente troço da varanda superior são porticados citando um peristilo, encerrando‐se a varanda e apresentando três vãos de peito eixados pela arcaria.
Curiosamente, o palácio é composto não por um, mas por três corpos, sendo os laterais ligeiramente reduzidos na sua extensão em relação ao corpo central, pois apresentam quinze arcos (três centrais e seis laterais de cada um dos lados), enquanto o corpo central apresenta dezassete (três centrais e sete laterais de cada um dos lados). Neles os pórticos de peristilo em cada eixo são menos enfáticos, pois mantêm a continuidade da varanda e não ultrapassam a cota do beirado, o que acontece apenas no corpo central.
Todos os corpos se desenvolvem para o tardoz em corpos secundários, perpendiculares ao plano da fachada e também de dois pisos, despidos dos elementos arquitetónicos que compõem a fachada principal, tais como arcarias, varandas e pórticos, apresentando‐se na sua simplicidade formal como elementos que estruturam, enquadram e apoiam, em termos funcionais, as áreas mais representativas que ocupam a frente da praça.
No período que antecedeu a independência de Timor, foram ali instalados os serviços da Missão das Nações Unidas para Timor‐Leste, mais conhecida pelo seu acrónimo inglês UNAMET, sendo o local refúgio de muitos timorenses durante o período de violência que se seguiu ao referendo de 30 de agosto de 1999. Posteriormente, o edifício seria sede da sucessora da UNAMET, a Administração Transitória das Nações Unidas para Timor‐Leste (UNTAET), que cessaria funções em 2002 com a independência. Presentemente, o edifício é a sede do Governo, retomando as funções iniciais de edifício sede do poder político.
Edmundo Alves e Fernando Bagulho
(in HPIP – Património de Influência Portuguesa)
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Património de Influência Portuguesa
Centro de Saúde de Dili – Timor
Equipamentos e infraestruturas
O Centro de Saúde de Díli começou a ser construído em 1954, ao abrigo do I Plano de Fomento Ultramarino (1953-1958) para o território de Timor. O projeto inicial, solicitado pelo Governador de Timor, foi realizado, no Gabinete de Urbanização do Ultramar, pelo arquiteto José Manuel Galhardo Zilhão e remetido para a colónia, em 1952, juntamente com outros estudos preliminares de equipamentos para implantar em Díli. Seguindo-se à elaboração do Plano Geral de Urbanização de Díli (1951), estes estudos e projetos urbanísticos e arquitectónicos demonstravam a vontade do Governo em investir na reconstrução da capital que, à época, ainda se encontrava em ruínas, por consequência da ocupação japonesa durante a II Guerra Mundial, e que carecia dos equipamentos mínimos fundamentais para o seu funcionamento.
O projeto do Centro de Saúde previa a construção de dois edifícios: um corpo principal, reservado para consultórios e serviços de farmácia, e um anexo para funcionar como depósito e garagem. O edifício principal desenvolve-se a partir de uma planta em V que, no cruzamento das duas alas, desenha a esquina entre a antiga Rua Formosa (atual Avenida Cidade de Lisboa) e a Travessa da Bé-fonte. A entrada abre-se no ponto de encontro das duas fachadas compostas por galerias exteriores e protegidas, da incidência solar, por meio de grelhas. Em 1956, parte da verba do Plano de Fomento foi direcionada para a construção do edifício de anexos: um corpo de formato alongado disposto perpendicularmente ao limite da rua. Em 1966, de acordo com o relatório de execução do Plano Intercalar de Fomento, o anexo seria adaptado para funcionar como farmácia do Estado. Em 1957, foi atribuída verba para construção de um centro materno num edifício independente, posicionado na continuidade da ala norte-sul do edifício principal, de desenvolvimento ao nível do rés-do-chão por meio de uma planta em H, apresentando fachada tripartida, orientada para a travessa. Em 1959, neste último edifício instalou-se a Missão de Combate às Endemias que acabaria por sofrer adaptações, em 1969, para funcionar como Delegacia de Saúde.
Isabel Boavida
(in HPIP-Património de Influência Portuguesa)
