A DESCOBERTA PORTUGUESA DA AUSTRÁLIA

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Esta fotografia foi tirada no Museu Marítimo de Warrnambool, no final da palestra que proferi sobre a descoberta da Austrália por Cristóvão de Mendonça há 500 anos. Na foto vê-se: Alda Retre, organizadora do Festival Português; Susana Teixeira Pinto, Coordenadora do Ensino de Português na Austrália ( Instituto Camões); Carlos de Lemos, orador, ex- Consul Honorário; Richard Ziegeler,Presidente da Câmara Municipal de Warrnambool; Dr. Pedro Rodrigues da Silva, Embaixador de Portugal; Silvia Renda, Conselheira do Conselho das Comunidades Portuguesas e da Victoria Multicultural Commission; Nuno Godinho, Cônsul Honorário de Portugal em Victoria e Peter Schneider, Diretor Executivo da Câmara de Warrnambool, (CEO)
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NOTA DO EDITOR DESTE BLOGUE TIVE O GRATO PRAZER DE ESTAR EM 1991 NA INAUGURAÇÃO E IMPLANTAÇÃO DA RÉPLICA DO PADRÃO DOS DESCOBRIMENTOS EM WARRNAMBOOL, CHRYS C
Nelson Ponta-Garca and 27 others
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HAVERÁ ACORDO?

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Paz em tempos de guerra.
Notam-se tímidos sinais de paz. O caminho está encetado.
A China, pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Wang Yi, declarou estar disponível para promover as negociações de paz e ser mediadora no conflito.
Não se consegue pensar em melhor mediador.
Zelenskii, numa entrevista à estação de televisão ABC News, afirmou ser possível um compromisso para a Crimeia e para o Donbass (que integra as regiões separatistas de Lugansk e Donetsk).
Declarou igualmente um recuo na sua pretensão de adesão da Ucrânia à NATO.
Desde o início ficou clara, para quem quis dar atenção aos antecedentes desta guerra, a importância da possibilidade de adesão à NATO na infeliz decisão de Putin.
Do lado de Putin – e atendendo à lista de condições para a paz que a Rússia deu a conhecer – parece ter existido a desistência da suposta desnazificação e a concretização da solução pacífica assente nos exatos pontos (apesar de em moldes diferentes) que Zelenskii referiu na entrevista;
Putin insiste no reconhecimento da independência das regiões separatistas e numa revisão constitucional que impeça a Ucrânia de aderir à NATO, ficando obrigada a manter a sua neutralidade.
Parece que nada é dito sobre a UE, o que indicia que poderá ser mais uma razão de entendimento.
A Ucrânia pretendia essa adesão.
Falta muito para um entendimento e existem claros sinais que apontam para a intensificação do conflito.
Mas hoje vamos continuar a falar sobre a possibilidade da paz.
Ela pode chegar só depois de mais mortes e de mais destruição, mas acabará sempre por chegar.
Diz-se no ditado: “Não há bem que sempre dure, não há mal que não se acabe”.
Esta expressão da sabedoria popular parece indicar que o futuro é mais risonho para quem está mal do que para quem está bem.
É certo que traz bom augúrio para quem mais precisa.
O bom senso costuma exigir que se privilegiem os esforços para a paz; que seja valorizado cada pequeno avanço.
Por estranho que pareça este é um tema entre nós.
E é também esse o tema aqui e não uma qualquer adivinhação acerca do bom ou mau desfecho destas negociações: porque é que tão poucos acreditam nas negociações?
Porque se nota apego pela ideia da derrota militar de Putin em detrimento da solução pacífica?
Dá-se o improvável: quem está envolvido no conflito parece estar disposto a negociar.
Quem assiste não.
As negociações para a paz contrariam o princípio da maldade intrínseca e gratuita de uma das partes.
Assim sendo, contrariam quem a tem defendido.
As pessoas ficam de facto reféns das posições que defendem e ninguém gosta de perder.
Agora reparem que este é o princípio que leva à guerra e que a agudiza.
Na guerra existe sempre um derrotado, numa negociação não pode, e não deve, ser assim
Não obstante o conflito que está a decorrer, as partes entregam esforços a um propósito conciliatório.
E as negociações têm implícitas cedências.
Existe aqui a frágil possibilidade de ceder sem perder.
Uma negociação deve distinguir-se da antecipação dos resultados práticos de uma derrota.
Na guerra existe sempre um derrotado, numa negociação não pode, e não deve, ser assim.
O caminho instintivo de cada um é o da guerra, o de fazer valer as suas razões.
É sabido que quem quer ter sempre razão quase nunca tem paz.
Mas este caminho é possível, e pode até ser meritório, a nível individual.
Nada a corrigir.
Só que as soluções individuais são perigosas quando trazidas ao nível colectivo.
Recordar um excerto da Fábula das Abelhas, de Bernard Mandeville:
“Todos os dias se cometiam delitos nessa colmeia (…).
Mas nem por isso a colmeia era menos próspera porque os vícios dos particulares contribuíam para a felicidade pública”.
Será talvez o melhor a que conseguimos chegar como grupo.
Um mundo em que os nossos defeitos privados se diluem na harmonia da vida colectiva.
Salve-se essa parte.
Em tempos de paz houve quem se preparasse para a guerra.
Pois agora é justo e consolador ver que, em tempos de guerra, existe quem se prepara para a paz.
Novamente um bom augúrio para quem mais precisa.
Carmo Afonso.
Jornal Público, 9 de Março de 2022.
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  • Helder Fernando

    Oxalá a China seja mediadora. É a única potência capaz de travar um imbecil perigosissimo como Putin.

Ocidente terá de explicar por que razão não fecha espaço aéreo ucraniano

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O presidente Volodymyr Zelensky afirma que terão de ser os Estados Unidos e a Europa a explicar ao povo ucraniano porque preferiram deixar crianças a morrer, em vez de decidirem fechar o espaço aéreo na Ucrânia.
Zelensky avisa que Ocidente terá de explicar por que razão não fecha espaço aéreo ucraniano
RTP.PT
Zelensky avisa que Ocidente terá de explicar por que razão não fecha espaço aéreo ucraniano
O presidente Volodymyr Zelensky afirma que terão de ser os Estados Unidos e a Europa a explicar ao povo ucraniano porque preferiram deixar crianças a morrer, em vez de decidirem fechar o espaço aéreo na Ucrânia.
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