expo de TOMAZ BORBA VIEIRA

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Mais da noite de abertura da exposição do artista escritor açoriano Tomás Borba Vieira , sob a Curadoria do Édson Busch, com Sandra Melo, Simone Nascimento e outros amigos.
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E a cultura açoriana sempre ganha a minha atenção! Abertura da exposição do artista e escritor açoriano Tomaz Borba Vieira, com a curadoria do querido amigo Édson Edson Busch Machado; no Café del Mar – Florianópolis, uma noite encantadora com amigas especiais, Vilca Merizio, Eula Regina Maciel, novas amigas e amigos! Noite especial! Exposição “Sentimento Insular”. Um trio especial de escritoras mulheres com foco na cultura açoriana!
You, Urbano Bettencourt, Pedro Paulo Camara and 7 others
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Edson Busch Machado is at Café del Mar – Florianópolis.

Desenho original do açoriano Tomaz Borba Vieira. Estou reforçando o convite para a inauguração de sua exposição ” Sentimento Insular” , hoje a partir das 19 horas no Café del Mar, rua Maestro Tullo Cavallazzi, 20 no centro de Florianópolis. Aguardo sua presença.

May be an illustration of one or more people

há ou não uplifting (levantamento de solo) em são jorge?

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1h
Dados que necessitam de ser confirmados ou refutados com meios locais de medição geodésica e por entidades oficiais!! Mas espero que a confirmação ou refutação seja urgente!
Aparentemente a última passagem do satélite Sentinel detectou Uplift da superfície da ilha de São Jorge.
Uplift é basicamente o empolamento vertical do relevo da ilha. A ilha está com zonas com empolamento.
É importante saber agir e estar preparado, com calma. Sem pânico. O pânico é o pior inimigo. Estar preparado é a melhor ajuda. A realidade é que se trata de uma ilha vulcânica. É previsível que estás situações ocorram em determinados períodos.
Palavras no Twitter do portal GeologyHub:
Overlay of towns with the ongoing uplift at Sao Jorge. Source: latest sentinel run from 19:49 last night. If you live in or near the center of one of these spots, be ready to evacuate with short notice. #portugal #azores #volcano #volcanoes #geology https://t.co/AHkFkf1TR4
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Governo dos Açores prepara cenários de retirada de população da ilha de São Jorge – Observador

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No imediato, os doentes internados no Centro de Saúde das Velas, que está próximo dos epicentros dos sismos, serão deslocados para o Centro de Saúde da Calheta, na outra ponta da ilha de São Jorge.

Source: Governo dos Açores prepara cenários de retirada de população da ilha de São Jorge – Observador

Impressões sobre o livro Histórias (de) VIDAS, de Francisco Madruga

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Impressões sobre o livro Histórias (de) VIDAS, de Francisco Madruga (VAI SER APRESENTADO NO 35º COLÓQUIO EM BELMONTE)
No livro Histórias (de) VIDAS, encontramos crónicas, relatos de momentos vividos intensamente, com a convicção de que não havia outro modo de os viver nem de os contar.
As histórias, em geral, encadeiam-se umas nas outras, ao ritmo das recordações ou porque a narrativa suscita uma reflexão. Em todas, se destaca uma frase, um detalhe (muitas vezes humorístico) que justifica a razão pela qual merecem ser contadas. São, assim, histórias únicas que remetem para vidas singulares, partilhadas por pessoas/personagens diferentes dos comuns mortais. Une-as o fio inquebrantável da amizade – a palavra aparece sempre como nome próprio e, por isso, escrita com letra maiúscula, Amizade. Inquestionavelmente, é a amizade o sentimento maior – o maior – que aproxima as pessoas/personagens desta obra. É o fio condutor da narrativa. Por isso, este é um livro bonito.
O narrador narra as histórias na terceira pessoa – às vezes, trai-se e lá aparecem marcas de primeira pessoa, o que não deixa de ser um detalhe muito interessante. Ao serem referidas as vivências de Pedro Domecq, com muita frequência as frases não têm o sujeito gramatical presente, mas sim subentendido. A mensagem é clara: as vivências, as emoções foram vividas no coletivo, no plural, e valem por isso; não é “ele”, mas “eles”. O individual não interessa, não tem sabor. As lutas travam-se com vontades plurais; as vicissitudes, as conquistas que realmente interessam são vivenciadas em conjunto. O que se é realmente e o que se pensa – quando profundamente assumido e convictamente vivido – vem sempre ao de cima! Tal é uma constante nesta obra.
Neste livro aparece em destaque mais o narrador do que a personagem principal, Pedro Domecq, que está envolvido nas várias histórias que são narradas. É um narrador muito observador, muito perspicaz, sempre muito atento às pessoas das suas relações, para enaltecer o que elas têm de seu, só seu. Verdades só suas. E, por isso, é um narrador que nos transmite o que aprendeu sobre o mundo, o que pensa e sente, pela convivência com o protagonista nas suas deambulações. Quantas vezes lhe alugou os ouvidos para ouvir algumas amarguras indizíveis…
Se a amizade é o sentimento que une as pessoas/personagens desta obra, o 25 de Abril é a seiva de que se alimentam e que as mantém de pé, norteando-lhes a existência, antes e depois de 1974. É a razão dos seus gestos, do seu viver.
Histórias há em que o leitor é surpreendido com trechos imbuídos de poesia, plasticamente bonitos, ao lado dos quais apetece colocar um ponto de exclamação ou escrever “Bem bonito”!
A obra Histórias (de) VIDAS é um livro bonito, pá!
“Quando em tempos de irracionalidade, de luta fraticida pelo domínio do mundo e das suas riquezas naturais, os homens, mulheres e crianças, vítimas das guerras que grassam pelo Mundo, recebes esta pequena nota, de alguém que te gostou, ficas com a sensação de nada teres feito de significativo, para a construção de uma sociedade que dignifique o ser humano em todas as vertentes. Sim, é possível um Mundo mais digno e sem guerras”.
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TEOLINDA GERSÃO ARRASA O ENSINO DA LÍNGUA

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Vou chumbar a Língua Portuguesa, quase toda a turma vai chumbar, mas a gente está tão farta que já nem se importa. As aulas de português são um massacre. A professora? Coitada, até é simpática, o que a mandam ensinar é que não se aguenta. Por exemplo, isto: No ano passado, quando se dizia “ele está em casa”, ”em casa” era o complemento circunstancial de lugar. Agora é o predicativo do sujeito.”O Quim está na retrete”: “na retrete” é o predicativo do sujeito, tal e qual como se disséssemos “ela é bonita”. Bonita é uma característica dela, mas “na retrete” é característica dele? Meu Deus, a setôra também acha que não, mas passou a predicativo do sujeito, e agora o Quim que se dane, com a retrete colada ao rabo.
No ano passado havia complementos circunstanciais de tempo, modo, lugar etc., conforme se precisava. Mas agora desapareceram e só há o desgraçado de um “complemento oblíquo”. Julgávamos que era o simplex a funcionar: Pronto, é tudo “complemento oblíquo”, já está. Simples, não é? Mas qual, não há simplex nenhum, o que há é um complicómetro a complicar tudo de uma ponta a outra: há por exemplo verbos transitivos directos e indirectos, ou directos e indirectos ao mesmo tempo, há verbos de estado e verbos de evento, e os verbos de evento podem ser instantâneos ou prolongados; almoçar por exemplo é um verbo de evento prolongado (um bom almoço deve ter aperitivos, vários pratos e muitas sobremesas). E há verbos epistémicos, perceptivos, psicológicos e outros, há o tema e o rema, e deve haver coerência e relevância do tema com o rema; há o determinante e o modificador, o determinante possessivo pode ocorrer no modificador apositivo e as locuções coordenativas podem ocorrer em locuções contínuas correlativas. Estão a ver? E isto é só o princípio. Se eu disser: Algumas árvores secaram, ”algumas” é um quantificativo existencial, e a progressão temática de um texto pode ocorrer pela conversão do rema em tema do enunciado seguinte e assim sucessivamente.
No ano passado se disséssemos “O Zé não foi ao Porto”, era uma frase declarativa negativa. Agora a predicação apresenta um elemento de polaridade, e o enunciado é de polaridade negativa. No ano passado, se disséssemos “A rapariga entrou em casa. Abriu a janela”, o sujeito de “abriu a janela” era ela, subentendido. Agora o sujeito é nulo. Porquê, se sabemos que continua a ser ela? Que aconteceu à pobre da rapariga? Evaporou-se no espaço?
A professora também anda aflita. Pelo visto, no ano passado ensinou coisas erradas, mas não foi culpa dela se agora mudaram tudo, embora a autora da gramática deste ano seja a mesma que fez a gramática do ano passado. Mas quem faz as gramáticas pode dizer ou desdizer o que quiser, quem chumba nos exames somos nós. É uma chatice. Ainda só estou no sétimo ano, sou bom aluno em tudo excepto em português, que odeio, vou ser cientista e astronauta, e tenho de gramar até ao 12º estas coisas que me recuso a aprender, porque as acho demasiado parvas. Por exemplo, o que acham de adjectivalização deverbal e deadjectival, pronomes com valor anafórico, catafórico ou deítico, classes e subclasses do modificador, signo linguístico, hiperonímia, hiponímia, holonímia, meronímia, modalidade epistémica, apreciativa e deôntica, discurso e interdiscurso, texto, cotexto, intertexto, hipotexto, metatatexto, prototexto, macroestruturas e microestruturas textuais, implicação e implicaturas conversacionais? Pois vou ter de decorar um dicionário inteirinho de palavrões assim. Palavrões por palavrões, eu sei dos bons, dos que ajudam a cuspir a raiva. Mas estes palavrões só são para esquecer, dão um trabalhão e depois não servem para nada, é sempre a mesma tralha, para não dizer outra palavra (a começar por t, com 6 letras e a acabar em “ampa”, isso mesmo, claro.)
Mas eu estou farto. Farto até de dar erros, porque me põem na frente frases cheias deles, excepto uma, para eu escolher a que está certa. Mesmo sem querer, às vezes memorizo com os olhos o que está errado, por exemplo: haviam duas flores no jardim. Ou: a gente vamos à rua. Puseram-me erros desses na frente tantas vezes que já quase me parecem certos. Deve ser por isso que os ministros também os dizem na televisão. E também já não suporto respostas de cruzinhas, parece o totoloto. Embora às vezes até se acerte ao calhas. Livros não se lê nenhum, só nos dão notícias de jornais e reportagens, ou pedaços de novelas. Estou careca de saber o que é o lead, parem de nos chatear. Nascemos curiosos e inteligentes, mas conseguem pôr-nos a detestar ler, detestar livros, detestar tudo. As redacções também são sempre sobre temas chatos, com um certo formato e um número certo de palavras. Só agora é que estou a escrever o que me apetece, porque já sei que de qualquer maneira vou ter zero.
E pronto, que se lixe, acabei a redacção – agora parece que se escreve redação.O meu pai diz que é um disparate, e que o Brasil não tem culpa nenhuma, não nos quer impôr a sua norma nem tem sentimentos de superioridade em relação a nós, só porque é grande e nós somos pequenos. A culpa é toda nossa, diz o meu pai, somos muito burros e julgamos que se escrevermos ação e redação nos tornamos logo do tamanho do Brasil, como se nos puséssemos em cima de sapatos altos. Mas, como os sapatos não são nossos nem nos servem, andamos por aí aos trambolhões, a entortar os pés e a manquejar. E é bem feita, para não sermos burros.
E agora é mesmo o fim. Vou deitar a gramática na retrete, e quando a setôra me perguntar: Ó João, onde está a tua gramática? Respondo: Está nula e subentendida na retrete, setôra, enfiei-a no predicativo do sujeito.
João Abelhudo, 8º ano, setôra, sem ofensa para si, que até é simpática
Este texto é da autoria de Teolinda Gersão. Escritora, Professora Catedrática aposentada da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade
Nova de Lisboa. Escreveu-o depois de ajudar os netos a estudar Português. Colocou-o no Facebook
João Filipe Gonçalves Tolentino
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