JÁ VAMOS PODER SAIR TODOS DENTRO DE DIAS E VAI SER ASSIM

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A OMS acaba de recomendar a todos os países o fim gradual da quarentena. O regresso à normalidade deverá ser feito da seguinte maneira:

1. Os que veem regularmente a CMTV podem sair de forma imediata sem qualquer tipo de proteção
2. Os que dizem “os portugueses e as portuguesas” podem sair dentro de 2 dias
3. Os que ouvem Agir podem sair dentro de 3 dias
4. Os que se querem juntar às manifestações do 1 de maio podem sair dentro de 4 dias
5. Os que consomem quinoa, tofu e coisas sem glúten podem sair dentro de 5 dias
6. Os que dizem “penso de que”, “vistes” e “haviam” podem ser dentro de 6 dias
7. Todos os restantes devem para já permanecer confinados em casa, o mundo precisa deles

ELIAS PEREIRA E A AUTONOMIA

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República…

Hoje, qualquer autonomista é-o mais do que ontem.
É dever do açoriano defender a Autonomia.
A Autonomia Regional constitui uma inovação constitucional no pós Estado Novo.
Os Estatutos político administrativos ficaram aquém das necessidades das ilhas portuguesas.
O Decreto de 2 de março de 1895, resulta do labor e da inteligência dos mais ilustres açorianos mas já vai longe, o desprezo político e o desrespeito pelos ilhéus, algum por culpa própria, têm picos de maior intensidade. Atente-se, em dois exemplos, que valem por outros tantos: o controlo do nosso mar e o benefício na diplomacia externa da Base das Lajes, sem as justas contrapartidas.
Não é este o espaço para dissertar sobre a Autonomia, porém, não se poderá esquecer que as consequências políticas derivadas desta pandemia, constituem uma ótima oportunidade para revogar leis obsoletas que no nosso ordenamento jurídico perturbam gravemente os direitos de açorianos e madeirenses, como se verificou no não bloqueio dos transportes aéreos.
Mas a Nova Autonomia também exige melhores apostas no ambiente e nas produções ao nível da agricultura, pecuária e pescas, que têm que ser mais estruturais e deverão ser uma âncora na nossa economia.
Não façamos novos “ciclos económicos da laranja ou do pastel”.
Por outro lado, a Nova Autonomia, exige uma racionalidade na gestão da Administração Pública, que em tempos de pobreza é um imperativo ético-político.
Veja-se por exemplo que um milhão de portugueses está em lay-off e seria simbólico, mas não insignificante, que o Presidente da Republica, o Primeiro Ministro, “boys and girls” e seus séquitos, renunciassem a uma terço do seu vencimento, ficando em igualdade de circunstâncias daqueles pais e mães sem voz.
Regressando à autonomia, é evidente o divórcio entre o Governo Regional e a República, mas no âmbito da Real Politik, interessa-nos uma união de facto enquanto durar este pesadelo, sem perda da nossa dignidade de açorianos.
O supra é a propósito dos reclusos que foram libertados em consequência da Lei 9/2020 e as respetivas consequências que suscitam as maiores perplexidades.
O Governo da República e o Representante da República foram mal.
A equiparação institucional exige que um Secretário Regional solicite cooperação funcional com o Secretário de Estado, ou no mínimo ao Diretor Geral da Tutela, jamais, aos Diretores dos Estabelecimentos Prisionais, quaisquer que fossem.
A Autonomia, ela própria tem que exigir respeito institucional.
Por outro lado, é compreensível o pragmatismo, a urgência e ausência de formalismo, embora não desejável, o que não impediria uma efetiva colaboração dos órgãos da República.
Em relação à violação das cercas sanitárias, não há que espantar que há várias semanas refletíamos que o apoio das Forças Armadas era indispensável, não só pela carência de agentes da PSP, o seu cansaço pela duração da operação, e também pela quantidade de caminhos secundários e agrícolas, que são do conhecimento de todos e que previam as atuais transgressões, embora não fosse expectável que dois ex-reclusos, chegados de Lisboa fossem uma exceção à quarentena.
Com efeito, visitar familiares não é fundamento para exceção à quarentena.
A História explicará as causas das divergências de Lisboa com os Açores.
No âmbito da continuidade territorial, devem aqui ser exercidos os deveres da República
Fiquem todos bem.

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PEDRO GOMES ADIAR OU NÃO AS ELEIÇÕES REGIONAIS?

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ADIAR OU NÃO AS ELEIÇÕES REGIONAIS?

1. Vivemos circunstâncias impensáveis para a minha geração ou para a geração dos nossos pais. Há mais de cem anos que o mundo não era assolado por uma pandemia com as características do coronavírus Covid-19, que em pouco tempo impôs tão grande mudança nas nossas vidas e levou ao decretamento do estado de emergência pelo Presidente da República, já renovado por duas vezes. Daqui a alguns dias, decorrido o estado de excepção, a vida retomará o curso possível, com um conjunto de restrições que perdurarão por largos meses e para as quais temos de nos preparar. Para além da necessidade de uma urgente agenda para a retoma económica, teremos de ter uma nova agenda para o nosso dia-a-dia, mas também uma agenda para o funcionamento da democracia, garantindo que as instituições democráticas continuam a funcionar.
2. Este ano, por ser o último da actual legislatura, realizam-se eleições dos Deputados para a Assembleia Legislativa, cuja marcação compete ao Presidente da República, ouvidos os partidos com assento parlamentar. Nos termos do artigo 19º, nº 2 do Decreto-Lei nº 267/80, de 8 de Agosto (Lei Eleitoral da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores), as “eleições realizam-se, normalmente, entre o dia 28 de Setembro e o dia 28 de Outubro do ano correspondente ao termo da legislatura”, tendo as eleições sido realizadas, habitualmente, no mês de Outubro.
Numa circunstância normal, as eleições seriam marcadas para uma data entre 28 de Setembro e 28 de Outubro próximo, com os partidos e as forças políticas já numa fase de pré-campanha eleitoral, desmultiplicando-se em acções e iniciativas destinadas a divulgarem as suas propostas aos eleitores, num clima de liberdade e de autenticidade democrática. Porém, atravessamos momentos incertos quanto às consequências futuras da pandemia, sendo certo que as actividades que eram normais sofrerão uma profunda alteração, desde logo quanto às dinâmicas habituais das campanhas eleitorais, que impõem contactos directos com os eleitores que pressupõem a reunião de um elevado número de pessoas, incompatível com uma necessidade geral de contenção social.
3. Perante estas circunstâncias, as eleições regionais deveriam ser adiadas por um período de 3 a 6 meses, assegurando uma igualdade na pré-campanha e na campanha eleitoral, entre os partidos e forças políticas e, especialmente, entre os eleitores. Fazer uma pré-campanha eleitoral e uma campanha eleitoral com sujeição a restrições nos contactos e nas reuniões compromete irremediavelmente a plenitude da democracia e perturba a democraticidade do acto eleitoral.
Como democrata, gostaria de nunca ter de propor uma solução destas, mas ela é a única que assegura a livre participação dos eleitores no processo eleitoral, tendo sido seguida já em 48 países do mundo, de acordo com o survey realizado pela International Foundation for Electoral Systems (www.ifes.org), desde a França que adiou a segunda volta das eleições autárquicas até ao Reino Unido que adiou para 5 de Julho do próximo ano as eleições locais.
O adiamento passa por um consenso regional entre os partidos com assento parlamentar, com a concordância do Presidente da República, e a transposição desse acordo político para uma anteproposta de Lei a apresentar à Assembleia da República, para uma mudança cirúrgica e excepcional da nossa lei eleitoral, já que o parlamento regional dispõe de iniciativa legislativa exclusiva nesta matéria.
A decisão deve ser tomada imediatamente, em nome da certeza e da estabilidade democrática.

(Publicado a 22 de Abril de 2020, no Açoriano Oriental)

The International Foundation for Electoral Systems (IFES) supports citizens’ rights to participate in free and fair elections. Our independent expertise strengthens electoral systems and builds local capacity to deliver sustainable solutions.
IFES.ORG

apreensão de estupefacientes no Corvo

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Kathleen Rita
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🙄 Ohhh malta… Paciência. 😒

O Comando Territorial dos Açores da GNR, através do Posto Territorial do Corvo, apreendeu cerca de 1,5 quilos de canábis, na referida ilha.

ACORIANOORIENTAL.PT
O Comando Territorial dos Açores da GNR, através do Posto Territorial do Corvo, apreendeu cerca de 1,5 quilos de canábis, na referida ilha.
O Comando Territorial dos Açores da GNR, através do Posto Territorial do Corvo, apreendeu cerca de 1,5 quilos de canábis, na referida ilha.
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TV NÃO PERCA ESTE 2º EPISÓDIO

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Conduzido por dois comunicadores açorianos, Luís Filipe Borges & Nuno Costa Santos, amigos e “rivais” (um terceirense e outro micaelense), MAL-AMANHADOS – Os Novos Corsários das Ilhas vai beber a uma espécie de “Portugueses pelo Mundo” mas em versão “Dos Açorianos para o Mundo”. Inspira-se em “No Reservations” (de Anthony Bourdain) e cruza de vez em quando com os “Horizontes da Memória” (de José Hermano Saraiva), para um magazine bem-humorado e on the road, como o “The Trip” (de Steve Coogan), que se abraça à melancolia doce de qualquer produto do ‘nosso’ Zeca Medeiros.
Um programa à flor da pele, câmara ao ombro, drone no ar e aberto ao improviso, ao espanto e à surpresa, num trabalho de amor por filhos da terra, e uma aventura que não lhe quer apenas mostrar os Açores; quer que os sinta e os venha viver

2º ep. AMANHÃ (Faial) “Gostar Como se Gosta de Nêsperas”
20h45, hora açoriana
+ 1 hora no Continente e Madeira
RTP-Açores, canais:
189 da NOS
160 da MEO
175 da Vodafone
28 da Cabovisão
disponível na RTP/Play
transmissão em simultâneo no FB da RTP-Açores
#MalAmanhados #OsNovosCorsáriosdasIlhas #RTPAçores

Image may contain: 7 people, including Luís Filipe Borges, sky, ocean, boat, outdoor and water

TORONTO KENSINGTON PARK

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Manuela Marujo
https://www.facebook.com/oldtoronto/videos/1768598109941967/?t=93
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Uma visão muito completa sobre uma parte de Toronto que muito diz a todos os portugueses que aqui vivem.

-9:20

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Old Toronto Series

The History of Kensington Market

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Uma visão muito completa sobre uma parte de Toronto que muito diz a todos os portugueses que aqui vivem.

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Old Toronto Series

The History of Kensington Market

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Uma visão muito completa sobre uma parte de Toronto que muito diz a todos os portugueses que aqui vivem.

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Old Toronto Series

The History of Kensington Market

Marinha cria protótipo de ventilador de baixo custo

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A Marinha deu esta terça-feira a conhecer o protótipo de um VENTILADOR
mecânico de baixo custo que foi criado pelos militares e pode vir a ser “produzido em massa” em Portugal, caso surjam empresas interessadas.
Para avançar?

Foram quatro militares da Célula de Experimentação Operacional de Veículos Não-Tripulados que tiveram a ideia de desenvolver este protótipo de um ventilador mecânico de baixo custo que ajude no combate à pandemia de Covid-19. A Marinha não vai produzi-lo, mas pretende abrir o leque às ind….

MARCELO M SOUSA PORTUGAL ULTRAPASSA MIL RECUPERADOS

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Marcelo M. Sousa
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COVID-19 PORTUGAL
ATUALIZAÇÃO
22 de abril de 2020

PORTUGAL ULTRAPASSA OS 1000 RECUPERADOS!

21.982 casos confirmados:
+ 603 casos positivos (+2.82%)
+ 23 mortes (no total de 785)
+ 226 recuperados (no total de 1.143)
20.054 casos ativos

A taxa de crescimento diária nos últimos 5 dias tem sido, em média, de 2,94%.

A taxa de recuperação SUBIU de 4.29% para 5.20%.
A taxa de letalidade SUBIU para 3,57% (+0.01%).

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TOMÁS QUENTAL A confusão não pode continuar!!!

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A confusão não pode continuar!!!

Já não percebo nada quanto ao combate ao coronavírus nos Açores! Falso! Há uma coisa que eu percebo claramente: há descoordenação, confusão e “choque” entre entidades públicas.
Os comunicados sucedem-se, mas tanto se complementam como se contradizem. O que é verdade agora mais logo já é apresentado com outra versão. As acusações de negligência surgem quase todos os dias. As responsabilidades são “atiradas” de uns para outros. Já rolou uma “cabeça”, não sei se a mais responsável…
Entretanto, o astuto coronavírus, indiferente obviamente a toda essa “guerra” montada por vários “soldados” impreparados, prossegue o seu “trabalho” sem cessar: há infectados e há óbitos. O presente é preocupante e o futuro é incerto!
Enquanto políticos e entidades administrativas se digladiam na praça pública, num espectáculo deprimente, os profissionais de Saúde – honra e justiça lhes sejam feitas!!! -continuam a desempenhar o seu trabalho o melhor que podem e o melhor que sabem, com os meios disponíveis, que devem ser reforçados, aumentados e melhorados.
É urgente que o presidente do Governo Regional dos Açores, que até se tem comportado muito bem nesta fase de pandemia, largue rapidamente todo o resto da governação e se fixe na orientação política do combate ao coronavírus no arquipélago.
Deixe os senhores das vacas falarem, faça que não ouve os senhores do turismo lamentarem-se, ignore os senhores comerciantes com as suas reivindicações e esqueça outros sectores também com as suas questões, por mais justas que sejam. Isso tudo deve ficar para depois ou entregue o tratamento desses problemas aos secretários regionais. O presidente Vasco Cordeiro deve fixar-se agora única e exclusivamente na grande tarefa do combate ao coronavírus, informando-se directamente do que se passa, dando “murros na mesa” quando for necessário e colocando todas as entidades envolvidas nesta matéria a falarem “português” e não em “código”, como parece em alguns casos, com assumidos “erros de comunicação”, com resultados desastrosos.
Se este perigoso “barco” não tiver um “timoneiro” mais presente e mais determinado, apesar do bom trabalho até agora desenvolvido neste campo pelo presidente do Governo Regional, repito, então o coronavírus veio (mesmo) para ficar nos Açores…
O presidente Vasco Cordeiro, perante o que se está a passar, que é grave, não tem outra solução a não ser fazer-se de “mau”: “gritar” com quem não está a proceder bem, chamar “nomes” aos que não querem colaborar e “correr” com todos os que manifestem negligência e incompetência.
Os açorianos não podem continuar a assistir à confusão, aos comunicados e às acusações. Isto tem que acabar!!! Há vidas em risco, há vidas a salvar!!! Urgentemente!!!

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  • Vitor Almeida Numa reportagem que vi o responsável pela contenção do virus, na China, ficou com poderes equiparados ao promeiro ministro. Obviamente que reunia condições.
  • Vitor Almeida No nosso caso nao pode ser um diretor… tinha que ser o responsável máximo pela saúde. Logo, surgirão varias ilações e eventiais jogadas de sobrevivencia politica.
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FELIX RODRIGUES ANALISA DADOS DE DIA 21

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Nos Açores, a visita de ex-reclusos às famílias, quando estavam em quarentena e que depois de dois deles testarem positivo, levou à demissão do delegado de saúde concelhio. Autoridade de Saúde dos Açores garante que os ex-reclusos infetados não saíram do hotel e mantiveram-se em quarentena e não são os mesmos que visitaram as famílias.
De facto não se pode facilitar nada neste momento atual de pandemia.
Ainda é muito complexa, em termos teóricos e com os dados que se dispõe, perspetivar a cadeia de transmissão que se estabeleceu entre os dois ex-reclusos infetados, guardas, reclusos de outra ilha e outros que apareceram no caminho. Interessa também perceber como foram esses dois ex-reclusos infetados.
Hoje haverá certamente mais alguns dados que nos permitirão ajuizar sobre o controle ou descontrole de uma nova e possível cadeia de transmissão no arquipélago.
No país, tivemos hoje mais 603 infetados, a somar aos números de ontem, o que corresponde de novo a uma subida de 16,8% relativamente a ontem e a uma subida de 2,74% relativamente ao total. Nos últimos dias os números têm oscilado acima a abaixo dos números dos dias anteriores, mas mantêm uma consistência média de estagnação, mas ainda em valores absolutos elevados. São agora 21 982 o total de infectados por SARS-CoV-2 em Portugal. São mais 14 casos relativamente aos número de casos esperados para este dia.
Quanto aos óbitos, de ontem para hoje temos mais 23, ou seja menos 12 óbitos do que o máximo esperado. Totalizam-se até hoje 785 fatalidades por Covid-19 no país. A letalidade mantêm-se de ontem para hoje nos 3,57%, com um crescimento diário praticamente irrelevante, o que também parece indiciar uma estagnação. Há sempre a tentação de comparar essa mortalidade com a gripe sazonal, mas convém referir que tanto a mortalidade por gripe como a mortalidade por Covid-19 em Portugal tem vindo a descer.
A Doutora Maria Manuel Mota, Diretora do Instituto de Medicina Molecular foi atacada no passado dia 18 de abril por dizer na comunicação social o que parece óbvio em termos de dados. Dizia que o SARS-CoV-2 é um vírus que tende a poupar as pessoas jovens e saudáveis. É verdade: Tende, mas isso não significa que poupe todos, porque até sabemos que há crianças e jovens que morrem de gripe.
Diz que a gripe espanhola parecia ter uma mortalidade muito superior em comparação com este vírus. Felizmente é verdade, pois a experiência da gripe espanhola foi extremamente dolorosa. Ainda não chegámos aos valores absolutos ou relativos da gripe espanhola que foi uma catástrofe. Essa gripe matou no mínimo 17 milhões de pessoas e no máximo 100 milhões. Hoje temos 2,6 milhões de pessoas infectadas no mundo por SARS-CoV-2 (talvez o dobro, ou seja cerca de cinco milhões, porque o número que se tem é apenas daqueles que fizeram análises) e 180 000 mortos (provavelmente o dobro -360 000 mortos porque não têm sido contabilizadas em muitos países as mortes por Covid-19 que ocorreram nos domícilios).
A procissão ainda vai no adro, mas Maria Manuel Mota tem razão.
Diz ainda a investigadora que temos que proteger os grupos de risco, mas que não faz sentido ficar de quarentena um ano à espera de uma vacina, que eventualmente poderá não chegar. Será impossível ficarmos enclausurados tanto tempo assim, por isso mesmo temos que começar a pensar como nos adaptar a essa nova realidade.
Não precisamos entrar em pânico, mas precisamos preocupar-nos em aprender todas as regras básicas de segurança e higiene.
A boa notícia de hoje é que uma equipa de investigadores coreanos fabricou com sucesso um promissor biossensor, baseado num transistor (dispositivo eletrónico) que detecta o SARS-CoV-2 em zaragatoas, usadas em colheitas nasofaríngeas, em menos de um minuto.
Essa é uma ideia que já me tinha passado pela cabeça se usássemos nanopartículas, mas concluí que não teria grande possibilidade e habilidade técnica para a nanotecnologia no meu laboratório e também seria difícil lidar, simultaneamente, com o virião de um vírus com um máximo de 0,2 micrómetros de diâmetro.

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Expresso | Covid-19. Portugal registou mais 1.255 óbitos do que o expectável um mês após a primeira morte devido ao coronavírus

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Estudo da Escola Nacional de Saúde Pública analisou o excesso de mortalidade em Portugal entre 16 de março e 14 de abril com base nos registos de mortalidade diária dos últimos 10 anos, comparando a mortalidade observada com a esperada, usando intervalos de confiança de dois desvios padrão

Source: Expresso | Covid-19. Portugal registou mais 1.255 óbitos do que o expectável um mês após a primeira morte devido ao coronavírus