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Suécia deixa cair acusação a Assange por falta de provas | Esquerda
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A procuradora sueca Eva-Marie Persson anunciou a decisão de pôr termo à investigação que acusava o fundador da Wikileaks de violação. Assange continua preso em Londres e sempre negou as acusações de
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JOANA CARVALHO VOZ CONVIDADA DO 33º COLÓQUIO BELMONTE
armas – as mais letais
Norberto Ávila FRENTE À CORTINA DE ENGANOS romance
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Surpreendeu-me a nova Direção da Casa dos Açores em Lisboa, por intermédio de João Pimentel, amigo de longa data (a quem devo a 1ª versão do meu site literário) com a amável disponibilidade de um espaço mensal do Boletim daquela associação, de modo a poder publicar, capítulo a capítulo, em jeito de folhetim, um romance inédito: FRENTE À CORTINA DE ENGANOS. Trata-se de uma narrativa elaborada em 2003-2004, a partir da minha comédia FORTUNATO E TV GLÓRIA (escrita em 1995 e estreada em 1998 pelo Teatro Animação de Setúbal.)
Fortunato Galisteu (que de Valdevide, nas faldas da Serra da Estrela, se passara para Lisboa, aos 11 anos, como aprendiz de mercearia), veio a casar com Laura, filha do patrão Inocêncio. E, decorridos uns anos sobre a morte deste, é já senhor duma cadeia de supermercados na Capital e nos arredores. O empresário, não sendo a princípio afeto a programas de televisão, deixa-se contagiar pelo entusiasmo de alguns familiares nesse domínio (com alarmante destaque para a mulher e a mãe, inveteradas consumidoras de telenovelas, concursos, reality shows); e tendo também em conta o extraordinário poder publicitário daquele meio de comunicação, ambiciona já a criação da sua própria estação de TV. (Nome previsto: TV Glória, em homenagem à mãe.) De modo que se torna um hábito, para Fortunato, seus parentes e amigos, entreterem-se improvisando “programas” a exemplo dos mais populares, em que atuam com grande à-vontade. Até que a ficção e a realidade se confrontam…
FRENTE À CORTINA DE ENGANOS
Romance
CAPÍTULO 1
Voluptuosamente refastelada na ampla sala de estar, pernas estendidas ao longo do sofá de veludo beringela, D. Laura surpreendia-se e deleitava-se com as meândricas voltas e contravoltas da telenovela, já no seu 183.º episódio. Mesmo assim, sem olhar as mãos acetinadas (à custa de tanto creme parisiense), ia limando as unhas.
No mágico e luminoso sacrário doméstico recortava-se agora a pungente figura de Vinilda, depois de um abundante soluçar: “Pois então… se não és capaz de renunciar, para sempre, ao amor dessa delambida… o que terás a fazer é deixar-me!, duma vez por todas!…”
E Lambrusco, o companheiro de muitos anos de irregular vivência matrimonial: “Ora… sê razoável, minha querida. De que poderás tu queixar-te? De que poderás tu queixar-te? De não te oferecer a mínima coisa de tudo o que me pedes? De revelar menor capacidade para amar-te? Quando? Em que momento? Se consigo satisfazer-te nesse aspecto… como em todos, afinal… que poderá interessar-te uma pequena fantasia extraconjugal, que só a mim diz respeito?”
E tornava ela: “Sou muito infeliz! Não aguento mais esta vida! Acabarás por levar-me ao suicídio!…”
Do televisor chegou um novo soluçar aflitivo e cruciante, que Fortunato Galisteu, entrando na sala, de roupão de cheviote e babuchas marroquinas, ainda ouviu. Trazia na mão esquerda um pequeno bloco de notas; na direita, uma dessas esferográficas de baixo preço.
“Quando é que acaba essa lamúria, essa zanguizarra?” perguntou, indignado.
Laura, retirando os pés do sofá, apanhou o telecomando e suprimiu o som ao televisor.
“Isto não pode continuar assim, Laurita!”
“O quê? Já não se pode ver uma telenovela?”
“Não é isso, minha querida. Refiro-me a outro assunto.” Aproximou-se então da mulher, no seu gingar de anfíbio cetáceo. “Passei agora um bocado na despensa. E fiquei mesmo banzado com o que vi!”
Laura pôs de parte o estojo das unhas: “Sim? Na despensa, dizes tu? E no entanto… géneros, artigos, mercadorias, víveres, mantimentos que te são bem familiares.”
“Mas não em tão fabulosas quantidades, em tão reduzido espaço, caramba!”
“Que exagero, Fortunato! Que exagero!”
O volumoso comerciante consultava o seu bloco de notas: “É lá possível que numa simples casa de família, que até nem é numerosa, se armazenem 285 rolos de papel higiénico!, 330 sabonetes!, 98 embalagens de champô!, etc., etc.! Estás a prever alguma guerra?, alguma catástrofe natural?, que te impeça de recorrer ao supermercado durante anos e anos?”
“Ora, estarem esses artigos nas prateleiras dos nossos supermercados e estarem nas prateleiras da nossa despensa… é praticamente o mesmo. Que tudo isso nos pertence, graças a Deus!”
“E graças a Fortunato! É bom não esquecer! Muito lhe custou a ganhar!”
“A ti, sozinho?” perguntou Laura, levantando-se. “Lembra-te de que o meu pai, que Deus haja, esteve bem na origem da tua prosperidade! Não fosse ele a receber-te na mercearia, como marçano de pé descalço e ranho no nariz… e queria ver se chegavas a essa posição!”
“E não fosse eu esperto como um alho, habilidoso a subtrair no peso, e queria ver se ele, em tão pouco tempo, passava de simples merceeiro a abastado armazenista de secos e molhados!”
Mau humor com mau humor se paga. Assim, replicou D. Laura, arremessando a lima para o sofá: “Ajudaram-se mutuamente, é o que foi! E não se fala mais nisso! Não te deu ele a única filha em casamento?”
“Rica prenda!”
“Tenho os meus defeitos? Pois tenho! E tu? És o São Fortunato em pessoa, com seu resplendor de prata do cu da gata?”
“Alto aí! Dobra a língua, se fazes favor! O respeitinho é muito bonito!”
Entretanto, folgado em pijama de seda e chinelas de cordovão, apareceu Marco ao cimo das escadas. E já vinha descendo.
Mas Laura prosseguiu: “Vejam lá o descaramento! Solta da boca os maiores destemperos, e ainda me vem com a ideia do respeitinho!”
“Isto é realmente uma vergonha!” exclamou o rapaz. “Nem ao domingo de manhã se pode dormir descansado!”
“Ah! O cavalheiro acordou?” Disse o pai.“Em sobressalto, não é verdade? Pois ainda bem. Seja muito bem-vindo, já que temos aqui umas contas a ajustar.”
Marco suspendeu o passo e ficou na expectativa.
Fortunato desdobrava uns papéis, que tirou do bolso do roupão: “Um sobretudo de pêlo de camelo… 350 mil escudos! Gasolina… 85 mil escudos… Livros… 78 mil escudos… Isto o que é?! Quem autorizou estas despesas? Em meu nome, hã?”
“Despesas correntes…” desculpou-se o filho.
“Ir buscar um sobretudo à Trianon, a alfaiataria mais espaventosa de Lisboa?! Isto só da cabeça do mais ricaço! Precisavas de um novo sobretudo, porventura? E que precisasses! A tua obrigação era falares com o pai. Não faltam sobretudos nos nossos supermercados, de todas as cores e feitios, e a preços mais razoáveis…”
“Oh paizinho! Quem é que pode usar aquelas roupas de supermercado?”
“Eu, por exemplo! E não me caem os parentes na lama!”
Sonolenta, em roupão de xantungue verde-gaio, Sandra surgiu ao cimo da escada.
“Pois há quem faça reparo!” comentou o rapaz.
A irmã vinha descendo, apoiada no corrimão.
Fortunato foi peremptório: “Estou-me completamente marimbando para os reparos de quem quer que seja! Entendes? Digo e repito…”
Marco e Sandra juntaram-lhe as suas vozes: “ ‘Tudo o que tenho é o fruto de muito trabalho!’ ”
“E de muita roubalheira,” acrescentou Laura em aparte.
Só então o grosso comerciante reparou na filha: “Já cá faltavas tu, para completar o coro!” Voltou-se depois para o rapaz: “Portanto, meu querido Marco, ficamos assim entendidos: A tua mesada está suspensa, até atingirmos o valor aproximado destas facturas.”
“Oh pai!” exclamou o infractor.
“Que sou teu pai já eu sei. Antes o não fosse!”
“Não digas disparates!” vociferou a mulher.
Fortunato Galisteu era categórico. O ‘menino’ teria de aprender a não abusar da bolsa paterna! Ora pois então!
Sandra, num ímpeto de apoio fraternal, acudiu em favor do atingido, afirmando que o pai, já que lhe não faltavam os meios para isso, bem poderia ser um pouco mais compreensivo.
“Como assim?” estranhou Fortunato. “Atreves-te a tomar partido pelo teu irmão?!”
“A solidariedade não é nada que fique mal entre seres humanos,” argumentou a rapariga. “E então do mesmo sangue…”
“Solidariedade… pois,” resmungou o pai. E logo a foi avisando: “Toma nota, para teu governo: A mesada de Fevereiro… não contes com ela.”
“Oh pai!” lastimou-se a impertinente.
“Não! Isto vai entrar nos eixos! Ah isso é que vai!” berrou o supermercadista. Depois, voltando-se para a mulher: “E tu, mãe compadecida, livra-te de compensar, com algum donativo, estas minhas restrições! Ouviste?” E foi saindo, olhos fixos no bloco de notas: “285 rolos de papel higiénico!, 330 sabonetes!, 98 embalagens de champô!…”
Marco pousou a mão no antebraço da irmã: “Preciso falar contigo, Sandra. Vem ao meu quarto.”
Subiram ambos a escada, de braço dado.
Foi então que Laura, sentindo-se aliviada, voltou a alongar-se no sofá. Depois, refugiando o olhar no televisor, pegou no telecomando e fez subir o som do aparelho. Rebentou, aterrada, a voz de Lambrusco: “Que á isso? Estás louca?! Passa para cá esse revólver!”
E Vinilda, contornando uma mesa de pé-de-galo: “Querias? O revólver? Toma lá o que ele contém!”
Ouviu-se então um disparo.
Ele: “Ai, que me mataste!”
Ela: “Por favor, não morras! Não morras! Perdoa, meu amor!”
Saiba mais sobre este romance no site: https://bit.ly/32ZFZiA

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Os meus sentimentos à família.😢
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Enunciado!!

Placa Tectónica ao Largo de Portugal Pode Estar em Rutura
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Ao largo da costa portuguesa está a acontecer algo de estranho, e os cientistas propõem agora uma explicação sem precedentes.
Source: Placa Tectónica ao Largo de Portugal Pode Estar em Rutura
vídeo são miguel açores
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Joana Mota and ByAçores shared a link.
USA POST CORREIOS NOS EUA (JÁ EXISTE E-MAIL….DHL…
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She needs to learn about email ![]()
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as raças não existem
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Jose Antonio Salcedo

For my Portuguese friends: Como tenho referido desde há muito, o conceito de “raça” é uma construção social e não tem qualquer suporte científico. Felizmente, Ciência – através do conhecimento que gera – também serve para destruir os preconceitos. Não é possível usar Ciência para justificar as raças.
É lamentável que em geral os nossos deputados tenham uma formação científica nula ou tão limitada.

escravos à porta da Europa
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“Às portas da Europa”… e dentro de casa da África. Onde é que está a União Africana (UA)?
«(…) “Todos os dias chegavam homens árabes, às vezes com guarda-costas, e então nos levavam ao pátio. Ali tínhamos de nos sentar assim –Abou se senta no chão, com as pernas abertas–, em fila, cada um entre as pernas do que estava atrás. Era como um trem que formávamos no chão.” Abou retorna à sua cadeira e continua o relato: “O homem árabe passeava entre nós e escolhia alguns. Escolhia os fortes, os que não pareciam que iriam morrer em dois dias. Ele os escolhia como quando você escolhe manga no mercado de frutas. Depois pagava às pessoas do gueto e os levavam. Todo dia chegavam homens árabes para nos comprar”.
Abou foi vendido depois de dois meses. “Não sei quanto pagaram por mim. Diante de nós não falavam de dinheiro, iam negociar os preços num canto.” Abou fica em silêncio. Com o olhar perdido. Depois, diz: “O gueto de Ali é o lugar que você imagina quando te falam de um mercado de escravos”. Um mercado de escravos no século XXI, em uma cidade até há pouco tempo relativamente turística e em um país a 400 quilômetros da Europa.
O buraco líbio
Abou Bacar, nascido em Gambia, foi vendido em um mercado de escravos da cidade libia de Sabha.ALFONS RODRÍGUEZ
Antes da guerra —o conflito irrompeu no âmbito da Primavera Árabe, em 2011–, a Líbia era uma das várias rotas imigratórias em direção à Europa. As máfias optavam às vezes por transportar os imigrantes à Mauritânia e dali alcançar em caiaque as Ilhas Canárias; ou atravessar a Argélia para chegar a Marrocos e saltar a cerca de Melilla; ou cruzar a Líbia e tentar navegar em balsa até a ilha italiana de Lampedusa.
Hoje, a Líbia se perfila quase como a única rota: o caos ali é tamanho que as máfias e os traficantes de pessoas movimentam-se sem empecilhos, ao contrário das vigiadas fronteiras dos demais países. Cada vilarejo e cidade da Líbia pertence a uma milícia diferente. E nessa bagunça os imigrantes tentam se meter para cruzar o mar. Estima-se que, atualmente, cerca de 330.000 imigrantes estejam bloqueados na Líbia, segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM).
O problema é que esta violenta anarquia tem reverso: milhares de homens e mulheres estão sendo sequestrados, aproveitando a falta de controle. Os sequestros, já há alguns meses, foram um passo além: cada vez é maior o número de escravos.
Em abril a OIM, agência vinculada às Nações Unidas, publicou um relatório no qual denunciava que na Líbia existem, há meses, mercados de escravos. Lugares em que os imigrantes são vendidos para serem usados como mão de obra, como criados ou escravos sexuais.
Giuseppe Loprete, chefe da missão da OIM no Níger, explica em seu escritório em Niamey que “os imigrantes que voltam da Líbia nos contam histórias terríveis. Falam de licitações, de leilões, de compra e venda de escravos”. Um macabro retrocesso no tempo do outro lado do Mediterrâneo. O gueto de Ali, onde Abou foi vendido, é um desses mercados.
Não se trata de sequestros em que se pede um resgate. Não se trata de condições de exploração. Não se trata de poder pagar pela sua liberdade. Trata-se de um tráfico de escravos em que moradores da Líbia compram subsaarianos para que trabalhem em suas casas, fazendas ou plantações sem salário de tipo algum –nada além de teto e comida– e sob um regime de violência.(…)»












