victor rui dores videoclip

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Queridas e queridos amigos
Tomo a liberdade de vos encaminhar o link (abaixo) com o videoclip de “Luz”, com música e interpretação de Filipe Fonseca e letra minha. Sem falar no Covid-19, a canção dá conta destes dias de pandémica incerteza, e deixa no ar a esperança de uma luz ao fundo do túnel… O vídeo foi feito no Teatro Faialense, com gente da nossa. Espero que gostem.
Segue, em anexo, o “press release” referente à canção.
Obrigado e um abraço de mar
Victor Rui Dores

o blogue vai entrar em modo suspenso por uns dias

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vou estar mais ausente do que é habitual, daqui e do blogue, e a Helena não vai poder estar na tertúlia de sábado devido a internamento no HDES a partir de hoje, a tentar estabilizar a situação respiratória, se tudo correr bem volta daqui a uma semana. Darei notícias quando as houver e provavelmente não responderei às vossas mensagens

FELIX RODRIGUES NA EDA RENOVÁVEIS

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O Professor da Universidade dos Açores e vice-presidente do CDS/PP, Félix Rodrigues, é o nome indicado para presidir à EDA Renováveis. A Assembleia Geral de accionistas deverá proceder, esta semana, à sua nomeação.
(Telejornal da RTP/A de 03/03/2021)
https://www.facebook.com/pierre.s.lima/videos/10216384233713086/
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  • É desta que o preço da energia elétrica ao consumidor vai baixar!😜
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mau tempo no canal

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Quando o mar está bravo…. Já demorei 2 horas numa viagem , Horta-Madalena… Na Espalamaca….
“Não sei de quem são as fotografias” — with

Libania Silva

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coincineração em são miguel açores

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Publicado no Correio dos Açores, 03 de Março 2021
As Contas da Incineração da CVE de São Miguel
É inegável que a ilha de São Miguel carece de um sistema eficaz de tratamento de resíduos, não sendo aceitável a actual elevada taxa de deposição em aterro. No entanto, é altamente controverso e duvidoso, que aquele sistema seja a Central de Valorização Energética (CVE) por incineração, que a MUSAMI teimosamente há décadas prossegue.
Insistentemente a MUSAMI tem pedido alternativas ao projecto que deseja empreender. A alternativa é simples e a MUSAMI sabe-o: é exactamente no sentido inverso ao que tem trilhado. A alternativa é a sustentabilidade na economia circular, alicerçada na redução, reutilização e reciclagem dos resíduos. No fim, só o refugo é que necessita de tratamento por valorização energética.
A MUSAMI para sustentar o financiamento do projecto da incineração elaborou vários estudos de viabilidade económica e financeira. Embora, não exista coerência nem coordenação entre eles, todos chegam à mesma conclusão. O projecto não tem viabilidade económica e financeira, mesmo optando por cenários optimistas, em que despreza riscos, sobrevaloriza as receitas, minimiza os custos.
O projeto da CVE de São Miguel não tem sustentabilidade financeira, mesmo beneficiando de elevados financiamentos a fundo perdido, que correspondem a 96,5% do total do investimento de 56 milhões €. O projecto não gera receitas suficientes para pagar as despesas operacionais e remunerar os reduzidos capitais próprios investidos.
Dos quatro principais estudos: (1) Estudo de Impacto Ambiental de 2011; (2) Estudo Económico de Novembro de 2016; (3) ACB (Avaliação de Custo Benefício) de Julho de 2018; (4) ACB de Fevereiro de 2020, a Secretaria Regional do Ambiente avaliou o EIA, tendo explicitado as maiores dúvidas e reservas à viabilidade financeira do projecto.
No estudo económico de Novembro de 2016 a MUSAMI determinou a tarifa de tratamento de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU´s) em 32 € / tonelada. No ACB de Fevereiro de 2020, para alcançar o equilíbrio financeiro do projecto, em 2025, a MUSAMI propõe um aumento da tarifa de tratamento RSU´s para 43 € / tonelada. Em 2030 a tarifa prevista é 55 €, em 2035 de 69 € e em 2043 de 92 € / tonelada. O tarifário da CVE da Região Autónoma da Madeira é 77 € / tonelada.
Aquele impressionante aumento constante no valor da tarifa de tratamento de RSU´s corresponde a um incremento médio anual de 7,4%, valor muito acima da inflação esperada.
Embora estes sejam os números que estão nos estudos da MUSAMI, a própria os esconde do público, preferindo verbalizar uma tarifa de 35 € / tonelada, a qual não corresponde aos valores que serão posteriormente obrigatoriamente cobrados.
Rapidamente, o projecto dimensionado pela MUSAMI conduzirá todas as seis Câmaras Municipais da ilha de São Miguel para um abismo tarifário, com consequências nas elevadas taxas no tratamento de RSU´s a aplicar aos respectivos munícipes, não sendo de excluir a falência da própria MUSAMI.
Ao exigir a mobilização de elevados montantes de capital, ao eliminar a criação de uma economia circular, a incineração impedirá a criação acrescida de trabalho e empregos, ainda por cima numa região ultraperiférica com elevadas taxas de pobreza e desemprego.
O projecto viola grosseiramente as Directivas Europeias, que impõem que só pode ser incinerado, aquilo que não é reciclável, tendo prioridade os sistemas de tratamento de RSU´s com capacidade de produção de biogás.
O projecto da CVE da ilha de São Miguel continua sobredimensionado. A capacidade de incineração proposta só é justificável quando a incineração é o primeiro sistema de tratamento de RSU´s , quando na verdade deveria ser o último. Por exemplo, é de todo incompreensível e inaceitável, a incineração de pneus e óleos, violando Directivas Europeias, o estado da arte e o desejo das populações.
Para a solução de incineração, sem explicação, a MUSAMI opta pela incineração tradicional tipo “mass burn”, sem que tenha avaliado tecnologias mais eficientes, modulares e menos poluentes como as denominadas TTA (Tratamento Térmico Avançado), nomeadamente a gasificação.
Na salvaguarda e bom uso dos dinheiros públicos é prudente a inviabilização do actual projecto da MUSAMI, sendo de exigir em alternativa ao Promotor a apresentação de uma solução para a problemática dos RSU´s da ilha de São Miguel, com base em consistentes, credíveis, razoáveis, rigorosos, completos e independentes estudos de impacto social, ambiental, viabilidade económico-financeira, etc, que deverão estar alinhados com o estado da arte e respeitar os objectivos das Directivas Europeias.
Ponta Delgada, 02 de Março de 2021
João Quental Mota Vieira
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entrevista LUIS CARDOSO (TAKAS) auytor timorense premiado

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Rosely Forganes

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te2Spo2mnsoreddmh

Entrevista a

Luis Cardoso de Noronha

a propósito do seu novo romance “O plantador de abóboras”, no Jornal de Letras, Artes e Ideias desta semana.

azeite de nome insólito

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Can’t help but 😂😂😂😂
Clítoris: name chosen for gourmet brand of virgin Portuguese olive oil - Portugal Resident
PORTUGALRESIDENT.COM
Clítoris: name chosen for gourmet brand of virgin Portuguese olive oil – Portugal Resident
Designer Marco Dias creates new brand of gourmet virgin olive oil and calls it Clítoris in ‘homage’ to victims of domestic violence
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  • Pronto!
    Agora temos azeite que não respeita a igualdade de género!
    Vai dar discussão!

memórias de Santa Maria

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SANTA MARIA É NOTICIA: José Luis Moura-construtor de carro de bois
Hoje fazemos uma viagem ao passado.
Percorremos o caminho de um tempo onde o carro de bois era o meio de transporte essencial no mundo rural.
Memorias que não devem desaparecer visto serem heranças culturais da ilha.
A nossa entrevista de hoje é com o senhor José Luis Moura, construtor do carro de bois que preenche o espaço museológico “O Cafuão” na freguesia de São Pedro.
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Na Galiza, cantigando Original de Aníbal Raposo

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O ANÍBAL RAPOSO acaba de trazer-nos mais um CD: «falas & afetos».
20 canções com falas diversas e provenientes de variadas geografias da língua portuguesa, que circulam através das melodias do Aníbal.
Algumas das falas são do Aníbal, outras de Isabel Fidalgo, Mia Couto, Natália Correia, Gabriel Mariano, António Bulcão, Vinícius de Moraes, João de Deus.
A minha fala intitula-se «Na Galiza, cantigando» e tem uma melodia de que gosto muito. E foi, originalmente, uma inesperada prenda nos meus 70 anos.
Na Galiza, cantigando
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Na Galiza, cantigando
Original de Aníbal Raposo
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HISTÓRIAS DE SANTA MARIA, AÇORES

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Rosélio Reis

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Ângela Loura

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O Rapaz de Veludo:
Francisco Enes Pereira
Confesso que aquelas lápides, de que pus aqui as fotografias, que estão ao abandono no cemitério de Vila do Porto, nunca mais me saíram do pensamento. Já as tinha visto há anos e nunca cheguei a perceber o seu significado.
Há dias resolvi escrever aqui um artigo sobre o Cemitério dos Americanos e pensei que as lápides pudessem ter alguma ligação com o assunto. Fui ao cemitério e, para minha surpresa, estavam ainda no mesmo sítio. Só que eram nomes portugueses e não tinham absolutamente nada a ver com o cemitério dos americanos.
Mas não foi tudo em vão. A Ângela Loura, uma investigadora de arquivos históricos antigos, viu o meu artigo e esclareceu-me. Dois daqueles senhores morreram afogados na nossa Prainha. O Francisco Enes Pereira era radiotelegrafista e o Luis Lopes Pinto Gomes era teletipista, e tinham chegado a Santa Maria há três ou quatro meses para trabalhar no aeroporto. Vim a saber que um deles, o Francisco Enes Pereira, tinha apenas vinte anos de idade e que era natural de Montedor, Carreço, Viana do Castelo. Pelos vistos era muito querido da população daquele sítio. Reconheciam-lhe alma de poeta embora fosse de tenra idade.
No jornal paroquial “Voz de Carreço” de Outubro de 1968 há um artigo muito interessante sobre ele, escrito quase 20 anos depois da sua morte. Ainda não estava esquecido e o artigo que publicaram é disso uma grande prova. Ali Adalberto S. Enes, depois de fazer um relato do que eram as festas no tempo do Francisco a cantar e a declamar, e da alegria que espalhava entre os colegas de mocidade, recorda que as festas depois do passamento do amigo já não tinham a mesma alegria.
“Tinha-se perdido um cantor, um poeta, um homem grande ainda muito novo, mas que ficará com os seus poemas que tanto cantou na sua terra que sempre amou.”
“Morreu nos Açores” – não refere a ilha de Santa Maria – “onde estava no início da carreira.”
E continua:
“Passados anos víamos chegar à estação de Montedor – onde não só chegam os vivos e a alegria – os restos mortais do nosso amigo de infância. Descrever, embora em transição momentânea, o que nos passou pelo cérebro vendo-o na vida que foi e no momento a que assistíamos, seria dramaticamente intolerável para o leitor.”
Maria Manuela Couto Viana, a famosa atriz, declamadora e escritora, natural também de Viana do Castelo, era amiga do Francisco. No seu “Romance do Rapaz de Veludo” refere-se a “uma despedida no seu pobre entender. Uma morte abstrata. Talvez de um tempo. Talvez do próprio tempo! E na última quadra, a autora confessa a sua dúvida:
“Minha noite de Ameaça
O meu punhal de ciúme,
Só não sei se foi o mar,
Se fui eu que o matara”
Também Pedro Homem de Melo, poeta, professor e folclorista português, dedicou-lhe este texto:
“FRANCISCO
Trazia-nos o mar quando cantava…
Era seu canto a própria maresia!
Contudo, em sua boca, uma flor brava –
Rosa de carne – à terra, ainda o prendia.
Nos seus dedos, as sombras das gaivotas
Poisavam sem poisar…
Mastro perdido! Inverosímeis rotas
Que nunca mais hão-de recomeçar!
Seria frágil? Sim, porque era forte.
Seria bom? Não sei… mas era puro.
Tinha a beleza que anuncia a morte
Do lírio prematuro.
Quadril enxuto. E o peito? – Asas redondas
Com que se voa mais que se respira!
Corpo de efebo no cristal das ondas.
Em vez de vermes, algas de safira…”
Não sei que atenção lhe dedicaram os marienses aquando desse falecimento. Mas aquela romagem é prova de que não passou em claro. E, da parte que me cabe neste processo, fico finalmente em paz com a minha consciência.
Dos outros dois falecidos não consegui saber mais nada. Suponho que também seriam colegas de serviço. Mas nem as várias horas de pesquisa que passei na internet me trouxeram alguma informação.
You, Luis Antonio Ricardo Candeias, Sandra Cardoso and 41 others
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  • Parabéns

    Roselio,valeu a pena pesquisar,que eles estejam em Paz.

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EUA DESEMPREGADOS À FOME

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EUA: “NÃO TENHO DINHEIRO PARA COMER”
MILHÕES DE DESEMPREGADOS NOS EUA SEM APOIOS
‘I don’t have money for food’: millions of unemployed in US left without benefits
THEGUARDIAN.COM
‘I don’t have money for food’: millions of unemployed in US left without benefits
Delays, backlogs of claims and errors have left workers without any unemployment benefits while out of work due to Covid
Carlos Fino, Ana Maria (Nini) Botelho Neves and 21 others
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Açores recebem hoje mais 8.500 doses da vacina AstraZeneca – Jornal Açores 9

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Os Açores recebem hoje 8.500 doses da vacina da AstraZeneca, numa operação de transporte em curso de Lisboa para a Região, a ser realizada pela Força Aérea Portuguesa. O primeiro lote, contendo 4.000 doses, chegou esta manhã à ilha Terceira e prevê-se que o segundo lote, com 4.800 doses, chegue pelas 14H45 à ilha de […]

Source: Açores recebem hoje mais 8.500 doses da vacina AstraZeneca – Jornal Açores 9

até que enfim alguma sanidade….COVID-19: OMS adverte que não se deve pedir aos viajantes que provem estar vacinados – Atualidade – SAPO Lifestyle

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 A Organização Mundial da Saúde (OMS) advertiu hoje que os aeroportos e outros pontos de entrada num país não devem pedir aos viajantes que provem estar vacinados contra a covid-19.

Source: COVID-19: OMS adverte que não se deve pedir aos viajantes que provem estar vacinados – Atualidade – SAPO Lifestyle

Tomás Quental · As razões de tanto “ódio”

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As razões de tanto “ódio”
O dr. Vasco Cordeiro, antigo presidente do Governo Regional dos Açores, presidente do PS-Açores e líder parlamentar socialista na Assembleia Legislativa Regional, é um homem honesto e uma pessoa estimável. Eu ouvi com todo o interesse a entrevista que deu à RTP-Açores. Ele disse, nomeadamente, que o que une os cinco partidos que apoiam o actual Governo Regional é o “ódio ao PS”. Sim, tem razão.
Mas o dr. Vasco Cordeiro parece que ainda não reflectiu sobre a razão ou razões por que se criou tanto “ódio ao PS”. Aqui é que está o principal problema. E a razão ou razões de tanto “ódio ao PS” foram os muitos anos da política socialista de “quero, posso e mando”, em que o PS se transformou em “dono disto tudo” nos Açores, ignorando muitas vezes a oposição e afastando-se também muitas vezes da sociedade, dos seus problemas e das suas necessidades.
O PS começou muito bem, mas acabou mal. O mesmo já tinha acontecido com o PSD. O PS, quando chegou ao Governo Regional, ao fim de muitos anos de governação social-democrata, foi fantástico: abriu a sociedade, trouxe ar político novo, apostou em novos sectores económicos, incrementou novas dinâmicas sociais, realizou obras públicas muito importantes e investiu mais na Educação, entre outras ações. Mas depois, lamentavelmente, foi piorando com os anos, cometendo muitos erros, nomeadamente com projectos sem sentido numa Região Autónoma de limitados recursos financeiros. Dois exemplos apenas: gastou muitos milhões de euros numa “Casa da Autonomia” e num “Centro de Artes Contemporâneas”, que nunca serviram nem servirão para nada, enquanto os hospitais regionais estavam e estão na penúria de meios técnicos e de recursos humanos. Isso não é socialismo democrático: é, sim, má governação!
O PS perdeu a maioria absoluta nas últimas eleições legislativas regionais porque, depois de um início muito bom, acabou governando encerrado em si mesmo, afastado do interesse colectivo, com as suas elites manifestando muitas vezes arrogância política e falta de humildade democrática, como pensando que o poder seria eterno. Enganaram-se!
O dr. Vasco Cordeiro disse, também, que a actual solução política e governamental açoriana, assente em cinco partidos que até já se criticam no parlamento regional, não tem consistência suficiente para ter um projecto de futuro para os Açores. Partilho da mesma opinião. De resto, há secretários regionais, após três meses de serem empossados, parece que não sabem ainda que são governantes, porque não dão qualquer sinal de ação. Devem estar a desinfectar os gabinetes, talvez, porque trabalho não se vê nada. Mas também aqui há um aspecto que o dr. Vasco Cordeiro, apesar de ser um homem inteligente, parece que ainda não percebeu: a “geringonça” açoriana permitiu, pelo menos, abrir a janela da democracia açoriana para entrar ar político novo. A Assembleia Legislativa recuperou o seu papel central, contra a governamentalização que existia do regime autonómico regional. É preciso mais? Com certeza que sim. Então, se o PS, que continua a ser o maior partido no arquipélago embora com maioria relativa no parlamento, quer recuperar a confiança maioritária dos açorianos e das açorianas, tem que se refundar, reorganizar e purificar, recuperando os ideais iniciais, de progresso, justiça social e democracia, longe do “quero, posso e mando” que o caracterizou durante muitos anos.
O PS, se se mantiver como está, com as mesmas ideias e as mesmas práticas, até com dirigentes que cada vez que falam – não me refiro ao dr. Vasco Cordeiro, como é óbvio – só arranjam mais anti-corpos para o partido, então vai continuar por muitos anos na oposição, apesar de a “geringonça” açoriana muito dificilmente conseguir um patamar de maior progresso e de maior felicidade para todos os açorianos e para todas as açorianas, porque faltará sempre a consistência suficiente para um projecto de longo alcance, mesmo com a boa vontade, a competência e a honestidade de vários governantes actuais.
Jorge Rebêlo, Maria Das Neves Baptista and 29 others
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