Standard & Poor’s avança. Rússia está a dois passos de entrar em incumprimento e bancarrota

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De uma assentada, a S&P cortou o rating russo de BB+ para CCC-, dois níveis, faltando apenas mais dois passos até chegar à classe D (default, incumprimento).

Source: Standard & Poor’s avança. Rússia está a dois passos de entrar em incumprimento e bancarrota

poesia RUSSA NA UCRÂNIA

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Great Russian poet Anna Akhmatova was born in a suburb of Odessa, and her father was a Ukrainian naval engineer descended from a noble Ukrainian cossack family. This poem, written in response to another war more than a hundred years ago, resonates all too clearly today. (Translated by Stephen Edgar.)
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  • Hilary Owen

    What a poem, and what a translation too!

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    • Anna M. Klobucka

      Thanks for reminding me to add the translation credit (which wasn’t immediately apparent on this site).

bbc reativa a onda curta

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Novas Soluções, Velhas Tecnologias. Para penetrar a barreira da desinformação russa, a BBC está a transmitir para Ucrânia e Rússia notícias de rádio de onda curta, como fazia para todo o mundo durante a Segunda Grande Guerra (e para Portugal durante a ditadura salazarista). A onda curta tem a vantagem de se propagar a muito longa distância. https://www.nytimes.com/…/bbc-shortwave-radio-ukraine.html
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LIVROS CONTRA GUERRA

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【A CAUSA DAS COISAS】
Esta é a janela de um pesquisador urbano Lev Shevchenko em Kyiv. Ele se barricou com livros para evitar que o vidro voasse para dentro da sala durante o bombardeio.
Os livros sempre salvam!
in twit katerina sergatskova
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You, Artur Arêde and 8 others
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Não posso perder-te, Europa,

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Não posso perder-te, Europa, nem na emigração dos meus sentidos ainda que a autonomia dos seus povos, de todos os seus povos, seja uma figura desprezada pelos sinistros escravizadores
da moeda-delírio. Renunciar-te para além do território não comportaria nenhum luto opaco nem ígneo lastro de perdição.
Esta sensação sinistra de querer ser metáfora de uma energia
abstrata coloca-me no campo falacioso de um espaço que o tempo não deu lugar à coexistência. A Europa é uma negação do seu mundo, uma estranha imagem destroçada pelos capítulos da história, um delírio caótico de emoções estrangeiras entre si, uma algazarra febril de proxenetas que lançam no caos as utopias culturais de um continente. Ciclos de contratempos lançaram para o olvido o território espiritual sem fronteiras, criando enigmas
sobre a sua existência. Alimentando o mistério de ser europeu.
A Europa está povoada de sombras nas páginas da história, corpos opacos de morte, densos fantasmas da catástrofe, que empunham armas sob um cenário celestial plúmbeo, negoceiam almas corruptas para que a eficácia do desaire seja plena num território de condenados à extinção.
Homens-sombra, equipados com a negrura da fome e do medo,
obliteram povos, massacram-nos à mesa de lautos despojos para que o luto globalizado seja o vício e o jogo que alimenta a banca enfunada de crimes contra a humanidade.
Em cenários de episódios obscuros representa-se a falsidade cruel num confronto de rivais cujo destino é a incógnita da sua existência tenebrosa. A esta Europa dos conflitos e dos déspotas, das
renascenças vilipendiadas pelo capital ignorante e boçal, das cinzas e do lodo, só lhe resta a recuperação dos mares e dos rios, das nascentes misteriosas que, à sua passagem, contra todos os tempos e malefícios, lavem este corpo de chagas de guerras medievas embaladas e vendidas como estupefacientes nos hipermercados de quimeras gelatinosas. O seu nome deverá ser um dia a assinatura colectiva da regeneração salvífica da cultura, do conhecimento, da sabedoria, únicos pilares que nos libertarão da barbárie egocriminosa.
Foto de José Poiares photography
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You, Luis Cardoso de Noronha, Alberto Pereira and 113 others
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O PERIGO NUCLEAR

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O incêndio que está a deflagrar na maior central nuclear da Ucrânia e que foi provocado pelos bombardeamentos russos pode dar origem a um gravíssimo acidente nuclear e, nesta loucura,as tropas russas estão a atacar os bombeiros que poderiam e podem combater este incêndio.
Entretanto, ironia das ironias, se houver uma explosão de um ou mais reactores libertará para a atmosfera poeiras radioactivas e elas poderão atingir Moscovo além de outros locais quer na Ucrânia, quer na Suécia, quer a Noruega e quer em mais outros locais. Oxalá que o Inferno não tenha chegado ao Mundo.
Relativamente a Portugal onde poderão chegar as poeiras mas talvez não com grande intensidade porque estamos longe e o vento, no nosso país,sopra maioritariamente do mar para terra.
No entanto, se tal acontecer está o nosso Paneta em grande risco.
You, Maria Antónia Fraga, Fátima Silva and 19 others
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  • Maria Meneses

    O que me horroriza é que estamos a assistir em direto à destruição de um país europeu e ninguém faz nada. Vão deizar esses malucos arrasarem tudo e lamentaremos um genocídio mais tarde?
  • Leonor Bettencourt

    Entretanto, os bombeiros já conseguiram entrar na Central porque os soldados russos que estavam a atacar os bombeiros foram mandados parar porque a chefias russas perceberam a gravidade da situação felizmente.
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  • Maria Casas

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  • Carlos Braz Saraiva

    Putin escolheu ficar na História na Galeria dos Horrores.
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OS 4 CAVALEIROS DO APOCALIPSE

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Vincente Minnelli, nascido Lester Anthony Minnelli, em Chicago, em 1903, foi um dos grandes cineastas da era dourada de Hollywood. Conhecido principalmente pelos seus musicais, em particular os clássicos “Gigi” ou “Um Americano em Paris”, Minnelli foi, também, um mestre do chamado melodrama, tendo realizado dois extraordinários filmes do género, em que o cenário narrativo era a Segunda Guerra Mundial, os magníficos “Deus Sabe Quanto Amei”, com Frank Sinatra, Dean Martin e a sensacional Shirley MacLaine, um sucesso de crítica e de bilheteira, e o menos conhecido e desastroso fiasco comercial mas igualmente belo e poderoso “Quatro Cavaleiros do Apocalipse”, com uma fantástica banda sonora do fabuloso André Previn.
Protagonizado por Glenn Ford, o filme conta a história de uma família Argentina dividida nos dois lados de uma Paris ocupada pelos Nazis. Ford interpreta Júlio, um playboy diletante e hedonista, equidistante das agruras e das ideologias da guerra que, por amor, naturalmente, acaba por se envolver com a Resistência Francesa. A trama do filme, baseado no romance homónimo do escritor espanhol Vicente Blasco Ibáñez, aponta-nos para como a Guerra, uma das bestas do Apocalipse, junto da Peste, a Fome e a Morte, para além de serem destruidores de mundos, ser, essencialmente, destruidora de famílias, de figuras humanas individuais, colocando irmãos contra irmãos, rompendo ligações entre pais e filhos, maridos e mulheres, desagregando o tecido mais profundo e íntimo das relações entre seres humanos e, com isso, desestruturando a própria tecitura da humanidade. Os mesmos dramas a que vamos assistindo hoje, nos intermináveis directos dos telejornais, nos vídeos das redes sociais, nos comentários martelados e repetitivos dos especialistas da Peste e da Guerra, agora, com Putin lançando a destruição sobre, nas suas próprias palavras, o “povo irmão” da Ucrânia.
No início do filme, Júlio Madariaga, o velho patriarca da família, um orgulhoso gaucho das pampas argentinas, ao descobrir que um dos seus netos se alistara no partido Nazi, tem uma visão dos quatro cavaleiros do apocalipse e morre nos braços do seu neto Júlio. Numa espécie de auto infligida eutanásia emocional, passe o pleonasmo, perante a premonição do mal e da destruição que se aproxima, tanto para o mundo como, e principalmente, para os seus. Esta visão pessoal e individualista dos grandes movimentos da História procura alertar-nos para que a presença do mal está dentro de cada um de nós e que é também individualmente que o devemos combater, muitas vezes com o máximo sacrifício pessoal, mas com o poder das nossas escolhas. É, também, um alerta para essa verdade universal de que a Guerra não é feita de exércitos e generais, de grandes movimentações de tropas e decisões táticas e estratégicas de ditadores. A guerra é feita de indivíduos, das suas dores pessoais e dos seus sonhos destruídos e dos seus gestos dolorosos.
O romance de Ibáñez é passado no cenário da Primeira Guerra Mundial. Minnelli coloca o seu filme no teatro dramático da Segunda. Mas, se quisermos podemos recuar tão longe quanto o próprio Livro do Apocalipse e o Evangelho de João, ou ainda mais longe, à origem do bem e do mal, Zaratustra e a invenção de Deus. Ou, podemos imaginar Vladimir Putin, na solidão majestática do Kremlin, assistindo fria e esfingicamente ao filme de Minnelli, ou, mais provavelmente, a esse outro grande clássico do cinema mundial, O Couraçado Potemkin, do incomparável Eisenstein, e à revolta dos marinheiros de Odessa, na costa mortificada do martirizado Mar Negro. Podemos imaginar Putin, ruminando, como Caim antes dele, a destruição dos seus “irmãos” ucranianos ou, noutro grande filme ainda, a perda, mais íntima e profunda, que nem a construção de um império pode colmatar, a perda interior de Charles Foster Kane, tal como Putin, provavelmente, também, e a perda da sua “rosebud”, da sua infância e da sua inocência.
Nenhum Governo, nem nenhum Tirano, têm o direito de descarregar as bestas do apocalipse sobre o seu povo, seja a Guerra, a Peste, a Fome ou a Morte, e, como séculos, milénios, de arte e de pensamento nos ensinam, uma e outra vez, é no arbítrio individual, no coração íntimo de cada um de nós, que se esconde a força da salvação e desses outros quatro cavaleiros, dons maiores da condição humana, os dons da Paz, da Poesia, da Beleza e da Liberdade. #SlavaUkraini ✊
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Pedro Tradewind Salgueiro, Gabriela Mota Vieira and 10 others
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  • João Valente

    Estes teus textos, caro Pedro, têm sido um oásis nestes tempos sombrios. O lapso freudiano que te levou a trocar o Mar Negro pelo Morto é sintomático do cavaleiro que nos paira sobre a cabeça. O fim da história é um permanente recomeço e o nosso espanto (o horror) está refletido no olhar daquela mãe a ver o carrinho do bebé a descair pelas escadarias de Odessa.
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