A GRIPEZINHA CAUSOU MAIS DE 150 MIL MORTOS “OFICIALMENTE”

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Covid-19: Mais de 150 mil mortos e mais 2,2 milhões de infetados no mundo

Paris, 17 abr 2020 (Lusa) – A pandemia causada pelo novo coronavírus já matou 150.142 pessoas e infetou mais de 2,2 milhões em todo o mundo desde dezembro, segundo um balanço da agência AFP, às 20:00 de hoje, baseado em dados oficiais.
Segundo os dados recolhidos pela agência noticiosa francesa às 19:00 TMG (20:00 de Lisboa) de hoje estavam contabilizados 2.207.730 casos de infeção oficialmente confirmados em 193 países e territórios desde o início da pandemia, em dezembro de 2019 na China.
A AFP alerta, contudo, que o número reflete apenas uma fração do total real de portadores do vírus, já que muitos países estão a testar apenas as situações que necessitam de cuidados hospitalares.
Do número total de casos confirmados de infeção, pelo menos 483.000 são hoje considerados curados.
Desde a contagem feita às 19:00 GMT de quinta-feira, 9.022 novas mortes e 91.270 novos casos foram registados em todo o mundo.
Os países com mais mortes nas últimas 24 horas são Estados Unidos (2.985), a China continental (1.290 novas mortes após uma revisão de números pela prefeitura de Wuhan, foco inicial da pandemia) e o Reino Unido (847).
Os Estados Unidos, que registaram sua primeira morte ligada ao coronavírus no final de fevereiro, são o país mais afetado em termos de número de mortes e de casos confirmados, com 34.575 óbitos para 683.786 casos, enquanto 56.546 pessoas foram declaradas curadas pelas autoridades norte-americanas.
Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são a Itália, com 22.745 mortes (172.434 casos), a Espanha, com 19.478 mortes (188.068 casos), a França, com 18.681 mortes (147.969 casos) e o Reino Unido, com 14.576 mortes (108.692 casos).
A China (excluindo os territórios de Hong Kong e Macau) contabilizou oficialmente um total de 82.367 casos (26 novos entre quinta-feira e hoje), dos quais 4.632 foram fatais e 77.892 foram curados.
A Europa totalizava às 19:00 GMT de hoje, 96.721 mortes, para 1.100.677 casos, os Estados Unidos e o Canadá 35.929 mortes (715.428 casos), a Ásia 6.801 mortes (157.131 casos) e o Médio Oriente 5.371 mortes (117.953 casos), a América Latina e Caribe 4.242 óbitos (89.460 casos), África 995 óbitos (19.296 casos) e a Oceânia 83 óbitos (7.785 casos).
Esta avaliação foi realizada usando dados recolhidos pelos escritórios da AFP junto das autoridades nacionais competentes e informações da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Em Portugal morreram 657 pessoas das 19.022 registadas como infetadas, sendo o 16.º país do mundo em número de óbitos e também o 16.º em número de infetados.

ARA // JMR
Lusa/Fim

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Mª JOÃO RUIVO, ANTERO E OS BONS ALUNOS

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Maria João Ruivo
17 mins

18 de abril

Abril não é só o mês da revolução dos cravos. Muito antes disso, em abril, nascia Antero, que por estes dias celebramos como Patrono da nossa Escola, antigo Liceu.
Em circunstâncias normais, hoje estaríamos em festa na nossa Escola/Liceu e entregaríamos os Diplomas de Mérito aos nossos alunos, no salão nobre, a linda Biblioteca. Há quem conteste esta tradição, mas eu acho muito bem. Há uma obsessão com as igualdades, mas, por muitas voltas que se dê, as pessoas não são todas iguais. Além disso, este primado da mediocridade a que assistimos não é, então, uma forma de segregar o que tem qualidade?
Sempre houve e sempre haverá alunos bons, médios e fracos. Há alunos que estudam e outros que não. As competências não são as mesmas de aluno para aluno e há alguns que nem querem saber de competências para nada. Há também uma grande preocupação com os jovens problemáticos. Faz-se reuniões, elabora-se dezenas de relatórios, combina-se medidas de superação, cria-se equipas de combate ao insucesso… Acho bem, embora na verdade muitas vezes os ditos alunos não tenham problema nenhum para além da preguiça e do desleixo. Ou têm apenas outras motivações.
No meio de tudo isto, há os que acham que é retrógrado entregar Diplomas de Mérito aos alunos que o têm. Não apenas retrógrado, mas penalizador para os outros, que irão ficar frustrados com este gesto que evidencia a desigualdade. Que hipocrisia! E então não será penalizador para os que se destacam não ver o seu mérito reconhecido por causa daqueles que não fazem nada por isso? É apenas uma interrogação retórica.

Comments
  • Pedro Paulo Camara Subscrevo a tua interrogação (que, na minha cabeça, é muito mais do que retórica). 😉

Cortar o cabelo e comprar flores.

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Newsletter diária • 17 abr 2020

Cortar o cabelo e comprar flores. Voltar ao normal é também isto

Edição por Rute Sousa Vasco

Pode parecer trivial a muitos, mas o regresso à nossa vida “normal” passará por coisas como esta. Falamos dos cabeleireiros cujo negócio foi incluído entre os que deverão poder começar a abrir portas e a retomar a atividade de forma gradual quando terminar o estado de emergência, que foi prolongado até 2 de maio. O acesso será por marcação e com número limitado de clientes dentro do estabelecimento – a marcação já é normal em muitos locais, a limitação do número de pessoas será o dado novo. Passará muito por estes ajustes o regresso gradual e progressivo de que o governo tem falado.

Continuando a falar de negócios muitas vezes esquecidos, temos o das flores. Quem compra flores por estes dias? Eventos cancelados, casamentos adiados, possíveis declarações de amor que terão sido “digitalizadas”. Os produtores de flores consideram por isso estar a viver um drama e estimam estar a perder mais de dois milhões de euros por dia, devido à pandemia da covid-19, estando a deitar a produção fora.

Entre os que atravessam a crise há também os que atravessam a bonança da crise. E alguns simplesmente esquecem-se que nem tudo são ou devem ser oportunidades. É bem vinda por isso a decisão do Governo que decidiu impor um limite máximo de 15% na percentagem de lucro na comercialização de dispositivos médicos e de equipamentos de proteção, bem como do álcool etílico e do gel desinfetante cutâneo de base alcoólica.

A fechar os destaques de hoje, uma entrevista ao ex-ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira. Diz ele: “No fundo, está a parar-se o incêndio para que se possa reagir” (…) “quando se sair do confinamento, quando se começar a ver o tempo que isto vai durar e, principalmente, que empresas não aguentaram, o desemprego que existe, quando se começar a perceber um pouco mais essas variáveis, vão ter de haver medidas para estimular a economia”.

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O velho que lia romances de amor

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Leonete Botelho
leonete.botelho@publico.pt
17 de abril de 2020

O velho que lia romances de amor

Hoje vamos ter de falar da morte. Olhá-la de frente, porque é para a evitar que estamos em casa. Mas não conseguimos evitar a sua voracidade. As pessoas morrem-nos sem que possamos fazer nada – em tempos de pandemia, sem sequer as ver uma última vez. Esta semana morreram-nos tantos… O Luís, a Maria, o Rubem, o Filipe são só alguns deles. Imagine-os sozinhos nos últimos momentos de vida, porque apesar da presença constante de médicos e enfermeiros dedicados, é assim que eles morreram — sozinhos, e sem as cerimónias fúnebres a que teriam direito noutro momento qualquer. Triste maneira de partir e ver partir…

O sistema imunitário foi o seu objecto de estudo toda a vida. Trabalhou até ao fim e o fim veio mais depressa por isso. Maria de Sousa morreu na terça-feira, aos 81 anos, nos cuidados intensivos do Hospital São José (em Lisboa), vítima de covid-19 e depois de uma semana de internamento. Professora emérita da Universidade do Porto, a imunologista escrevera, nas últimas semanas, que “o vírus não é o inimigo, nem uma pandemia é uma guerra. O vírus é uma pequena partícula que precisa de entrar nas células para se manter e se propagar. O inimigo não é o vírus, o inimigo é a pessoa que se mantém suficientemente próxima de outra para dar a oportunidade ao vírus de saltar de uma célula para outra.”

Tivesse tido Luis Sepúlveda a oportunidade que teve O Velho que Lia Romances de Amor, e teria disparado o tiro certeiro sobre o coronavírus no momento exacto do salto – como José Bolívar fez à onça de olhos amarelos -, salvando-se a si próprio. Mas isso só seria possível com o poder regenerador da literatura, onde Bolívar buscava “palavras tão bonitas que às vezes lhe faziam esquecer a barbárie humana”.

Barbárie como aquela que Rubem Fonseca retrata em Feliz Ano Novo, no conto violento que dá nome ao livro censurado pela ditadura militar brasileira e que o regime de Bolsonaro voltou a colocar no seu índex há meses atrás. O escritor que gritava vivas à língua portuguesa, Prémio Camões 2003, criador do detective privado Mandrake, tinha 94 anos quando morreu na quarta-feira de um ataque cardíaco.

Filipe Duarte tinha só 46 anos e também foi subitamente traído pelo coração. O actor que deu corpo na televisão ao Luís Bernardo Valença criado por Miguel Sousa Tavares na adaptação de Equador, era um dos rostos mais versáteis e regulares na televisão, no teatro e no cinema português e em várias séries espanholas. Quase consigo ouvir a sua voz, se tivesse interpretado Bolívar, o velho que nunca chegou a ser: “Não parto tranquilo, compadre. Vou-me como um triste pássaro cego, a esbarrar nas árvores….” Cedo demais.

Maio, maduro Maio

Maria de Sousa foi uma das 657 pessoas que já morreram em Portugal por covid-19. Até esta sexta-feira, há 19.022 casos registados, 181 identificados nas últimas 24 horas, o que corresponde a uma taxa de crescimento de 1%, a taxa de crescimento mais baixa desde o início do surto. Portugal mantém-se assim como um dos países com menor incidência da doença e desengane-se quem pensa que é por falta de testes.

Portugal passou a ser, em apenas um mês, um dos países do mundo que faz mais testes de diagnóstico do novo coronavírus por milhão de habitantes. Na quarta-feira estava entre os dez primeiros países do mundo no ranking da Worldometers (que actualiza ao dia estes dados para todos os países), bem acima da Coreia do Sul e apenas um lugar abaixo da Alemanha. Desde 1 de Março e até quarta-feira foram feitos mais de 208 mil testes, o que dava 20.430 por milhão de habitantes (menos 200 que a Alemanha).

Mas há outras razões para o “milagre português”, como já foi considerado na imprensa internacional, e não são boas. Segundo os especialistas, a par da declaração atempada do “estado de alerta” que ajudou a conter o vírus nas zonas urbanas, parte do sucesso português decorre de fragilidades e assimetrias que, noutras circunstâncias, fariam o país corar de vergonha. Como o isolamento dos idosos e a falta de coesão territorial, marcada por um arreigado despovoamento do interior, ou o baixo nível cultural que favorece a “domesticidade” e a cultura do ecrã.

Seja como for, as boas notícias vão aumentando a expectativa de que a luz ao fundo do túnel brilhe em Maio. Esta semana, ao renovar o estado de emergência por mais 15 dias, Presidente da República e primeiro-ministro acenaram com a saída gradual, progressiva e diferenciada do confinamento no próximo mês. Ainda não há um plano, mas o esboço já foi revelado pelo primeiro-ministro no Parlamento e prevê a abertura de creches e trabalho à vez. Uma prova de boa vontade é a permissão para as comemorações do 1º de Maio, ainda que com restrições.

A abertura ao exterior demorará mais algum tempo. Esta sexta-feira, o Governo prolongou a interdição de voos por mais 30 dias. Além dos países da UE (excluindo Espanha e Itália), só há excepções para os países de língua portuguesa, o Reino Unido, EUA, Venezuela, Canadá e a África do Sul, “dada a presença de importantes comunidades portuguesas”.

As democracias também adoecem

Para que permitir um lento regresso à normalidade, há países onde se tornou obrigatório o rastreio dos infectados ou suspeitos por georreferenciação, através do telemóvel. Será que vamos aceitar ser mais vigiados em troca de maior protecção da nossa saúde, do mesmo modo que aceitámos ser mais monitorizados depois dos ataques terroristas de 11 de Setembro de 2001 em troca de maior segurança? A Bárbara Reis debruçou-se sobre o assunto e ouviu um conselho: “É preciso vigiar quem tem poder de vigiar”.

Na União Europeia, já há regras para este tipo de monitorização e são claras: as aplicações criadas para travar a propagação de covid-19 através de alertas de proximidade não podem revelar a identidade da pessoa infectada — apenas avisar o utilizador que este deve ficar em isolamento e ser testado caso comece a apresentar sintomas. Os países europeus também não podem obrigar as pessoas a instalar aplicações para combater a covid-19 e os dados recolhidos devem ser todos anonimizados.

Em Portugal, a discussão também tem sido feita, mas há um consenso alargado sobre a necessidade de preservar a privacidade neste tipo de ferramentas. O que parece comprovar a tese do investigador Tiago Fernandes que defende que um dos principais segredos do sucesso da nossa democracia é o consenso vigente em torno das liberdades (e não só). Portugal subiu três lugares no ranking das democracias liberais do V-Dem Institut nos últimos três anos e está já em sétimo lugar, atrás apenas da Dinamarca, Estónia, Suécia, Suíça, Noruega e Bélgica.

Estamos, porém, em contraciclo com a tendência global de redução das liberdades. Os investigadores estão particularmente preocupados com o futuro dos regimes democráticos depois das medidas securitárias e restritivas de direitos que quase todos os países do mundo têm adoptado para combater a pandemia de covid-19. E têm razões para isso. Afinal, esta situação excepcional acontece num momento em que o mundo conhecia já um avanço global dos regimes autoritários, de tal forma acentuado que 2019 terminou com uma péssima notícia: as autocracias destronaram as democracias e tornaram-se já os sistemas políticos dominantes.

Mundo ao contrário

As reacções à pandemia podem acelerar ainda mais esta vaga e promovê-la em países até então imunes, ou cujas democracias tenham sofrido alguma erosão nos últimos anos, como os EUA ou o Brasil. Nesta entrevista, Daniel Ziblatt, professor na Universidade de Harvard e co-autor do livro Como Morrem as Democracias, compara Donald Trump com o Presidente da Hungria: “Viktor Orbán teve dez anos para desmantelar as instituições democráticas. Trump teve quatro. Mas ele está a atacar as instituições democráticas dos EUA todos os dias e, lentamente, está a desmantelá-las.”

O mesmo se pode dizer em relação às instituições das Nações Unidas. Desta vez, decidiu cortar o financiamento à Organização Mundial de Saúde e há quem veja nisso “um crime contra a humanidade”. Foi o que escreveu Richard Horton, director da importante revista médica The Lancet: “Todos os cientistas, todos os trabalhadores da área da saúde, todos os cidadãos devem resistir e rebelar-se contra esta traição atroz contra a solidariedade global.”

Mais a Sul, o Presidente brasileiro acabou mesmo por demitir o seu ministro da Saúde. Jair Bolsonaro e Henrique Mandetta estavam em rota de colisão por causa das medidas de isolamento social que o ministro defendia e o Presidente criticava. A saída de Mandetta deverá deixar o Governo enfraquecido politicamente, já que as sondagens mostram que a maior parte dos inquiridos estava contra a demissão do ministro.

Mais de um mês após os primeiros casos confirmados de covid-19, o Brasil começa a sentir o impacto no sistema de saúde da pandemia, parecendo confirmar a tese de que apenas um pequeno número de casos de infecção está a ser notificado. Em estados como o Amazonas, Ceará e Pernambuco, a capacidade de internamento está quase esgotada, apesar de um número baixo de casos confirmados da doença. Em São Paulo, estima-se que o sistema hospitalar público entre em colapso no próximo mês.

Entretanto, cá em casa…

Os avós estão muito tristes e sentem-se muito sós. Se não sabíamos ainda, este estudo do Observatório da Solidão, do Instituto Superior de Ciências Empresariais e do Turismo, sobre a forma como a pandemia é vivida e sentida pelos portugueses, deixa-o bem claro: é entre os mais velhos que a pandemia parece ter efeitos mais nefastos do ponto de vista psicológico e comportamental. E isso reforça a necessidade de criar ferramentas para dar apoio a esta população. E se lhes enviássemos uns romances de amor, daqueles como Bolívar gostava, muito intensos, muito tristes, mas com final feliz?

Os mais novos podem sofrer menos de solidão, em parte graças à tecnologia, mas o confinamento trouxe novos desafios também para para pais e filhos. Para os ajudar, a Ordem dos Psicólogos criou um Guia para Pais e Cuidadores que ajuda a gerir a logística dos estudos que, neste 3.º período, serão em casa para a maioria dos alunos portugueses. Isto porque “isolamento não é estar de férias”.

Rodrigo e Mathilde encontraram a sua própria estratégia para sobreviver, eles e os dois filhos pequenos, à clausura desta família com alma de viajante. Todos os dias viajam com os filhos pelo mundo sem sair de casa, recriando cenários nas divisões da casa e fotografando as “aventuras” que depois partilham no Instagram. Os miúdos estão tão felizes que a primeira coisa que perguntam mal acordam é ‘onde é que vamos hoje?’.

Hoje vamos visitar o Jardim da Europa, na Holanda, um pouco a sul de Amesterdão. Ali foram plantados, no ano passado, sete milhões de bolbos de narcisos, jacintos e 800 variedades de tulipas, ao longo de 32 hectares de campos frondosos, onde não faltam árvores, lagos, pontes de madeira e moinhos tradicionais holandeses. O Parque de Keukenhof previa atrair mais de um milhão de visitantes em 50 dias (é uma exposição floral que se exibe apenas na Primavera). Dadas as circunstâncias, desta vez é ao contrário: deram-nos um milhão de flores nestas fotografias.

Estas são para todos aqueles que morreram sem flores nesta Primavera triste de 2020. Flores para Maria, para Luís, para Filipe, para Rubem e para todos os outros que, como n’As Rosas de Atacama, estiveram cá mas ninguém contou a sua história.

Bom fim de semana!

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TOMAS QUENTAL, RECUPERAR O 25 ABRIL

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Dar outro rumo ao regime vigente

Sou um democrata convicto, mas estou desiludido com a democracia portuguesa. Quando um regime não consegue julgar e punir os grandes ladrões deste país, principalmente na Banca e na Política, então não pode ser considerado de verdadeiramente democrático, porque não salvaguarda os interesses da maioria dos portugueses.
Mais uma vez, vão celebrar a data da revolução do 25 de Abril de 1974, que foi um momento de grande e justificada esperança, mas os dignitários nacionais não conseguem explicar a razão pela qual os grandes ladrões não são obrigados, pelo menos, a restituir o que roubaram. Um, que deve muitos milhões, até teve o desplante de dizer na Assembleia da República, com um largo sorriso de repugnante cinismo, que pessoalmente não deve nada, passando as responsabilidades para as suas empresas, o que vai dar no mesmo. E nada lhe aconteceu até hoje!
Só conseguirei celebrar com alegria o “25 de Abril” quando este estado de coisas mudar, o que certamente não vai acontecer, para infelicidade nossa.
Os lindos cravos vermelhos da esperança desapareceram do imaginário de muitos portugueses, perante muitas situações graves e negativas ocorridas durante estas décadas de democracia. Não desejo voltar para trás, como é evidente: o curso da História terá de ser sempre de avanços civilizacionais. Mas se querem celebrar a sério a efeméride da revolução, então têm que dar outro rumo ao regime vigente, de forma que o bom povo português sinta que há verdadeira justiça, não se permitindo “filhos” e “enteados”, em que uns vivem na impunidade, enquanto outros cumprem as regras, sendo, no entanto, enganados muitas vezes.
“O povo é quem mais ordena!” é uma expressão com evidentes sentido e valor teórico, mas na prática, muitas e muitas vezes, não passa de um “faz de conta”…É preciso, pois, recuperar a genuinidade e a generosidade do “25 de Abril”, que foi realizado para dar uma nova oportunidade de liberdade e de progresso ao povo português.

Acesso a cabeleireiros será por marcação e com limitação de clientes

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O acesso aos cabeleireiros por marcação prévia e a imposição de um número limitado de pessoas dentro dos estabelecimentos são duas das regras que o setor terá de observar quando, em maio, abrir ao público.

Source: Acesso a cabeleireiros será por marcação e com limitação de clientes

o galho de cedro do tempo das pirâmides

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Sandra De Sousa Bairos

| PAINEL DE AZULEJO COMEMORATIVO DA DATAÇÃO DO GALHO DE CEDRO |

Quem nunca contemplou a colossal cratera que alberga a lagoa das Sete Cidades? Quem nunca admirou um painel de azulejo exposto no icónico miradouro da Vista do Rei?

O painel surge no seguimento da descoberta de um galho de cedro durante as escavações do famoso túnel das Sete Cidades. O galho foi enviado para datação nos EUA e a idade obtida foi de 4167 anos (com erro de +/-230 anos)…ou seja, o fragmento de cedro é contemporâneo das pirâmides do Egipto e para muitos investigadores, também contemporâneo, da lendária Atlântida.
Tanto o painel, como galho de cedro, poderão ser apreciados na seção de Geologia e Mineralogia do Museu Carlos Machado

#coisasdemuseus
#adoromuseus
#museucarlosmachado
#núcleodesantoandré
#coleçãodehistórianatural
#seçãodegeologiaemineralogia

ator Filipe Duarte morreu

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Elsa Maria Carneiro Mendes to Plano Nacional de Cinema (Portugal)

PLANO NACIONAL DE CINEMA

O PNC lamenta a morte do ator Filipe Duarte (1973-2020)

Profissional extraordinário, que marcava todas as obras em que participava. Em jeito de homenagem, aqui deixamos algumas fotos de alguns dos seus papéis mais emblemáticos em filmes como A Costa dos Murmúrios (Margarida Cardoso), Variações (João Maia), Cinzento e Negro ou A Outra Margem (Luís Filipe Rocha)… Adeus, Filipe Duarte

uma demissão no hdes e mais casos possíveis no nordeste

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JORNAL DAS 18h00 | com Ana Paula Santos

Destaques:

▪️ O número de infetados no Lar da Santa Casa do Nordeste poderá aumentar; há utentes que estão sintomáticos

▪️ Hospital de Ponta Delgada demitiu Diretora do Serviço de Anestesia

▪️ PSP deteve 5 pessoas na Região, no âmbito da operação Páscoa em Casa.

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-16:03