SEM-ABRIGO NA AUSTRALIA

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People living on the streets have been told by authorities they may no longer be allowed to sleep rough as NSW’s peak homelessness body fears the vulnerable could face police action if the state drags its heels on offers from hotels.

NSW’s peak homelessness body fears the vulnerable could face police action after a car window washer was fined under tough new measures.

EMIGRANTES PF NÃO VENHAM

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O presidente da Câmara de Vila Real, Rui Santos, apela aos emigrantes para que, “por favor”, não regressem agora ao país e nesta Páscoa “fiquem nas terras” que os “acolheram em segurança”.

TECNOLOGIA 5G

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Tudo bem explicado neste artigo.
Informem-se sobre a 5G para perceberem os perigos reais do futuro de todos nós!

A tecnologia 5G usará emissão direccionada e, como consequência, teremos intensidades de radiação muito mais elevadas, efeitos de interferência enormes e uma resolução milimétrica de localização dos dispositivos móveis.
JORNALECONOMICO.SAPO.PT
A tecnologia 5G usará emissão direccionada e, como consequência, teremos intensidades de radiação muito mais elevadas, efeitos de…

MARIA JOAO RUIVO EM TEMPO DE CERCO SANITÁRIO

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Em tempo de cerco sanitário…

A vida é um carrocel. Gira, gira e nós vamos na roda, como cavalos à desfilada.
Para onde foi o tempo de se ter tempo?
As pessoas falavam e tinham quem as ouvisse. Visitava-se os amigos sem ter de telefonar primeiro, a combinar. Era tão simples. Findo o jantar, dizia-se: Vamos a casa de fulano. E íamos. Nós e os meus pais. Era assim, naqueles dias. Outras vezes vinham amigos à nossa casa. E era bom esse tempo de conversar, ou de brincar, conforme a idade.
Batia-se à porta e, se não estava ninguém, deixava-se um cartão de visita. Às vezes só com um abraço. Outras com uma quadra, ou um dizer amistoso, improvisado ali na hora e escrito contra a ombreira da porta.
Era também o tempo de se escrever cartas para os amigos distantes e de se tirar um momento do nosso dia para ir ao correio comprar o selo e enviá-las. Ficava-se, tranquilamente, a aguardar uma resposta que quase sempre vinha. Lenta, mas vinha. E havia a ânsia da espera, que alimentava o sonho.
Ouvia-se os mais velhos, porque sabíamos que eles, na sua sabedoria, tinham sempre coisas para partilhar, que nós partilharíamos com os mais novos, quando chegasse a nossa vez. Eles falavam e nós ouvíamos. Não havia barulho a distrair-nos, nem nada para fazer que não pudesse esperar.
Lembro-me com uma clareza enorme e uma saudade ainda maior dos serões antes de termos televisão. Meus pais contavam coisas do seu tempo. Tinham um jeito tão grande para contá-las, que acredito que o sentir deles nos invadia por uma espécie de osmose e entrávamos nesse tempo que fora o deles. Sei-o, porque as referências ficaram todas connosco, como pertença nossa.
E liam-nos muito. Foi pela leitura de meus pais que me foi apresentado o Eça de Queirós, no conto “O Suave Milagre” que ainda hoje guardo em mim, bem preso, com um laço colorido – “Ora entre Enganin e Cesareia, num casebre desgarrado, sumido na prega de um cerro, vivia a esse tempo uma viúva, mais desgraçada mulher que todas as mulheres de Israel. O seu filhinho único, todo aleijado, passara do magro peito a que ela o criara para os farrapos da enxerga apodrecida, onde jazera, sete anos passados, mirrando e gemendo.” Este menino queria ver Jesus e este, no final, depois de aquela criança tanto ter suplicado para vê-Lo, “abrindo devagar a porta e sorrindo, (…) disse à criança: – Aqui estou.” Achei tão incrivelmente belo esse conto, que me comovi na inocência dos meus oito ou nove anos. Lembro-me que havia palavras difíceis, cujo significado desconhecia. E ficavam-me como referência aqueles nomes de pessoas e lugares da Galileia. Tenho-os no ouvido, como uma música que não se esquece: Cesareia, Hébron, o país de Moab, o rico Obed. Também me ficaram frases que, na altura, me soavam a ritmos únicos: “No Estio, sem pasto, a cabra morrera. Depois, no quinteiro, secara a figueira.”
Agora é moda não se acreditar em quase nada. Alguém achará este conto ultrapassado e até mesmo uma imposição indevida da imagem de Jesus num tempo de descrença em que se proclama a Liberdade, mas, contraditoriamente, se critica quem ainda crê em alguma coisa e se atreve a declará-lo. Acharão ultrapassado este conto que fala de uma miséria tão dolorosa e da esperança de luz e de vida.
Tenho orgulho de ser do tempo em que havia tempo, ainda que isso implique eu ter mais anos do que os que desejaria.

Maria João Ruivo

NÃO SE PODE IR À TERRINHA NA PÁSCOA

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Pedro Tradewind Salgueiro to COVID-19 Açores

25 respostas sobre o que volta a mudar

Há novas medidas e clarificação de outras. O Governo já definiu o que vai poder fazer, não fazer, ir, não ir, se leva papel, qual papel e se pode ser requisitado, nos próximos 15 dias. O que muda?
Os primeiro quinze dias de emergência passaram e agora vem o pior, teme o Governo. O período da Páscoa esteve no centro das alterações às restrições que já existiam e algumas delas só vão aplicar-se precisamente a esse período festivo (entre 9 e 13 de abril). Conte com forças de segurança a fiscalizar o seu cumprimento. A regra é simples: na Páscoa só sai do seu concelho de residência permanente para trabalhar e com um comprovativo da empresa. Mais nada.
Há outros limites que surgiram agora para clarificar situações deixadas em aberto pelo decreto anterior, com o estado de emergência renovado. Quem desobedecer vai ter penas agravadas em relação ao que já consta no Código Penal para crimes de desobediência ou resistência. E atenção que as regras que já estavam em vigor mantêm-se, estas acumulam às que já existiam. Respondemos a uma nova ronda de perguntas sobre os próximos 15 dias e, em particular, sobre o período da Páscoa que este ano vai ser muito diferente.

Deslocações no concelho e fora

  • Estes quinze dias foram um pouco confusos. Afinal posso ou não juntar-me para dois dedos de conversa com os vizinhos aqui na rua?
    É simples. Ajuntamentos, não. E nunca mais de cinco pessoas juntas. Isso foi clarificado no decreto de execução do estado de emergência renovado. Mas se tiver uma família grande (com mais de cinco pessoas), não está sujeito a esta restrição. Claro que se mantêm todas as restrições de saídas e permanência da rua: curtas, para pequenos passeis higiénicos, que já estavam previstas no primeiro decreto de execução que pode recordar aqui (as medidas desta quinta-feira somam-se ou clarificam estas).
  • Na Páscoa ia viajar. Ainda é possível?
    Os aeroportos nacionais vão fechar entre os dias 9 de abril, quinta-feira, e 13 de abril, a segunda-feira a seguir à Páscoa, para o tráfego de passageiros, tanto para quem quer ir como para quem quer vir. Só vão manter-se voos de repatriamento, de carga e de natureza humanitária. Por isso, esqueça a viagem. Fique em terra.
  • Não, eu só ia ali à terra, como faço todos os anos. Também não posso?
    As deslocações para fora do concelho de residência permanente estão proibidas durante o período da Páscoa. Só são permitidas para quem está a trabalhar ou nos três concelhos que têm descontinuidade territorial e a deslocação implica o atravessamento, casos de Vila Real Santo António, Oliveira de Azeméis e Montijo. De resto, nem de carro próprio, nem de transportes públicos, nem a pé.
  • Mas quem é que me vai impedir?
    As forças de segurança (PSP, GNR e também a Polícia Municipal) vão estar na estrada a fiscalizar as deslocações. Se incumprir incorre no crime de desobediência. A ação será pedagógica em situações em que há o dever geral de recolhimento domiciliário (a maioria das pessoas), mas já é repressiva para quem viola o confinamento obrigatório (porque está doente ou em vigilância ativa). Agora será também repressiva para quem tentar sair do seu concelho de residência sem ser num dos motivos previstos. Naqueles cinco dias será assim, só pode circular dentro do seu concelho para trabalhar, para apoiar alguém que necessite ou para ir às compras.
  • Aliás, até ao dia 8 de abril, a PSP e a GNR já avisaram que vão intensificar operações de patrulhamento, ações de sensibilização e fiscalização, em todo o território nacional, “com o objetivo de apoiar a população e garantir o cumprimento das normas do estado de emergência”.
  • E o que me pode acontecer se for apanhado a transgredir alguma regra?
    Se resistir ou desobedecer às regras será sancionado nos termos da lei penal e as respetivas penas são sempre agravadas em um terço, nos seus limites mínimo e máximo. Isto significa que, em vez de uma pena de um ano ou 120 dias de multa, em casos menos graves, passará a ter uma pena que pode ir de 1 ano e quatro meses de prisão a 160 dias de multa. Nos casos de desobediência qualificada, a pena vai de 2 anos e oito meses a 320 dias de multa.
  • Vivo no Porto, os meus pais em Gondomar. Posso ir lá e dizer à polícia que vou dar assistência?
    A assistência a familiares (compras, por exemplo) que vivam noutro concelho não vai ser possível nestes cinco dias. Se tiver mesmo de o fazer, faça até ao dia 8 de abril porque depois disso só pode sair do seu concelho se for para trabalhar. Esta limitação só pode ser levantada “por motivos de saúde ou por outros motivos de urgência imperiosa”.
  • No fim de semana passado também estavam forças de segurança na estrada e nem sequer tive de mostrar nada para provar que estava a trabalhar.
    Mas durante o período da Páscoa vai ter de o fazer quando for mandado parar. Se for trabalhar e tentar sair do seu concelho de residência permanente vai ter de ter uma declaração da entidade empregadora que ateste que se encontra no desempenho das respetivas atividades profissionais. Já houve alguns agentes que, no último fim de semana, pediram esse comprovativo, mas não era obrigatório tê-lo, apesar de ter sido recomendado pelo Ministério da Administração Interna. Agora é obrigatório para os únicos que vão poder sair do concelho neste período de maior restrição: quem estiver a deslocar-se por motivo profissional.
  • Depois da Páscoa tenho um voo. Estou com receio que vá muito cheio, por causa do risco de contágio.
    É importante que saiba que o risco de contágio existe quando se expõe mais, mas os poucos aviões que andam no ar vão ter capacidade limitada a um terço nos próximos quinze dias para permitir uma maior distância entre os passageiros. Esta é uma das medidas novas e que faz com que também nos aviões exista um limite, à imagem do que já acontecia noutros transportes públicos.
  • Mas esta semana chega um familiar do estrangeiro, não tem de ir ao médico antes?
    Vai existir uma lista de países, feita pelas autoridades de saúde, cuja origem pode implicar que tenha de ter uma consulta médica.
  • Se for ao hospital testar se estou infetado com o novo coronavírus tenho de pagar taxa moderadora?
    Não, está isento tanto no diagnóstico como no tratamento da doença.
  • E no meu carro, posso levar a família toda?
    Sim, chegou a estar prevista uma medida que limitava a dois o número máximo de ocupantes dos veículos ligeiros, mas acabou por não constar na versão final do decreto de execução.
  • Se alugar um carro já posso ir passear. Ou não?
    Não. Pode alugar um carro — isso pode. Mas isso não lhe dá carta verde para passear e desrespeitar todas as outras regras. Estes carros podem ser utilizados, tal como todos os outros, para as deslocações excecionalmente autorizadas: aquisição de bens ou serviços essenciais, como medicamentos, e por motivos de saúde ou para assistência a outras pessoas. E também não vale alugar um carro para poder ir passar o fim de semana da Páscoa à terra. As regras são exatamente as mesmas, com carro alugado, carro próprio ou sem carro.

Comércio e serviços

  • Sou vendedor ambulante de fruta (ou legumes, ou peixe ou vestuário) porta a porta. Posso continuar o negócio?
    O novo pacote de medidas permite a venda itinerante, mas com duas regras: tem de vender bens de primeira necessidade ou de outros bens considerados essenciais e a venda tem de ocorrer nas localidades onde essa atividade seja necessária para garantir o acesso a bens essenciais pela população. São as câmaras e as autoridades de saúde que vão ter a última palavra sobre em que localidades pode prestar serviços.
  • Uma funerária pode recusar fazer o funeral de uma vítima mortal de Covid-19?
    Não, o decreto do Governo define que as funerárias não só mantêm a sua atividade, como realizam os serviços fúnebres dos mortos diagnosticados com esta doença. Não existia uma obrigação, mas passou a haver.
  • Fui a um daqueles restaurante take away e paguei no terminal de multibanco. Está tudo desinfetado?
    A partir de agora vai ter de estar. Quando o estabelecimento em causa usa de forma intensa máquinas de vending, terminais de pagamento, dispensadores de senhas e bilhetes ou veículos alugados, tem de manter tudo desinfetado de forma periódica, com produtos adequados e eficazes no combate à propagação do vírus.

Trabalho

  • A minha empresa pressionou-me para assinar um acordo para revogar o meu contrato de trabalho, nem papel para desemprego tenho. O que faço?
    Ligue para a Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT). Durante este período de exceção, a autoridade vai ter poderes reforçados para inspecionar abusos nas relações laborais e suspender qualquer despedimento com indícios de ilegalidade. O Governo vai mesmo requisitar inspetores a outras áreas para reforçar os recursos da ACT para impedir abusos nesta fase sensível para as empresas. O Governo vai também requisitar outros inspetores (inspetores de finanças, da administração interna ou local, da defesa, dos serviços de justiça, da ASAE, da Educação ou da Saúde, por exemplo) para reforçarem a atividade da ACT.
  • Em que casos pode a ACT atuar?
    Sempre que se verificar um despedimento ilegal, que não cumpra as regras que constam no Código do Trabalho, naquela parte em que fixa os fundamentos gerais de ilicitude de despedimento. Exemplos? Se foi despedido sem que isso tenha sido precedido do respetivo procedimento (aviso prévio).
  • Mas o que acontece ao meu salário enquanto isso não se resolver?
    Depois do seu empregador ser notificado pela ACT e até que tudo fique regularizado — mesmo que a situação passe pelo tribunal — o seu contrato de trabalho mantém-se em vigor, mantém todos os seus direitos (bem como o empregador), incluindo o direito à retribuição e descontos para a Segurança Social.
  • Sou profissional de saúde a recibo verde. Podem despedir-me agora?
    Não. Seja qual for o tipo de contrato, não o podem despedir. Enquanto o estado de emergência durar, nenhum contrato com um profissional de saúde pode cessar — o mesmo para contratos de prestação de serviços. Os contratos a termo que vão caducar durante o estado de emergência devem ser prorrogados até ao fim deste período. Há, no entanto, situações excecionais em que os contratos podem cessar se as razões forem fundamentadas e autorizadas pelo órgão dirigente.
  • E se eu me quiser despedir?
    Também não pode. Mesmo que a iniciativa venha do próprio trabalhador, o contrato de trabalho não pode cessar durante o período. Salvo, lá está, situações excecionais fundamentadas e autorizadas pelo órgão dirigente.
  • Trabalho para o Estado, posso ser desviada das minhas funções?
    Sim, o novo decreto prevê que isso possa acontecer. Quem trabalha na Administração Central pode ter de ir trabalhar para a administração local e, se der consentimento, pode ser deslocado para trabalhar em instituições particulares de solidariedade social ou outras instituições, do setor privado ou social, de apoio às populações mais vulneráveis, pessoas idosas, pessoas com deficiência, crianças e jovens em risco, em estruturas residenciais, apoio domiciliário ou de rua.

Lares

  • A minha mãe esteve infetada com a Covid-19, mas já teve alta hospitalar. Não tenho hipótese de tomar conta dela e o lar onde estava anteriormente, teve um contágio em massa e acabou por fechar. O que lhe vai acontecer?
    Ainda está tudo em aberto, mas situação dos lares é uma preocupação do Governo e, por isso, estão previstas medidas para prevenir o abandono dos idosos nesta altura. Para já, com este decreto, fica a saber-se que as vagas nestas instituições vão ser geridas pelo Instituto de Segurança Social, seguindo as indicações da DGS. O acolhimento de pessoas que tenham tido alta hospitalar — seja de Covid-19 ou de qualquer outra doença — e pessoas que tenham outras necessidades devem ser privilegiadas.
  • Assim, neste caso, o Instituto da Segurança Social irá procurar uma vaga para estas pessoas nos lares sociais, mas também pode requisitar lares privados para as acolher ou mesmo hotéis ou pousadas. Esta última hipótese foi deixada em aberto a partir do momento em que as autoridades podem definir que uma pessoa cumpra o confinamento obrigatório não só em casa e no hospital, como também “noutro local”.

Prisões

  • Fui vítima de violência doméstica. O meu agressor vai ser libertado?
    Não. Não há razão para preocupação. Os reclusos que foram condenados por violência doméstica não vão ser libertados. Nem esses, nem aqueles que foram condenados por crimes de homicídio, violação ou abuso de menores. Também ficam de fora os crimes cometidos por titulares de cargos políticos, elementos das forças seguranças ou armadas, magistrados ou outras pessoas que tinham especiais funções de responsabilidade. Estão, assegura António Costa, garantidas “todas as condições de segurança” para a comunidade.
  • Então quem é que vai poder ser libertado?
    Pessoas idosas ou vulneráveis poderão ser libertadas se o Presidente da República lhes conceder um indulto por razões humanitárias — o processo através do qual isto é feito vai ser agilizado. Depois, todas as pessoas que foram condenadas a penas de prisão até dois anos ou as que estão a dois anos de cumprir a pena também irão receber um perdão. Exceto, lá está, os homicidas, violadores ou abusadores de menores. Os políticos presos também não podem sair.
  • Mais: as saídas precárias vão passar a ser de 45 dias e não de três. Mas só os reclusos a quem já tinham sido concedidas licenças é que poderão continuar a usufruir delas — agora durante mais tempo. No final, e se tiverem um comportamento adequado, podem mesmo passar para liberdade condicional.
  • Mas os reclusos vão poder andar na rua?
    Só os reclusos idosos ou vulneráveis a quem o Presidente da República conceder o indulto. Os restantes estão proibidos de sair de casa. Se o fizerem ou se cometerem novos crimes, o perdão da pena é automaticamente cancelado e têm de regressar às prisão.
Observador

TIMOR, FICAR OU NÃO FICAR

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DESABAFO DO DIA

Este meu desabafo de hoje é feito na véspera de um grupo de cidadãos portugueses partir de Timor-Leste.

Decidi ficar com a minha família em Díli por considerar que a situação aqui, pelo menos por agora, não justifica tomar outra decisão. As dificuldades locais são as que são, são amplamente conhecidas e, se alguma coisa, até podem ficar mais reduzidas, pelo menos parcialmente, com as medidas que estão a ser implementadas, incluindo algum reforço do sistema de saúde. A situação em Timor-Leste é tranquila, a população respondeu com grande civismo e até responsabilidade ao risco e, apesar das dificuldades que a grande maioria da população sente, estão a combater como podem o inimigo invisível. E as autoridades, apesar de com algum atabalhoamento, parecem estar a responder com medidas no terreno.

Esta nossa decisão de família foi tomada no momento atual e tendo em conta a informação atual. Já aqui vivi situações bastante complicadas, especialmente em 1999, que me obrigaram, a ter de sair do país. E infelizmente ninguém, hoje, pode garantir nada sobre a situação atual. Mas para já, pelo menos, a decisão é de ficar. Penso que o trabalho que tenho a fazer aqui é importante e é o melhor contributo que posso dar, neste momento, no esforço de combate à covid-19. Aos muitos que também decidiram ficar, como a todos os que vivem neste país a que eu estou ligado há décadas (timorenses e estrangeiros), envio uma mensagem de solidariedade e de força. E um voto de que se cuidem e aos vossos.

Considero legítimo que outras pessoas, seja com que motivação for, optem por sair. Como aliás já fizeram vários portugueses e outros, até ao dia de hoje. Cada situação é uma situação, cada decisão é individual e ninguém tem o direito de a questionar ou criticar. Cada um sabe de si e é sempre mais fácil ditar sentenças sobre as vidas dos outros. E houve pessoas que nem tinham pensado em ir e que há ultima da hora aproveitaram os lugares que ainda estavam vazios. E outras que estavam no grupo de que desde a primeira hora queriam ir embora e agora até decidiram ficar. Por isso, insisto, não critico quem tomou a opção de sair. Desejo que tenham boa viagem e que se continuem a cuidar e aos seus.

Mas, posto, isto, não ficaria bem com a minha consciência se não deixasse registado algumas questões.

Como já vivo há muitos anos no estrangeiro – saí de Portugal há quase 32 anos – convivo há muito com o eterno debate da suposta falta de apoio consular. É um argumento de dois sentidos porque, invariavelmente, a vasta maioria de emigrantes e turistas, nem sequer se preocupa em estar registado nas diversas embaixadas. E a verdade é que, apesar das dificuldades que muitas operações de apoio consular envolvem – como as que estão em curso organizadas por Portugal nesta altura -, Portugal tem dado apoio a milhares de pessoas em todos os recantos do mundo, no seu regresso a Lisboa.

A não ser que essa operação seja “ordenada” por Portugal, porém, os voos são de repatriamento como resposta a pedidos de ajudas. E como é comum em todo o mundo, pessoas que querem voltar – é o que está a acontecer aqui – têm que reembolsar o Estado por esses custos. Há alguns mecanismos europeus que podem reduzir os custos, mas não se aplicam a todos os voos que estão a ser organizados. No caso de Timor-Leste o custo é encarecido pela distância, pelas atuais dificuldades de voos, por ser um avião que vem cá de propósito – e não um contratado localmente – e por outros fatores.

Para Timor-Leste, naturalmente, como para qualquer outro local, sempre houve planos de contingência – como os têm praticamente todos os países – para resolver a situação dos seus cidadãos em caso de problemas. Quem aqui estava em 2006 sabe que essas operações foram postas em prática.

O voo de sábado, porém, parece-me extemporâneo. Numa estrita avaliação de risco não se cumpre a necessidade de uma operação geral de evacuação. Esta operação, chamem-lhe repatriamento ou não parece ter sido despoletada muito antes de ser necessária. Mas não me cabe a mim decidir sobre isto. E as opiniões valem sempre o que valem.

Agora: acho profundamente lamentável os comentários que alguns fizeram e igualmente lamentável o tom adotado por alguns colegas jornalistas em Portugal, a tentar dramatizar, empolar e até deturpar, a realidade que se vive em Timor-Leste. Comentários que não só eram mentira como, em muitos casos, representaram uma verdadeira falta de respeito quer para com o país que os acolhe e os seus cidadãos, como para o país que lhes paga o ordenado e os seus concidadãos que aqui também vivem. Causaram medo desnecessário em familiares e amigos de centenas de pessoas, denegriram a imagem de projetos e de dois países (Timor-Leste e Portugal) e julgo que essas posturas devem ser consideradas na avaliação sobre a capacidade dos seus autores poderem ou não voltar a Timor. Houve comentários nojentos, avaliações racistas e, no general um dramatismo que nunca correspondeu à realidade.

O medo e a ansiedade provocada pela situação não dão o direito a ninguém de instrumentalizar sindicatos, media ou ‘agentes’ a favor do seu umbiguismo, ou para se armarem em supostos porta-vozes autonomeados para uma comunidade heterogenia e vasta que vive neste país, alguns há décadas. E que na sua generalidade desmente esse suposto drama. As motivações para se vir para cá são variadas. Longe de mim questioná-las. Mas acho, sinceramente, que algumas das pessoas que chegam aí ou são irresponsáveis ou são inconscientes. E os critérios para as escolher devem, se calhar, merecer uma reavaliação.

Longe de mim querer aqui desculpar problemas dos Estados, dos dois, em alguns projetos. Problemas sobre os quais eu até já escrevi, desde seguros de saúde a transportes, desde critérios poucos claros na decisão de renovação ou não renovação de contratos. Atrasos na vinda para Timor-Leste, atrasos nos pagamentos de salários, ameaças a pessoas para não falarem com os media e vários outros problemas que estão documentados no arquivo noticioso da Lusa. Mas nada disso tem a ver com isto.

E muito menos justifica o comportamento histérico de alguns. Percebo o medo, percebo os receios, percebo a preocupação, percebo tudo. Menos a atitude nojenta de quem só olhou para si e ignorou os outros. Nas crises, o salve-se quem puder, o umbiguismo, o egoísmo, são piores que as causas das crises.

Posto isto, desejo a todos os que partem uma boa viagem. Cuidem-se à chegada e cuidem os vossos. E no futuro – e isto é mesmo só para alguns – pensem 400 vezes antes de decidir vir para estas coisas. Ou pelo menos mordam os lábios antes de dizer disparates.

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hoje só dá esta música maria nobody de chrys chrystello

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maria nobody todas as versoes
https://blog.lusofonias.net/2020/03/21/dia-da-poesia-maria-nobody-de-chrys-chrystello/

https://blog.lusofonias.net/2016/11/07/maria-nobody-um-poema-feliz-de-chrys-chrystello/

TIMOR EXONERA MINISTRA SAÚDE

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Antonio Sampaio

Covid-19: Presidente timorense exonera ministra interina da Saúde
ATUALIZADA

Díli, 03 abr 2020 (Lusa) – O Presidente timorense, Francisco Guterres Lu-Olo, exonerou hoje a vice-ministra da Saúde, Élia dos Reis Amaral, com base numa proposta do primeiro-ministro, Taur Matan Ruak.
O decreto de exoneração, a que a Lusa teve acesso, foi assinado hoje pelo chefe de Estado e afasta do Executivo Élia dos Reis Amaral, que estava a exercer interinamente as funções de ministra da Saúde.
A exoneração surge na sequência de crescente tensão dentro do Governo, confirmada por várias fontes ouvidas pela Lusa, relativamente à ação de Élia dos Reis Amaral desde o início da crise.
O papel da ex-vice-ministra – que tem sido criticado dentro e fora do Governo – foi relativamente lateralizado desde a criação do Gabinete de Crise, liderado pelo primeiro-ministro.
A ex-vice-ministra envolveu-se em vários choques com os jornalistas durante a cobertura da crise da covid-19.
A tensão evidencia as divisões políticas no Executivo, que não conta atualmente com uma maioria parlamentar, com o Governo a deixar de contar com o apoio de dois dos seus parceiros, o Congresso Nacional da Reconstrução Timorense (CNRT) e o Kmanek Haburas Unidade Nacional Timor Oan (KHUNTO).
Esses dois partidos estão agora integrados numa nova aliança de maioria parlamentar, que conta com 34 dos 65 lugares, apesar de alguns dos seus membros, tal como acontecia com a vice-ministra da Saúde (CNRT), estarem ainda no Executivo.
A ‘gota de água’ ocorreu na quinta-feira depois de alguma confusão na comunicação do Governo timorense sobre os dados da covid-19 em Timor-Leste, com dados diferentes transmitidos em duas conferências de imprensa seguidas e no mesmo local.
Os balanços diferentes de casos suspeitos e de testes realizados pelo Laboratório Nacional foram apresentados por um dos porta-vozes do Gabinete de Crise, Rui Araújo e, logo a seguir, por Élia dos Reis Amaral.
A governante não explicou, aos jornalistas, se o Ministério da Saúde estava a atuar independentemente do Centro Integrado de Gestão da Crise, nem justificou o balanço diferente sobre o diferente balanço, reiterando apenas que o Ministério da Saúde tem “a tutela sobre o Laboratório Nacional” e que estava apenas a transmitir os dados técnicos.
Como primeira medida, o primeiro-ministro timorense nomeou hoje oficialmente os porta-vozes do Executivo do Gabinete de Crise criado para a covid-19, que excluía a ministra interina da Saúde, depois da confusão de quinta-feira na comunicação de dados oficiais.
Num despacho que entra em vigor sábado, o primeiro-ministro, Taur Matan Ruak, explica-se que serão esses porta-vozes os únicos a canalizar informação oficial à comunicação social relativa à covid-19 em Timor-Leste, na Sala de Situação criada pelo Governo e instalada no Centro de Convenções de Díli (CCD).
Entre os porta-vozes nomeados estão o capitão de Mar e Guerra, Donaciano da Costa Gomes, que tem as funções de coordenador do Estado-Maior-Conjunto, e o ministro da Saúde indigitado, Sérgio Lobo, que nunca foi nomeado pelo Presidente da República e que é coordenador da Força Tarefa para a Prevenção e Mitigação do Surto de Covid-19.
Os restantes porta-vozes hoje nomeados são o ex-primeiro-ministro Rui Maria de Araújo, coordenador dos Oficiais de Ligação, e a diretora-geral das Prestações em Saúde, Odete Viegas.
Timor-Leste tem um caso confirmado da covid-19 e está em estado de emergência desde sábado.

ASP // JMC
Lusa/Fim

parabéns HELENA CHRYSTELLO

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2020 dia 3 de abril era uma data esperada e preparada ao detalhe para no decurso do 33º colóquio da lusofonia em Belmonte se celebrarem os 65 anos da nossa Vice-Presidente da Direção da AICL e os seus 25 anos de pena perpétua derivada dos seus 24 anos de casamento em 1996 com o Presidente da AICL.

Neste ano iríamos fazer uma cerimónia informal de agravamento da pena ( as penas máximas em Portugal são de 25 anos e não há pena capital), mas tudo o COVID-19 levou e estamos confinados ao nosso Castelo (em latim: castellum) da Lomba da Maia, fosso de águas pluviais, ponte levadiça erguida, muralha reforçada, seteiras protegidas, sem torre de menagem, com pátio protegido (bailei) e a 50 metros da imponente igreja oitocentista da Lomba da Maia.

E é do alto desta muralha donde se avistam vacas alpinistas, a costa norte até à Bretanha e o imenso Mar Oceano que enviamos os parabéns à Nini, ou Maria Nobody, como afetuosamente chamo à Maria Helena Ferreira da Costa Simões Chrystello acompanhado de algumas fotos sumariando a sua intensa vida https://www.youtube.com/watch?v=siT5iZmRW5o (deixando aos vossos conhecimentos de geografia a localização da maioria destas imagens pelas nove ilhas e vários continentes).

Os nossos melhores votos e que a saúde a mantenha connosco até celebrarmos pelo menos uns cem colóquios….(faltam só 67…) hippy (ou Happy) Birthday Maria Nobody “Nini”.

ISTO É CRIMINOSO,Lar devolve 40 crianças às famílias a quem tinham sido retiradas. Não há visitas de técnicos

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Eunice Brito
34 mins

Os Salesianos de Mirandela devolveram cerca de 40 crianças às famílias a que a Justiça tinha decidido retirar, avança o Correio da Manhã.
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