Mª JOÃO RUIVO, O IMPENSÁVEL

Views: 0

27 de fevereiro, 22
O impensável aconteceu. Em pleno século XXI, a meio de uma crise pandémica que abalou o mundo de várias formas, em que alguns lutam pela vida e todos pela recuperação económica, um autocrata chamado Putin, em gestos de todo-poderoso, invade o país vizinho e irmão para, alega ele, “desmilitarizá-lo” e “desnazificá-lo”. A Ucrânia, um estado de direito, com um governo resultante de eleições livres, vê-se cercada em várias frentes e invadida brutalmente pelo exército russo, a mando de um homem mau, no mais profundo sentido da palavra.
O mundo pasma e esquece a pandemia, porque este é um mal bem maior, que ultrapassa tudo e espalha o frio glacial do medo pelo planeta. A Europa treme e sente vir à tona o terror da guerra que ainda não saiu da memória íntima de alguns e da memória coletiva de todos nós.
Há homens que não deviam ter nascido.
MJRuivo
You, Tomás Quental, Henrique Levy and 15 others
2 comments
Like

Comment
Share
2 comments
  • Maria Decq Mota

    Tudo tem acontecido e o mundo nunca mais será o mesmo.
    Estamos todos de joelhos, perante a brutalidade desta guerra, na “nossa” Europa, uma guerra que poderá se tornar perigosíssima.
    As pessoas estão cansadas e abatidas dessa pandemia mundial, agora a guerra, enfim, teremos de ser todos muito fortes e resilientes para a nossa sanidade mental.
    Beijinho, Maria João e que Deus nos ajude a todos.
  • Rubens Pavao

    Um texto cheio de verdades.

já desenhado o novo mapada europa e da ucrânia

Views: 0

Z de zimbório e de ziper
Putin e Cirilo, após abandonarem o plano inicial imperialista de substituir o governo democrático ucraniano por um governo fantoche, tal como o existente na Bielorrússia, já anunciam voltar ao seu plano inicial.
O Czar do Império da Rússia e o Patriarca de Moscovo confrontados com a heroica resistência ucraniana liderada por Volodymyr Zelensky, o novo Simón Bolívar comunicacional do século XXI, e com o impensável sentimento de unidade patriótica ucraniana e do fortalecimento do “Ocidente” comandado pelos Estados Unidos e escudado na bandeira da NATO, dizem agora regressar aos objectivos iniciais:
1. Criar uma zona de ninguém entre a Ucrânia democrática e a ditadura russa;
2. Reduzir a área geográfica da Ucrânia redesenhando as fronteiras que separam a Europa democrática do Império Russo; e
3. Retirar à Ucrânia os acessos ao Mar de Azov para o transformar no porto terminal de escoamento do gás e petróleo russos.
O Czar Putin, batizado com o cognome de “o Carniceiro”, e Cirilo que muito gostaria de voltar a ser o Patriarca de Moscovo e de toda a “Grande, Pequena e Rússia Branca”, estarão na iminência de concentrar as suas atenções para o redesenho fronteiriço abdicando o Czar, do pleno território ucraniano e do acesso total ao Mar Negro e o Patriarca, da Pequena Rússia, para levar à mesa do armistício, após a conquista do território que marcaram, a proposta do mapa abaixo, que abarcará a central nuclear de Zaporizhzhia, garante da energia dos territórios anexados, incluindo a Crimeia.
O Bolívar Zelensky, que afirma não negociar qualquer parcela do seu território, será confrontado, por um lado, com a devastação genocida perpetrada por Putin nos territórios ocupados e, por outro, com os aliados da União Europeia a quem a actual superfície territorial e o esforço de reconstrução assustam.
Fecha-se o zip, fecha-se o zimbório, mantém-se a face do Czar (do actual ou do próximo), alargam-se as portas do “Ocidente livre” e Odessa continuará a ser Património Cultural da Unesco.
Os refugiados regressam, a Europa respira e fica na dependência energética de outras potências, a Ibéria rasga os Pirenéus, a China mantem os mercados, a ONU continua como sempre, o Mundo volta à sua vidinha e a humanidade há-de construir o memorial que sempre constrói após os crimes que contra ela são cometidos.
Pode ser uma imagem de mapa
3
Like

Comment
Share
0 comments

mais 40 sismos em sao jorge

Views: 0

No gráfico, publicado pela Volcano Discovery, apresenta-se a distribuição espacial e temporal dos sismos, por magnitude, nas últimas 8 horas, a contar das 10 horas de 27/03/2022.
O link abaixo tem um mapa interativo para perceber o número de sismos por período e área.
Nas últimas 24 horas foram detetados 40 sismos com magnitude superior a 2 em São Jorge.
Pode ser uma imagem de mapa e texto que diz "aial Island Û São Jorge Island Passage Faial"
António Couto and 12 others
3 shares
Like

Comment
Share
0 comments

taxas e taxinhas Osvaldo Cabral

Views: 0

A proposta do PAN para aplicar uma taxa turística nos Açores não tem pés nem cabeça numa altura em que o sector vai começar a recuperar num cenário, ainda, de grande incerteza.
No ano passado as dormidas turísticas tiveram uma diminuição de quase 35% em relação a 2019 e para este ano, apesar das perspectivas serem mais optimistas, não é certo que se recuperem os números de antes da pandemia.
Pior, ainda, é a incerteza face ao grau da escalada da guerra e as suas consequências, com o agravamento de bens essenciais, dos transportes e das viagens.
Pedir a um turista que, num cenário destes, pague uma taxa até ao limite de 4 noites, é quase uma provocação e um péssimo cartaz para atrair mercados emissores, quando se assiste, agora, a mais competitividade entre os mercados receptores.
Já bastam as taxas que os turistas têm de pagar para terem acesso a locais como a Poça da Beija, Caldeira Velha, Lagoa das Furnas ou o Ilhéu de Vila Franca.
Como muito bem dizem os empresários de Ponta Delgada, no parecer sobre esta proposta, trata-se de uma “taxa parasitária” do sistema.
Pelo que se vai observando, na apreciação desta proposta intempestiva, vai ser reprovada e ainda bem, podendo ser revisitada noutra altura mais apropriada.
O que seria importante, agora, era reflectir sobre como nos preparamos para uma época turística que poderá ser estimuladora da retoma.
Que promoção se está a fazer?
Vamos ter recursos humanos à altura para a resposta?
Vamos saber corresponder, em todas as verten- tes, a uma eventual avalanche da procura?
Os aeroportos, hotéis, restaurantes, transportes terrestres, infraestrutras ligadas à actividade estarão preparados para uma resposta condigna e profissional?
E nós, cidadãos residentes, saberemos responder com a hospitalidade que se impõe?
Estas questões, que têm merecido pouca reflexão, são mais importantes do que estar a cobrar taxas e taxinhas a quem nos visita.
Grande Pico!
A onda de solidariedade que as populações da ilha do Pico disponibilizaram de imediato aos seus vizinhos da ilha de S. Jorge é comevedora e um orgulho enorme para a alma açoriana.
É destes exemplos de unidade e solidariedade que precisamos, em vez dos bairrismos divisionistas e do discurso do ódio que grassa nalguma esfera pública açoriana, sobretudo no pior que há das redes sociais, com a grave instigação de políticos imberbes.
Mais uma prova de que as gentes do Triângulo merecem uma atenção especial nos apoios públicos, em nome da coesão regional e de melhores acessibilidades em várias áreas.
Grande Pico!
(Osvaldo Cabral – Diário dos Açores de 27/03/2022)
May be an image of 1 person and text
Maria Das Neves Baptista and 10 others
2 shares
Like

Comment
Share
1 comment

tigre de papel

Views: 0

um tigre de papel
Terá sido não-diplomático da parte de Biden chamar “carniceiro” a Putin e dizer ontem em Varsóvia “pelo amor de Deus, esse homem não pode continuar no poder”, mas era isso que o Kremlin precisava de ouvir no mesmo momento em que lançava mísseis sobre Lviv, a pouca distância da fronteira polaca, por ser essa linguagem rude e “incorrecta” a única que eventualmente o poderá demover.
Para quem não se cansa de ironizar sobre a fraqueza e as divisões do ocidente, a candura de Biden na firmeza dos seus 79 anos como líder da maior democracia do mundo ao confrontar directamente o retrógrado autocrata dizendo basicamente que “o rei vai nu” recordou-me a velha metáfora de Mao quando numa entrevista a Anna-Louise Strong (1946) falava sobre “tigres de papel” (no caso os EUA e a ameaça do uso da bomba atómica) dizendo serem só poderosos e assustadores na aparência (“de fora tigre mas por dentro papel, incapaz de resistir ao vento e à chuva”) e proclamava que os resultados das guerras dependem mais da força dos povos do que das armas.
Penso que neste momento se poderia aplicar o mesmo cliché a Putin, à sua ameaça de utilização de armas nucleares e à determinação do povo ucraniano.
A imagem reproduz uma ilustração de 1951.
May be an illustration of standing
You and 1 other
Like

Comment
0 comments

SÃO JORGE | Registados 6 sismos nas últimas horas. Até ao momento foram sentidos 197 sismos pela população. – Rádio Ilhéu

Views: 0

O Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA) informa que atividade sísmica que se tem vindo a registar desde as 16:05 (hora local = UTC-1)

Source: SÃO JORGE | Registados 6 sismos nas últimas horas. Até ao momento foram sentidos 197 sismos pela população. – Rádio Ilhéu

Detidas 700 pessoas refugiadas numa cave de hospital em Mariupol

Views: 0

Kiev e Moscovo têm estado a responsabilizar-se mutuamente de que os corredores humanitários acordados por ambas as partes não estão a funcionar.

Source: Detidas 700 pessoas refugiadas numa cave de hospital em Mariupol

sismos, a fuga das Velas

Views: 0

ã . é : ” , ã”
A noite das duas cozinheiras do snack-bar Flor foi em branco, num centro de acolhimento. Uma acabou por voltar a Velas este sábado, porque o filho ficou lá, a trabalhar. Outra não pensa no regresso.
“Se tiveres para onde ir, deixa Velas”. Goreti Pereira ouviu da sua mãe muitas histórias sobre o passado na ilha e nem pensou duas vezes quando recebeu o conselho de um amigo — ainda por cima é uma pessoa que “sabe do que fala, que trabalha para as autoridades”. Fez uma mala com o essencial e, depois de convencer a colega de trabalho, chamou a filha e o genro para partirem com ela. Era já perto da 1h da manhã (2h em Lisboa) quando chegaram ao centro de acolhimento da Proteção Civil da Calheta. Continuavam na ilha de São Jorge, mas já não estavam no centro do vulcão.
“A gente estava a trabalhar quando a Goreti recebeu essa indicação. Falámos com o patrão e fomos para casa arrumar as coisas para ir. Eu arrumei uma toalha, roupa e produtos de higiene pessoal. Mais nada, não pensei em nada”, conta Nélia Couto, brasileira a viver há 12 anos nos Açores: “Nunca passei por isso. Eu até brinco: eu sei me esconder de um tiroteio, não de um sismo”.
A noite das duas cozinheiras do snack-bar Flor foi passada em branco. Eram oito pessoas num centro com capacidade para muitas mais, mas a tensão não cabia naquelas quatro paredes.
Sobretudo a de Nélia, que deixou o filho para trás, a trabalhar num hotel perto de casa. Foi, aliás, a distância dele que a fez desistir da ideia de estar longe de casa e regressar na manhã deste sábado a Velas. Só aguentou uma noite no centro e não foi por falta de condições, “que até eram boas, tinha lá colchonete, banheiro, locais onde se podia comer…”. Foi mesmo o não conseguir sentir-se segura sabendo que o filho ficara na parte mais perigosa da ilha: “Hoje de manhã ofereceram café da manhã, mas eu já não tomei, vim embora”.
“Só saio daqui agora, da minha casa, quando o vulcão explodir”, diz ao Observador por entre risos nervosos que sobram do descanso que as férias no seu Rio de Janeiro lhe deram — voltou de lá no dia 14 –, e a impotência que sente perante a força da ilha que a acolheu há muitos anos.
“A minha casa fica lá em cima no Rochedo. Ali mexe muito”
Goreti também só ficou uma noite no centro de acolhimento — levou alguma roupa, produtos de higiene e alguns sacos de comida: bolachas e rosquilhas. Ao início da tarde deste sábado regressou a Velas, mas não foi para ficar. Longe disso. Uma amiga de longa data disse que conseguia arranjar-lhe um espaço em casa de amigos, no Topo, e não olhou para trás.
“A minha casa fica lá em cima no Rochedo, aquilo que a gente chama o Caminho dos Cavalos, a seguir a Velas, pela frente da Praça de Toiros e ali tem-se sentido muito, mexe muito”, conta ao Observador. Tão depressa, diz, não voltará. Nem ela, nem a filha Rute, de 20 anos, nem o genro João, de 30 anos e natural de Lisboa: “Não é daqui”.
Mas Goreti, 48 anos, é e conhece bem a história. “Eu passei os [sismos] de 80, de 90 e alguns mais pequenos que houve, mas quem me contou o que passou, e que foi mais parecido com isto, foi a minha mãe: viveu o de 1964 e, nessa altura, foi levada para a ilha Terceira, separada dos meus avós, contava muito isso à gente. Há sempre esse fantasma”.
São sobretudo aquelas duas pessoas e a irmã que mais a preocupam: “O meu filho está na Terceira, o meu marido no Pico. Ficou a minha irmã, que vai agora comigo para o Topo, ela e o namorado é o outro casal que vai connosco”, contou já este sábado à tarde ao Observador.
“O meu marido quer ficar, é maior e vacinado. Eu vou-me embora”
Débora Dias, 38 anos, é a amiga que ofereceu casa a Goreti no Topo. Só não sai da ilha, porque ainda não sabe o que vai acontecer com a empresa para a qual trabalha. “O meu patrão ainda não deu fecho do serviço, mas eu não me vou importar com o serviço, não me vou importar com mais nada, vou acolher uns amigos, deixar os animais em segurança e só volto de vez a Velas, se voltar, a 8 ou 9 de abril”.
Os amigos de que fala é Goreti, a filha e a irmã, e os seus namorados. Com a família, Débora já não tem de se preocupar: “Já meti os meus filhos em segurança”.
Foi esta sexta-feira ao aeroporto embarcar o filho, de 21 anos, que foi para a Terceira, e depois ficou a aproveitar as últimas horas que lhe restavam com a filha mais nova, de 10 anos. Nem deu, por isso, pela falta de Goreti, que decidiu ir com Nélia para o centro da Proteção Civil. E este sábado ainda ficou mais vazia. “Custou me muito, partiu-me o coração, ver hoje a minha filha partir e eu ficar para trás. Mas sei que ela está segura com a irmã”, diz Débora Dias, horas após ter embarcado a filha de dez anos, que foi também para a Terceira.
Tanto o mais velho, como a mais nova foram para casa de outra irmã, que tem 19 anos e que vive naquela ilha com o namorado: “Estão lá os três juntos. Só eu é que fiquei. Mas se eu vir que não me estou a sentir segura vou embora, quero que o trabalho se lixe, que vá para o diabo que o carregue“.
Débora Dias tem medo de qualquer que seja o desfecho destes sismos: “Eu moro à entrada de Velas, eu estou por baixo dele, se o vulcão rebentar ou explodir, estou em perigo”. E é, por isso, que não relaxa com as explicações do marido, de 52 anos, de que isto é tudo “alarmismo”: “Ele não quer sair de casa, mas eu não me importo com ele, porque é maior e vacinado. Eu vou sozinha, para mim a vida está em primeiro lugar”.
Velas tem por estes dias metade dos habitantes, depois de muitas pessoas terem decidido abandonar o concelho, quer para a Calheta, também na ilha de São Jorge, quer para outras ilhas do arquipélago dos Açores, com destaque para o Faial e para o Pico.
O presidente da Câmara Municipal de Velas confirmou esta tarde à Lusa que “cerca de 2.500 pessoas” já saíram desde 19 de março, dia em que se registou o primeiro sismo — destas, anunciou Luís Silveira, perto de 1.500 saíram por via marítima e aérea. As restantes só mudaram de concelho, mas mantiveram-se em São Jorge.
(Texto: Carlos Diogo Santos – Fotos: Rui Soares – Observador de 26/03/2022)
+2
Rui Moreira and 106 others
2 comments
27 shares
Like

Comment
Share
2 comments
Top comments

  • Nádia Dias

    Minha mãe, meu orgulho. Estamos todos mais calmos ao saber que já estás segura. Proteje-te estaremos sempre a pensar em ti. Amamos te muito Debora Dias
    2
    • Like

    • Reply
    • Share
    • 10 h
View 1 more comment