Eça 1871

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“Querido leitor: Nunca penses servir o teu país com a tua inteligência, e para isso em estudar, em trabalhar, em pensar! Não estudes, corrompe! Não sejas digno, sê hábil! E, sobretudo, nunca faças um concurso; ou quando o fizeres, em lugar de pôr no papel que está diante de ti o resultado de um ano de trabalho, de estudo, escreve simplesmente: sou influente no círculo tal e não me façam repetir duas vezes!”
Eça de Queiroz e Ramalho Ortigão
As Farpas, 1871
9

The Australian Yowie: Mysterious Legends of a Tribe of Hairy People | Ancient Origins

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In 1804, the book Modern Geography – a Description of the Empires, Kingdoms, States and Colonies: with the Oceans, Seas and Isles: In all Parts of the World was published by John Pinkerton.

Source: The Australian Yowie: Mysterious Legends of a Tribe of Hairy People | Ancient Origins

EMBARCAÇÃO DESAPARECIDA EM TIMOR

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Embarcação com “sete ou oito” passageiros desaparecida entre Díli e Ataúro
Díli, 15 mai 2021 (Lusa) – Uma embarcação de pequena dimensão com sete a oito pessoas a bordo desapareceu hoje numa viagem entre Díli e Ataúro, disse à Lusa o comandante da Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL) em Díli.
Para mais informação visite www.lusa.pt
Para subscrever os serviços da Lusa sobre Timor-Leste envie email a asampaio@lusa.pt
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Vo Ka

Compass Charters and Atauro Dive Resort were informed late this afternoon and searched until after dark, after the Marine Police refused to help (regarding locals from Atauro)
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Com o Livro é diferente!

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Com o Livro é diferente!
Observar estas imagens, algumas que de outra forma eu tinha já visto, sempre rigorosamente retangulares no ecrã do PC (então passando-as a toque de dedo na tecla ➡️), é agora também sentir o peso do volume no colo, passar os dedos, prazerosamente, pelo papel macio usado pelo editor, sentir a resistência das folhas ao passá-las… E as imagens dobram-se e recuperam a forma em cada virar da página.
As que se estendem em 2 páginas a par – não poderia gostar mais da das pp. 88/89, da das pp. 92/93… – guardam na dobra do livro formas e tons de cor que os píxeis do PC nivelam no plano de todas as outras, como se as desnudassem. Mas numa pornografia do nu. Que na vida tudo não é dado por igual, assim também acontece com o livro.
Tanto as imagens que já conhecia, quanto as que encontro nesta versão final da belíssima obra de Paulo Abrantes e de Lara Kantardjian, fazem agora parte deste mundo em que me encontro ao sentir o conforto da tepidez da tarde, o som dum automóvel a passar, no espaço que fica de um outro lado de onde estou, no tempo em que ele passa e que depois dura no silêncio… É neste tempo e neste espaço onde fazemos e sofremos a diferença uns para os outros – o peso nas pernas, o som que se eleva e apaga sem botão de “off” com que eu o pudesse anular, “delete” como se pudesse nunca ter existido – é neste mundo onde me posso encontrar que essas imagens me chegam agora, e me deixam também aqui as encontrar.
É diferente com o livro.
Folheei-o a partir do princípio, como manda o costume. Mas a sorte e talvez qualquer inconsciente disposição da hora me parou na p. 73, podia ter sido noutra. Uma imagem que poderia ser de G. de Chirico: sequências de arcos e outras formas arquitetónicas, espaços abertos, 2 vultos anónimos que, simplesmente, estão ali. Como estamos nós perante tudo isso, como se o víssemos pela 1ª vez.
(À atenção de quem vive em ou conhece Ponta Delgada: a mesma referência, ainda que menos vincada, poderá ser feita à fotografia no par de pp. 128/129🙂)
Noutras páginas, o grão da imagem e o contraste do preto e branco são mais como as pinceladas impressionistas que nos dão a ver as pequenas visões com que normal e distraidamente compomos os objetos para onde julgamos olhar. Outras, têm as emoções duma novela romântica (na p. 483 referi a da p. 56, também a que lhe está ao lado).
Essas e outras fotografias, todas são “obra de arte” porque – assim me ocorre – tanto dão algo a ver quanto dão a ver uma forma, aquela usada em cada fotografia (romântica, impressionista, “metafísica” ou já surrealista…), de assim precisamente o ver.
Numa obra de arte – e por isto é que ela o é – trata-se tanto daquilo de que se trata quanto da forma de o tratar.
Mas só assim, só nesse recuo daquilo para onde apressadamente costumamos seguir a olhar, é que as coisas (e nós próprios) que nos chamam a vê-las através de cada 1 daquelas formas se nos dão a ver-se, ali, do outro lado do exercício de cada forma de as ver.
E nessa altura, elas e nós, co-nascemos num mesmo mundo – o da “connaissance”.
O mundo onde me encontro na pressão da poltrona contra as coxas, nádegas e costas que me compõem. Onde há pouco sentia no colo o peso maleável do livro e agora o da rigidez deste PC em que passei a escrever. Mas onde já de seguida voltarei a sentir nos dedos a macieza das folhas dele, do livro, cujas páginas dobrarei com cuidado deixando oculto o que só teria por violação, demorando-me antes nas imagens que se sucedam. É esse mundo o que daí emergirá.
Assim me guie, ao folhear, a sorte ou alguma disposição da hora.
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  • Miguel S. Albergaria

    para adquirir integralmente e em papel, creio que só para quem for a Londres, na grande livraria Waterstones (que valerá a visita além desta razão!). Mas pode-se encomendar aqui e entretanto ficar tb com 1 ideia da obra de Kartardjian e Abrantes: https

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hoje tertúlia 34 JORGE CUNHA, JOSÉ DE MELLO, ALDA BATISTA

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Tertúlia 34 Saudades dos colóquios – sábado 15 MAIO 2021 (18h00 AZOST) .

 

 

TERTÚLIA 34 JORGE CUNHA, JOSÉ DE MELLO, ALDA BATISTA
transmissão EM https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/

todas as tertúlias anteriores, descarregar o vídeo em https://www.lusofonias.net/acorianidade/tert%C3%BAlias-saudade-dos-col%C3%B3quios-2.html

ver sem descarregar vão a https://www.lusofonias.net/documentos/tert%C3%BAlias-saudade-dos-col%C3%B3quios.html

no Facebook https://www.facebook.com/lusofonias.aicl/live/

foi esta a verdadeira aparição?

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Amanhã é o dia das aparições da Virgem de Fátima…
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Olga Mendes and 57 others
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açores o caminho de ferro que nunca passou do papel

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1895,Ponta Delgada, Ilha de S. Miguel
– O Caminho de Ferro em S. Miguel
Dinis Moreira da Motta projectou a construção de um caminho-de-ferro que ligaria Ponta Delgada à Ribeira Grande e à vila da Povoação, que, apesar de ter sido aprovado pelas Cortes e pelo Governo, nunca chegou a ser construído.
>> “(….) A construção do caminho-de-ferro de S. Miguel esteve, desde o início, profundamente marcada pela questão autonómica e, como tal, transformou-se rapidamente num problema político. Se bem que todos estivessem de acordo na importância do empreendimento (a opinião pública aprovou-o imediatamente), nem todos estavam de acordo quanto à oportunidade e à capacidade da Junta Geral em o executar.(…)” – extracto de artigo por Henrique de Aguiar Rodrigues
The Railway on São Miguel Island.
Dinis Moreira da Motta designed the building of a railway that would connect Ponta Delgada to Ribeira Grande and to the Vila da Povoação, which, albeit it had been improved by Courts and by the Government, it never had been built.
>> “(…) The construction of the railway on São Miguel Island was, since the start, profoundly marked by question autonomic and, as such, rapidly transforming in a political problem. Albeit all were in agreement on the importance of the enterprise (the public opinion immediately approved the project), not everyone was in agreement for the opportunity and the ability of General Board in the plan.(…)” – An extract of an article by Henrique de Aguiar Rodrigues with Portuguese text and Kevin de Ávila with English translation text
Texto por Henrique de Aguiar Rodrigues / publicado no Açoriano Oriental de 30 de Abr de 2008; Imagem: Blog “A incúria da loja”” http://incuriadaloja.blogspot.pt/…/sao-miguel-os…
(FF)

a exceção, aqui houve solidariedade

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Mais uma história de encantar
Em Southampton, era uma vez o dono de uma livraria, esmagado por um senhorio que ignorou a crise, continuando a exigir uma elevada renda.
Ao ver que o senhorio não cedia, decidiu mudar para uma loja de renda acessível, a meio quilómetro de distância.
Escreveu um apelo na montra, para ser ajudado na mudança, com data e hora marcada, para evitar mais uma despesa.
Acorreram pessoas de todas as idades, desde muito jovens até bastante idosos. Fizeram uma fila indiana, e foram passando os livros de mão em mão.
Ao fim de uma hora, a mudança estava feita.
Eis um exemplo de que, todos juntos, podemos mudar o mundo.

60 anos de turismo a destruir a paisagem

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Pouco mais de 60 anos separam estas duas fotos. A mais antiga foi feita por Asta e Luís de Almeida d’Eça e publicada num postal ilustrado. A outra é actual.
Ao centro, nas duas imagens, está o Hotel do Garbe (actualmente Holiday Inn), um dos hotéis de referência de Armação de Pêra, na costa Sul do Algarve. Em seis décadas, até o hotel cresceu. E à sua volta, o litoral rural dos pomares mistos de sequeiro (alfarrobeira, amendoeira, figueira e oliveira) foi totalmente substituído por prédios. É o Algarve turístico!