portugal proibido

Views: 0

No Estado Novo de Salazar beber Coca-cola era proibido, as enfermeiras não podiam casar, as funcionárias públicas não podiam sair do País sem autorização do Estado, as professoras não podiam casar com um homem que tivesse um salário inferior ao da noiva, as noivas de oficiais do Exército não podiam casar sem dote, as mulheres precisavam de autorização do marido para passar a fronteira, e tantas outras edificantes (e algumas bem curiosas) especialidades do regime político da velha senhora.

Com comentários do nosso amigo António Costa Santos.

-16:27

26,166 Views
Prova Oral

Revolução de Abril acabou com série de proibições a que os portugueses estavam sujeitos.

MACAU NA ALEMANHA

Views: 4

Macau: “Geld, Geld, Geld!”

É com o meu velho Mac que escrevo desde há vários anos os meus artigos e nunca tinha perdido um único trabalho.

Mas a tecnologia não é sempre tão inteligente quanto gostaríamos, e foi assim que um dia destes fiquei sem um artigo inteiro em que fazia uma reflexão sobre a vida enquanto peça de teatro – uma expressão cantonense.

Aparentemente fui eu próprio que apaguei o ficheiro sem reparar.

É uma pena, mas foi desta forma que acabei por me debruçar em pleno num outro tema que me interessa há muito tempo: a obscura presença de Macau num país onde vivo há já quase três anos, a Alemanha.

Tanto a China como Hong Kong são temas recorrentes na imprensa em língua alemã.

Aí, a situação da China nos média é neste momento bastante delicada, principalmente desde os eventos dos últimos meses.

Graças ao sagrado VPN, consigo acompanhar as notícias em alemão na China – estou temporariamente a viver em Hamcheu (Hangzhou) – o que me permite sobretudo manter a aprendizagem da língua e ir beber umas cervejas com os amigos alemães daqui.

No contexto da celebração da criação da Região Administrativa Especial de Macau, a NTV alemã deu o seguinte título à peça que fez sobre o assunto: “Xi Jinping visita Macau. Presentes para o mais bravo Hong Kong”.

Na minha opinião, o que vejo como um presente é a quantidade de reportagens que surgiram sobre este assunto e que me dão a oportunidade de fazer algumas pesquisas sobre como Macau é compreendida pela imprensa alemã.

No fim de Novembro do ano que terminou, Jochen Faget, que escreveu, aliás, vários livros sobre Portugal, fez uma reportagem para a Deutschlandfunk Kultur, na qual entrevistou Scott Chiang da Associação Novo Macau e Larry So, antigo professor do Instituto Politécnico de Macau.

Larry So foi depois citado várias vezes pela imprensa germanófona: Macau tem sido “desde sempre muito vermelha” (DPA, Agência de Imprensa Alemã) .

Para a SRF, a germanófona Rádio e Televisão da Suíça, que citou Larry So, “a Macau vermelha floresce hoje ainda mais vermelha”.

À primeira vista, e na sequência desta quantidade inabitual de reportagens em alemão, Macau não parece ter uma imagem muito positiva.

Se eu estivesse plenamente de acordo com estas reportagens, isso quereria dizer que estaríamos todos mais preocupados com dinheiro do que com a liberdade.

Na ZDF (Zweites Deutsches Fernsehen – Segunda Televisão Alemã, canal público), vemos mesmo o jornalista Ulf Röller a terminar a reportagem, no Cotai, entre os grandes casinos, declarando em voz alta: “Aqui, há apenas uma coisa que importa: Geld, Geld, Geld (dinheiro, dinheiro, dinheiro).”

De certa forma, devo reconhecer que muitos em Macau não vêem como prioridade a liberdade diante do dinheiro.

No entanto, às vezes sinto que faltam informações sobre uma outra realidade tão diferente quando não se explica, por exemplo, as diferenças existentes, nomeadamente no sistema de segurança social ou mesmo na evolução histórico-política de Macau e Hong Kong, já para não falar das diferenças culturais.

É enquanto doutorando – um título bastante respeitado na sociedade alemã – que voltei a Berlim em 2017.

Como me considero sempre um principiante da língua alemã, não tinha a mesma ambição de fazer comentários em relação a esta matéria como já o fizera em Portugal.

Ainda por cima, a Alemanha encontra-se culturalmente muito afastada de Macau.

Desde as primeiras apresentações dos documentários estudantis que produzi em 2013, na maior parte das vezes a convite do Instituto Camões, tenho falado sobretudo português em vez de alemão ou inglês.

Este facto é uma das razões pelas quais tenho – na minha subjectiva opinião – uma impressão muito pessoal de que Macau parece ocupar um lugar de importância menor na sinologia alemã.

Ao mesmo tempo, e graças à importância histórica de Macau para Portugal, tenho a oportunidade ainda hoje de poder apresentar-me com um intelectual de Macau e falante de português como língua estrangeira – estrangeira às minhas próprias línguas.

Há 12 anos, tive a oportunidade de entrevistar na Universidade de Munique o professor Roderich Ptak, sinólogo especializado na história de Macau.

Desde os tempos do meu mestrado em Berlim, nas conversas mais sérias ou nas de café com conhecidos meus, tenho insistido sempre no facto de que Macau poderia ser um caso interessante no quadro de investigações teóricas sobre o pós colonialismo.

Sinto, por outro lado, um certo “orgulho” – coloco entre aspas porque não gosto desta palavra – quando penso que comprei quase todas as cópias existentes da versão alemã do livro de fotografias “Macau” (1992) de Werner Radasewsky e Günter Schneider (fotos) e Teresa Borges da Silva (textos) nos alfarrabistas berlinenses – cópias que ofereço aos meus caros amigos berlinenses bem como às pessoas que admiro, dizendo: os textos têm de ser lidos criticamente, mas as imagens fazem parte da minha infância, nesta exótica mistura de culturas e Macau ainda dos tempos coloniais.

Quando a minha terra é referida na imprensa de língua alemã, vê-se em geral quase uma exclusividade dos temas da economia.

Foi por isso que fiquei mais ou menos surpreendido quando vi tantas reportagens em alemão respeitantes ao 20º aniversário da RAEM.

Foi também isso que me incitou a escrever o presente artigo.

Ao ver tantos testemunhos dos órgãos de comunicação social de Macau que celebram com satisfação este aniversário, a imprensa alemã e suíça parece não ser apenas crítica, mas também bastante severa.

Principalmente os jornais de língua alemã partilham várias opiniões.

Por exemplo, como Macau, aos seus olhos, possui “um estado de direito comparativamente robusto e uma imprensa livre” (Frankfurter Rundschau), embora por exemplo o Frankfurter Allgemeine não esteja muito de acordo.

Escrevem ainda que “os comunistas tinham de facto já tido o controlo sobre a cidade muito antes da retirada dos portugueses” (NTV), ou ainda que “Macau é a China – e vai ser sempre a China” (Stuttgarter Zeitung).

É neste contexto de protestos em Hong Kong, que gerou polémica nos média de língua alemã e igualmente uma certa degradação da imagem da China na Alemanha, que podemos compreender por que Macau é considerado por vários jornais importantes alemães a “criança preferida” ou “a filha bem-educada da China”.

Não sou especialista em temas relacionados com a imprensa, mas enquanto simplíssimo espectador e leitor em Berlim, vejo, por exemplo, na televisão documentários bastante suspeitos sobre a China.

Esta suspeição não é um problema em si, porque é mesmo importante poder ficar desconfiado, olhar criticamente para os dois lados das coisas, mas diante desta (quase) exclusividade de trabalhos negativos, sinto-me às vezes um pouco perdido e questiono-me como devo encontrar um equilíbrio na selecção da informação.

Como é hábito, não me consigo calar.

Por falta de espaço, terei de continuar em próximos artigos esta reflexão sobre uma matéria que me fascina: a compreensão de Macau na imprensa ocidental.

Antes de concluir, gostaria ainda de abordar outro ponto.

Parece-me que a grande diferença que pode existir entre as imprensas da Alemanha ou da Suíça e as dos países que foram no passado grandes poderes coloniais ou que têm ainda territórios ultramarinos, reside na particularidade dos seus pontos de vista.

Como a Alemanha tem menos peso na história colonial, Mr. Wissen2Go precisou, por exemplo, de inventar um estado alemão imaginário (onde, por acaso, a língua oficial seria o português) para explicar o lugar particular de Hong Kong aos alemães.

Atendendo ao escasso passado colonial da Alemanha – o país foi obrigado a abandonar Tsingtao após a primeira Guerra Mundial – algumas críticas alemãs fazem-me pensar no dilema entre a expressão chinesa “旁觀者清/旁观者清” (literalmente ao-lado-ver-quem-claro, páng guān zhě qīng, em mandarim, ou pong kun che cheng, em cantonense) – “quem vê de fora vê melhor” – e o que, diria eu, é a falta de percepção de quem possa estar por dentro.

Diria mesmo que não é justo criticar a realidade de uma outra cultura tão distinta sem uma explicação sobre as diferenças culturais, mesmo que esta seja egocêntrica.

De qualquer maneira, é para mim importante perceber como a minha terra é compreendida lá fora.

Estas reportagens, uma vez traduzidas nas nossas línguas, são um presente para este lugar que precisa sempre de ouvir opiniões críticas.

Cheong Kin Man (em colaboração com Mathilde Denison Cheong).
in Portal Extramuros, 9 de Janeiro de 2020.

https://www.extramuros.net/2020/01/09/macau-geld-geld-geld/

No photo description available.

Governo Regional promove sessão pública para recolha de contributos no âmbito da elaboração do projeto do Miradouro da Lagoa do Fogo – Tribuna das Ilhas

Views: 0

A Secretaria Regional da Energia, Ambiente e Turismo, através da Direção Regional do Ambiente, promove, a 27 de janeiro, uma sessão de pública para apresentação dos objetivos de intervenção e o estudo prévio do projeto do Miradouro da Lagoa do Fogo, em São Miguel, e recolha de sugestões e contributos a ponderar na elaboração do […]

Source: Governo Regional promove sessão pública para recolha de contributos no âmbito da elaboração do projeto do Miradouro da Lagoa do Fogo – Tribuna das Ilhas

telemóvel com ligação ao céu

Views: 0

Privilégio pouco é bobagem! E o pastor fica bravo quando as pessoas não acreditam que ele está falando ao telefone com o Criador, que tem Seu número de telefone.

astor diz que tem o número do telefone de Deus e que recebe ligações do Criador: “Eu consegui o número quando estava orando”

Source: Pastor diz que tem o número do telefone de Deus e que recebe ligações do Criador: “Eu consegui o número quando estava orando”

Continue reading

está tudo louco ou andam a tomar drogas????Secretário de Estado propõe “chazinhos e bolinhos” para evitar agressões a médicos | TVI24

Views: 2

O Secretário de Estado da Saúde defendeu a medida como forma de tornar as salas de espera mais confortáveis, aliviando a tensão. As declarações de António Lacerda Sales à Rádio Renascença, já motivaram críticas por parte do bastonário dos médicos.

Source: Secretário de Estado propõe “chazinhos e bolinhos” para evitar agressões a médicos | TVI24

Parlamento aprovou proposta do PSD que permite corrigir lacunas dos programas “Estagiar” – Jornal Açores 9

Views: 0

O parlamento açoriano aprovou ontem por unanimidade uma proposta do PSD de alteração aos programas “Estagiar”, permitindo assim “corrigir diversas

Source: Parlamento aprovou proposta do PSD que permite corrigir lacunas dos programas “Estagiar” – Jornal Açores 9

a draga da Horta e a falta de areia

Views: 1

Draga da Horta parada há meses
Falta de areia afeta construção civil no Pico

A falta de areia está a afetar as empreitadas de construção civil do Pico há vários meses porque a draga “Coral da Horta” está parada no Faial. A embarcação, que realiza a dragagem e procede à distribuição do material inerte pelo Grupo Central, tem estado a ser reparada mas Rufino Francisco, proprietário da draga, afirma que está a demorar mais do que o previsto. Contactado por este jornal, o empresário diz que os trabalhos só não terminaram porque a Portos dos Açores (PA) não permitiu a varagem no Porto da Horta e por não haver disponibilidade para varar na Madalena. “A manutenção tem sido feita no mar; se fosse em terra já estaria concluída há muito mas a PA foi arranjando desculpas para não me deixar varar na Horta”, acusa. “Primeiro disseram-me que não tinham cabos mas eu comprometi-me a adquiri-los. Depois o problema já era da grua e das máquinas e andaram comigo para trás e para a frente, enganaram-me. E na Madalena há um barco varado na rampa”, continua. Rufino Francisco acha ainda “curioso que a draga de São Miguel tenha vindo ao Grupo Central apenas para abastecer a Terceira e tenha deixado de fora outras ilhas”. “O Governo Regional devia ter acautelado esta situação para não se chegar a um ponto de rutura”, enfatiza.
A parte mais significativa da intervenção deve estar concluída dentro de duas semanas, altura em que, segundo diz, terá de extrair areia para servir as ilhas. Contudo, a draga terá mesmo de ir para terra, durante cerca de duas semanas, para serem realizados os trabalhos no fundo da embarcação.

“Rampa da Horta foi desativada há cinco anos”

Ao Jornal do Pico Miguel Costa, presidente do Conselho de Admnistração da PA, enfatiza que, da parte do armador, deve haver “um erro na interpretação da informação que lhe foi dada porque a rampa da Horta foi desativada há, pelo menos, cinco anos por razões de segurança operacional” e que “não há exceções quando não estão reunidas as condições de segurança ideais”. Miguel Costa refere que havia duas opções: ou a Praia da Vitória ou o Estaleiro Naval da Madalena. “No caso da Madalena, a rampa e a carreira que estão a ser utilizadas por um atuneiro é na condição de que, se houver alguma necessidade de esse atuneiro ser arriado – o que vai acontecer nos próximos dias –, assim será. O que a PA fez, com boa vontade, foi arranjar um pontão, no Porto da Horta, devidamente abrigado para que ele [Rufino Francisco] pudesse trabalhar no plano de água e é lá que estão a fazer as reparações da embarcação. Aliás, o próprio armador disse que as principais podiam ser todas feitas em plano de água”, relata. O responsável recusa, por isso, qualquer culpa que esteja a ser atribuída à PA: “A PA não tem estaleiros só à espera que os armadores nos venham bater à porta a dizer que querem os estaleiros disponíveis no dia seguinte. Ainda lhe foi dado um conjunto de datas disponíveis para fazer essa operação [em terra]. Eu acho que o atraso no fornecimento de areia se deve, essencialmente, à falta de programação atempada do armador. Sabemos que essa embarcação teve um acidente na Praia da Vitória, o que também envolve as seguradoras, e, certamente, isso tudo é que deve ter motivado algum atraso nesse fornecimento que não pode, de maneira nenhuma, ser imputado à PA”, remata.

(Jornal do Pico, edição número 819, 17 de janeiro de 2020)

Foto: Direitos Reservados

Image may contain: ocean, sky, mountain, outdoor and water

Porto de São Roque – Lançamento da empreitada do terminal de passageiros

Views: 0

No Porto de São Roque – Lançamento da empreitada do terminal de passageiros

A obra está orçada em cerca de 3,5 milhões de euros e tem o prazo de execução de 24 meses. A Portos dos Açores, SA acaba de lançar o procedimento com vista à execução da obra do Terminal Marítimo de Passageiros do Porto de São Roque do Pico, empreitada que abrangerá uma nova gare, a reformulação dos espaços de circulação automóvel e do estacionamento e a ampliação de toda a área.
Segundo Miguel Costa, presidente da Portos dos Açores, “com este reordenamento do Terminal Marítimo de Passageiros do Porto de São Roque do Pico, pretende o Governo dos Açores, através da empresa pública Portos dos Açores, promover a implementação de uma estrutura equiparada às recentemente intervencionadas no contexto das ilhas do Triângulo, e capaz, cumulativamente, de oferecer condições adequadas de fluidez e funcionalidade aos fluxos não só de passageiros mas também de viaturas, através da rampa ro-ro.”
Com esta empreitada será introduzida uma maior capacidade de estacionamento e de lugares de espera para embarque de viaturas, melhorando-se ainda as áreas de tomada e largada de passageiros, com lugares especialmente dedicados para veículos ligeiros, táxis, autocarros e viaturas de turismo.
“Está também previsto um aumento da área de aterro do Porto de São Roque, sobre o enrocamento que confina com o mar, ao mesmo tempo que serão criadas áreas de permanência exterior para peões, com estruturas de abrigo e zonas ajardinadas e com a introdução das necessárias segregações entre as zonas de acesso geral e de acesso restrito, que se requerem nos espaços portuários da atualidade”, avança a mesma fonte ao JP.
Segundo nos explica Miguel Costa, a maior relevância neste empreendimento será a cons-trução de uma nova gare de passageiros, com dimensões substancialmente maiores que a presentemente existente, passando de 171 m2 para 758 m2 de área coberta, o que permitirá albergar com condições significativamente diferentes os utentes daquele terminal marítimo de passageiros.

(Jornal do Pico, edição número 819, 17 de janeiro de 2020)

Fotos: Direitos Reservados

No photo description available.
Image may contain: table and indoor
Image may contain: sky
Image may contain: sky and outdoor
No photo description available.

a imbecilidade de alguns que falam só tem paralelo na imbecilidade dos que aceitam isto….Não há razão para “aliviar” tributação dos combustíveis, defende Siza Vieira – ECO

Views: 1

Pedro Siza Vieira reitera que, numa altura em que se estão a fazer mudanças na mobilidade, não há motivo para aliviar a tributação dos combustíveis. Destaca, no entanto, que não há agravamento.

Source: Não há razão para “aliviar” tributação dos combustíveis, defende Siza Vieira – ECO

será possível acabar com os chumbos?

Views: 1

É possível acabar com os chumbos?

“Só a partir de uma pedagogia diferenciada centrada na cooperação entre professor e os alunos e destes entre si se poderão por em prática os princípios da inclusão, da integração e da participação democrática, isto é, os Direitos da Criança” Sérgio Niza.

Um amigo meu sempre aberto a todas as inovações, não discordando com o governo que acha que não deve haver retenções, decidiu este ano letivo (quase) acabar com as aulas meramente expositivas e introduzir algumas novidades não só na lecionação, mas também na avaliação.

Assim, organizou a atividade letiva de modo a que todos os alunos pudessem aprender não só com ele, mas também em cooperação com os colegas, através:

– De um Plano Individual de Trabalho (PIT), onde pudessem com autonomia não só adquirir, mas também aprofundar os seus conhecimentos;

– De um Tempo de Estudo Autónomo onde pudessem concretizar os trabalhos previstos nos seus PIT, quer os de treino quer os de investigação ou aprofundamento de conhecimentos. Este foi o tempo mais adequado para poder apoiar os alunos com mais dificuldades;

– De um tempo dedicado a conversar sobre o decorrer das aulas, em termos de cumprimento das regras, planificação dos trabalhos, orientação das aprendizagens e avaliação das mesmas;

– Da realização de Trabalhos de Projeto, onde pudessem ter a possibilidade de escolher os colegas de grupo e os temas a tratar e onde os processos e os produtos de cada projeto fossem objeto de comunicação à turma;

– De uma Lista de Verificação, distribuída a todos, onde constassem todos os conteúdos a lecionar, selecionados de acordo com as aprendizagens essenciais.

A avaliação dos alunos deixou de ser baseada apenas em testes escritos e passou a ter em conta a assiduidade, a pontualidade, o trazer o material necessário para a aula, a participação oral, a realização de tarefas de forma adequada, o cumprimento de regras de trabalho e convivência e a autonomia, a aquisição de conhecimentos e competências transversais, como, por exemplo, selecionar e organizar informação, construir explicações científicas baseadas em conceitos, desenvolver ou aplicar competências em novos contextos.

Ao terminar o primeiro período, o meu amigo, apesar de não ter obtido resultados muito negativos nas suas turmas, ficou um pouco desiludido, pois pensava que havia criado condições para que todos os seus alunos tivessem sucesso.

O que terá falhado?

Segundo ele, as principais causas de não conseguir o sucesso pleno foram.

– O absentismo escolar- há alunos com 12 ou 13 anos que estão matriculados, mas que nunca vão à escola, outros que aparecem na escola e não vão às aulas;

– O desinteresse total- há alunos que estão nas aulas e recusam-se a trabalhar, mesmo quando têm a possibilidade de tratar um tema à sua escolha;

– O desrespeito pelas regras de convivência – há alunos que depois de seis anos de escolaridade ainda não sabem distinguir uma aula de um recreio. Com efeito, nas aulas falam alto uns com os outros, levantam-se do seu lugar para irem falar com um colega sobre assuntos pessoais, interrompem o professor para fazerem perguntas não relacionadas com os temas que aquele está a tratar, etc.;

– A ausência de hábitos de estudo – embora os testes escritos não tenham o peso que tiveram outrora, a maioria dos alunos não estuda em casa, nem no dia-a-dia nem mesmo na véspera dos mesmos.
Teófilo Braga
(Correio dos Açores, 32029, 15 de janeiro de 2020, p.16)

No photo description available.