REABASTECIMENTO ÀS FLORES

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N/M Malena, com 86 metros de comprimento e 2588 Toneladas de Arqueação Bruta, está já a operar no Porto das Lajes das Flores. O navio zarpou de Ponta Delgada com noventa e oito contentores a bordo entre os quais dez frigoríficos contento produtos alimentares congelados e refrigerados , dezanove contentores vazios e oito viaturas como carga geral não contentorizada.
Esta operação decorre dum esforço do Governo dos Açores para minimizar os efeitos das quebras de abastecimento à Ilha das Flores e para possibilitar a saída de carga e gado vivo da Ilha, na decorrência da destruição do Porto das Lajes das Flores pelo Furacão Lorenzo.

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URBANO BETTENCOURT · Carta para Fatima Bettencourt

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Carta para Fatima Bettencourt
Cidade da Praia

Fátima,
A mensagem vai assim em formato de carta & tal, apenas para me desculpar pela demora em dar notícia dos teus «Sonhos e Desvarios», cuja leitura acabei há bastante tempo.
À medida que fui prosseguindo compreendi o que me tinhas dito em mensagem anterior, ao afirmares que tinhas saído da tua zona de conforto.
Na verdade, vejo que te deslocaste de contexto e espaços, ao encontro de outras gentes e de outros quotidianos, com as incidências muito particulares de uma «modernidade urbana» e das suas vidas miúdas – o contencioso entre o indivíduo e o poder, os equívocos e conflitos daí resultantes, o atrito por vezes violento entre a liberdade e as convenções sociais, o desajustamento em relação a uma realidade cujos contornos já não quadram bem com um conjunto de valores adquiridos e tidos por imutáveis.
Mas surpreendeu-me principalmente a estratégia narrativa utilizada com o recurso ao sonho como outro plano do «real» – por vezes em antecipação, mesmo que incompreensível a um primeiro momento e em conflito com os dados observados, outras vezes o sonho como matéria integral da narração. O que daí resulta é uma oscilação de fronteiras entre a realidade e a imaginação que se tem dela, o lugar instável do leitor perante um universo narrativo desta natureza, em que mesmo o insólito e o estranho são apresentados num registo de perfeita «naturalidade». E nada disso anula o olhar lúcido sobre a realidade actual, as suas incongruências e desvarios; antes, a convoca e a representa nos seus paradoxos e arbitrariedades, com a sua violência sobre os cidadãos, num discurso a que não falta, às vezes, a dimensão irónica e que se mantém sempre dentro de um tom «tranquilo» que não deixa, por isso, de ser menos eficaz na denúncia social. Neste aspecto, «Em trânsito» é a todos os títulos uma narrativa notável, digo eu, mesmo que o teu coração de narradora possa ter outras preferências.
Por tudo isso (e também pelo que aqui se poderia dizer ainda) vão os parabéns deste mano do Norte – mano nas letras e também no sobrenome comum trazido da Normandia por um antepassado remoto «de cuyo nombre no quiero accordarme.»
Grande abraço do Urbano

Ponta Delgada, 29 de Outubro de 2019

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Uma língua à portuguesa nas Caraíbas?

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Há uma língua muito parecida com o português perdida nas Caraíbas. E não é que os espanhóis andam de olho nela? Porque é que a galiña atravessa o oceano? O meu primo Rui Pedro esteve uns tempos em serviço nas Caraíbas — sim, há quem viaje até àquelas paragens para trabalhar. Visitou várias ilhas, entre […]

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Viagem às línguas escondidas nas nossas notas

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É certo que viajar de avião é cada vez mais barato, mas cinco euros ainda não nos levam a lado nenhum — a não ser que olhemos, com atenção, para a própria nota. Basta isso para darmos uma volta pelo nosso continente, à descoberta das línguas que levamos no bolso. A nossa moeda chama-se «evro»? […]

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ISLÃO RIDÍCULO

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SecretNews

Riyad – the grand Mufti of the Saudi kingdom decided by a fatwa that the non-veiled emojis were contrary to a strict interpretation of Islam.

Riyad – Le grand mufti du royaume saoudien a décidé par une fatwa que les émojis non-voilés étaient contraires à une interprétation stricte de l’islam. Plus d’un milliard de personnes utilisent WhatsApp – mais en Arabie saoudite, un pays très conservateur, le service de messagerie vo…

Portugal condenado a pagar 13 mil euros por morte de estudante nas praxes no Meco

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Angelo Ferreira
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Devia pagar muito mais! Uma justiça que ficou longe de ser feita! Como pôde isto acontecer? Como? Como se existem testemunhas do que aconteceu naquela noite? Como podem os pais não saber ao certo o que se passou e quem levou os filhos para a morte? Como? Onde estão os ativistas pela justiça? A falar de plástico nos oceanos, de touradas, de carros nos centros das cidades ou de CO2??
Onde estão os meios para as polícias investigarem a sério os crimes que afogam a sociedade portuguesa? Onde?
Onde estão os meios para uma defesa eficaz contra os abusadores, sejam eles cidadãos individuais, terroristas ou regimes inimigos da paz e da liberdade? Onde?
Justiça, primeira base de uma sociedade saudável, antes mesmo da medicina e da saúde.

poluição na base das Lajes

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Partilha-se entrevista concedida ao jornal Diário Insular de hoje (14/1/2020) sobre Bromatos em água de consumo na Base das Lajes.
O título é: “Bromato acima dos limites detetado na água da Base das Lajes”.

O limite de bromato na água recomendado pela legislação portuguesa é de 0,01 mg/l, mas na rede dos norte-americanos foram detetados 0,011 e 0,014 mg/l.

Foi novamente detetado bromato acima dos limites definidos pela legislação portuguesa na rede de água utilizada pela Força Aérea norte-americana dentro da Base das Lajes.
De acordo com informação interna da base, foram feitas análises no dia 03 de novembro, pelo 86 AMDS Bioenvironmental Engineering Flight, que detetaram níveis de bromato acima do estabelecido pela legislação portuguesa.
Das duas amostras realizadas, uma identificou 0,011 mg/litro de bromato e outra 0,014 mg/litro, quando o valor máximo admissível (VMA) é de 0,01 mg/litro.
Questionado por DI, o Professor da Universidade dos Açores Félix Rodrigues, especialista em poluição, disse que os bromatos na água são “oxidantes” e, por isso, “produzem lesões no organismo, que podem levar a doenças crónicas”, podendo também “desencadear doenças cancerígenas”.
Segundo Félix Rodrigues, os valores identificados estão “ligeiramente acima dos valores legais”, mas ainda assim, a água não deve ser utilizada para consumo, nem para outros fins, como tomar banho, lavar roupa ou louça.
Questionado por DI sobre a origem desta substância, o especialista disse que normalmente o aparecimento de bromato está associado ao tratamento da desinfeção da água por ozono, mas é também possível que surja da interação entre emissões naturais de bromo, que nos Açores são superiores a de outros locais, com matérias orgânicas ou poluentes.
Esta não é a primeira vez em que são detetados níveis de bromato acima do recomendado pela legislação portuguesa na rede de abastecimento da Força Aérea norte-americana.
DI já tinha denunciado situações semelhantes em março de 2016 e em agosto de 2019. Nesse último caso, o bromato chegou mesmo aos 0,4 mg/litro.
A rede de água da Força Aérea norte-americana abastece também a população do bairro de Santa Rita.
DI questionou a Câmara Municipal da Praia da Vitória sobre a emissão de alertas junto da população do bairro, mas não obteve resposta até ao fecho da edição.
DI questionou ainda, por escrito, a Força Aérea portuguesa, que faz a ponte com os militares norte-americanos, mas também não recebeu resposta em tempo útil.

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Sites de fake news em Portugal – Comunidade Cultura e Arte

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Nos últimos tempos, o fenómeno das “fake news” tem dominado atenções mediáticas, sendo um termo usado para tudo o que vai de notícias efetivamente falsas a notícias verdadeiras que não são convenientes.Nesta página, não abordamos plataformas de criação de fake news. Aqui, pronunciamo-nos sobre i

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o abastecimento às ilhas

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O “ainda” da Secretária
Há umas semanas, ouvi a Secretária Regional dos Transportes produzir, pomposamente, uma frase notável.
Revelava a governante à imprensa os esforços desenvolvidos pelo executivo a que pertence para abastecer a ilha das Flores dos bens essenciais que, ainda hoje, faltam naquele pedaço ocidental. Lá foi falando de aluguer de navio, etc e tal, quando um jornalista mais insolente fez a pergunta óbvia: quando chegam as coisinhas à ilha?
Foi aí que a Senhora Secretária foi explícita: “Ainda não mandamos nas condições meteorológicas”…
De início, meio atordoado, pensei em indignar-me. Tratar-se-ia de mais um exercício de arrogância de quem representa a força política que detém o poder nos Açores há quase vinte e quatro anos (metade do tempo que durou a ditadura em Portugal).
São cada vez mais as impaciências dos nossos governantes. Perguntas naturais mas inconvenientes parecem-lhes atrevidas. Qualquer interpelação que levante a mínima suspeita sobre as suas competências de mando é respondida com altivez, no rosto expressões de enfado.
A arrogância sempre foi característica notória de quem detém o poder absoluto, tenham sido reis, sejam ainda presidentes de países que vivem em regime ditatorial ou governantes de países ou regiões em que está instaurada a ditadura da democracia. Eles é que mandam e prontes, não há mais conversa…
Estava eu nestas cogitações, a exaltar-me por dentro cada vez mais, quando reparei no “ainda”. Se não estivesse na frase o “ainda”, cabiam aqui todas as supra deixadas lamentações sobre as atitudes arrogantes de quem manda.
Imaginemos a resposta sem o “ainda”. Quando vai haver abastecimento à ilha das Flores? “Não mandamos nas condições meteorológicas”, teria respondido a Secretária. Poderia haver ali um toque de soberba, tipo “ainda não somos Deus”. Mas também poderia ser tomada a resposta como um exercício de humildade, do género “estamos nas mãos de Deus, mais propriamente de São Pedro, que ditará no futuro breve se o vento dá tréguas e o mar se acalma”.
O “ainda” muda tudo. Quer dizer a Secretária que “por enquanto” o Governo não manda nas condições meteorológicas. Mas que está a trabalhar nisso. Que devemos manter a esperança. Se não for nesta legislatura há-de ser nas próximas.
Resolvidas estão todas as outras questões nas quais o governo manda: transportes aéreos (a SATA está como nunca esteve); barcos de transportes de pessoas e mercadorias (longe vai o tempo em que tínhamos de alugar). Pode, então, o Governo passar para outro nível – mandar no tempo que vai fazer. Lá ficou a promessa. Que, como todas as outras, será para cumprir, nem que seja nos próximos 24 anos…
Ai sossego futuro, meu Povo. Livres ficaremos dos Lorenzos, frentes frias e outros que tais. Os portos ficarão da maneira como foram construídos até à eternidade. E até o turismo crescerá a olhos vistos, pois poderemos escolher o tempo consoante os gostos. Coisa brasileira para os amantes de praia, chuva a valer para quem gosta de fazer trilhos a apanhar com ela nas ventas…
Tenhamos paciência, até lá. Vivemos, ainda, um tempo em que florentinos e corvinos não têm nada nas prateleiras para comprar, mas um avião da Força Aérea aterrou cheio de gente importante e suas comitivas para dobrar o ano. Antes tivesse levado batatas para as consoadas ocidentais. Cumprir-se-ia melhor Portugal, na sua parte mais afastada da Europa…
António Bulcão
(publicada hoje no Diário Insular)