silenciar as vozes dissidentes na china?

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Rosely Forganes
26 mins ·
Ao longo das últimas semanas, o jornalista chinês Chen Qiushi tem mostrado ao mundo a gravidade do coronavírus e como a China está a lidar com a doença, através de reportagens polémicas e vídeos em direto feitos a partir do seu telemóvel na cidade de Wuhan, o epicentro do surto. Agora, Chen Qiushi está desaparecido. De acordo com a CNN, a família não tem informações sobre ele desde a noite de quinta-feira, dia em que morreu o médico chinês que denunciou o coronavírus — o que gerou uma onda de revolta entre a população.
Chen Qiushi, que também é advogado, chegou a Wuhan no dia 24 de janeiro e, desde então, tem denunciado através de vídeos que publica nas redes sociais a realidade dos hospitais, funerárias e alas de isolamento improvisadas. Num dos vídeos, vê-se num canto do hospital uma mulher com uma máscara a tentar segurar um familiar morto, sentado numa cadeira de rodas, ao mesmo tempo que tenta fazer telefonemas.

Chen Qiushi tem publicado vídeos polémicos que mostram como a China está a combater o vírus. À família foi apenas dito que o jornalista foi posto em q…

OBSERVADOR.PT
Jornalista chinês que fez reportagens polémicas sobre coronavírus desaparecido. Terá sido posto em quarentena
Chen Qiushi tem publicado vídeos polémicos que mostram como a China está a combater o vírus. À família foi apenas dito que o jornalista foi posto em q…

faleceu o nosso patrono e Presidente Honorário João Malaca Casteleiro

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acabo de saber com imensa mágoa, tristeza infinda, e incredulidade, que um dos homens que mais admirava e que tanto nos ajudou desde 2007 nos colóquios da lusofonia, nos deixou dia 7 de fevereiro (não tenho mais detalhes)….faleceu o nosso patrono e Presidente Honorário João Malaca Casteleiro
`A Conceição os nossos votos de solidariedade neste momento difícil. Recordo algumas imagens dos últimos seis anos em que conviveu connosco e esteve sempre presente.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

nota do Público dia 10.2.20

João Malaca Casteleiro (1936-2020), mais do que obreiro do acordo ortográfico

Ficará conhecido como o ‘pai’ do Acordo Ortográfico, mas o seu papel na coordenação do dicionário da Academia das Ciências é talvez a sua grande marca. João Malaca Casteleiro tinha 83 anos.. Não foram para já adiantados pormenores sobre as cerimónias fúnebres do linguista.

O linguista João Malaca Casteleiro, coordenador do dicionário da Academia das Ciências e figura central do novo Acordo Ortográfico, morreu na sexta-feira, aos 83 anos, no Hospital da Cruz Vermelha, onde estava internado, confirmou neste domingo ao PÚBLICO o jornalista e investigador António Valdemar, amigo do professor catedrático.

Pela exposição mediática do Acordo Ortográfico, é provável que venha a ser recordado por ter sido um dos principais responsáveis pela elaboração do respectivo acordo em 1990 – que viria a entrar em vigor em Portugal em 2009. Mas para quem com ele privou, e acompanhou o seu percurso profissional, mais significativa foi a coordenação científica do Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea, da Academia das Ciências de Lisboa, que viria a ser publicado em 2001, resultante de 12 anos de trabalho.

“Ele coordenou, e interveio activamente, na elaboração do dicionário que estava há 200 anos parado, o que é uma grande marca”, reflecte António Valdemar. “O [Almeida] Garrett dizia que o dicionário começava em A e tinha acabado em ‘azurrar’. Depois o [crítico literário, ensaísta e professor] Jacinto Prado Coelho fez uma tentativa, há cerca de 50 anos, de um 1.º volume para não acabar em ‘azurrar’, e o [linguista] Lindley Cintra fez uma diligência, mas quem concluiu o dicionário foi o Malaca Casteleiro. Havia uma espécie de maldição que vinha desde o tempo do Garrett e a sua acção foi determinante.”
Mas como se escrevia no PÚBLICO na época, passada uma semana do lançamento o dicionário já estava envolto em polémica e foi contestado por outros especialistas.
Com as investigadoras Maria de Lourdes Crispim e Maria Francisca Xavier, João Malaca Casteleiro trabalhou também no Dicionário da Língua Portuguesa Medieval.
No Acordo Ortográfico defendeu que a unificação do português era uma medida de pragmatismo que visava, acima de tudo, promover a língua portuguesa no mundo, ao mesmo tempo que facilitaria “a comunicação entre os países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa..” Em 2008, dizia ao PÚBLICO que no “plano da lusofonia interna é lamentável que não exista um acordo”, argumentando que a língua portuguesa “é a única com duas variantes que têm de ser traduzidas nas Nações Unidas.”
Apesar das polémicas que enfrentou, recusou sempre qualquer cenário de se voltar atrás, mantendo-se como defensor do Acordo, do qual foi o principal responsável da Academia das Ciências de Lisboa, pela elaboração do documento e autor do anexo de seis páginas que o encerra, acreditando que poderia “fortalecer a lusofonia” e “promover o idioma em todos os países” e organismos internacionais. “Ele deu o seu contributo para o acordo, que não é perfeito, mas nenhum acordo o é. Assumiu uma posição sujeita a todas as controvérsias.. Mas espero que não seja recordado apenas por isso”, sintetiza António Valdemar.
Natural de Teixoso, Covilhã, licenciou-se em Filologia Românica em 1961, tendo obtido o doutoramento pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa em 1979, com uma dissertação sobre a sintaxe da língua portuguesa. Professor catedrático naquela faculdade desde 1981 e membro da Academia das Ciências de Lisboa, foi também director de investigação do Centro de Linguística da Universidade de Lisboa, conselheiro científico do Instituto Nacional de Investigação Cientifica e presidiu ao Conselho Científico da Faculdade entre 1984 e 1987. Foi ainda presidente do Instituto de Lexicologia e Lexicografia entre 1991 e 2008. Em 2001 foi feito grande-oficial da Ordem do Infante D. Henrique.
A 5 de Maio próximo, no Dia Mundial da Língua Portuguesa, no âmbito de um colóquio a efectuar na Academia das Ciências, em Lisboa, António Valdemar irá realizar uma intervenção de evocação a Malaca Casteleiro. “Tinha proposto ao professor Telmo Verdelho, que preside à comissão, que se fizesse isso há algum tempo. Agora é importante salientar a importância da sua obra, sobretudo a coordenação do dicionário.”

João Malaca Casteleiro (1936-2020), mais do que obreiro do acordo ortográfico

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[LER MAIS “Acordo Ortográfico é uma medida pragmática”, diz Malaca Casteleiro | Portugal | PÚBLICO]

Crónica 316 Eulogia ao Mestre Malaca

Há textos que jamais se espera escrever e este é um deles. Dia 7 de fevereiro 2020 é um dia muito triste, vinte e oito anos e um dia depois da morte do meu pai morreu um dos meus mentores, uma pessoa que muito estimava e que me honrava com a sua amizade.

Escrevo estas linhas, a quente, pouco depois de ter sabido da notícia e tenho pena de não ter acedido aos pedidos dos associados da AICL, Luciano Pereira e do Rolf Kemmler em 2018, quando propuseram fazer uma homenagem aos nossos dois patronos, e decidimos que eles fossem (na nossa assembleia-geral de 2019) nomeados nossos Presidentes Honorários e continuassem como Patronos. Esperava eu que a sua longevidade nos permitisse fazer essa homenagem num colóquio inteiramente dedicado a ambos.

Claro que os homenageamos a ambos durante os anos em que com eles aprendemos tanto quando, connosco, humildemente partilhavam o seu saber.

O Professor João Malaca Casteleiro surgiu no nosso seio em outubro 2007 com Evanildo Bechara quando ambos aceitaram o meu ousado convite a estarem presentes, e lembro-me, como se fosse hoje, que depois de um dos jantares, no Poças em Bragança, quando regressávamos a pé, à velhinha Residencial Classis onde estávamos todos alojados, eles me perguntarem já perto da meia-noite se eu os queria aceitar como nossos patronos, dado que o primeiro patrono JOSÉ AUGUSTO SEABRA falecera em 2004. Nem queria acreditar que a sorte nos bafejara naquela conversa informal, quando eu me queixava da falta de visibilidade do 8º colóquio em 2007.

Logo a seguir, fruto desse mesmo colóquio em Bragança, a comunicação social daria tanto relevo ao acordo ortográfico de 1990 que ali se debatera, que prontamente o estado português o ratificou e começou a implementar. A partir desse momento, durante anos a fio, em escolas, universidades, colóquios, Malaca Casteleiro e Evanildo Bechara eram as faces mais visíveis dos colóquios e do AO 1990, da Galiza a Portugal, Brasil, Macau, catapultando estes colóquios para a ribalta.

Durante os primeiros anos estabelecemos as metas necessárias para que a novel Academia Galega da Linga Portuguesa se pusesse de pé e frutificasse e a sua palavra e as suas estratégias ajudaram a conseguir o que poucos acreditavam ser possível numa Galiza espanholizada e castelhanizada linguisticamente.

Quando em outubro de 2010 fomos vítimas de uma ameaça da Câmara Municipal de Bragança de tomar conta dos nossos colóquios encontrei em ambos, o apoio necessário para avançar a todo o gás para a nossa associação, a AICL, garantindo os direitos de autor do nosso logótipo, do nosso nome e do nome dos colóquios.

Depois, foi Malaca Casteleiro quem coordenou as diligências para irmos a Macau em 2011, no ano a seguir à nossa bem-sucedida ida ao Brasil, onde marcamos presença na conferencia de Brasília da CPLP (março 2010), no Museu da Língua em São Paulo e no 13º colóquio em Florianópolis. Assim, acabaríamos por levar uma extensa comitiva de 43 participantes, dos quais 19 totalmente apoiados pelo Instituto Politécnico de Macau.

Recordo as passadas rápidas e vigorosas de Malaca Casteleiro na nossa ida ao Canadá em setembro 2012 pela Yonge St abaixo rumo à Universidade de Toronto onde a Manuela Marujo nos esperava para celebrar os 65 anos de estudos portugueses. Antes disso, em abril de 2009 na Lagoa, o nosso patrono recusara a carrinha de 9 lugares que andava numa lufa, para a frente e para trás, e decidira meter pés ao caminho que separava o teatro da Lagoa da residencial Arcanjo na vizinha Atalhada, onde estava hospedado, e quase conseguia chegar ao mesmo tempo que a viatura.

Durante os primeiros anos estabelecemos as metas necessárias para que novel Academia Galega da Linga portuguesa se pusesse de pé e frutificasse.

Já em 2016 em Montalegre, em amena cavaqueira, com ele, e a sua inseparável Conceição, perdemo-nos do nosso guia, o célebre Padre Fontes e fomos a pé cavalgando as ruas e caminhos de Vilar das Perdizes, enquanto os restantes faziam a rota cultural estabelecida.

Mais tarde quando o meu filho João foi convidado pelo Ministro da Ciência e Tecnologia a ir falar a Picoas, ao atual edifício Altice, em maio 2017 nos 30 anos do programa Ciência Viva, o Malaca e a Conceição lá estavam, a partilhar o meu orgulho imenso, jantando connosco e ficando em amena cavaqueira até altas horas quando fecharam o bar do Hotel.

E sempre estiveram connosco desde 2007, menos no ano de 2018 quando a saúde do nosso mestre e patrono o traiu e ele não pode estar presente no 29º Belmonte 2018, 30º Madalena do Pico 2018 e 32º na Graciosa 2019 (por temer a falta de condições hospitalares em caso de necessidade urgente nas ilhas). Ainda em novembro último confirmara a sua presença em Belmonte este ano…

Não vou falar da sua notável carreira, nem da sacanice da perseguição que a Academia lhe moveu nos últimos anos que nos levou em 2009 a propor uma ACADEMIA DE LETRAS DE PORTUGAL mas que infelizmente, não lograria apoios suficientes para arrancar e deixar de ser uma subserviente Secção de Letras da Academia de Ciências de Lisboa, mas recordarei sempre a sua confissão de que tinha vindo de uma família humilde e, como quase todos os desta geração, subira a pulso, fruto de muito trabalho e estudo, coisas que, indubitavelmente fazem falta hoje em dia.

Muitas vezes falamos disto, da ética de trabalho, da necessidade de sermos exigentes e perseverantes.

Guardarei comigo tudo o que partilhamos nestes 13 anos de convívio são e fico eternamente grato pelo muito que com ele aprendi. Continuará sempre como nosso patrono e Presidente Honorário, ele que presidiu à Mesa da Assembleia-Geral da AICL desde a sua fundação em 2010 até à Assembleia-Geral de 2019 e deixo aqui em imagens a sua passagem no nosso seio, que tanto nos ajudou e influenciou. [1]

Chrys Chrystello, 9.2.2020

Presidente da Direção da AICL, Colóquios da Lusofonia

[1] As imagens serão projetadas no 33º colóquio em abril 20202 Belmonteé o 2º mentor e 2º patrono dos colóquios que nos deixa….jose augusto Seabra em 2004 e agora o Malaca..

 

não há mistério nem alteração da gravidade nas vassouras em pé

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Félix Rodrigues
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Disseram-me que havia uma anomalia qualquer com a gravidade que estava a deixar as vassouras em pé.
É estranha tal explicação porque seria ainda mais estranho que o campo gravítico terrestre se alterasse e por tão pouco tempo. Também diziam ser informação da NASA, instituição credível, mas não encontrei nada sobre o assunto.
De facto as vassouras ficaram em pé, mas diga-se de passagem que nunca tentei fazer tal experiência.
Repeti e experiência com várias vassouras e afinal isso verifica-se todos os dias e em qualquer lugar: Desde que a projeção do centro de massa da vassoura caia dentro da área que constitui a sua base de sustentação, a vassoura manter-se-á em equilíbrio. É só e apenas uma questão de jeitinho no ajuste da base e do cabo da vassoura.

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beleza fotográfica

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PARA O DIA COMEÇAR PERFEITO

A luz que passa pelo corpo do pássaro cria cores únicas, e entra em contraste com as sombras de sua silhueta, a natureza nos impressiona com seus detalhes esplêndidos.

A luz que passa pelo corpo do pássaro cria cores únicas, e entra em contraste com as sombras de sua silhueta, a natureza nos impressiona com seus detalhes esplêndidos.

Aumenta pressão para obrigar governo a reabilitar a linha do Douro até Espanha

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A Assembleia Geral do Eixo Atlântico aprovou por unanimidade a proposta do presidente da Câmara de Peso da Régua, para incluir no plano de atividades a defesa política da reativação da Linha do Douro até Barca de Alva

Source: Aumenta pressão para obrigar governo a reabilitar a linha do Douro até Espanha

Um terço dos habitantes das Beiras e Serra da Estrela vive em “condições indignas”

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Cerca de um terço dos habitantes das Beiras e Serra da Estrela “vive em condições indignas” e em situação de “grave carência habitacional”, concluiu um estudo do Instituto Politécnico da Guarda (IPG), hoje divulgado.

Source: Um terço dos habitantes das Beiras e Serra da Estrela vive em “condições indignas”

Raptos, decapitações e ataques violentos levam o pânico a Moçambique

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“As pessoas falam de homens, em particular, que são alvejados e decapitados. Há muitos, muitos relatos de mulheres e crianças que são sequestradas ou simplesmente desaparecem”, disse Andrej Mahecic, porta-voz do ACNUR, para quem há a agravante de estes grupos terroristas serem movidos por ideologias perigosas, como é o caso de elementos ‘jihadistas’.
“Têm sido bastante cruéis ao espalhar o terror nesta parte de Moçambique”, disse o responsável do ACNUR.

Os conflitos na província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique, estão a aumentar e provocaram pelo menos 100 mil deslocados internos, alerta o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

O SÍNDROME DE GOLIAS ANTº CONCEIÇÃO JNR

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URBANIDADES


O SÍNDROME DE GOLIAS

Posted: 08 Feb 2020 08:02 AM PST

Nos últimos dias, e de uma forma crescente, tenho visto notícias sobre a dispersão do corona virus pela China e parte do mundo e o modo como a minha Macau está deserta, com as suas gentes fechadas em casa e os milhões de turistas ausentes. Também a maior indústria do jogo do mundo está encerrada.
Duas fotografias em especial me tocaram, porque o ruído fez-se silêncio, o feérico apagou-se e tudo está suspenso, como um filme de celulóide que emperrou no projector.
Menor do que o pastor David, um microscópico virus tem causado muita preocupação no mais populoso país do mundo, e os gigantescos impérios do jogo que existem em Macau ficaram subitamente encerrados.
É em tempos destes que tenho tendência a reflectir sobre a fragilidade de tudo, independentemente da sua escala ou dimensão, e do modo como uma economia se centra e se apoia em Golias que caem suspensos dos danos causados por ínfimos mas mortais virus que, como sempre, atingem os mais frágeis.
Parece nunca ser altura oportuna para se reflectir sobre estas coisas. Pois eu recordo-me como, num funeral a que assisti em Lisboa, era eu estudante, o meu padrinho me apontava os ciprestes e comentava como a natureza é: árvores rijas alimentando-se dos defuntos, negras ironias dos opostos.
Esta reflexão breve, traz-me à lembrança o que o budismo diz sobre a impermanência, e de como o Tao te Qing alude ao momento em que o sol, atingindo o seu auge, é o mesmo momento em que inicia a sua descida. Verdades antigas e lapalissianas, talvez, mas nem por isso menos verdadeiras.
E um momento de crise deve ser um momento de reflexão alargada, isto é, daquilo que podendo ser feito não foi e do que deverá ser feito num futuro breve.
Por exemplo, a diversificação económica, não deveria ser conduzida pela Mãe-Pátria, talvez já exasperada, mas sim pensada por todos aqueles que poderiam contribuir e não apenas pelos biscoitos da teixeira (1).
O pior nestas coisas é a exclusão porque injusta, e porque menor. Hoje os chineses de Macau ao olharem para o mundo poderão talvez sentir e – se possível – reflectir se, em tantos lugares onde está a sua diáspora, incluindo os Estados Unidos de Trump, faz sentido a sua exclusão.
Em Portugal houve arremedos disso, mas rapidamente a inteligente comunidade chinesa de Lisboa recomendou que os seus compatriotas regressados do Ano Novo Chinês, se auto-isolassem, seguindo procedimentos merecedores dos maiores encómios até na sua auto-sustentabilidade.
Em tempos há muito idos, Macau era para mim o palco de todas as ficções, onde o sonho era possível. Foi-o no meu tempo do século XX, e muito menos do século XXI. À mesa do sonho assentaram-se então feéricos e abundantes proveitos, inteligentemente amplificando o que tinha sido um monopólio. Porém o feérico vive à custa dos mais do que politicamente correctos e alinhados Golias vindos das estórias de Bram Stoker. Nada de novo.
Este é um tempo que deveria merecer reflexão a todos os níveis. Da saúde aos transportes colectivos ainda a gasolina ou diesel, quando no primeiro sistema a electricidade é o motor rodoviário. E que dizer da reorganização de um programa de educação uniformizado, de programas de educação para o civismo e cidadania. Tudo isto são formas consistentes de patriotismo, tão necessárias como os exemplos aludidos dos chineses em auto-clausura em Lisboa.
Ao longo destas duas décadas, não senti um ideário político concreto e coerente, uma agenda consistente, lógica. Houve um crescimento económico brutal e um agravamento do custo de vida e da qualidade da mesma, acompanhado de ideias avulsas, sem fio condutor.
Hoje, em tempos como estes pode-se ver como o dinheiro não é nada. Torna-se por isso imperativo apostar no verdadeiro poder, o do conhecimento nas suas diversas vertentes. Em chinês traduz-se por talentos, sinceramente tenho dúvidas de tradução. Gostaria de pensar em pessoas bem preparadas, poliglotas, formadas, doutoradas, com mundo e visão, pensando pelas suas próprias cabeças. Diria então que a tradução mais adequada seria gente competente, característica cuja abundância me parece tanta quanto a de gente nas ruas nestes dias.
É preciso ambição de se ser mais e mais, porque é imperativo compreender que a internacionalização de Macau passa por uma ideia de pertença ao global e, também, pela substituição de algumas peças de mobiliário do hemiciclo por ideias novas e poliglotas, porque hoje ninguém é realmente nada se nada valer. Esta a lição a retirar destes tempos em que os Golias ficam silenciosos e impotentes.
(1) os que estão em todas

In explosive interview, author of Bioweapons Act Dr. Francis Boyle confirms coronavirus is an “offensive biological warfare weapon” – NaturalNews.com

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https://www.youtube.com/watch?v=TsyujjitOFM

Dr. Francis Boyle is perhaps best known for authoring the Biological Weapons Act. In an explosive interview with Geopolitics and Empire, shown below, Dr. Boyle reveals that the coronavirus now […]

Source: In explosive interview, author of Bioweapons Act Dr. Francis Boyle confirms coronavirus is an “offensive biological warfare weapon” – NaturalNews.com

FUNDOS PARA A UNIV DOS AÇORES, ENCENAÇÃO?

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Encenação?

Na terça-feira, em sede de discussão do Orçamento de Estado, na Assembleia da República, o PS votou contra uma proposta do PSD para contemplar a Universidade dos Açores com 1,5 milhões de euros anuais, resolvendo assim os seus problemas de financiamento.
Na quarta-feira, em Ponta Delgada, o Presidente do Governo dos Açores anunciava uma dotação de 1,2 milhões de euros anuais, depois da reunião conjunta com o Ministro do Ensino Superior e o Reitor da academia açoriana.
Os deputados do PS na Assembleia da República votaram contra a dotação proposta pelo PSD alegando que a Universidade passaria a beneficiar dos programas comunitários, só que a partir do próximo quadro comunitário.
Quem é que desautorizou quem?
É mais do que evidente que a solução apresentada em Ponta Delgada estava mais do que decidida e é muito provável que tenha sido aprovada ao mais alto nível entre Vasco Cordeiro e António Costa.
Estamos em anos de eleições regionais e este problema seria uma pedra no sapato durante toda a campanha eleitoral.
O ministro, que se recusava a dar mais dinheiro, lá veio cá fazer figura de corpo presente, todo contrariado, depois de, com toda a certeza, ter levado um raspanete, ficando assim Vasco Cordeiro como o herói da contenda.
Há que ser justo e o Presidente do Governo dos Açores esteve muito bem na defesa da nossa universidade.
O único problema é que não haja o mesmo critério em relação a outros problemas, muito mais complicados, que estão nas gavetas dos ministros em Lisboa.
Era chamá-los, também, ao Palácio de Santana, para saber se, afinal, as alterações ao subsídio de mobilidade (o tal que António Costa diz ser “absurdo e ruinoso”) avançam ou não, se o GNL é para instalar ou não nos Açores (a carta a pedir explicações já teve resposta?), se a nova cadeia da bagacina é para manter no mesmo local ou vão seguir o que foi aprovado agora no parlamento, se afinal vamos ter cargueiro aéreo ou não, se os radares meteorológicos são para este ano ou para as calendas açorianas, se a lei da gestão do mar vai ou não ser alterada… enfim, assuntos não faltam para chamar os ministros a Santana.
A bem da verdade, como aqui escrevemos há uma semana, se há herói em todo este processo da Universidade é o seu Reitor, que pôs os governantes em sentido com a sua indignação pública.
Parabéns à Universidade…. e olho vivo!

Preguiça?

Temos um parlamento regional que custa mais de 12 milhões de euros por ano e cuja popularidade junto dos cidadãos está pela hora da morte.
Ficou pior, neste final de legislatura, ao saber-se que teve que contratar um escritório de advogados em Lisboa para ajudar a solucionar a imensa trapalhada que vai na CEVERA, a preguiçosa comissão parlamentar que se arrasta na reforma da Autonomia.
Como se não bastasse, esta semana meteu-se noutra preguiçosa embrulhada: não enviou a tempo para a Assembleia da República o seu parecer sobre a proposta de Orçamento de Estado.
É preciso contratar mais um escritório em Lisboa para escrever o parecer?
Venham depressa as eleições regionais, a ver se temos uma nova legislatura mais produtiva e com mais dignidade. Esta bateu no fundo!

(Osvaldo Cabral – Diário dos Açores de 09/02/2020)

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