NATALINO VIVEIROS, SINAIS PERTURBADORES

Views: 0

EDITORIAL

Sinais perturbadores

1. Os sinais dos tempos são perturbadores e apelam a uma reflexão profunda sobre a nossa condição como seres dominantes do planeta, e como nos devemos comportar perante as alterações com que nos confrontamos neste tempo que corre à velocidade da luz.
2. Tais alterações começam na mudança do comportamento humano perante a sociedade e perante a saga de se auto descobrir, num crescendo sem fim e sem que se conheça se há limites para evitar a auto destruição da espécie humana.
3. São vários os trabalhos publicados sobre esta temática, mas é pena que ela não mereça o debate e a reflexão que é tão necessária, para colocar no redil aquilo que está desgovernado, embora a natureza continue a cumprir a função que lhe cabe de recriar, reorganizar e reumanizar, tal como se assiste, por vezes sem se dar por isso.
4. A 18 de Março de 2020 foi decretado o primeiro Estado de Emergência em Portugal, que tinha como prioridade prevenir a doença, conter a pandemia, salvar vidas.
5. Nos Açores, o Governo declarou a 13 de Março o Estado de Contingência, estendendo-o até ao dia trinta e um, renovado por vários períodos, tal como foi renovado o Estado de Emergência em Portugal.
6. Entrava-se num período que se tornou um autentico pesadelo, devido à propagação da doença e às vidas que tem ceifado, e pelas consequências que advêm para os cidadãos, devido ao tratamento noticioso dado globalmente pela comunicação social, e pelas opiniões dispares dos especialista arregimentados para comentadores de hora a hora.
7. Com a entrada no Outono veio a grande esperança trazida pelas vacinas que estavam prestes a ser lançadas no mercado, e a partir daí começou a corrida ao milagroso tratamento, apontando-se datas para o inicio da toma do remédio, alimentando-se desse modo uma esperança, que se tem esvaído por falta de cumprimento da palavra e dos contratos celebrados entre os Estados e as indústrias farmacêuticas.
8. A aflição cresce na medida em que cresce o número de mortes e o contágio da chamada terceira vaga e das novas estirpes que vão nascendo. Perante este quadro é preciso baixar à terra e acabar com a falsa propaganda feita pelos governantes e feita pelos grandes empórios que estão já a ganhar fortunas astronómicas, e tudo farão para continuar, no futuro, a facturar outro tanto.
9. A verdade é que no caso dos Açores, a vacinação está longe de atingir os níveis desejáveis, senão vejamos:
10. Os Açores receberam, de Dezembro a Fevereiro, 20.805 doses de vacina, o que dá para vacinar, nas duas fases, 10.402 pessoas, o que equivale a 4,2% da população até agora vacinada.
11. Se o ritmo de atribuição das vacinas aos Açores se mantiver, quer isto dizer que só teremos toda a população vacinada no primeiro trimestre de 2022. Ou seja, daqui a um ano. Nesta equação não estamos a contar com o novo período de vacinação, que será certamente anual, tal como a vacina da gripe.
12. A Região não pode colocar-se numa posição passiva quanto à chegada das vacinas, porque se ficar a aguardar apenas a boa vontade de Lisboa, bem pode esperar sentada, pela forma como até agora tem corrido o processo. Lisboa anuncia chegadas semanais de vacinas enquanto os Açores recebem as doses de vacina ao mês. Assim não chegaremos a bom porto.
13. Entretanto, apanhando outros voos, ficou a conhecer-se em traços largos o Plano de Reestruturação da SATA Azores Airlines enviado a Bruxelas. O Presidente da empresa explicou aos deputados, e depois publicamente, quais são os eixos em que assentava a reestruturação da companhia, dando enfoque à redução da frota de aeronaves e ao aumento do número de voos.
14. A dúvida que fica é se as medidas propostas para redução dos gastos com o pessoal são suficientes para equilibrar o Grupo SATA e receber o aval de Bruxelas, porque esses custos ascendem a 62 milhões de euros, repartidos 32 milhões pela SATA Air Açores, e 30 milhões pela Azores Airlines. São valores que metem respeito.
(Américo Natalino Viveiros)
Correio dos Açores, 21 de Fevereiro
May be an image of text
Like

Comment
Share

Comments

The Evidence is Cut in Stone: A Compelling Argument for Lost High Technology in Ancient Egypt | Ancient Origins

Views: 0

Most people know of the great construction achievements of the dynastic Egyptians such as the pyramids and temples of the Giza Plateau area as well as the Sphinx. Many books and videos show

Source: The Evidence is Cut in Stone: A Compelling Argument for Lost High Technology in Ancient Egypt | Ancient Origins

Crónica 383 vamos destruir esses monumentos todos

Views: 0

Crónica 383 vamos destruir esses monumentos todos 21.2.2021

 

Queria ser o primeiro, mas alguém se antecipou à minha proposta de demolição do Padrão dos Descobrimentos. Como o João Nuno Azambuja explicava: “Aqueles que propõem a demolição do Padrão dos Descobrimentos deviam pensar primeiro em demolir a sua despensa.

Dito isto resta-me propor outras demolições como o Mosteiro dos Jerónimos, a Escola de Sagres, a Torre de Belém, estátuas como a Padre António Vieira, o Monumento aos Combatentes, tudo que em Guimarães lembre Afonso Henriques esse brutal perseguidor de mouros, apagar milhares de nomes de ruas de brutais colonizadores e exploradores desde Diogo Cão a Roberto Ivens, Cristóvão Colombo, Vasco da Gama, Luís de Camões que os imortalizou em livro, os bandeirantes e demais traficantes de escravos, tudo o que diga respeito à sangrenta guerra colonial, a S. João Batista de Ajudá, Goa, Damão, Diu, Nagar-a-vely, Malaca, Sião, Birmânia, a todas as ex-colónias de Ceuta a Bombaim e Timor, o famigerado dia da raça em 10 de junho,

ABATER ESTÁTUAS DE ESCLAVAGISTAS E OUTROS É TAREFA FÁCIL, ELAS ESTÃO MUDAS E QUEDAS E NEM ESBOÇAM SEQUER OPOSIÇÃO, mais difícil é apagar os atos de todos os esclavagistas ao longo dos séculos. Além de que, normalmente, os apeadores de estátuas são pessoas de elevado grau de ignorância, mandatados por um qualquer populista. Começam por estátuas, depois queimam livros, e exorcizam ideias, e quando menos se dá conta já um fascismo nazi se instalou.

Os erros da História não se apagam nem se compensam e é um erro grave julgar a História doutras eras pelos padrões de hoje. Imaginemos o inverso e toda a população atual seria exterminada pela Inquisição. O que é proibido numa era pode ser moda noutra. Mais importante do que apelar a estes racismos e colonialismos envergonhados por eras passadas, era extirpar a fome, a escravatura e a intolerância que grassam na maioria dos países ainda hoje. Há quem afirme que nunca houve tantos escravos como agora, basta ir à Líbia ou a uma qualquer página de compra dos mesmos..

É bem mais fácil apear estátuas que ideias. Ao destruir ou deitar abaixo uma estátua podemos estar a destruir um símbolo, mas os atos e consequências mantêm-se inalterados. Como estes vândalos são mais ignorantes que um primata, devem começar pelo século XX e destruir as estátuas de todos os grandes esclavagistas do povo HITLER, ESTALINE, LENINE, MAO, e mais umas dezenas deles por todo o mundo. Depois devem passar ao século XIX e fazer o mesmo, por aí atrás a todos os Impérios, pois nenhum império sobrevive sem escravos e são os escravos que fazem grandes s impérios.

Os impérios africanos antes dos ocidentais terem lá chegado, eram mercados de venda de escravos, que encontraram um fértil mercado quando os ocidentais lá apareceram. Os corsários berberes aprisionavam cativos nas ilhas dos Acores para os venderem como escravos, devemos assim obliterar todos os berberes?

Retrocedendo chegaremos ao Antigo Egito, depois da destruição de Constantinopla, da Biblioteca de Alexandria (que tem de ser destruída uma segunda vez), vamos destruindo o Corão, a Bíblia, todos os livros sagrados de todas as religiões, todos os vestígios de escravatura até aos Sumérios e babilónios, aos Denisovan, Neandertal e seus antepassados.

Aí sim, estará a obra completa e podemos voltar a ser símios, pois tanto quanto se sabe os símios nunca praticaram a escravatura. Completado o círculo recomecem a civilização de novo como símios, que a vossa capacidade intelectual é bem inferior à deles. A História serve para nos ensinar, não está aí para ser condenada. Condenar a História não irá resolver nada. Não se apaga o passado, e ao tentar apagar o passado não se corrige o presente, cada ato aconteceu numa determinada época fruto da mentalidade e das normas sociais de cada época. Tudo o que fazemos hoje, e é considerado aceitável e normal, implicava uma ida à fogueira da Inquisição ou ao cadafalso da Maria Antonieta, à pira da Joana d’Arc, ou ao canibalismo das tribos ancestrais.

Esta ignorância que ora nos rodeia com monumentos a destruir e estátuas apeadas vai matar muito mais que o Covid, a peste, ou qualquer outra praga bíblica e com esta fórmula de politicamente correto que tentam implantar não vai sobrar ninguém. Um povo que não preserva o seu património está condenado ao olvido.

Chrys Chrystello, Jornalista, Membro Honorário Vitalício nº 297713

[Australian Journalists’ Association MEEA]

Diário dos Açores (desde 2018)

Diário de Trás-os-Montes (desde 2005)

Tribuna das Ilhas (desde 2019)

Jornal LusoPress Québec, Canadá (desde 2020)

 

 

BILL GATES o homem que queria ser deus do clima

Views: 0

Favourites 1tSp7ohSnsamoredm
BEM-VINDOS Â ENGENHARIA CLIMÁTICA
por António Guerreiro – Público
«Como Evitar um Desastre Climático é o título do último livro de Bill Gates, publicado simultaneamente em vários países (incluindo Portugal). A um “optimista global”, com projectos globais e riqueza global, deve corresponder um livro global com recepção global. Numa entrevista ao PÚBLICO (feita por Patrícia Carvalho e Pedro Rios) publicada na passada segunda-feira, o fundador da Microsoft reafirma que é preciso interromper o desastre climático iminente. Como bom optimista, Gates acredita que estamos a tempo de evitá-lo, eliminando as emissões de gases com efeito de estufa, conseguindo chegar ao nível zero das emissões de dióxido de carbono, sem no entanto “mudar o nível de vida dos países ricos”. Isso, diz ele, “não resolve as alterações climáticas”. E para encerrar o seu pensamento benemérito acrescenta que não se pode subtrair aos países pobres ou em vias de desenvolvimento o objectivo de chegar ao patamar dos países ricos. Como é que se consegue este resultado prodigioso? Através da inovação, diz este “optimista em relação à inovação”.
Para o cumprimento deste programa, o ecologista ecuménico Bill Gates evita qualquer palavra que evoque, nem que seja ao de leve, uma ecologia política. Sobretudo, nada de ecologia política, já que as mudanças necessárias reclamam outra coisa: as forças prometeicas da inovação tecnológica. Podem, pois, todos os poderes e decisores políticos estar descansados que pelo lado da mecenática Fundação Gates não há adversários nem inimigos a identificar e a combater, há apenas investimentos bilionários a fazer. E eles são, afinal, muitas vezes empresariais e lucrativos, embora cobertos pelo doce manto do Grande Mecenas.
Inovar, fazer, construir. Bill Gates é o exemplo extremo da categoria dos geo-construtivistas (sirvo-me de um conceito que o filósofo francês Frédéric Neyrat usa e desenvolve em La part incontructible de la Terra. Critique du géo-constructivisme). O seu optimismo emerge da convicção de que o que há a fazer para evitar um desastre ecológico é reciclar o projecto da modernidade científica, refazer o que foi mal feito com os instrumentos que a ciência e a ficção científica nos fornecem, reconstruir o que foi erradamente construído. Se os homens conquistaram o poder imenso de fazer mal à Terra, se esse superpoder até se tornou a força que determinou a entrada numa nova era geológica que dois cientistas, Paul Crutzer (falecido no mês passado) e Eugene Stoermer, baptizaram com o nome de Antropoceno, então também têm o poder de a reparar. Como? Através de projectos de geo-engenharia em grande escala.
Na sua última crónica no Diário de Notícias, intitulada Os Donos Disto Tudo, Viriato Soromenho-Marques, com o seu reconhecido saber nestas matérias (em que é também, entre nós, pioneiro), relatava uma experiência que terá lugar em Junho, na cidade sueca de Kiruna, dando início à realização de um projecto de geo-engenharia (ou, como prefere a Academia das Ciências dos Estados Unidos, de “intervenção climática”). Esse programa, informa-nos Viriato Soromenho-Marques, é financiado por Bill Gates, um dos “donos disto tudo”. Com esse projecto, “designado pelo acrónimo SCoPEx, que pode ser traduzido para português como ‘experiência de perturbação estratosférica controlada’ (…) o que se pretende é disseminar partículas não tóxicas de carbono de cálcio (CaCO3) para avaliar a sua capacidade de diminuir a radiação solar (…), tentando deste modo indirecto contrariar o processo do aquecimento global” (explica V. S.-M.😉. Um mundo regido por este espírito da engenharia climática (que, de resto, já Paul Crutzer tinha inaugurado com um célebre artigo de 2006, onde propunha que se injectasse enxofre na estratosfera para aumentar o poder reflector) é um mundo de pesadelo, até no plano geo-político, porque não prevê os efeitos secundários e involuntários nem tem em conta as diversidades locais: é um projecto de globalização climática, em que a Terra seria dotada de um termostato globalmente regulado pelos geo-construtivistas que transformam o nosso planeta numa máquina que pode ser pilotada por quem tem um poder absoluto. Com o seu optimismo sinistro de feição filantrópica, Bill Gates cauciona um grito triunfante para ser ouvido em todos os cantos desta nossa nave posta nos eixos: Welcome to the climate engineering!»
ANTÓNIO GUERREIRO
May be an image of text
Ana Maria (Nini) Botelho Neves and 19 others
2 comments
8 shares
Like

Comment
Share
Comments
Most relevant

a magia do pico

Views: 1

Pico misterioso, de branco
Bela semana para todos
May be an image of nature
You, Urbano Bettencourt, Lizuarte Machado and 92 others
24 comments
3 shares
Like

Comment
Share
Comments
View 3 more comments

Ana Monteiro

Montanha mágica.

📷

Pedro Silva
May be an image of nature
You, Pedro Almeida Maia, Urbano Bettencourt and 27 others
1 comment
Like

 

Comment
Comments

 

 

 

o monstruoso padre abusador do Oe-Cusse

Views: 1

Vítimas de ex-padre que será julgado em Timor-Leste tinham calendário para abusos
*** António Sampaio, da agência Lusa ***
Pante Macassar, Timor-Leste, 21 fev 2021 (Lusa) – As vítimas do ex-padre norte-americano que segunda-feira começa a ser julgado em Timor-Leste por abuso sexual de crianças no orfanato que liderava, no enclave de Oecusse sabiam, de antemão, quem tinha de estar, cada noite, com o homem.
“Havia uma lista com os nomes das meninas na porta dele, por isso sabíamos que era a nossa vez. Todas as meninas tinham de ir lá. Não havia exceções”, conta uma das vítimas, num dos poucos depoimentos sobre o caso conhecidos até hoje, divulgado pela organização Fokupers.
Richard Daschbach, hoje com 84, viveu décadas em Oecusse, liderando o orfanato de Topu Honis por onde passaram centenas de crianças e que contava até com o apoio de doadores internacionais.
Na segunda-feira começa a ser julgado por abuso sexual de crianças, pornografia infantil e violência doméstica.
Por trás da face humanitária e de solidariedade, que elevaram Daschbach ao estatuto de quase figura mítica na região e entre alguns dos seus apoiantes, havia abusos sexuais regulares a menores, a que só escapavam os meninos.
“Eu não sabia nada. E não perguntei nada. Fui com as outras. Naquela vez estávamos três meninas no quarto. E foi quando as coisas más aconteceram. E fiquei surpreendida que as meninas ficavam caladas. O pai nem precisava de nos ameaçar. Ficávamos caladas. Ninguém falava de nada”, contou a jovem no depoimento divulgado pela organização.
A jovem explica que o então padre – a quem chama ‘pai’ – nunca dizia por palavras o que queria, mas sim por gestos, incluindo masturbação, sexo oral e toques, agarrando as meninas para mostrar o que queria que fizessem.
“E tínhamos de fazer várias vezes. Pegava nas nossas mãos e punha-as no corpo e queria que o agarrássemos” nas suas partes privadas, disse a jovem.
“Enquanto criança eu pensava que as partes privadas do pai não deviam estar na minha boca”, disse a vítima, que não é identificada “para sua proteção”.
Outra vítima, cujo depoimento foi divulgado pela publicação online timorense Neon Metin, confirma a natureza regular dos abusos e garante que as mulheres e homens do orfanato sabiam e que nenhuma menina escapava.
As crianças descrevem que, no geral, eram bem cuidadas, especialmente quando contrastando com as situações que viviam na comunidade, e que no início havia paz e tranquilidade. Exceto ao final das tardes.
“Sentávamo-nos todos juntos para rezar, raparigas e rapazes. E alguém ficava ao colo dele. Depois de rezar alguns iam-se embora e a que se sentava no colo era a que ia passar a noite com ele no quarto e na cama. Na noite seguinte, haveria outra rapariga”, conta.
“As pessoas que trabalhavam no orfanato sabiam de tudo. Havia uma lista com os nossos nomes. Esta noite sou eu. Amanhã à noite era outra rapariga. Ou às vezes via-nos sentadas juntas e entrava e escolhia quem queria naquela noite. Ele próprio, o próprio padre, dizia ‘esta noite dormes comigo’”, contou a vítima.
Apesar da Topu Honis ser um orfanato, havia muitas crianças com pai e mãe ali acolhidas, uma forma de procurar melhores condições para as meninas que, em casa, não tinha comida ou as condições mínimas.
“Os nossos pais não podiam pagar nada. E ele cuidou de nós. Então, quando estava a abusar de nós sexualmente, ficávamos caladas! Todas nós, raparigas, passámos por isso. Dormi com ele como mulher e marido”, conta, descrevendo depois toques sexuais, sexo oral e penetração.
Às vezes, a situação repetia-se à tarde, ou quando algumas das crianças tomavam banho e, caso alguém não quisesse, eram “as senhoras do orfanato” que mandavam as crianças para o quarto.
“As senhoras ficavam chateadas e diziam que tínhamos de dormir com ele porque durante as orações ele escolhia quem vai dormir com ele. Não gosto desta coisa má na minha vida”.
Quando o caso começou a ser conhecido publicamente, os rapazes do orfanato diziam que também sabiam do abuso que acontecia às meninas e chegaram a ameaçar bater a quem falasse.
“Ameaçaram bater-nos. É por isso que algumas das raparigas não falam porque têm medo de ser espancadas por homens”, conta.
“Sinto amargura e vergonha. Falo agora, publicamente, como um exemplo para as minhas irmãs mais novas. Se acontecer, não se escondam. Espero que nos ajudem a todas a ter justiça”, disse.
Fontes conhecedoras do processo recordam que fazer avançar o caso foi mais fácil no Vaticano, que reagiu relativamente depressa e acabou por expulsar o padre do sacerdócio, do que no sistema de justiça timorense.
Um compasso de espera que permitiu a Dashbach, já depois de ser condenado pela Santa Sé, continuar a viver livremente na mesma comunidade onde os abusos foram cometidos, a região de Kutete, a cerca de 25 quilómetros da capital do enclave, mas a “duas horas de tempo” de viagem, como se descrevem as distâncias na região.
Agora, depois de ser detido e de estar em prisão domiciliar, regressou a Oecusse para ser julgado.
Dada a natureza do caso, o julgamento decorre à porta fechada, com o coletivo de três juízes a ouvir primeiro a leitura da acusação, pelo Ministério Público, antes de dar oportunidade a Daschbach para que faça uma declaração.
A declaração, de culpa ou de inocência, ou o eventual silêncio, determinarão depois o andamento do processo.
ASP // FPA
Lusa/Fim
May be an image of 1 person, tree and outdoors
Rosa Horta Carrascalao, Rosely Forganes and 64 others
12 comments
43 shares
Like

Comment
Share
Comments
Most relevant

Associações na diáspora são decisivas na promoção de língua materna – Jornal Açores 9

Views: 1

Falando à Lusa por ocasião do Dia Internacional da Língua Materna, a docente, 72 anos, destaca o papel das associações, no esforço de manter unidos às raízes as gerações mais novas. “Muitas pessoas criticam porque as associações não fazem isto, considero que em comunidades como a que temos em Toronto, temos a sorte de ter […]

Source: Associações na diáspora são decisivas na promoção de língua materna – Jornal Açores 9

A CAMARA DE LISBOA BOA NA DESTRUIÇAO PATRIMONIAL

Views: 0

Ver para crer (e mesmo aí, espantar)!! A Câmara de Lisboa fez demolir o chalé-escola Froebel no Jardim da Estrela. Quem responderá por este CRIME? O vereador Sá Fernandes que diz «logo se vê»?
Jorge Rebêlo, Vasco Medeiros Rosa and 40 others
14 comments
Like

Comment
Comments
View 3 more comments
  • A que propósito?
    • Like

    • Reply
    • 13 h
    • Franco Caruso

      Vão fazer uma estação de educação ecológica, demolindo a instituição pioneira do jardim de infância alemão…

      1
      • Like

      • Reply
      • 13 h
    View 1 more reply