PDL E O LIXO UM PROBLEMA SEM SOLUÇÃO?

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José Manuel Leal
is feeling sad.
Não sou de “lamechices” principalmente quando se trata da gestão da causa pública. Sou mais do género de ver e actuar. Contudo, e à semelhança de muitos dos meus colegas autarcas, a revolta invade-nos perante a falta de civismo e educação de alguns. As fotos em causa são apenas um exemplo (zonas da Calheta e das Laranjeiras – nem ponho as da Levada por “pudor”). É verdade que, muitas vezes, as administrações públicas podem e devem fazer mais… mas contra isto, “não há santo que resista”. Todos temos que colaborar. Fotos da autoria de

José Silva

e de

Cesar Oliveira

.

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OS TUGUS DE JACARTA

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A aldeia da Indonésia onde se dança o Vira e se canta em Português
A muitos quilómetros de distância, em Tugu, uma aldeia da Indonésia, há uma comunidade que descende de portugueses e que mantém vivas as suas tradições.
1641, os holandeses conquistaram Malaca, na Indonésia, a Portugal, escravizando os sobreviventes portugueses e os seus descendentes. Alguns destes escravos foram levados para Jacarta, que foi rebatizada pelos holandeses com o nome de Batavia (nome que os romanos tinham dado à Holanda). Batavia tornou-se o centro de atividades da Companhia Holandesa das Índias Orientais. Aos escravos portugueses vindos de Malaca, juntaram-se outros portugueses e descendentes, vindos da Índia, Ceilão e de outros destinos.
Em Batavia, os holandeses tentaram ao máximo apagar as tradições portuguesas destes escravos, fazendo-os adotar nomes holandeses ou com sonoridade holandesa, e forçando-os a trocar o catolicismo pelo calvinismo. Estes escravos foram obrigados a viver num pequeno pedaço de terra situado a 10km do centro de Batavia, a que deram o nome de Tugu (Toegoe, em holandês), e que hoje se chama Kampung Tugu.
Estes escravos foram libertados em 1661, passando a ser chamados de Mardijker, palavra que significa “libertos”. Curiosamente, é desta palavra que deriva a palavra indonésia para liberdade: merdeka.
Apesar dos esforços holandeses, esta população conservou vários vestígios da sua herança portuguesa até aos nossos dias. Trezentos e setenta anos depois de os laços com o nosso país se terem cortado, a população ainda acarinha Portugal, um país do outro lado do mundo, mas que muitos consideram como seu.
Não é fácil chegar a Tugu, a nordeste de Jacarta, capital da Indonésia. Mesmo ao fim-de-semana, o trânsito que liga à aldeia é caótico, devido à proximidade do porto de Tanjung Priok, o principal do país, com cerca de 430 hectares.
Apesar dos inúmeros camiões que entopem a estrada principal, sente-se uma tranquilidade ao chegar a Tugu, um ex-líbris de Portugal. Junto ao cemitério e à igreja branca datada do século XVII, há um espaço aberto e arvoredo que lembra o centro de algumas aldeias portuguesas, até pelos idosos que por ali vão deixando cair o tempo.
Esta reportagem que aqui lhe deixamos, de uma estação televisiva indonésia, é uma prova da herança portuguesa forte na Indonésia. A reportagem está em indonésio, contando com a intervenção em inglês do embaixador de Portugal em Jacarta e de uma leitora de português de uma universidade local.
Apesar de não entendermos uma palavra da reportagem, só as imagens já são eloquentes o suficiente para percebermos o sentimento dos Tugus relativamente a Portugal:
Falava-se o Papiá Tugo dentro da população, um crioulo de origem portuguesa muito semelhante ao Papiá Cristão que ainda hoje é falado em Malaca. Infelizmente, já ninguém sabe falar Papiá Tugu em Jacarta, com exceção de uma ou outra palavra avulsa. O último falante deste crioulo, chamado Jacob Quiko, faleceu em 1978. O Papiá Tugu apenas subsiste em alguns poemas e canções, como a canção que aqui lhe deixamos:
Muitas músicas são ainda cantadas, apesar de já não serem entendidas. Como a Bastiana ou a Moresco, entre outras. A Contribuição de Tugu para a musica indonésia foi muito grande. A música nacional da Indonésia, o Krontjong ou keroncong, derivou das cantigas sonolentas e saudosas da aldeia de Tugu.
O Cafrinho terá vindo com os indo-portugueses de Ceilão. E ainda hoje os melhores cantores de Krontjong continuam a ser requisitados da aldeia. É de notar que essa influência não se limitou ao estilo mas manteve-se também no vocabulário dos temas e nos instrumentos.
Festival Kampung Toegoe 18-11-2008 ( MetroTV )
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Festival Kampung Toegoe 18-11-2008 ( MetroTV )
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SAUDADE DOS COLÓQUIOS BELMONTE 2019

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Pedro Paulo Camara

shared a memory — with

Piki Pereira

and

Carolina Cordeiro

.

2 years ago

Um momento kodak para sempre recordar 😊

Carolina Cordeiro

,

Pedro Paulo Camara

,

Rolf Kemmler

e

Piki Pereira

. Gente muita boa!

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EM ALEGADO DIA MÃE

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A MINHA MÃE ESTE ANO NÃO CELEBRA NENHUM DIA DA MÃE, NEM O NOVO NEM O ANTIGO COMO EU DANTES GOSTAVA DE RECORDAR

582. dia da mãe #1, 5 maio 2013

 

8 de dezembro é o meu dia da mãe

mas calendários mudam-nos os políticos

e mandam que seja hoje

contrariado, obedeço

para te dizer, mãe,

errei quando te dizia

não pedi para ser nascido

bem hajas por isso

valeu a pena ter vivido

 

em 90 anos assististe a muita dor

preocupações, canseiras e desgostos

mas feliz de mim que ainda te dei

netos, alegrias e vitórias

livros, colóquios e memórias

 

fica connosco para partilhares

mais sonhos que tenho para te dar


647. Dia da mãe fora de prazo, 4 maio 2014

 

queria escrever um poema à mãe

neste dia que decretaram ser dia dela

mas não consigo esquecer o 8 dezembro

e aliás é dia da mãe todo o santo dia

 

queria escrever um poema à mãe

a pedir desculpa pelo que fiz

pelo que não disse e devia

pelo que preocupei e não alegrei

pelo que senti e não disse

 

queria escrever um poema à mãe

dizer da saudade dos afagos e ternuras

sentir o conforto da infância

viver o futuro que sonhaste

apagar as tristezas do caminho

as mágoas, dores e canseiras

 

queria escrever um poema à mãe

dizer palavras que nunca disse

escrever esta partilha de amor

lembrar os momentos protegidos

as admoestações benignas

mas nunca aprendi a dizer

amo-te mãe

 

 



À MINHA MULHER QUE TB É MÃE

 

583. dia da mãe #2, 5 maio 2013

 

maria nini de todos mãe

hoje é o teu dia

de filhos e filhas

do marido também

que não te sabia

mãe destas ilhas

que te querem bem

 

mãe rima não tem

pois mãe rima bem

quando rima com mãe

mãe é tão sublime

que rima apenas com mãe

 

maria nini de todos mãe

disse um poeta

mãe não tem rima

é claro que rima tem

com carinho e amor

com este poema também

com sofrimento e dor

com beijos e lágrimas

emoção, alegrias, cor

mãe de rimas é cheia

mulher das minhas folias

até à última ceia

 

maria nini de todos mãe

cheiras a coco

sabes a morangos

nascida em lisboa

casada em sydney

trabalhas açorianidades

neste mundo oco

cheio de djangos

maria nini de todos mãe

distribuis felicidades

enquanto canto teu nome

até ficar rouco

 

maria nini de todos mãe

hoje é o teu dia

 

 


 

 

 

VICTOR RUI DORES NO DIA DA MÃE

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Caras e caros amigos das escritas e das cantigas
Tomo a liberdade de partilhar convosco o link (abaixo) com o vídeo da canção “Dama d´ouros, rainha de mim”, música e interpretação de Filipe Fonseca e letra minha. Em Dia da Mãe, é esta a homenagem que queremos prestar à Mulher.
Fiquem bem e recebam o meu abraço de mar
Victor Rui Dores

1 DE MAIO

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  1. eu canto do maio, maio 1, 2013

 

eu canto do maio as mortes inúteis

os deportados para timor

o sangue derramado

tudo o que se pedia eram 8 horas

de trabalho, 8 de descanso e 8 de recreação

 

eu canto do maio a memória de 1886

do degredo, do cárcere, das torturas

das manifes proibidas, das bandeiras

vermelhas do sangue inocente

sem olhar a partidos nem a pessoas

apenas o direito inalienável

ao trabalho, ao descanso, à recreação

para que os novos fascistas de hoje

não roubem essas memórias

esses direitos, essas lutas

 

eu canto do maio o dia do trabalhador

hoje desempregado, sem-abrigo, doente

nos novos gulags e campos de concentração

sem grades nem gás mortal

 

 

ROSÉLIO REIS O DESASTRE DO ARNEL

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SIM, PONTA DELGADA É UMA CIDADE FANTASMA!

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May be an image of Osvaldo José Vieira Cabral and text
https://blog.lusofonias.net/wp-content/uploads/2021/05/ponta-delgada-e-uma-cidade-fantasma-osvaldo-cabralPages-from-2021-05-02.pdf
A pandemia trouxe consequências graves para toda a gente.
A saúde mental é a pior de todas, pois quando não há discernimento suficiente e a exaustão toma conta dos nossos comportamentos, então temos um problema grave que a vacina não cura.
Ninguém está livre de comportamentos menos próprios, por mais forte que possa aparentar, mas aos líderes que nos governam e nos orientam pede-se um esforço redobrado e bom senso, como exemplos de boa administração pública.
A Autoridade de Saúde dos Açores, personificada no Dr. Gustavo Tato Borges, deve ser um desses exemplos.
O cansaço e a pressão das funções que desempenha não pode ser desculpa para as desastrosas actuações públicas das últimas duas semanas, que puseram em causa toda a credibilidade de um bom trabalho que vinha desenvolvendo desde que tomou posse.
Da mesma forma que não é sério um autarca dar lições de epidemiologia a um especialista de Saúde Pública, é condenável uma autoridade nesta matéria, com a responsabilidade acrescida de exercer funções públicas, dar lições de jornalismo ou de como se fazem títulos e reportagens aos profissionais desta área.
Mais grave ainda foi colocar aquele carimbo vermelho na reportagem do “Açoriano Oriental”, lembrando tempos que o Dr. Tato Borges não viveu, mas que era conveniente que revisse a História da censura em Portugal, para nos envergonharmos todos de um tempo que não desejamos nas nossas vidas.
Hoje foi o “Açoriano Oriental”, amanhã poderá ser o “Diário dos Açores” ou outro jornal da nossa região.
Condicionar o trabalho livre da imprensa é o pior caminho que se pode escolher em funções públicas.
Pode-se discordar de uma opinião, pode-se invocar o contraditório, agora carimbar com o sinal de proibição peças jornalísticas que relatam factos, por mais duros que sejam e que as autoridades gostariam de as esconder, é de uma insensatez e de uma infelicidade indesculpáveis.
O escrutínio das autoridades públicas é uma das missões mais nobres do jornalismo numa democracia livre.
Quem não sabe lidar com isso, não tem condições para exercer cargos públicos.
OS PROFESSORES TÊM RAZÃO
Os professores têm razão para protestar contra a desigualdade de critérios na vacinação.
Enquanto que no resto do país os professores são vacinados, porque também estão na linha da frente dos aglomerados de jovens, nos Açores mandam-se os professores para as aulas presenciais sem a protecção da vacina.
É verdade que foram estabelecidas medidas mais restritivas para o funcionamento das escolas, mas muitas delas – e não são poucas – não têm condições para desdobramentos de turmas, nem tão pouco possuem espaço nas salas para o distanciamento que se pretende.
Se acrescentarmos a este processo a triste história dos ATL’s que num dia é para abrir e no outro é para fechar, chega-se facilmente à conclusão de que muitas das decisões parecem ser tomadas em cima do joelho.
PARABÉS SRS. SECRETÁRIOS
Parabéns ao Secretário Regional Duarte Freitas que teve a coragem de convidar um Secretário Regional do governo socialista para dirigir a Escola da Hotelaria da região.
E parabéns a Rui Bettencourt que aceitou o desafio, numa atitude exemplar de profissionalismo e de amor à sua terra.
Isto sim, é urbanidade política.
Um exemplo que merece figurar nos manuais políticos.
Osvaldo Cabral
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