SEM DADOS DE CHERNOBYL

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A Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) alertou na terça-feira que deixou de receber dados dos sistemas de monitorização remota de materiais nucleares na central de Chernobyl na Ucrânia.
Agência atómica deixa de receber dados de monitorização de Chernobyl
RTP.PT
Agência atómica deixa de receber dados de monitorização de Chernobyl

A ANA A ESTRANGULAR A ECONOMIA

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Há empresas nacionais e internacionais que se instalaram nos Açores, explorando muito valor acrescentado da nossa economia, mas acrescentando pouco ao investimento nas ilhas.
A indústria de lacticínios tem alguns exemplos, que abordaremos noutra oportunidade.
Hoje, o caso mais escandaloso é o da ANA, que explora alguns aeroportos açorianos.
A empresa, que era pública e geria os aeroportos portugueses, foi vendida pelo governo de Passos Coelho, em 2012, à empresa francesa Vinci, por 3,08 mil milhões.
Foi uma privatização muito contestada e realizada “sem qualquer tipo de condições” impostas pelo governo português, o que se revelou um tremendo erro, como aquele que estamos agora a pagar nos aeroportos explorados por aquela empresa na nossa região.
Quando a ANA foi vendida, os aeroportos estavam em crescimento, incluindo os dos Açores, que dispararam dois anos depois com a liberalização do espaço aéreo (por ironia, graças, também, ao governo de Passos Coelho).
Em menos de uma década o aeroporto de Ponta Delgada praticamente triplicou o movimento de passageiros.
Em 2013, primeiro ano económico para a nova dona do aeroporto, os passageiros nacionais desembarcados em Ponta Delgada eram pouco mais de 196 mil, aumentando em 2019 para 583 mil. Os embarcados também aumentaram de 199 mil para 589 mil.
Nos voos internacionais, os desembarcados subiram de 104 mil para 160 mil.
Não é preciso olhar para os números para se perceber que há uma diferença abismal entre o movimento de passageiros de há uma década e de agora. Basta frequentar os aeroportos para se ver a olho nú.
No 4º trimestre do ano passado, o número total de passageiros desembarcados nos aeroportos dos Açores aumentou 138,5%, em termos homólogos, sendo a variação anual de 85,1%.
É certo que a pandemia influenciou a estatística, mas não é preciso perceber de aeronáutica para constatar que os números de antes da pandemia vão a caminho de serem repostos e, quiçá, ultrapassados.
Já no passado mês de janeiro deste ano desembarcaram em Ponta Delgada 35 mil passageiros, quando no ano anterior tinham sido apenas 14 mil.
O número de operações, já programadas e anunciadas, de várias companhias internacionais, para este Verão, no aeroporto de Ponta Delgada, fazem adivinhar que vamos ter dias complicados nesta infraestrutura.
Ninguém melhor do que o Presidente da SATA para prever o que vem aí: “O aeroporto de Ponta Delgada não tem capacidade para processar, à hora a que os voos internacionais podem chegar, todos os passageiros que vão passar por lá. Aquilo vai rebentar por todos os lados, vai haver chatice da grossa e o produto vai ser péssimo”.
Perante todo este cenário, o que fez a ANA?
Nada!
Deitou-se a dormir durante a pandemia, época de menor movimento, quando devia ter aproveitado para efectuar os investimentos que se impõem no aeroporto de Ponta Delgada.
Agora vem anunciar que vai realizar “soluções temporárias” e desculpa-se pelo desmazelo com a espera pela reestruturação da SATA.
Este argumento de empurrar com a barriga é recorrente com tudo o que seja Açores, como já foi e está sendo, há vários anos, com a justa e prometida ampliação do aeroporto da Horta.
O previsto crescimento dos aeroportos portugueses tem sido um filão para a Vinci, contribuindo para o enriquecimento do grupo.
No ano passado, através da sua concessionária Vinci Airports, que gere os aeroportos portugueses, lucrou 2.597 milhões de euros, mais do dobro do que em 2020, quando registou 1.242 milhões de euros.
Portanto, não é falta de dinheiro.
É falta de vontade.
Quando um governante regional vem dizer que está à espera,
há vários meses, de uma resposta da empresa para reunir sobre este assunto, o que o Governo Regional tem de fazer é pôr-se à porta dos senhores administradores da ANA, levando consigo a comunicação social, para demonstrar a má vontade de uma empresa que deve muito aos Açores.
A moleza por parte da tutela ajuda pouco.
Mexam-se!
(Osvaldo Cabral – Diário dos Açores de 09/03/2022)
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Bilhões de francos de oligarcas russos congelados em bancos suíços – SWI swissinfo.ch

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Os bancos suíços deixaram de ser refúgio para oligarcas russos graças às medidas de restrição impostas pelo governo.

Source: Bilhões de francos de oligarcas russos congelados em bancos suíços – SWI swissinfo.ch

o nascimento de putin

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…um registo…sem memória…e sem palavras….
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Jose Manuel R Barroso, Tomás Quental and 22 others
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  • Tiago Manalvo

    Belo início para uma história de um filme de terror
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    • 9 h
  • Paulo Ferro

    Fake news!
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    • 9 h
  • Eduardo Medeiros

    Faz lembrar a história do soldado britânico que apontou a arma a Adolfo Hitler mas não o matou porque ele estava desarmado 😆
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    • 9 h
  • Paula Ferreira

    Ora aí está a explicação para a Psicose dele.
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  • Helena Pereira da Silva

    Céus! Pessoas concebidas, nascidas e criadas em ambientes de dureza como as nossas imaginações mais férteis não concebem… Nós, os que assistimos ao horror das guerras amolecidos, na moleza dos nossos sofás…🥲
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    • 9 h
  • Edgardo Costa Madeira

    Deus é grande.
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    • 9 h
  • Eduardo Jorge Melo

    Pois… se tivesse morrido, agora não morriam tantos inocentes. É duro de dizer mas é a triste realidade. Há pessoas que nunca deveriam ter nascido. Se era para isto…
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    • 9 h
  • Conceição Aguiar

    lamento pobre mãe mais valia ter morrido ,doque dar a luz um filho assassino .
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    • 9 h
  • Diogenia Bonnet

    A historia é verdade ?????
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    • 8 h
  • Eduardo Jorge Melo

    Vladimir Vladimirovitch PUTIN nasceu no seio de uma família operária de Leningrado ( atual S. Petersburgo) a 7 de Outubro de 1952.. O pai combateu na Segunda Guerra Mundial. A sua mãe, Maria, sobreviveu ao bloqueio de Leningrado, pelos nazis, durante 9…

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    • 7 h
  • Manuela Botelho

    Foi pena de ele não ter falecido ao nascer um ser destes, não merece ver o mesmo sol de todos nós.

a morte é certa.QUAL O DESTINO DE ZELENSKY? (Belíssimo texto do escritor Eduardo Duarte).

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QUAL O DESTINO DE ZELENSKY?
(Belíssimo texto do escritor Eduardo Duarte).
“Desesperado, à mercê das infames surriadas de bombas que o inimigo russo descarrega impiedosamente sobre as cidades do país e abandonado pelos amigos de ocasião de um passado de ilusões, o presidente ucraniano vê-se a braços com o futuro enquanto defende ferozmente aquilo que o invasor deseja ferozmente tirar-lhe. Um destino que vai para além da dura compreensão realidade e que toca a ficção no infinito.
“Volto à literatura no esforço de entender o indizível absurdo desta guerra e o consequente dilema de que o líder dos ucranianos parece querer desenvencilhar-se à medida que, à semelhança dos heróis dos clássicos homéricos, se mostra cada vez mais determinado em tornar-se no principal protagonista do destino da nação.
No Canto IX da Ilíada, Aquiles, dirigindo-se a Ulisses, diz que a sua mãe previu duas formas excludentes de morte para si: lutando em Tróia, sem nunca regressar a casa, mas conquistando a glória imortal, ou morrer, mais tarde, em casa, depois de regressar da guerra e de viver ainda muito tempo, perdendo desse modo a nobre glória.
“Aquiles e Ulisses voltam a encontrar-se no Canto XI da Odisseia, na mansão dos mortos, quando Ulisses tenta reconciliar o outro com a morte, tecendo-lhe um panegerico que eleva o herói da Ilíada à imortalidade no reino das sombras. Surpreendentemente, Aquiles confessa preferir ser um servo vivo no reino dos vivos a um Rei entre as Sombras.
“Sabendo que a morte é certa, Zelensky terá já feito a sua escolha: arriscar a vida e a dos seus compatriotas que com ele combatem até ao limite, na esperança de que os valores de liberdade por que luta possam fazê-lo transcender-se perante a opressão russa, podendo vir a ter uma morte digna.
“Aquela morte que faz com uma pessoa viva para sempre na memória dos livros de História. Uma bela morte. “Kalos Thanatos”, segundo os gregos.”
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