Novo hotel nos Açores oferece banhos quentes numa estufa de ananases – Boa Cama Boa Mesa

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[Fotogaleria] O Senhora da Rosa, Tradition & Nature Hotel abre a 16 de abril, numa quinta secular de São Miguel e em simbiose com a vegetação. Tem um spa no jardim, um restaurante e 35 quartos e suítes, incluindo dois lodges de madeira ao lado das bananeiras

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RAMOS HORTA PEDE TRÉGUAS

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Antonio Sampaio

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José Ramos-Horta

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Timor-Leste/Cheias: José Ramos-Horta pede tréguas políticas para responder a desastre natural
Díli, 06 abr 2021 (Lusa) – O ex-Presidente da República timorense José Ramos-Horta pediu hoje “tréguas” políticas, para que todos concentrem os seus esforços no apoio às populações e na resposta aos efeitos do mau tempo, que causaram pelo menos 34 mortos no país.
“Peço aos apoiantes partidários para observarem tréguas, engavetem as suas críticas por algum tempo. A pandemia e este desastre natural deveriam convidar todos para juntos fazermos face a este flagelo gémeo”, escreveu numa mensagem na sua página no Facebook.
“Quem governa que se concentre na governação. Quem não tem responsabilidades governativas que apoie a sua maneira ou procure apoiar, complementar as ações do Governo”, frisou.
José Ramos-Horta explicou que ele próprio tem andado a comprar bens alimentares em lojas locais para entregar em vários pontos da cidade, aleatoriamente, notando as muitas carências que se vivem.
“Depois do primeiro dia da catástrofe não partilhei mais fotos e comentários. Decidi fazer coisas pequenas com os meios limitados e pessoais que disponho. Conduzindo o jeep Willys acompanhado apenas de uma pessoa fui visitando algumas ordens religiosas, ao acaso, sem aviso prévio, levando as sacas de comidas que comprei nas lojas locais”, explica.
“Visitei inúmeros locais. Sempre de máscara. Mas máscaras não são muito visíveis estes dias. Não fiz fotos. Vi com meus olhos as condições em que vivem muitos jovens estudantes. Outros o terão feito”, refere.
O mau tempo e as cheias que assolaram Timor-Leste, especialmente no domingo, causaram pelo menos 34 mortos, segundo um balanço provisório, com milhares de deslocados e sérios danos materiais ainda por contabilizar.
ASP // SB
Lusa/Fim
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é preciso ajudar timor

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Timor-Leste/Cheias: CPLP apela à ajuda da comunidade internacional
Redação, 06 abr 2021 (Lusa) – A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), da qual Timor-Leste é Estado-membro, apelou hoje à comunidade internacional para que ajude o país no atual momento de calamidade causado pelas inundações, que já fizeram 27 mortos e milhares de desalojados.
Numa carta dirigida à ministra dos Negócios Estrangeiros de Timor-Leste, Adaljiza Magno, a que a Lusa teve acesso, o secretário- executivo da organização escreve que “a CPLP manifesta a sua solidariedade para com as famílias enlutadas, apela ao apoio da comunidade internacional e saúda os esforços de resgate e assistência já em curso” no país.
No documento, Francisco Ribeiro Telles apresenta condolências às autoridades e ao povo de Timor-Leste, “pelas trágicas cheias que afetaram o país ontem [domingo], dia 04 do corrente, e que resultaram já em mais de duas dezenas de vítimas, milhares de desalojados e avultados prejuízos materiais”.
Mas, salienta: “Estamos confiantes de que a resiliência e determinação características do povo timorense permitirão superar esta calamidade”.
As cheias que assolaram Timor-Leste no fim de semana causaram pelo menos 27 mortos em todo o país e mais de sete mil desalojados na capital, Díli, segundo o balanço mais recente das autoridades timorenses.
De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), as cheias afetaram pelo menos 10 mil pessoas em oito municipalidades, sendo Díli a mais afetada.
A CPLP integra os seguintes Estados-membros: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.
A União Europeia (UE) disse hoje “apoiar plenamente” o “Governo e o povo de Timor-Leste” e disponibilizou-se para prestar “mais assistência”, enquanto o chefe da diplomacia portuguesa, Augusto Santos Silva, ofereceu a solidariedade e o apoio de Portugal a Timor-Leste.
ATR // JH
Lusa/Fim
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cheias 34 mortos em timor

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Timor-Leste/Cheias: Número de mortos aumenta para 34, maioria em Díli e Manatuto
Díli, 06 abr 2021 (Lusa) – O número de mortos devido ao mau tempo em Timor-Leste aumentou de 28 para 34, segundo um balanço ainda provisório, com 13 na capital e 12 na zona de Manatuto, disse à Lusa fonte da Proteção Civil.
A mesma fonte assinalou que há várias pessoas dadas como desaparecidas, pelo que o balanço final ainda não está completo.
No caso de Díli, os dados preliminares referem que se registaram seis mortos em Comoro – uma das zonas mais afetadas devido à subida significativa do rio -, três em Beduku, três em Hera, no limite oriental da cidade, e um em Bebora.
No resto do país, e além dos 12 mortos em Manaturo registaram-se sete mortos em Ainaro, um em Baucau (Baguia) e outro em Aileu.
As cheias em vários pontos do país provocaram milhares de deslocados, com muitas casas destruídas, danos avultados em infraestruturas – com pontes e estradas destruídas.
Houve ainda danos significativos em várias escolas e outros edifícios públicos, com equipas no terreno a avaliar os estragos.
Só em Díli há já mais de 3.500 pessoas alojadas temporariamente em 11 locais, para onde estão a ser canalizadas ajudas públicas, mas também o apoio de muitas empresas e cidadãos privados, com uma extensa onda de solidariedade que continua a ampliar-se.
Estão em curso várias campanhas de recolha de fundos no exterior para adquirir produtos em Timor-Leste e distribuir pelas famílias mais afetadas.
Falta comida, água, outros bens essenciais e também material para que as pessoas possam começar a reconstruir as casas.
Muitos residentes portugueses em Díli, como noutros locais do país, estão envolvidos no apoio humanitário, participando voluntariamente a preparar alimentos quentes e a entrega de víveres em vários locais.
Hoje o Ministério da Agricultura vai fazer uma distribuição aidicional de comida, a juntar-se aos esforços já em curso desde domingo por parte do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, de várias embaixadas, do Ministério da Solidariedade Social e ainda do Ministério da Administração Estatal.
O primeiro-ministro, Taur Matan Ruak, acompanhado do vice-primeiro ministro, José Reis, e do ministro das Obras Públicas, Salvador Soares, visitaram hoje vários locais em Díli, onde as infraestruturas foram significativamente afetadas.
Há danos graves em estradas, derrocadas de terra e lama em vários pontos da capital, a queda de diques de ribeiras e ainda muita água em várias zonas da cidade, incluindo edifícios públicos.
O serviço de eletricidade tem sido intermitente em vários locais e há zonas da cidade que estão há mais de 24 horas sem luz, apesar de um esforço significativo da Eletricidade de Timor-Leste (EDTL) para se recuperar progressivamente o serviço.
O lixo acumula-se por toda a cidade, apesar de já ter sido efetuada alguma limpeza, com montes de terra e lama em vários locais, incluindo a Ponte de Santa Ana, a estrada ao lado da Ribeira Halilaran, o Largo de Lecidere e a zona de Taibessi.
São considerados locais de intervenção urgente várias pontes, incluindo a que liga à zona do Hospital Nacional Guido Valadares (HNGV) e as que cruzam a ribeira de Maloa, o Palácio Presidencial, e toda a zona ribeira do rio de Comoro, entre outros.
A Ribeira de Hudilaran, por exemplo, está praticamente tapada de terra, com danos na ponte do seminário menor de N.ª Senhora de Fátima, que está em risco de cair.
ASP // JMC
Lusa/Fim
Inacio Moura, Rosa Horta Carrascalao and 212 others
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  • O meu pensamento, a minha solidariedade e o meu apertado abraço para todas as famílias que perderam os seus entes queridos nesta tragédia tão grande que abateu sobre Timor-Leste. Descansem em paz
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nova obra de EDUÍNO DE JESUS

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“COMO TENUÍSSIMA ESPUMA DE LUZ”
A livraria Letras Lavadas anunciou, na sua divulgação de abril, o livro de @Eduíno de Jesus “COMO TENUÍSSIMA ESPUMA DE LUZ” (poética fragmentária) com desenhos de Artur Bual e o 3º livro da N9na Poesia, livro que já divulgámos aqui no dia da poesia.
Eduíno de Jesus, para além da sua projeção como homem de letras e poeta, é um dos “nossos”, no sentido em que esteve sempre presente na Casa dos Açores em Lisboa.
Estudou no Liceu Antero de Quental e foi um dos promotores da Associação dos Antigos Alunos daquele liceu. Foi professor do ensino secundário e da Faculdade de Letras de Lisboa e da Universidade Nova de Lisboa. Foi consultor de várias enciclopédias de cultura.
Deixamos aqui um dos poemas e esperamos que os leiam todos:
“COMO TENUÍSSIMA ESPUMA DE LUZ”
Como tenuíssima espuma
de luz: eco perdido
da primeira vibração,
algures, no imo
do infinito
Nada…
Ou:
como um fogo
ainda não e jamais
acendido:
frémido de nenhuma
coisa ou alma,
digamos…
_súbito
explode no interior
da Palavra,
irrompe indomável
em todas os sentidos
do Sentido:
e o corpo do poema
ergue-se
e s p l ê n d i d o !
(2000)
ESTA OBRA SERÁ APRESENTADA EM JUNHO NO 34º COLÓQUIO DA LUSOFONIA EM PONTA DELGADA https://coloquios.lusofonias.net/XXXIV/MENU.htm
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Carta Aberta ao Presidente de Moçambique | Opinião | PÚBLICO

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Se, ainda assim, considerar que o envolvimento directo de militares sob a bandeira portuguesa pode ressuscitar alguns “fantasmas”, tome por favor em consideração a seguinte proposta: aceite uma força militar sob a bandeira da CPLP para ajudar na res

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moçambique, cabo delgado e a história esquecida

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Nada como ler aquele que é certamente o maior conhecedor da complexa teia cultural do norte de Moçambique para compreender como ali a estruturação social de hoje é ainda amplamente dominada pela herança dos caçadores de escravos islamizados.
“Ao longo dos séculos XVIII e XIX, a mercadoria humana suplantou o comércio do marfim. No tráfico estiveram envolvidos todos os chefes suaíli do norte de Moçambique, assim como dos centros muçulmanos de além Rovuma: Quíloa, Pemba, Zanzibar, e também das Ilhas Comores e dos centros islâmicos do noroeste de Madagáscar e ilhas adjacentes. Todos estes entrepostos islâmicos se relacionavam numa estruturação mercantil em rede. (…) O sultanato de Angoche conheceu nessa época uma estrutura e organização política poderosas, tendo chegado a dominar todas as ilhas koti e uma vasta área continental, avassalando por períodos os xecados de Sangage, Quinga, Larde, Moma, Naburi, Moebase e Pebane. Os negreiros de todos estes centros islâmicos mantinham relações com Kilwa, Zanzibar, Comores e Madagáscar, manifestando-se pouco receptivos aos contactos com os portugueses, embora negociando com negreiros lusos, brasileiros, franceses, etc”.
“Em Agosto de 1976 dei-me conta destas estratificações em Angoche e nas Cabaceiras. Na Cabaceira, verifiquei que havia gente que se afastava do caminho quando por ele seguiam pessoas de status diferente. Em todos os idiomas do norte de Moçambique,
quer do litoral como do interior, há termos específicos para designar os «cativos» da linhagem (…)”.
Eduardo Medeiros – «O Islão e a construção do espaço social e cultural macua» – In Representações de África e dos Africanos na história e cultura”. Ponta Delgada: Universidade dos Açores, 2009.
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DAMIÃO DE GOES VÍTIMA DA INQUISIÇÃO

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DAMIÃO DE GÓIS MORTO ÀS MÃOS DA INQUISIÇÃO
Durou quase três séculos a Inquisição em Portugal, de 1536 a 1821.
Durante esse período negro da nossa história, em que reinou a barbárie e o medo, cerca de cinquenta mil processos foram movidos contra pessoas. Mais de duas mil foram queimadas vivas: judeus, muçulmanos, ateus, protestantes, homossexuais, bígamos e tantos outros, indiciados por crimes considerados heréticos, desde a feitiçaria à blasfémia.
A simples denúncia, o mais banal boato, a mera desconfiança ou a vontade de destruir alguém, condenavam à prisão, ao confisco dos bens, à tortura ou às chamas da morte quem atentasse contra as regras da Igreja.
A 4 de abril de 1571, a Inquisição mandou prender Damião de Góis (1502 – 1574), na cadeia do Limoeiro, em Lisboa, por alegados crimes cometidos quatro décadas antes, baseando-se numa denúncia do fundador dos jesuítas, o padre Simão Rodrigues, que passara com ele uma temporada em Pádua, em meados da década de 1530.
À data, o humanista, com 69 anos de idade, era guarda-mor da Torre do Tombo, historiador do reino, com vários trabalhos publicados. Um homem público, de reconhecido valor.
Os inquisidores do Santo Ofício interrogaram-no acerca de uma viagem realizada há quarenta anos atrás, em 1531 (ainda antes de haver Inquisição), como embaixador, ao serviço do rei D. João III, a vários destinos europeus, e do seu convívio com protestantes – isto, numa altura em que a contra-reforma ainda nem sequer se tinha verdadeiramente iniciado.
Dez dias depois, a 14 de abril, Damião de Góis foi transferido para a prisão dos Estaus, no topo norte da praça do Rossio – onde hoje se encontra o Teatro Nacional D. Maria II.
O intelectual Renascentista, dotado de um dos espíritos mais abertos e críticos da sua época, que ocupara cargos importantes no reino, tendo sido, por exemplo, cronista de D. Manuel I, agora sem proteção real, viúvo e velho, era acusado de dar-se com hereges, de ter comido carne em alguns dias proibidos pela igreja (ainda que possuísse uma dispensa papal, que por motivos de saúde lhe permitia comer carne, ovos, leite e seus derivados), de ter dito que os alemães faziam coisas melhor do que os portugueses (nomeadamente, «tratar dos pobres»), de receber em sua casa estrangeiros e de com estes «cantarem coisas» que «não eram cantigas que cá costumam cantar-se», de ser «pouco misseiro».
Damião de Góis alegou em sua defesa que se manteve sempre «um bom católico» – sem, porém, convencer os inquisidores que lhe fizeram acusações no plano teológico, comportamental e cultural.
Acabou condenado a prisão perpétua, sem auto-de-fé e sem abjuração pública, classificado como «hereje, luterano, pertinaz e negativo» e com confisco de todos os seus bens. No silêncio e incomunicabilidade do cárcere ainda haveria de rogar (todavia, em vão): «peço-lhes que me mandem emprestar um livro em latim para ler, qual lhes parecer, porque estou apodrecendo de ociosidade e com o ler se me passam muitos pensamentos».
No final de 1572, foi transferido para o Mosteiro da Batalha e, passado um ano, em dezembro de 1573, já muito doente, foi libertado, tendo-lhe sido permitido regressar à sua casa em Alenquer (sua terra natal) onde acabaria por morrer, só e abandonado, na mais completa miséria, a 30 de janeiro de 1574.
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  • Vamos pôr os pontos nos “ii”. Portugal não tinha cá a Inquisição, quem a mandou vir – sim, foi requerida – foram os diabólicos reis Dom Manuel I e Dom João III, que tudo fizeram para que a “santa sé” nos “honrasse” com tal “privilégio”. A “santa inquisição”, uma vez cá, matou, torturou, estripou, perseguiu, esbulhou, roubou, degredou milhares de pessoas… tudo para honra e glória de um deus inventado por eles e à imagem da sua mente torpe e assassina!
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