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Confirmação veio de fazenda de criação de frangos na Saxônia, no leste da Alemanha, disseram autoridades alemãs
Source: Alemanha confirma caso de gripe aviária H5N8 em criação de frangos – Revista Globo Rural | Aves
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Confirmação veio de fazenda de criação de frangos na Saxônia, no leste da Alemanha, disseram autoridades alemãs
Source: Alemanha confirma caso de gripe aviária H5N8 em criação de frangos – Revista Globo Rural | Aves
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CARLOS FARIA
S. JORGE, PIANOS DE MAR
“Ao Eduardo Bettencourt Pinto”
Do Corvo a Santa Maria…
Fico na ilha de São Jorge: com laços de luz
nos ouvidos à espera que o moinho
do morro das Velas venha um dia
a moer a memória da distância
e o morro de Lemos seja da altura
da lua!
Nas ruínas da casa de Francisco de
Lacerda há-de haver um piano
com cauda de mar
que vá desde a Fragueira à Fajã
de S. João
e passe o seu silêncio através do canal
nas asas dos grilos!…
Fico em São Jorge para ouvir
o mar dar a volta ao silêncio
e cobrir de azul toda a água da noite
e ver o funcho a crescer pelos caminhos!
Espero no cais das Velas o regresso
dos pescadores e canto a raiz
das conteiras ao sol da manhã.
Fico em São Jorge
como um homem antigo cheio
de hábitos modernos. Como um
peixe de sangue quente, coração
e mãos ardentes, capaz
da colheita do milho
e da carícia humana dos poemas!
Fico em São Jorge:
– Viajar sem Viajar!
(«São Jorge – ciclo da esmeralda», 2.ª ed. Velas, 1992)

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Partilha-se o meu artigo de opinião publicado no jornal Diário Insular de Hoje.
A distância social e o COVID-19
Temos que recuar aos anos 20 do século passado para recuperar o Modelo Epidemiológico SIR de Kermacke e McKendrick, para termos uma ferramenta que preveja o desenvolvimento de uma epidemia numa extensa população, à semelhança do que se passa com o COVID-19. As variáveis que aí se encontram permitem-nos entender como a infeção se liga a comportamentos e atitudes dos governos e da população.
A redução da epidemia nesse modelo passa por estabelecer distâncias sociais adequadas e por outro lado tem em conta o número de pessoas que se vão tornando imunes. Isso não é válido neste momento para qualquer lado, exceto China e talvez Itália. Há quem aposte nas duas vertentes, equilibrando o número de infetados com o aumento do resguardo social. A diminuição da taxa de contactos sociais entre indivíduos ocorre normalmente aos fins de semana, onde as famílias estão mais em casa do que durante a semana. No mínimo dos mínimos devemos reduzir os nossos contatos a metade do que era habitual antes desta epidemia.
Temos também que atender à distância mínima que devemos estar das outras pessoas, especialmente, quando tudo é aleatório. Essa distância mínima tem sido considerada de um metro, mas no modelo epidemiológico em análise isso corresponde a uma unidade, unidade essa que ainda não é muito clara. Assumamos então ser razoável no mínimo um metro.
A natureza dos contatos sociais é muito diferente nos diversos grupos etários: Normalmente os mais novos têm maior frequência de contactos do que os mais velhos, daí que juntar mais novos com mais velhos claramente só aumenta a taxa de contacto entre todos os elementos dos grupos.
Com o tempo, tudo isso tenderá para o equilíbrio, pois em média, todos tentarão não ser infetados, mantendo as distâncias de segurança e diminuindo os contactos sociais.
Dependendo da virulência, e neste caso o COVID-19 é mais virulento que a gripe, as regras de higiene permitem não só que um simples indivíduo não fique doente, mas pretende essencialmente que não seja agente de propagação da doença à comunidade. Não é só uma medida de proteção pessoal mas também uma medida que visa diminuir o aumento dos focos. Restringir os contactos às pessoas que se conhecem, retiram dessa equação as infeções aleatórias, que são as mais frequentes.
Havendo várias cadeias de transmissão, o isolamento profilático permite por exemplo que o marido possa acompanhar a esposa se ela ficar infetada, como se prepara para ser ajudado por ela quando ele próprio vier a ser infetado e ela curada, pois a probabilidade de tal acontecimento é mais elevada.
Controlar entradas de pessoas infetadas numa região é aconselhável só até ao momento em que não existam vários focos de infeção num determinado local. Havendo vários focos de transmissão numa comunidade, o controlo de viagens não tem qualquer efeito e o fecho de fronteiras também não, a não ser que se tente evitar contágios noutros locais fora dessa região infetada, e nesse caso é pertinente que as outras regiões não estejam também elas no mesmo grau de infeção. Isso porque até os viajantes querem manter-se em níveis máximos de segurança e reduzem os contactos sociais e aumentam inconscientemente as distâncias de segurança.
Apesar da epidemia estar a crescer em todo o lado, é facto que vai continuar a crescer, se não se mantiverem por alguma razão as distâncias de segurança e não haja uma diminuição do número de contactos. É óbvio que se isso não ocorrer naturalmente os governos vão implementar essas medidas. Os efeitos dessas medidas não se repercutem no imediato, no máximo podem ter efeitos semanas depois.
Separar grupos infetados de não infetados é sem dúvida o procedimento normal, apesar de no grupo de não infetados poderem existir infetados.
Perante o que se expôs, resulta desse modelo que se devem evitar contactos com desconhecidos, pois é aí que não há qualquer controlo de variáveis, mas isso pode implicar apenas e tão só manter-se a uma distância de segurança adequada.
Se o afastamento social implicar um aumento de contactos, esse isolamento social deverá ser evitado e continuar-se com a atividade normal. Vejamos um exemplo: Um agricultor que trabalha apenas com um funcionário durante o dia, e vice-versa, se eles ao estarem em isolamento social estão em contacto com famílias numerosas, tal isolamento não é tão eficaz como se pode pensar. Essa situação é completamente diferente de quem tem contacto permanente com o público. Quem o tem, deve exigir a distância de segurança.
Evitar ajuntamentos é manifestamente adequado, pois diminui drasticamente os contatos sociais e como tal este é um dos fatores mais importantes no controlo de uma epidemia.
O que se passa com as infeções normais onde a taxa de infeção é usualmente 1, ou seja, uma pessoa infeta uma pessoa, o número de casos cresce inevitavelmente. No caso do COVID-19 essa taxa é de 2.2, o que significa uma pessoa infeta em média duas pessoas, implica que o seu crescimento é muito mais acentuado do que vimos nas últimas pandemias.
É baseado neste modelo SIR e no seu número básico de reprodução de 2.2 que se afirma que o COVID-19 infetará 70% da sociedade. Tal cenário não acontecerá porque tal resultado não conta com os comportamentos das pessoas e dos governos, ou seja, assume que perante um cenário de infeção serão apenas algumas pessoas que começarão a assumir algumas distâncias de segurança até que praticamente toda a gente o faça numa situação de equilíbrio.Não conta com medidas políticas que poderão ser capazes de obrigar a que haja uma diminuição das taxas de contactos pessoais ou regras para as distâncias de segurança.
Após contágio, a maioria dos casos manifesta-se em 5,1 dias, mas pode de facto vir a desenvolver-se até aos 14 dias. Por questões de elevado grau de segurança, os governos decretaram a quarentena de 14 dias. Há nesses valores, no primeiro caso, um certo conforto psicológico( 5,1 dias) e no segundo, um pragmatismo importante (14 dias).

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Acordo neste oitavo dia de quarentena autoimposta, ainda me sinto saudável mas assolado por dúvidas.
Se só há ou havia, 4 ventiladores nos Açores o que foi feito para arranjar mais para mais hospitais e / ou centros de saúde? O Presidente da Câmara Municipal do Porto arranjou maneira de os chineses trazerem mais alguns, e nós cá o que fizemos, o que estamos a tentar fazer?
Faltam máscaras por toda a parte, será que algo foi feito para termos mais e para as distribuirmos por hospitais e pela população em geral? Eu encomendei as que pude e não eram baratas. O meu filho ontem teve de ir à farmácia e ao veterinário com uma e olhavam para ele como se tivesse a lepra, mas o normal era ele usar uma para tentar reduzir os riscos. Depois de chegar despiu-se e toda a roupa foi lavada a 60 ºC. mas não vejo muitas recomendações nesse sentido para os que trabalham fora de casa? Ou será porque vivo numa zona rural da costa norte de S Miguel e os vaqueiros pensam que não contrair o vírus nas vacas? Se calhar nem sabem que o vírus existe pois continuam a frequentar os cafés e tascas como se nada se passasse.
Quando formos atingidos como vai ser? A Força Aérea vai evacuar todos os infetados como estava previsto? E haverá lugar para eles serem tratados na Península Ibérica? Cá, já sabemos que não temos meios para os tratar. Temos meios da Força Aérea para acudir a todas as ilhas que precisem de evacuar doentes?
Tudo isto me preocupa e fico sem respostas, quando em volta a vida no campo decorre como se nada se passasse, excetuando as escolas fechadas a vida aqui decorre normalmente na calma ancestral destas freguesias rurais.
E quando não houver ventiladores para os infetados? (creio que eles nem chegam para os doentes normais de Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica que cá temos, a minha mulher sofre duma doença deste tipo e eu preocupo-me..) e quando não houver meios de evacuar os doentes nas outras ilhas?
Falta álcool etílico nas farmácias e grandes superfícies e ontem no jornal anunciavam duas lojas em ponta Delgada a vender pequenos frascos a 15 euros. Pergunto onde anda a nossa ASAE (IRAE) depois destas denúncias?
Ao fim de tantos dias em casa estarei a ficar paranoico com as notícias de mais e mais casos na Espanha, Noruega, China, Itália, etc.…? espero que não mas gostava de ter mais certezas e mais respostas, mas suspeito que aqui nos Açores vamos ter de nos desenrascar sozinhos e sem meios para o que aí vem… cancelem as obras faraónicas e vão buscar ventiladores ao fim do mundo para termos algumas hipóteses de sobrevivência. Isto são meios pequenos e fechados, se um apanha toda a freguesia fica contaminada, é assim em circuito fechado que a vida nestes locais funciona….talvez não tanto em ponta Delgada, Angra ou outras cidades e vilas…
E aqui fico a aguardar o desastre anunciado enquanto em Lisboa o Presidente da República se esconde e convoca um órgão consultivo de velhos sem contacto com a realidade pois quer escudar-se se a sua decisão correr mal, o que corre mal é a sua indecisão….e o governo da república que quer a todo o custo manter a economia a funcionar não entende que ela vai parar, mis tarde mas de forma mais prolongada, quanto mais tarde a parar.
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ENCERRAMENTO DOS AEROPORTOS AÇORIANOS, HOJE NA VISÃO
Relevo hoje na Visão a posição corajosa do Dr. Vasco Cordeiro, Presidente do Governo Regional dos Açores, em afrontar António Costa e o Governo da República, exigindo à República o encerramento imediato dos aeroportos açorianos.
Boas leituras e abraços.

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«Neste seu novo livro, “ Epidemics and Society: From the Black Death to the Present”, Frank M. Snowden, professor emérito de História e de História da Medicina em Yale, examina as formas pelas quais os surtos de doenças moldaram a política, esmagaram revoluções e instilaram a discriminação racial e económica.
As epidemias também alteraram as sociedades onde se espalharam, afetando as relações pessoais, o trabalho de artistas e intelectuais e os ambientes naturais e artificia…

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Não sabemos ainda quantas pessoas este vírus vai matar. Muitos vão-se agarrar às certezas reconfortantes das propostas autoritárias. Mas o autoritarismo nunca foi a solução, foi o problema.
Source: Depois do vírus – ECO
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Covid-19: Portugueses “aflitos” e “desesperados” retidos nas Filipinas
Macau, China, 17 mar 2020 (Lusa) – Pelo menos “uma centena de portugueses” está retida nas Filipinas, “aflitos” e “desesperados”, sem conseguirem regressar a Portugal, disseram hoje à agência Lusa vários membros do grupo.
“Neste grupo [em Cebu] estão mais de 40 portugueses”, mas, espalhados pelas Filipinas, “segundo a última contagem, eram sensivelmente 120”, porque “há muita gente que está retida em ilha…

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E chegamos à dúzia de casos. Este foi logo detectado à chegada. Mas então e agora, quarentena obrigatória para quem chega da China, afinal? 🤔
Em tempo: afinal o passageiro veio de Madrid, fazendo ainda escala em Moscovo.

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Num novo contacto esta manhã com o empreendimento turístico Enotel Quinta do Sol, continua ao serviço uma rececionista que confirma ao FN o encerramento do hotel para a quarentena.Entretanto, o DN Madeira noticia que o teste ao turista da Quinta do Sol, de nacionalidade holandesa, deu positivo.Ao FN foi dito, pela rececionista do Enotel, que ontem um doente apresentou queixas similares ao corona vírus e que, ainda ontem, foi internado no Hospital Dr Nélio Mendonça. Segundo explicou, estão a ser feitos os testes necessários e necessitavam hoje de ter o resultado de uma outra análise.O FN solicitou um contacto com um responsável pelo hotel, mas foi-nos dito que não havia ninguém.
Source: Primeiro caso de infetado na Madeira: turista holandês com corona vírus
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Carta Aberta ao Presidente Vasco Cordeiro
Começo por uma manifestação de interesse. Tenho duas familiares muito próximas que são profissionais de saúde. Estão na linha da frente no combate ao covid-19.
Estamos numa verdadeira guerra. Não numa guerra clássica de canhões e misseis. Os nossos soldados não são os militares. Desta vez é diferente. Muito diferente. O nosso inimigo é invisível. É um maldito vírus – o covid-19.
Agora, o nosso exército são os profissionais de saúde, de bata branca, armados de máscaras, seringas, ventiladores e tubos de ensaio. O nosso exército é o Serviço Regional de Saúde (SRS).
Mas tal como uma guerra clássica, é preciso fazer tudo para que o inimigo – o vírus – não desembarque. Mas uma vez desembarcado, é necessário isolá-lo. Evitar a sua progressão e aniquilá-lo na origem.
Portanto, é urgente agir rápido. Cada hora conta. São precisas medidas concretas e precisas. Sem contradições e hesitações. Decisões coerentes e lógicas. Boa comunicação.
É preciso testar os limites da autonomia regional. Talvez seja necessário ir para além daqueles limites. Se for para tribunal, não se preocupe. Nós vamos consigo. Os Açoreanos vão consigo.
O nosso isolamento e dispersão geográfica é agora uma grande vantagem. Mas se as decisões forem atempadas e certas. Caso contrário será uma grande desvantagem, devido à nossa falta de recursos materiais e humanos.
Tome as decisões a pensar naquilo que podemos fazer. Não a contar com a ajuda de outros. Essa ajuda é incerta. Pode não acontecer na justa medidas das nossas necessidades. Já aconteceu no passado. Foram potências estrangeiras que vieram em nosso auxílio.
Utilize os nossos recursos com antecipação. Não é tempo de poupar. O orçamento tem dinheiro para aquilo que é mais necessário – salvar vida de Açoreanos. Se faltar dinheiro para o “fogotório” e obras de fachada, não se preocupe. Toda a gente vai perceber. Até lhe vão agradecer.
É mais do que tempo de investir no nosso exército. No nosso Serviço Regional de Saúde. Para enfrentar o covid19, tarda a tomada de medidas decisivas para dotar o maior e mais importante hospital – o de Ponta Delgada – dos recursos humanos e técnicos.
Mas só isso não basta. Não podemos desleixar e transferir para o Serviço Regional de Saúde a responsabilidade de nos salvar. Não é justo, nem ele está minimamente, repito, minimamente preparado para o efeito. O Serviço Regional de Saúde está mal equipado e envelhecido. Fruto de anos e anos de desinvestimento e suborçamentação. Ainda há tempo para tentar inverter algumas coisas. Mas o tempo está a esgotar-se.
Uma guerra é uma coisa demasiado importante para ser deixada só nas mãos dos generais, neste cado dos profissionais de saúde. A gestão deverá ser política. Assuma, portanto, a liderança. Afaste os irresponsáveis (e portanto incompetentes) do seu governo. Governe com acções, não com intenções.
Se fizer isso, estamos convencidos que irá salvar vidas, muitas vidas. Certamente, os Açoreanos vão ficar-lhe eternamente gratos.
João Quental Mota Vieira
Engenheiro e MBA
Artigo de opinião publicado no jornal Correio dos Açores, 17 de Março de 2020.
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Prós e Contras. Um excelente debate, particularmente a intervenção do Professor Buescu! Mas também do Professor Fausto Pinto , João Gouveia e outros intervenientes. Finalmente alguém a falar seriamente sobre a realidade da situação. Incluindo os médicos convidados por tele-conferência. Algo de saudável neste debate foi a ausência da ministra da Saúde e da Diretora Geral de Saúde. Seguramente não perceberiam do que os palestrantes estariam a falar! Enviaram uma segunda figura do governo pouco conhecida e com o paleio habitual dos comissários políticos.

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Tenham medo,tenham muito medo. Se tiverem muito medo, isto não vai ser nada. Espera, já não pode não ser nada porque já morreu muita gente
Source: Visão | O inferno da Noruega contado por um português que lá vive