ANGOLA 2 histórias de uma revolta anticolonial

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A REVOLTA DA BAIXA DO CASSANGE
Ontem a historiadora Raquel Varela dizia na RTP3 que não temos memória porque Portugal convive muito mal com o seu passado colonial que, segundo ela, é um passado brutal. E para provar que assim é, afirmou que a maioria dos portugueses que a estavam a ouvir “não faz a mínima ideia que a guerra colonial começa com um massacre de trabalhadores em greve, de uma zona e de uma empresa que é a Cotonang. Eram trabalhadores forçados, portanto trabalhadores obrigados a trabalhar, que entram em greve por serem trabalhadores forçados, no norte de Angola, e são regados com napalm pelo Exército português, cinco a dez mil terão sido mortos.” Esclareceu ainda a historiadora que “é partir daí, aliás, que se dá o massacre da UPA, que toda a gente conhece em Portugal e o MPLA decide pegar em armas.”
Não posso falar pelos outros portugueses que a ouviam mas eu que estudei o que se passou há 60 anos na Baixa do Cassange, um território a leste de Malange com uma área duas vezes a de Portugal continental, tenho memória dos acontecimentos e algumas dúvidas sobre o rigor da narrativa da historiadora. E nesta coisa da memória histórica, tão negativa é a omissão como a distorção dos factos.
Em primeiro lugar, não foram trabalhadores de uma empresa que fizeram greve. O que ficou conhecido pela revolta da Baixa do Cassange não foi um conflito laboral, foi a luta de uma população contra uma das formas mais vergonhosas de exploração colonial.
O modelo criado pelos belgas foi copiado pelo Estado Novo na década de 1930 em Moçambique, onde o algodão deixou de ser cultivado por empresas privadas que para isso tinham ao seu serviço trabalhadores negros (algodão branco) para passar a ser cultivado obrigatoriamente pelos habitantes de vastos territórios que eram concessionados a empresas, em regra de capitais estrangeiros (algodão negro). As concessionárias eram verdadeiros estados dentro do estado colonial e actuavam com a cumplicidade das autoridades administrativas e policiais portuguesas, normalmente sem respeito pela lei porque era necessário promover “a cultura obrigatória do algodão pelos indígenas por quaisquer processos que se reconheçam convenientes.”
As concessionárias tinham sob a sua jurisdição vastas áreas de concessão onde encarregavam as famílias residentes de plantar algodão. A cada uma destas famílias era atribuída uma determinada área de terreno para desbaste e cultivo, para o que lhes era fornecida a semente, cabendo à empresa concessionária a organização de mercados de venda e o monopólio da compra do produto final, ao preço que queriam.
A cultura obrigatória do algodão foi introduzida em Angola em Março de 1947, quando a Companhia Geral dos Algodões de Angola, um consórcio luso-belga criada em 1926 e conhecida por Cotonang, conseguiu uma concessão na vasta zona a Leste e Oeste de Malange cobrindo uns 80 mil quilómetros quadrados, quase a área de Portugal. A outra firma, a Lagos & Irmão, foi também concessionada uma zona da extensa planície ao longo do rio Cuango a que os portugueses chamaram Baixa do Cassange. Os agricultores africanos, uns 150 mil organizados em 35 mil famílias, eram coagidos a cultivar cerca de 5 mil toneladas por ano de algodão que tinham de vender à Cotonang e à Lagos & Irmão, a preços fixos, abaixo dos do mercado, num valor 5 a 6 vezes menor do que o preço mundial. Não havia salários para os seu trabalho e os riscos da colheita eram involuntária e integralmente assumidos por eles.
Com a independência do Congo Belga em 1960 e por influência de militantes do Parti Solidaire African (PSA) congolês, a população da Baixa do Cassange desencadeou acções contra os agentes das concessionárias e as autoridades portuguesas, em especial a partir de Janeiro de 1961. A repressão da Pide, do Exército e da Força Aérea durante o mês de Fevereiro foi violenta e a revolta foi neutralizada em Março. Quatro meses depois saiu uma lei que acabou com a cultura obrigatória do algodão, dando um golpe importante nas companhias concessionárias.
Certamente que a revolta influenciou acontecimentos futuros mas parece-me pouco rigoroso afirmar que a guerra colonial começou com os massacres (não apenas um massacre) das populações da Baixa do Cassange, massacres cujos contornos e dimensão não são conhecidos ao certo.
Sabe-se que foram mortos centenas de africanos em várias acções repressivas embora nada indique que tenha sido utilizado napalm. Parece também ser possível afirmar que a rebelião teve um carácter espontâneo e localizado e talvez por isso nenhum dos movimentos de libertação angolanos tenha reivindicado a autoria da acção. Quanto ao número exacto de mortos, tenha sido mil, cinco mil ou dez mil, será sempre uma incógnita.
(Apanha do algodão, 1961. Desenho de Henrique Abranches)
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  • Bem mais uma historia sobre o colonialismo português em Africa Será que esta é real Ela há tantas que já é difícil saber qual a verdadeira Vamos esperar que apareça alguém que nos conte de fato e com verdade o que se passou Vai ser difícil
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EÇA NA MIRA DOS LAVADORES DA HISTÓRIA

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“Os Maias” contêm linguagem racista, diz palestrante nos EUA - RFM
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Mãe deixa cinco filhos sozinhos em casa durante vários dias. Situação inédita, dizem autoridades

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A PSP resgatou as crianças, com idades entre 1 e 12 anos. Estavam sujas e rodeadas de lixo, ao cuidado de um irmão. Os menores foram reencaminhados para uma instituição. A mãe vai ser ouvida pelo Ministério Público que abriu um processo-crime. A mulher responde pelo crime de abandono.

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PAN/Açores quer travar construção de incineradora de São Miguel – Jornal Açores 9

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O PAN/Açores tem já marcada a sua pegada no controverso processo de construção da incineradora em São Miguel. Em 2016 pediu, como medida urgente, a reanálise do projecto da incineradora de São Miguel e em 2017, no decorrer da campanha para as eleições autárquicas, defendeu a renúncia de um acordo intermunicipal para o uso de […]

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Cerca em Rabo de Peixe vai manter-se numa parte mais restrita da Vila – Jornal Açores 9

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Numa conferência de imprensa conjunta, realizada hoje em Angra do heroísmo com diretor regional da Saúde, Berto Cabral, e o presidente da Comissão Especial de Acompanhamento da Luta Contra a Pandemia, Gustavo Tato Borges, foi determinado que a Cerca sanitária em Rabo de Peixe irá manter-se até às 23:59 h do dia 1 de Março, […]

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o perigo de devolver ursos ao habitat natural

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DRAGÕES DIÁRIOS 23.02.2021
https://twitter.com/i/status/1362172473526030339
“Do mundo
Numa região montanhosa do Iraque, seis ursos que viviam em cativeiro foram devolvidos ao habitat natural e, assim que foram abertas as jaulas onde se encontravam, atacaram os ativistas e jornalistas que assistiam à libertação. A agência Reuters registou as imagens demonstrativas do pânico que se viveu.”
Visão | Seis ursos devolvidos ao habitat natural atacam quem assistia à libertação
VISAO.SAPO.PT
Visão | Seis ursos devolvidos ao habitat natural atacam quem assistia à libertação
Foram momentos de pânico os que se viveram numa ação de devolução ao seu habitat de seis ursos pardos nas montanhas do norte do Iraque.
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JULGASMENTO PADRE PEDÓFILO EM tIMOR

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Julgamento ex-padre acusado de abuso de crianças começa em Timor-Leste
*** António Sampaio, da agência Lusa ***
Pante Macassar, Timor-Leste, 23 fev 2021 (Lusa) – O julgamento de um ex-padre acusado de abuso sexual de crianças, pornografia infantil e violência doméstica, começou hoje à porta fechada no Tribunal Distrital do enclave timorense de Oecusse-Ambeno.…

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Rosa Horta Carrascalao, Rosely Forganes and 106 others
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  • Porquê razão Xanana Gusmão é permitido ficar na sala ?
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    • Ninguém ficou na sala. Tivemos todos que sair quando começou a audiência. E isso está explicado na noticia
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      • 8 h
    • Rosa Horta Carrascalao

      witnesses cannot be inside when evidence is being given by other people

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    • Antonio Sampaio

      boa resposta.

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      • 7 h
    • Antonio Sampaio

      obrigada

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    • Martin Mesquita Watugari Hardie

      is X a witness?

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      • 7 h
    • Rosa Horta Carrascalao

      What’s more a person acting in their private capacity can legally and legitimately give evidence about the character or work of another person, no matter what that second person is accused of.

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    • Rosa Horta Carrascalao

      yes. See my second reply to you.

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      • 7 h
    • Rosa Horta Carrascalao

      O facto do julgamento ser à porta fechada implica que não sabemos detalhes como que testemunhas vão ser chamadas pela acusação e defesa e para depor sobre que aspetos do processo. Não sabemos igualmente detalhes sobre número de vítimas e os crimes concretos, em cada caso, que são apontados ao arguido.

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      • 6 h
    • Antonio Sampaio

      obrigada

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      • 4 h
  • Obrigada, por nos ir mantendo a par deste caso, que me toca perto, naturalmente; conheci esse orfanato e esse senhor, no início de 2001. Seja feita justiça, e que os adultos que sabiam e nada fizeram, sejam também admoestados, criticados, quem sabe sof…

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    • 8 h
  • Que seja feita a devida justiça. E, todas as pessoas que tinham conhecimento desta crueldade sem perdão, sejam também punidas.
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    • 2 h
  • Nanda Alves

    normalmente nao. Porque é um julgamento feixado so publico

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    • 5 h
  • Os jornalistas não podem ficar dentro da sala?
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