JAPÃO O ESCRAVO SAMURAI

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Statue of Yusuke, an African slave who came to Japan in 1579 and became the first black samurai.
In real life, Yasuke was an African warrior who arrived in Japan in the year 1579 as a servant of a European missionary. Astonishing the daimyo Oda Nobunaga by the color of his skin, he remained in the country serving the feudal lord until his death in 1582.
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MUSEU LUSO EM COCHIM INDIA

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Museu Indo-Português
Cochim – Kerala
(India)
Indo-Portuguese Museum in Fort Kochi, Kerala, India.
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Indo-Portuguese Museum in Fort Kochi, Kerala, India.
The Indo-Portuguese Museum is a museum in Fort Kochi, Kerala, India. The museum was established by the efforts of the late Dr. Joseph Kureethra, Bishop of Ko…
  • José Bárbara Branco

    Este extraordinário museu está instalado nos jardins do Palácio do Bispo, velho edifício português do século XVII. Visitei-o a primeira vez em 1989 ainda o bispo D. José Kuretaia (sucessor do último bispo português, D. José Alvernaz) o habitava. O velho e precioso arquivo diocesano estava caótico e foi todo desinfestado, classificado e climatizado pela Fundação GULBENKIAN, pela acção persistente do Dr. Jose Blanc. Quando voltei em 1992, um magnífico catálogo permitia consultar rapidamente a documentação! Este Museu, que já visitei duas vezes e que está em permanente enriquecimento, faz “bem ‘a alma” e ‘a nossa auto-estima de Portugueses.
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Photomaton. Uma mulher à frente do Instituto de Defesa Nacional

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As mulheres ainda têm uma presença minoritária nas Forças Armadas: são 13% em Portugal e 12% nos países da NATO. A questão do género na área militar tem sido objeto de estudo de Helena Carreiras, a primeira mulher, civil, a dirigir o Instituto de Defesa Nacional. Ela está no Photomaton deste domingo. Um trabalho de Cândida Pinto, Rodrigo Lobo e Miguel Teixeira.

Source: Photomaton. Uma mulher à frente do Instituto de Defesa Nacional

A FARSA DA INCLUSÃO COM PRONOMES NEUTROS

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A FARSA DA INCLUSÃO COM PRONOMES NEUTROS
(Não sei quem é o autor, mas vale a pena a leitura)
Outro dia sentei em um restaurante com um amigo. A garçonete chega para nos atender, nos cumprimenta com um sorriso:
– “Olá Amigues!”
– “Amigues?”, eu disse, também com um sorriso.
– “Isso mesmo, somos um restaurante inclusivo!”, ela respondeu com orgulho.
– “Olha que bom! Isso é ótimo porque em pouco tempo chegará um amigo que é cego. Você tem o cardápio em Braille?”
– “Não, não temos isso.”
– “Ok, mas minha esposa também vem, mas vem com minha afilhada, que é autista. Menu com pictogramas, otimizado para pessoas autistas, vocês têm?”
– “Não, desculpe…”, ela disse visivelmente nervosa.
– “Não tem problema, isso geralmente acontece. Imagino que a linguagem de sinais para clientes surdos você deve saber certo?”
– “A verdade é que você está me encurralando”, responde sorrindo de nervoso.
Ela não estava mais confortável, tímida de vergonha, um pouco de culpa e um pouco de desconforto também.
Então eu disse:
“- Não se preocupe, isso geralmente acontece. Mas então lamento dizer que vocês não são um lugar inclusivo, vocês querem estar na moda. Aqui, essas pessoas não conseguiriam se comunicar ou pedir para comer ou beber.
Quer ser inclusivo, inclua todos. Todos aqueles que o sistema não dá oportunidade. É difícil, sim e muito, mas não devemos achar que um E, um X, ou @ no final faz de você inclusivo. Atentar contra a língua portuguesa não lhe tornará inclusivo, lhe tornará burro.
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excertto do prefácio de Vamberto freitas aum próximo ChrónicAçores

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A escrita de Chrys Chrystello, neste livro, é mais uma sequência de memórias do que “crónicas”. O segredo está nos detalhes que incluem História, acontecimentos, nomes, datas, tudo num tom de linguagem muito pessoal que nos agarra de página em página, que nos apresenta a mundos conhecidos e desconhecidos, que contextualiza uma vida singular no meio das mais diferentes – por vezes, divergentes – culturas, línguas e modo de estar e ser que nos parecem estranhos, quando depressa nos damos conta da tragicomédia que a vida em toda a parte. Este estilo literário não é nada comum entre nós, preferimos o mexerico e maldizer do café ou das tertúlias exclusivistas que sempre proliferaram entre nós. Direi do autor o que uma vez um grande amigo residente no Canadá me disse: és um crítico americano que escreve em língua portuguesa.

 

Com Chrys Chrystello tenha, esta afinidade, sem nunca ser declarada: um passado anglo-saxónico que nos transformou para sempre a nossa identidade e visão do mundo, e isto sem nunca abjurar as nossas origens multisseculares e que nada ficam a dever aos nossos outros mundos íntimos e significantes do nosso ser como cidadãos do mundo. Só os provincianos estranham estas experiência entre os mais diversos povos e presença, ora conhecida, ora desconhecida, no mundo.

mais encómios para Violante de Cysneiros

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tSop9omnsoruled

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Atlântico Expresso (26-07-2021)
Muito obrigado, Santos Narciso, homem de olhar atento, por estas importantes palavras.
E assim vai ganhando asas o meu último trabalho.
You, Pedro Paulo Camara and Pedro Almeida Maia
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OTELO PELO FILHO

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Resposta do filho de Otelo Saraiva de Carvalho aos vilipendiadores e difamadores do seu pai
Já todos sabem: morreu às 4:11 de hoje o meu querido Pai. Morreu o Óscar do 25 de Abril, morreu o Otelo Saraiva de Carvalho.
Um Grande Homem, um Herói e… uma das vítimas da Revolução.
Todos o conhecemos de uma forma ou de outra.
Eu andava há uns 15 anos a ver se o convencia a avançar com um projeto sobre o pós 25 de Abril, algo tão bem feito quanto foi a sua obra “Alvorada em Abril”. Durante 15 anos essa foi a prenda de anos e de Natal que lhe pedi. Porque, daquela forma arrebatada e pormenorizada que conhecem, ele me contava e aos netos histórias que eu nunca ouvi de ninguém: Como a 25 de Novembro recolheu a casa e evitou uma guerra civil; como teve então tropas à disposição para ir para a rua e mandou-os para casa, como sequentemente nunca quis cargos nem honrarias que lhe foram atribuídos pelo Costa Gomes, Mário Soares, etc.
Esta 5ª feira falávamos sobre o processo das FP-25 e ele dizia-me “os meus Camaradas nunca acreditariam que eu alguma vez estivesse envolvido nisso! Então eu que dei instruções claras no Plano do 25 de Abril para que nunca nos virássemos contra outras unidades militares, que não fosse disparado um tiro! Eu que no 25 de Novembro evitei a guerra civil!”.
Perguntei-lhe: “Lembras-te de que eu próprio tive de te perguntar, olhos nos olhos, de Pai para filho, se tinhas tido algum envolvimento? Com tudo o que se dizia nos jornais e TVs, a dúvida instalou-se em mim, teu filho… E que até me respondeste algo zangado que NUNCA, até parecia que não o conhecia!”,
E depois perguntei “E alguma vez perguntaste diretamente aos teus Camaradas de armas, os outros capitães e majores do 25A? Perguntei-lhe ainda, e ao Eanes, perguntaste? Ele respondeu-me, “Eles sabem! Eles conhecem-me; o Eanes foi minha testemunha abonatória no processo…” – Mas respondi-lhe que “uma coisa é ser testemunha abonatória, outra é ter a certeza”. E isso só temos olhando nos olhos de quem gostamos, com quem privámos e perguntando. Nos tribunais exerce-se o Direito, não a Justiça.
A coragem, abnegação e serviço à Pátria do meu Pai merecia muito mais de Portugal, muito mais reconhecimento.
O nome e a figura dele foram usados e abusados, e ele não se defendeu, porque acreditava sempre na generosidade dos próximos. Cobardes usaram-no, até para ganharem amnistia, e nunca vieram publicamente estabelecer a verdade. A amargura só o atingiu nos últimos anos… A revolução devora os seus filhos.
Fico profundamente triste por não se ter feito o livro “O Verão Quente do Óscar”. Seria um testemunho único, essencial e necessário para a história recente do nosso País, agora que se aproximam os 50 anos da comemoração do 25 de Abril. A equipa estava pronta, faltou arrancar…
E sei que uma das principais causas de morte do meu querido Pai foi a tristeza e amargura; pelas narrativas inverdadeiras que se criaram sobre ele, e pelo falecimento da sua mulher Dina no passado Dezembro, companheira de vida que com ele fez as 3 comissões em África, e que o amou total e devotamente mais de 50 anos. Foi a maior ferida, a fatal.
Para mim, será sempre o meu muito Querido e inesquecível Pai. Disse-lhe isso ontem ao ouvido.
Precisava de o ter tido mais comigo na minha juventude, Portugal tirou-mo.
Lembrem-se do verdadeiro Otelo, não daquele que os media criaram. Ele merece, vocês sabem que sim!
————————-
PS: O jovem oficial Otelo, reconhecido e amado por todos os seus soldados, nunca usou balas nas suas armas durante as três comissões em África.
O major comandante revolucionário Óscar exigiu que não houvesse tiros no 25 de Abril, revolução exemplar para todo o Mundo.
O general Otelo que tinha a maioria do poder militar em Portugal retirou-se e foi para casa em 25 de Novembro, e evitou uma guerra civil.
Nas suas palavras: “A minha responsabilidade nos atentados terroristas das FP25 é zero!”
“Nunca mandei matar ninguém. Tenho horror a qualquer assassínio. Liquidar um ente humano é para mim extremamente doloroso, não concebo que alguém o consiga fazer. E no entanto tenho este rótulo que me é dado, sobretudo pela gente de direita”
Ao contrário do que se diz, O julgamento das FP-25 terminou no dia 7 de abril de 2001, no Tribunal da Boa Hora, em Lisboa. Otelo foi absolvido no processo pelo colectivo de juízes da 3ª Vara Criminal da Boa Hora.
Talvez um dia os cobardes que se aproveitaram dele e da sua imagem para serem amnistiados sejam “homenzinhos” e digam a verdade. Que tirem o capuz.
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  • Nana Helena

    Tem muita sorte, de ser filho de um Herói. Abençoado seja. Os meus sentidos sentimentos. Obrigado. Tudo de bom. Vai em paz Otelo. Ate sempre.
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Esqueça o TGV: este comboio consegue ir de Lisboa ao Porto em pouco mais de meia hora – NiT

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Atualmente, só há duas formas de ir de Lisboa ao Porto em menos de duas horas: de avião ou num carro que transporte o primeiro-ministro ou o ministro do ambiente. Mas este é um cenário que poderá mudar nos próximos anos, já que o governo anunciou já a sua intenção de avançar com o TGV, … Continued

Source: Esqueça o TGV: este comboio consegue ir de Lisboa ao Porto em pouco mais de meia hora – NiT

AÇORES TAL COMO PORTUGAL DESCURA SEU PATRIMÓNIO

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É importante que se lute e que se mostre o quanto é importante para a nossa Memória e para a nossa Cultura a preservação dos nossos bens histórico-patrimoniais. Não sejamos indiferentes ao que nos rodeia. Observemos o que está à nossa volta com “olhos” de ver e procuremos saber o que existe perto de nós e o que podemos fazer e com quem podemos falar para que o desaparecimento de tantos tesouros seja travado na nossa terra e não só.
Os Açores em geral, a Terceira em particular tem o dever de lutar pela salvaguarda dos seus “tesouros”. Não podemos deixar “morrer”, desaparecer, o património que os nossos antepassados deixaram para nós. É neste momento, no agora, antes que o tempo leve e destrua ainda mais património, que precisamos olhar para os bens que nos rodeiam e preservá-los, dar vida a eles, mostrar que a História importa, que o passado importa, para que se perceba que não podemos entender o hoje, sem olhar para trás e saber o ontem. Aprender com os erros é importante e necessário!
A Ilha tem uma riqueza e importância vitais na História do nosso país. Podemos e devemos potenciar esta relevância, relembrando o papel que tivemos ao longo dos tempos. Uma boa campanha de divulgação dos pontos históricos mais importantes é essencial. Não devemos centrar-nos apenas nos centros históricos de Angra do Heroísmo e da Praia da Vitória, mas em todos os pontos históricos da Ilha, como por exemplo, na linha de fortes da Ilha, a Casa da Salga ou a Quinta das Beiras (Casa da Ribeira).
Estou neste combate com todo o meu empenho, força, garra e amor por aquilo que estimo, a História e o Património de todos nós. Temos de combater pela defesa do que é nosso. Quero fazer parte da resolução dos problemas histórico-culturais que nos preocupam, dar o meu melhor, como sei que muitos de vós o querem fazer, pois, acima de tudo, está a defesa da Memória dos nossos egrégios avós. Que hajam mais projetos válidos nestas áreas e urgentemente já que a nossa Memória local coletiva “grita” por eles.
Um povo sem Memória é um povo sem Cultura daí a minha incessante luta para divulgar a nossa História e preservar a nossa Memória Coletiva, o nosso Património, os nossos tesouros.
Preservação! Salvaguarda! Divulgação da nossa História! São lemas que devemos dar voz.
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a torre do inferno

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DEVIL’S TOWER
A Torre Do Inferno, em Black Hills, no Estado de Wyoming (EUA), é um imponente corpo hipabissal ou subvulcânico, de natureza fonolítica, com textura porfírica, datado de há cerca de 40 milhões de anos, intruído em rochas sedimentares do Triásico. A imponência deste invulgar geomonumento reside nos cerca de 275 metros de altura de uma colossal disjunção prismática (ou colunar).
Este espectacular geomonumento foi dado a conhecer ao mundo do cinema no filme de ficção científica, realizado por Steven Spielberg, em 1977, com o título original “Close Encounters of the Third Kind” (Encontros Imediatos do Terceiro Grau, na versão portuguesa).
Notas:
Fonolito – (do grego “phonos”, som, e “lithos”, pedra) cujo nome se deve à ressonância produzida por percussão com o martelo. É uma rocha vulcânica pouco comum, sem quartzo, com um feldspato e um feldspatoide (nefelina), clara, com textura que varia de afanítica a porfírica.
Textura porfírica – textura de certas rochas magmáticas, hipabissais e vulcânicas, caracterizada pela presença de fenocristais (cristais maiores) disseminados numa pasta microgranular, microlítica ou vítrea.

dois poemas de abril

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573. fados e sambas, 5 abr 2013

 

 

ser ilhéu é um fado triste

entoado como um samba alegre

cantigas ao desafio

cantorias desgarradas

 

os corpos e as palavras

pintam realidades inesperadas

todos ficam todos partem

em dia de são vapor

tão longe sempre perto

em calafonas e canadás

 

ser ilhéu é um fado triste

entoado como um samba alegre

manta remendada de nove cores

tapete voador da saudade

sementes da memória

nas paredes do tempo

rasgando o silêncio

mundos mágicos sem chave

 

e eu ilhéu de abril

filho de muitas ilhas

choro este fado

 

 

574. soletras autonomia, 14 abr 2013

 

 

 

ilhas de névoas e gaze

de novelões e conteiras

do verde e do azul

ó gente de basalto

quem canta a tua gesta?

 

terras de maroiços

cais de rola-pipas

mar imenso abraseado

lacerado por vulcões

 

ilhas de bardos e músicos

republicanos presidentes

poetas, pintores e artistas

anteros, nemésios e natálias

 

quem te liberta das grilhetas

do passado feudal

da escravatura da fé

do atavismo ancestral?

 

soletras autonomia

gaguejas liberdade

titubeias emancipação

com laivos de insubmissão

como a irmã galiza

cicias um 25 de abril

que tarda em chegar