Como a Alemanha financiou as guerras portuguesas em África – Portugal – SÁBADO

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Com receio de uma invasão da URSS, a República Federal Alemã assinou com Portugal uma série de acordos secretos para criar, em Beja, uma base de retaguarda para as forças alemãs. Graças a isso, Salazar conseguiu suportar o esforço de guerra em três frentes no Ultramar.

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crónica de antónio justo

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PROTECÇÃO DO AMBIENTE E DO ABORTO NA CARTA DA UNIÃO EUROPEIA – UMA CONTRADIÇÃO

Na Época das Contradições o Contrário torna-se habitual

 

O presidente francês Macron, numa mensagem ao Parlamento Europeu em Estrasburgo, a 19 de Janeiro, pediu que a protecção do ambiente e o direito ao aborto sejam incluídos na Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia (1). Na defesa dos dois direitos manifesta-se uma contradição flagrante.

Um direito oficial geral que permite aos nascidos disporem dos nascituros como desejarem é contra a vida porque, na generalidade, justifica uma equiparação das diferentes formas de vida pelo estádio mais baixo. Deste modo, Macron alinha-se indirectamente nos círculos alternativos que promovem a rejeição dos princípios do tradicional Estado de direito. De facto, é um contrassenso recorrer-se à eliminação da vida humana para se resolver um problema humano! Que lógica há entre defender a natureza e ao mesmo tempo a legalização contra ela (trata-se aqui de leis e não de excepções a elas!).

Será de esperar da natureza do direito defender a afirmação da vida natural e social; que o direito contemple a liberdade da mulher também faz parte da essência do direito e da liberdade humana. O princípio de “o meu ventre pertence-me a mim” é válido antes e depois da fecundação!…

O Papa Francisco concretiza: “A dignidade de cada ser humano é intrínseca e aplica-se desde o momento da concepção até à morte natural”. (Doutro modo, instituições, grupos sociais apoderam-se do direito de determinar sobre a vida ou sobre a morte dos outros!)

O que está aqui em causa não é o direito individual de cada mulher poder abortar e não ser julgada; o problema neste intento do presidente francês é dar poder ao Estado de, na consequência, poder vir a fazer regulamentações arbitrárias segundo a ideologia governante, cada vez mais orientada por critérios materialistas e utilitários à margem de princípios humanitários banalizando para isso a vida humana de modo a não ter de a considerar nos actos de poder. Na consequência pode até tornar-se delito o acto de alguém rezar pela protecção da vida num lugar onde vidas geradas sejam sacrificadas independentemente de razões.

Por um lado, muitas pessoas têm a ideia de já haver demasiadas pessoas na Terra e, por outro, está-se a compensar a falta de nascimentos no Ocidente com o recrutamento de imigrantes devido às necessidades económicas! Numa lógica mais humana, porque não favorecer a deslocação de mais empresas para sociedades mais fecundas?

Ao introduzir o direito de matar no rol dos direitos humanos relativizam-se esses próprios direitos; o mesmo se diga quanto à aceitação da pena de morte!

A sociedade europeia parece encontrar-se envelhecida não só sociológica, mas também espiritualmente, ao considerar o humano como um ser para a morte e como tal implementar o suicídio de valores que a engrandeceram e tornaram singular ao afirmar a vida humana como um dom que nos supera! Encontra-se em processo o desrespeito pela dignidade da vida humana… Toda a cultura tem um tecto metafísico ou espiritual; uma vez tirado esse tecto tudo fica exposto ao aspecto do temporal de forças desordenadas ou de ciclones locais. Uma vez chegados ao reino das ovelhas serão também supérfluos os pastores!

Ao destronarmos o humano como valor supremo deixa este de o ser à imagem divina tornando-se possível reconfigurá-lo por modelos de vida menos elevados, até se chegar ao estádio da amiba.

Uma sociedade, onde governos e parlamentos considerem a humanidade como uma praga e se transformem eles mesmos na religião das religiões, prepara a largos passos o seu fim porque passa a não ter espaço para crescer dado o institucional ser apenas um serviço!

Por um lado, preocupamo-nos em criar condições climáticas, de ambiente e de protecção à natureza, o que é bom e justo, mas, por outro, criamos condições para maltratar o meio ambiente do útero materno!

No meio de tudo isto encontram-se em conflitos interesses materialistas e interesses espiritualistas!

Na Época das Contradições o Contrário torna-se habitual; o que vale só são afirmações! Os cangalheiros da cultura europeia (2) preparam o seu enterro destruindo os valores que a tornaram adulta! Os que defendem os mais débeis são desmontados (2).

 

António CD Justo

Teólogo e Pedagogo

Pegadas do Tempo, https://antonio-justo.eu/?p=7021

PERSONALIZAÇÃO DA POLÍTICA FOMENTA O ESPÍRITO SIMPLICISTA E AUTORITÁRIO

A personalização da política ou do discurso político conduz ao carneirismo dos de cima e ao espírito de rebanho dos de baixo; a consequência é a alienação da paisagem social e o carreirismo por alinhamento!

Uma sociedade que produz “embondeiros” e se deixa conduzir por eles produzirá panoramas desérticos!

Isto de personalização e de identificação de políticas com o nome de políticos como “Pedronunistas”, “Costistas”, “Passistas”, etc. só parece ser de uma sociedade demasiadamente vinculada a autoridades e a generalizações: uma sociedade afastada das discussões analíticas e dos conteúdos programáticos.

É verdade que não somos nem piores nem, melhores do que os outros países (a nível de governos, porém há diferenças de qualidade abissais entre os países).

A tentativa de actuarmos por um Portugal melhor deveria pressupor que “os melhores”, os utentes de responsabilidade maior perante a população (muitos daqueles que a TV entrona e a imprensa justifica), não se deixassem levar pelo espírito comum da manada que tudo aceita e se sente bem porque alinhada ou no carneirismo dos de cima ou no rebanho dos de baixo.

No meio de tudo isto precisa-se muito sentido de humor, de diferenciação e dissidência para não se deixar que uns ou outros penteiem o nosso pensamento a seu modo (julgado próprio), para que a sociedade se desenvolva e não continue a marcar passo. Precisa-se de pessoas e autoridades que tentem andar sem muletas, tendo embora muito em conta que pensar faz doer e pode ferir!

Grupos exploradores procuram incutir no povo a ideia de que criticar políticas ou políticos são críticas ou ofensas a Portugal!

António CD Justo

Pegadas do Tempo, https://antonio-justo.eu/?p=7024

 

 

REMESSAS DOS EMIGRANTES E DOS IMIGRANTES

As Remessas são um contínuo Programa de Desenvolvimento para Portugal

Segundo informação do Banco de Portugal, os emigrantes portugueses a trabalhar no estrangeiro enviaram para Portugal em novembro 299,1 milhões de euros.

Os imigrantes que trabalham em Portugal enviaram para os seus países, no mesmo espaço de tempo, 46,1 milhões de euros.

Os emigrantes portugueses no período de janeiro a novembro de 2021, enviaram 3.305,9 milhões de euros (1)

Os emigrantes são um verdadeiro programa de desenvolvimento para Portugal! A maioria na sociedade portuguesa não se encontra à altura de lhes reconhecer esse érito! Inveja, má consciência?!

António CD Justo

Pegadas do Tempo, https://antonio-justo.eu/?p=7019

 

 

 

Blue Azores | Proteger, Promover e Valorizar o Mar dos Açores

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Focado na conservação e utilização sustentável do Mar dos Açores, o Programa Blue Azores contribui para a proteção, promoção e valorização dos recursos marinhos do arquipélago, criando novas vias para o desenvolvimento económico sustentável da região.

Source: Blue Azores | Proteger, Promover e Valorizar o Mar dos Açores

Partido do PM timorense sem candidato às eleições presidenciais

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ENTREVISTA: Partido do PM timorense sem candidato às eleições presidenciais
*** António Sampaio, da Agência Lusa ***
Díli, 22 jan 2022 (Lusa) – O Partido Libertação Popular (PLP), do primeiro-ministro timorense Taur Matan Ruak, não tem qualquer candidato às presidenciais de 19 de março nem deliberou sobre o apoio a um candidato específico, disse um dos dirigentes daquela força política.
“Não temos nenhum candidato. Para ter um candidato, o partido deve ter uma reunião alargada dos órgãos do partido e, até à data, o presidente do partido não convocou qualquer encontro para falar sobre a matéria. Por isso, imagino que não haverá candidato do PLP”, disse em entrevista à Lusa Fidelis Magalhães, um dos vice-presidentes do partido.
O partido, disse, “teria que tomar uma posição sensata, estudada, definida pelos órgãos do partido, tendo em conta o interesse do partido no contexto político nacional” e está mais empenhado nas legislativas previstas para 2023.
“Para o PLP não há qualquer ansiedade em participar ativamente nas presidenciais. O partido tem mais interesse nas eleições legislativas de 2023”, referiu na entrevista.
Magalhães prefere não comentar a ação do atual chefe de Estado, recordando que a constituição lhe confere competências nas áreas em que atuou e lhe dá “um certo espaço de manobra” nas interpretações e decisões tomadas.
“Não se pode tomar uma posição altamente purista. É uma questão política que exige uma solução política”, considerou.
“Se alguém discorda das decisões do senhor Presidente, o momento é agora, nas presidenciais, propor uma outra interpretação, para depois ganhar, obter legitimidade popular perante os eleitores. O momento é agora para os políticos disputarem”, considerou.
Timor-Leste está a preparar-se para a que poderá ser a eleição presidencial com mais candidatos de sempre, num momento de grande polarização política e com tensão entre os principais líderes nacionais e os seus apoiantes.
Um dos cenários já referenciado, é a possibilidade de que se vencer as eleições um candidato apoiado pelo Congresso Nacional da Reconstrução Timorense (CNRT), de Xanana Gusmão, poderia avançar para a dissolução do parlamento ou demissão do Governo.
“Seria assim tão fácil para o Presidente dissolver o parlamento e convocar uma nova eleição? É fácil dizer, proclamar, até como programa para convencer os eleitores. Mas na implementação não creio que vai ser assim tão fácil como dizem”, afirmou.
“O presidente pode dissolver o parlamento quando não funciona, mas na prática, temos OGE, o Governo está a funcionar, o parlamento está a funcionar e a produzir leis, muitas leis, até mais que nunca e nas votações conta sempre com a participação da oposição, existe uma oposição saudável”, considerou.
“Todas as indicações são de que os pilares da democracia, as instituições, estão a funcionar. Não creio que haja um argumento suficientemente forte para dizer que há necessidade de eleições antecipadas”, disse ainda.
Registado em dezembro de 2015, o PLP nasceu para “combater mitos” e dar voz aos jovens. Tem atualmente oito lugares no Parlamento Nacional (de 65 deputados) e é liderado pelo chefe do Governo e ex-Presidente Taur Matan Ruak.
A primeira referência pública ao papel de Taur Matan Ruak no partido foi feita em março de 2017 quando o próprio, ainda chefe de Estado, confirmou os seus planos.
“O Presidente tem um plano para o futuro: o meu partido é o PLP. Quando eu ganhar eu vou ser chefe do Governo. Eu sei que não posso deixar de combater com o CNRT e a Fretilin”, disse na altura Taur Matan Ruak em comentários que causaram polémica.
A 10 de março desse ano, em entrevista à Lusa ainda como chefe de Estado, Taur Matan Ruak disse que pretendia assumir o papel de “contraditório” para evitar que a coesão política no país paralisasse o desenvolvimento e impedisse a mudança necessária.
“Acho que é o melhor caminho, ser o contraditório. E continuar a ser o que sou hoje. Tenho ideias diferentes, tento contribuir”, afirmou Taur Matan Ruak em entrevista à Lusa.
A 22 de março de 2017, horas depois do fim do seu mandato, Matan Ruak foi aclamado no congresso do PLP que se apresentou pela primeira vez às urnas nas legislativas de 2017, obtendo na altura 60.098 votos (10,58%), o que tornou a quarta força no Parlamento.
Taur Matan Ruak passou de ser bastante critico quer de Xanana Gusmão (CNRT) quer de Mari Alkatiri (Fretilin) para fazer, em momentos diferentes, alianças com ambos.
Depois do voto de 2017, o PLP chegou a delinear um acordo para formar parte da coligação de Governo liderado pela Fretilin, que não avançou, e o partido ficou na oposição, aliando-se depois com o Congresso Nacional da Reconstrução Timorense (CNRT), de Xanana Gusmão, e o Kmanek Haburas Unidade Nacional Timor Oan (KHUNTO) para criar uma maioria, contra o Governo, no Parlamento.
O PLP acabaria por fazer parte das bancadas que chumbaram o programa do VII Governo, de Mari Alkatiri, forçando a dissolução do Parlamento e eleições antecipadas.
Da coligação a três no parlamento, a AMP, nasceria o oitavo Governo que tem tido um mandato atribulado com o chefe de Estado a não dar posse à maioria dos membros indigitados pelo CNRT, e a tensão entre o partido de Xanana Gusmão e o de Taur Matan Ruak a crescer.
Uma tensão que desde aí não se resolveu – Xanana Gusmão e Taur Matan Ruak não dialogam há anos – e que levou a um chumbo do OGE, à posterior saída do CNRT do Governo e à entrada da Fretilin no executivo.
Questionado sobre se Timor-Leste continua a sentir o impacto dos ‘amores e desamores’ entre os líderes históricos do país, Magalhães, 41 anos, admite que isso, mas considera essas diferenças normais e responsabiliza as gerações mais jovens.
“Ainda estamos numa situação em que os amores dos líderes são importantes, mas temos que pensar de forma diferente. A forma de lidar entre eles é um questão natural nas democracias, não podemos estar sempre à espera de viver no romanticismo do passado e construir um passado até inventado de que estava tudo de rosas e coeso e que agora é que há discordâncias”, afirmou.
“O problema está connosco, não com eles. Continuamos a viver num ideal, como se tornássemos a política numa coisa de certa religiosidade. Mas não devia ser assim”, considerou.
E ainda que os líderes possam “fazer acordos e desacordos, transformações e mudanças” a sociedade não se deve preocupar tanto com esses relacionamentos e antes sim com a forma como “funciona a sociedade, as instituições”.
“Isso é que é mais importante”, afirmou.
ASP // PJA
Lusa/Fim
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Why Are Gray Whales Moving to the Ocean Next Door? | Discover Magazine

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For the first time in thousands of years, the massive creatures of the Pacific are finding their way across the Arctic to the North Atlantic. But trouble may await them.

Source: Why Are Gray Whales Moving to the Ocean Next Door? | Discover Magazine

A inutilidade do voto útil

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A inutilidade do voto útil
Há sempre quem pense que o voto num pequeno partido num distrito que não o Lisboa ou Porto é um voto desperdiçado, pois esse pequeno partido não terá hipóteses de eleger ninguém.
Acho este tipo de raciocínio fundamentalmente errado. Na verdade, com quase toda a certeza, ou com uma probabilidade de 99,999999999%, o meu voto em concreto (e eu só decido o meu voto) é desperdiçado.
Desperdiçado no sentido de que os deputados eleitos pelo meu círculo eleitoral serão exatamente os mesmos qualquer que seja o meu voto em particular. Façam as contas. A probabilidade de haver empate para o último deputado eleito (ou uma diferença de apenas um voto) é absolutamente ínfima. Portanto, não vale a pena condicionar o meu voto a ser útil. Lamento, vai mesmo ser “inútil”.
Assim que nos apercebemos da “inutilidade” do nosso voto individual, há duas reações racionais:
1) deixar de votar;
2) votar, porque gostamos de participar na festa da democracia e achamos todo este ritual uma coisa fantástica
Se vamos votar porque gostamos desta festa, e não há festa como esta, então devemos fazê-lo com gosto. E só gostamos verdadeiramente se votarmos em quem realmente quisermos.
Moral da história: deixar de votar em quem queremos para não desperdiçar o voto serve, simplesmente, para o desperdiçar na mesma, mas votando em quem não queremos.

A herança portuguesa em Malaca – TV Europa

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O Museu da Herança do Povoado Português em Malaca, na longínqua Malásia, é, nesta cidade património mundial da UNESCO, lugar de testemunhos que, como descreve Daniel Bastos, preserva laços da história de Portugal e Malásia.

Source: A herança portuguesa em Malaca – TV Europa

Abramovich: PGR abre inquérito à atribuição da nacionalidade portuguesa – Expresso

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Em paralelo, o Instituto dos Registos e Notariado (IRN) anunciou igualmente na última semana a abertura de um inquérito sobre esta matéria, com a presidente deste organismo, Filomena Rosa, a estimar que “deverá estar concluído em fevereiro”, altura em que, face à matéria apurada, o inquérito poderá dar azo ou não a processo disciplinar.

Source: Abramovich: PGR abre inquérito à atribuição da nacionalidade portuguesa – Expresso

82 deputados açorianos em lisboa

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A recordar os sucessivos deputados açorianos à Assembleia da República em artigo publicado hoje no jornal Correio dos Açores:
82 deputados em 16 eleições
OS AÇORES NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
por José Andrade*
A eleição da Assembleia da República no próximo dia 30 de janeiro, incluindo cinco deputados em representação direta da Região Autónoma dos Açores, constitui um bom pretexto para recordar aqui oito dezenas de candidatos açorianos que foram escolhidos para o parlamento nacional em todas as eleições legislativas sucessivamente realizadas desde 1975.
No exercício nacional de funções parlamentares, os Açores estão representados – primeiro em três círculos distritais (Ponta Delgada, Angra do Heroísmo e Horta), depois em círculo único regional – nas 16 eleições realizadas para a Assembleia Constituinte (1975) e para as 14 legislaturas da Assembleia da República (1976-2019).
Em 44 anos, são eleitos 82 deputados açorianos, sendo 49 pelo PSD (59,7%), 32 pelo PS (39,0%) e um pelo PRD (Roberto Amaral, em 1985).
O nosso representante mais persistente é João Bosco Mota Amaral (PSD), eleito por 14 vezes consecutivas (1975-2011), embora suspendendo o mandato parlamentar para o exercício das funções de presidente do governo regional dos Açores (1976-1995). Chega mesmo a ser presidente da Assembleia da República (2002-2005), sucedendo-lhe o seu conterrâneo socialista Jaime Gama (2005-2011) já então eleito por Lisboa.
1975
Um ano depois da revolução nacional de 25 de abril de 1974, a eleição da Assembleia Constituinte ocorreu ainda no contexto administrativo dos distritos autónomos de Ponta Delgada (São Miguel e Santa Maria), Angra do Heroísmo (Terceira, Graciosa e São Jorge) e Horta (Faial, Pico, Flores e Corvo). Nessa primeira eleição legislativa da democracia portuguesa, realizada a 25 de abril de 1975, registou-se a maior afluência às urnas da democracia açoriana, com 90,33% de votantes num universo regional de cerca de 160 mil eleitores inscritos.
O PPD – Partido Popular Democrático (como então se designava o PSD) obteve 59,36%, enquanto o Partido Socialista 26,84%, no conjunto dos três distritos, que começavam por eleger seis deputados (cinco pelo PPD e um pelo PS), assim distribuídos: Ponta Delgada – João Bosco Mota Amaral (PPD), Jaime Gama (PS) e Américo Natalino de Viveiros (PPD); Angra do Heroísmo – José Manuel Bettencourt (PPD) e Ruben Raposo (PPD); Horta – Germano Domingos (PPD).
1976
Na primeira eleição da Assembleia da República, a 25 de abril de 1976, já o arquipélago dos Açores constituía um circulo único regional, ainda correspondente a seis mandatos. O PPD/PSD, com 49,50%, elegeu quatro deputados, e o PS, com 33,59%, elegeu dois: João Bosco Mota Amaral (PSD), Jaime Gama (PS), Ruben Raposo (PSD), José Borges Nunes (PS), Manuel Vila-Lobos Meneses (PSD) e Américo Natalino de Viveiros (PSD).
Durante a primeira parte da primeira legislatura, em 1976-1979, exerceram igualmente funções no parlamento nacional, em regime de substituição, cinco outros deputados açorianos: Anatólio Vasconcelos (PSD), Francisco Oliveira (PS), João Luís de Medeiros (PS), João Vasco Paiva (PSD) e Justino Madeira (PSD).
1979
A eleição intercalar da primeira legislatura da Assembleia da República, ocorrida a 2 de dezembro de 1979, estreou a atual configuração de cinco mandatos pelo círculo eleitoral da Região Autónoma dos Açores, constitucionalmente criada em 1976. O PSD elegeu três, com 51,87% dos votos, e o PS dois, com 29,76%.
Foram eleitos João Bosco Mota Amaral (PSD), Jaime Gama (PS), Germano Domingos (PSD), Francisco Oliveira (PS) e António Maria Mendes (PSD). Mota Amaral foi substituído por João Vasco Paiva.
1980
A 5 de outubro de 1980, os Açores elegeram quatro deputados do PSD (56,99%) e um deputado do PS (27,16%) para a II Legislatura da Assembleia da República: João Bosco Mota Amaral (PSD), Jaime Gama (PS), António Maria Mendes (PSD), João Vasco Paiva (PSD) e José Vargas Bulcão (PSD).
Exerceram ainda funções parlamentares, em regime de substituição, António Menezes, Manuel Arruda, Ruben Raposo e Victor Borges da Ponte, todos pelo PSD.
1983
A III Legislatura da Assembleia da República foi determinada pelas eleições de 25 de abril de 1983, nas quais o PSD (54,46%) e o PS (31,10%) mantiveram a mesma distribuição de mandatos pelo círculo eleitoral dos Açores: João Bosco Mota Amaral (PSD), Avelino Rodrigues (PS), Raul Gomes dos Santos (PSD), Ricardo Barros (PS) e António Maria Mendes (PSD).
O PSD avançou ainda com quatro deputados em regime de substituição: José Vargas Bulcão, Octaviano Mota, Paulo Silveira e Pedro Paulo Carvalho Silva.
1985
A quarta legislatura da Assembleia da República, decorrente das eleições de 6 de outubro de 1985, foi a única em que os açorianos estiveram representados para além do PSD e do PS. O PSD elegeu três deputados (48,15%), o PS um (20,02%) e o Partido Renovador Democrático conseguiu um mandato, com 15,16% dos votos, assim distribuídos: João Bosco Mota Amaral (PSD), António Simas Santos (PS), Roberto Amaral (PRD), José Melo Alves (PSD) e José Vargas Bulcão (PSD).
Mário Belo Maciel (PSD), Ricardo Barros (PS) e Vasco Garcia (PSD) exerceram funções em regime de substituição.
1987
Nas eleições de 19 de julho de 1987, o PSD (66,61%) e o PS (19,97%) elegeram, respetivamente, quatro e um deputados, pelo círculo dos Açores, para a V Legislatura da Assembleia da República. Os eleitos foram João Bosco Mota Amaral (PSD), Carlos César (PS), José Melo Alves (PSD), José Vargas Bulcão (PSD) e Mário Belo Maciel (PSD).
Ao longo da legislatura, os seus substitutos foram Álvaro Dâmaso (PSD), António Maria Mendes (PSD), Germano Domingos (PSD), Liberal Correia (PSD), Maria Ana Medeiros (PS), Paulo Silveira (PSD), Ricardo Barros (PS) e Rui Pedro Ávila (PS).
1991
A 6 de outubro de 1991, a eleição dos deputados à Assembleia da República, nos Açores, manteve a distribuição de mandatos entre o PSD (64,12%) e o PS (25,80%): João Bosco Mota Amaral (PSD), José António Martins Goulart (PS), José Guilherme Reis Leite (PSD), Mário Belo Maciel (PSD) e Manuel Azevedo (PSD).
A VI Legislatura registou substituições por Ema Leite (PSD), Paulo Casaca (PS), Pedro Gomes (PSD) e Rui Pedro Ávila (PS).
1995
Três deputados para o PSD (47,80%) e dois para o PS (37,50%) foi o resultado das eleições açorianas para a VII Legislatura da Assembleia da República, no dia 1 de outubro de 1995.
Foram eleitos João Bosco Mota Amaral (PSD), José Medeiros Ferreira (PS), José Reis Leite (PSD), Sérgio Ávila (PS) e Rolando Lalanda Gonçalves (PSD). O PS fez uma substituição, com José Maria Teixeira Dias.
1999
As eleições legislativas nacionais de 10 de outubro de 1999 foram as primeiras vencidas pelo PS (53,26%), sobre o PSD (35,80%), no círculo eleitoral dos Açores. A VIII Legislatura contou com os deputados açorianos José Medeiros Ferreira (PS), João Bosco Mota Amaral (PSD), Luiz Fagundes Duarte (PS), Joaquim Ponte (PSD) e Isabel Barata (PS), não se verificando qualquer substituição.
2002
Na IX Legislatura, com as eleições de 17 de março de 2002, o PSD (45,36%) recuperou a maioria dos mandatos açorianos no parlamento nacional, elegendo três deputados contra os dois do PS (40,96%). Foram eleitos Victor Cruz (PSD), José Medeiros Ferreira (PS), João Bosco Mota Amaral (PSD), Luiz Fagundes Duarte (PS) e Joaquim Ponte (PSD).
Mota Amaral foi eleito Presidente da Assembleia da República, tornando-se o primeiro açoriano a exercer a segunda posição do estado português, de 10 de abril de 2002 a 16 de março de 2005, e Victor Cruz foi substituído por Judite Jorge.
2005
Com as eleições de 20 de fevereiro de 2005, o PS (53,13%) registou a sua segunda maioria de mandatos açorianos na Assembleia da República, ultrapassando o PSD (34,41%). Foram eleitos Ricardo Rodrigues (PS), João Bosco Mota Amaral (PSD), Luiz Fagundes Duarte (PS), Victor Cruz (PSD) e Renato Leal (PS).
Na X Legislatura, presidida pelo açoriano Jaime Gama (PS) eleito por Lisboa, o PSD efetuou duas substituições, com Joaquim Ponte e Judite Jorge.
2009
Na XI Legislatura da Assembleia da República, igualmente presidida por Jaime Gama, o PS (39,72%) e o PSD (35,73%) disputaram as eleições de 27 de setembro de 2009 com a mesma distribuição de mandatos – Ricardo Rodrigues (PS), João Bosco Mota Amaral (PSD), Luiz Fagundes Duarte (PS), Joaquim Ponte (PSD) e Luísa Santos (PS) – não se registando qualquer substituição.
2011
Nas eleições açorianas de 5 de junho de 2011, para a XII Legislatura da Assembleia da República, o PSD (47,36%) ultrapassou o PS (25,67%).
Foram eleitos os deputados João Bosco Mota Amaral (PSD), Ricardo Rodrigues (PS), Joaquim Ponte (PSD), Carlos Enes (PS) e Lídia Bulcão (PSD) e registou-se uma única substituição, com a entrada de Jorge Pereira (PS).
2015
A XIII Legislatura da Assembleia da República resultou das eleições de 4 de outubro de 2015 e, pelos Açores, contou com os deputados Carlos César (PS), Berta Cabral (PSD), Lara Martinho (PS), António Ventura (PSD) e João Castro (PS).
Os resultados eleitorais haviam ditado a vitória do PS (40,38%) sobre o PSD (36,03%), verificando-se depois a entrada da deputada Rosa Dart (PSD) em regime de substituição.
2019
Finalmente, as últimas eleições legislativas nacionais, realizadas a 6 de outubro de 2019, determinaram a XIV Legislatura da Assembleia da República, que agora termina.
O PS obteve 40,06% e o PSD 30,21%, daqui resultando a eleição dos deputados Isabel Almeida Rodrigues (PS), Paulo Moniz (PSD), Lara Martinho (PS), António Ventura (PSD) e João Castro (PS), numa legislatura interrompida em que António Ventura se fez substituir por Ilídia Quadrado.
José Andrade
*Diretor do Gabinete de Estudos do PSD/Açores
**Baseado no seu livro A Vontade dos Açorianos – Os Órgãos de Governo Próprio da Região Autónoma dos Açores (1976-2020)
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