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Scientists have discovered six entirely new coronaviruses lurking in bats in Myanmar.
Source: 6 new coronaviruses discovered in bats | Live Science
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Scientists have discovered six entirely new coronaviruses lurking in bats in Myanmar.
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UM DIA DE CLARIFICAÇÃO. E de necessidade de muito ponderar. Temos TODOS de refletir para nos preparar para interpretar próximos dias, que vão ser APARENTEMENTE confusos, mas mais clarificadores ainda.
Os indicadores que acrescentei irão ser partilhados certamente por mais gente, mas não são o essencial. Contudo, explico-os: o ritmo de novos casos por milhão de habitantes, que se estava a afastar de Itália, aproximou-se dela; o gráfico por regiões mostra que o aumento de casos no Norte ontem não está isolado: o que quer que tenha sucedido no Norte, também está a suceder nas outras regiões, o padrão é semelhante.
O essencial é algo diferente.
1.º, o mais pacífico: o aumento de mortos dos últimos dias não era tão preocupante como parecia. Era um ESPELHO muito nítido da “dança” em redor da sigmóide feita pelo número de casos há… 8 dias! Juntei ao gráfico principal uma cópia dele (à direita) com escalas logarítmicas. Permitem ver melhor que os óbitos são esse espelho com 8 dias de atraso: os casos encostaram-se ao ritmo sigmóide no dia 18; os óbitos encostaram-se a esse ritmo no dia 18+8 = 26; os casos andaram durante uma semana a dançar em redor da sigmóide; os óbitos estão agora a fazer essa dança, com 8 dias de atraso.
Isto é pacífico PORQUE nos diz o que esperar dos internamentos em UCI e dos óbitos nos próximos 8 dias (12-17 de abril): uma progressão a ritmo sigmóide, até cerca de 470 mortes. Qualquer valor muito diferente será indicador de algo grave (na capacidade de tratamento, por ex.).
2.º, o mais preocupante: o número de casos/infeções há três dias que se afasta, cada vez mais rapidamente, do ritmo sigmóide. E atenção que o ritmo de testes não tem aumentado, nestes 3 dias, em relação há 4-5 dias. Há maior proporção de casos.
A hipótese boa (que constatei em conversa com a Sara Mota): que seja o mesmo número de testes, mas mais direcionado para os lares/idosos. É a hipótese boa, porque significa que se detetam mais casos, mas são casos já no grupo de risco que iria gerar os internamentos, pelo que até podem começar a ser tratados mais cedo, podem-se minimizar contágios e minorar os internamentos e consequentemente as mortes.
A hipótese má: que não haja diferença no padrão de testes. É a hipótese má, porque significaria estar a haver aumento do ritmo de contágio na população em geral, com as consequências do que vou dizer agora sobre os efeitos no sistema de saúde. É isto que temos de ponderar… porque só dentro de uma semana saberemos o que se passa.
Se for a hipótese boa, significa que o ritmo de internamentos se manterá nas próximas duas semanas: certamente na próxima, mas também na seguinte (19-25 de abril). Serão semanas de aperto para os nossos profissionais de saúde, a levar os mortos até cerca de 500, mas sem colapso, porque temos cerca de 1500 ventiladores no país.
Se for a hipótese má, significa que embora a próxima semana seja dura para os hospitais, com mais internamentos, a seguinte (essa de 19-25) será terrível: veremos surgir não o mesmo ritmo de internamentos (porque quem era grupo de risco já o seria) mas aumentar muito o ritmo de internamentos. Essa será a semana decisiva para percebermos o que está realmente a acontecer.
E essa semana de 19-25 dir-nos-á o que esperar da seguinte. Isto porque a confirmar-se o aumento de contactos sociais nestes dias, será nessa semana que iremos começar (começar!) a ver o aumento de contágios. Se houver aumento… estarmos em quase rotura dos hospitais no início de maio. Se não houver… voltaremos a poder respirar. Serão duas semanas de muita ansiedade. (E algo parecido ocorrerá quando se reabrirem as escolas secundárias: duas semanas para ver se há consequências. Ainda me parece tolice.)

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cronica 331 uma pascoa diferente
esta e as anteriores em https://www.lusofonias.net/mais/as-ana-chronicas-acorianas.html
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O indulto concedido pela situação de pandemia NÃO se aplica a condenados por:
➡️Crime de homicídio
➡️Crime contra a liberdade pessoal ou liberdade sexual e autodeterminação sexual, incluindo violação e abuso sexual de crianças e adolescentes
➡️Violência doméstica e de maus tratos
➡️Ofensa à integridade física grave ou qualificada
➡️Roubo com violência
➡️Crime contra a identidade cultural e integridade pessoal
➡️Crime de incêndio, nomeadamente incêndio florestal
➡️Tráfico de droga
➡️Associação criminosa
➡️Branqueamento de capitais
➡️Corrupção passiva ou ativa
➡️Crime enquanto titular de cargo político ou de alto cargo público, magistrado judicial ou do Ministério Público, ou enquanto membro das forças policiais e de segurança, das forças armadas ou funcionários e guardas dos serviços prisionais.
Além disso, impõe tratar-se de pessoas idosas, em grave situação de saúde.
A melhor forma de combater o parasitismo populista é disseminando informação verdadeira proveniente de fontes fidedignas.
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O artista plástico Luís Noronha da Costa morreu hoje, aos 77 anos, numa unidade hospitalar de Lisboa, onde estava internado.
Source: Morreu o artista Luís Noronha da Costa aos 77 anos – DN
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Partilho este este texto de Luís Osório, pela sua oportunidade e rigor.
Por favor leiam!

POSTAL DO DIA
A história de uma tragédia anunciada
(o senhor da barbárie)
1.
As imagens em Nova Iorque são catastróficas. Mas a morte começa a espalhar-se pelos vários estados americanos. Como antes se espalhara por Espanha, Itália, França ou Inglaterra, Só que em maior número, nas últimas 48 horas perderam a vida mais de quatro mil pessoas nos Estados Unidos e a tendência será para continuar ou piorar. Uma inominável tragédia.
2.
O sistema de saúde americano é caro. A classe média não tem problemas, mas as hipóteses de um pobre ser bem tratado num hospital são reduzidas. Um sistema liberal, darwiniano, implacável. Obama tentou mudar as regras do jogo, introduziu o Obamacare, mas Trump fez finca-pé no regresso à barbárie. O regresso a um sistema onde não há complexos: existem apenas os ricos e os pobres, os fracos e os fortes, os brancos e os outros.
3.
Na presidência americana está um monstro egocêntrico. Alguém que até há uns dias desvalorizou por completo a pandemia porque a América não foi feita para estar parada. Como o mundo lhe começou a cair em cima procurou culpados, primeiro a China e agora a Organização Mundial de Saúde. Depois, numa inacreditável conferência de imprensa confessou aos americanos que será um grande sucesso da sua administração se baixarem a fasquia dos 200 mil mortos. Não duvidemos que irá tudo a eito. O homem não terá escrúpulos em encontrar os culpados que forem necessários para assegurar a reeleição.
4.
Este tempo talvez nos ofereça, enquanto civilização, uma oportunidade para separar o trigo do joio. Será que as pessoas não percebem a diferença entre políticos responsáveis e loucos? Será que se sentem seguros em ser governados por gente como Trump ou Bolsonaro? Será que os portugueses, vendo agora André Ventura a dizer coisas, não serão capazes de concluir o quanto é ridículo? O quanto é absurda e aviltante a hipótese de multiplicar deputados?
5.
Talvez nos ofereça por fim a hipótese de perceber bem o que significa ser liberal num tempo histórico com tantos milhões de desprotegidos que, sem amparo, morrem por ter nascido na margem errada. Sei que é uma grande chatice pagar impostos, que é uma chatice todos os meses o Estado ir-me ao bolso, mas prefiro isso ao salve-se quem puder, à selva onde cada um está por si. Uma selva onde os mais fracos, como na natureza, são devorados ou morrem abandonados numa valeta onde serão ridicularizados por serem fracos. Por serem lúmpen. Por estarem a mais.
LO
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-Nas últimas semanas Portugal tem vindo a decrescer na taxa de infeção de COVID-19.
-Portugal é usado como exemplo de controlo da infeção, por outros Países.
-Portugal começa a planear o regresso às aulas
Portugueses: isso são noticias demasiado boas e secalhar podemos voltar para a rua. A pensar bem até dizem que já passou o tal do pico.
-Hoje registou-se a segunda maior taxa de infeção, em Portugal, desde o início da epidemia.
É assim tão dificil ficar em casa ou evitar contacto social?
É assim tão dificil perceber que o pico (que não se sabe se já se atingiu) é a pior altura e a que exige mais cuidados?
Depois vem o Presidente da República dizer ” ganhamos a primeira fase da luta e estamos agora a meio da segunda”. Este homem está a falar de quê?
Vamos deitar tudo a perder porque existem pessoas que não lhes apetece ficar em casa?
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É muito projecto inquinado junto!
A “Casa da Autonomia” é um projecto inquinado desde o início. Era discutível a sua necessidade. Um investimento de milhões, que está parado e não se sabe se chegará ao fim, face às circunstâncias presentes. O Governo Regional dos Açores lá saberá.
O terreno cedido ao Ministério da Justiça para a construção no novo Estabelecimento Prisional de São Miguel – uma necessidade e uma urgência – é outro processo inquinado desde o início. O Governo Regional disponibilizou parece que o pior terreno que possuía. Seriam necessários três anos para o limpar de bagacina, o que custaria milhões. Os trabalhos ainda começaram, mas tudo voltou à estaca “zero”, por intervenção do BE na Assembleia da República.Terá que ser arranjado outro terreno, pronto para a construção.
Os navios para transporte de mercadorias, viaturas e passageiros entre as ilhas é outro processo inquinado há vários anos, com equipamentos encomendados e depois rejeitados, contratação de navios e vários concursos.
O processo para a construção de uma incineradora para resíduos domésticos na ilha de São Miguel também está inquinado desde o início, com concursos anulados pelos tribunais administrativos, por ilegalidades e irregularidades, apesar de todo o acompanhamento por consultadoria jurídica especializada, que já deve ter custado muito dinheiro à Associação de Municípios. Agora foi aberto novo concurso, mas para uma incineradora com menos 30 por cento de capacidade, o que demonstra como esse projecto é muito questionável: antes era preciso mais e agora é preciso menos. O que mudou? Existem especialistas que defendem outra solução, até mais barata, para o tratamento dos resíduos domésticos. Falta aqui alguma ponderação!
O que se passa no Museu Carlos Machado é outro processo inquinado. Esteve encerrado dez anos, depois abriu uma parte com uma requalificação muito discutível e agora arrasaram o belo jardim para construir um edifício subterrâneo alegadamente para aumentar a capacidade expositiva, outro projecto muito criticado, mas que prossegue a toda a velocidade, mesmo nesta fase de crise de saúde pública, por decisão do Governo Regional.
A requalificação da Calheta de Pêro de Teive é outro processo inquinado. Há cerca de 12 anos que se aguarda a demolição de uns mamarrachos inacabados. A solução já foi apresentada várias vezes pelo Governo Regional e pela Câmara Municipal de Ponta Delgada, anunciada sempre como para breve, mas até hoje nunca concretizada, pelo que a cidade possui um vergonhoso “cemitério” de betão, ferro, lixo e ervas, com prodridão humana à mistura…
Existem nas ilhas vários casos de piscinas públicas construídas por Câmaras Municipais que custaram milhões e que depois foram abandonadas. São outros projectos inquinados, que minam o erário público, com prejuízo para todos nós.
Certamente que existem outros processos inquinados no arquipélago, mas lembrei-me agora destes. A minha pergunta é: não acham que é muito projecto inquinado num arquipélago tão pequeno? O que tem falhado, afinal? Nada disso valoriza, honra e dignifica as instituições regionais, particularmente o Governo Regional e as Câmaras Municipais. Depois da pandemia, talvez seja necessário parar, reflectir e encontrar formas mais adequadas de gerir a nossa terra.