LEMBRAR A GRANDE BATALHA

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Há exatos 192 anos, a 11 de agosto de 1829, dava-se, na Praia, uma importante batalha contra o miguelismo, na qual a linha de Fortes da Ilha teve um papel indelével, sob o comando do futuro Duque da Terceira, António José de Sousa Manuel de Meneses Severim de Noronha, sobretudo os Fortes de Santa Catarina e do Espírito Santo, deste já só existem vestígios.
Em 1820, no Porto, iniciava-se uma revolta contra o regime absolutista, era o início da afirmação do Liberalismo em Portugal. Os ideais liberais rapidamente chegaram à nossa terra, que sempre fora grande defensor da liberdade e da independência do país.
D. João VI quando morreu deixou uma Junta de Regência, chefiada pela sua filha favorita D. Isabel Maria. Esta regência prevaleceria enquanto o legítimo herdeiro e sucessor da coroa de Portugal, D. Pedro, que no momento era Imperador do Brasil, não dessas providências a tal respeito. D. Pedro IV, por decreto de 26 de abril, confirmou a Regência e outorgou a Carta Constitucional, uma constituição, a Portugal, a 29 de abril de 1826.
A 2 de maio, D. Pedro IV abdicou dos seus direitos à coroa de Portugal em nome de sua filha, D. Maria da Glória, com 7 anos, a qual deveria casar com seu tio, o infante D. Miguel. Contudo, em 1828, quando D. Miguel chegou a Portugal, proclamou-se como Rei Absolutista. O Liberalismo caía e o miguelismo ia ganhando apoios.
Em S. Miguel, o Comandante Militar aliou-se às tropas absolutistas. Os Liberais conseguiram terminar com a contestação que existia na Terceira, através da força e restauraram a Carta Constitucional, em 1828. Angra tornou-se sede da Junta Provisória em nome de D. Maria, filha de D. Pedro. O futuro Duque da Terceira chegou à Ilha a 22 de junho de 1829, tomando posse como 10º governador e capitão-general dos Açores, começando desde logo a organizar a defesa da Ilha, preparando os fortes.
O dia 11 de agosto amanheceu com nevoeiro e vento, a chuva de verão ganhou intensidade. Na Baía da Praia, o exército de D. Miguel era constituído por uma esquadra de 21 embarcações, sob o comando do almirante José Joaquim da Rosa Coelho, com cerca de 4 000 homens, 340 peças de artilharia e 6 barcas canhoneiras. O objetivo era claro, desembarcar na Praia.
A defesa terceirense era composta por uma linha de Fortes e baterias, que formava um arco de 5 km, começando pelo Forte de Santa Catarina, passando depois pelos Fortes do Espírito Santo, de Santo Antão, das Chagas, da Luz, do Porto e as Bateria de São José, de São Caetano e de São João. A força de desembarque absolutista era comandada pelo coronel José António Azevedo Lemos, reconhecido militar miguelista. As tropas liberais eram lideradas pelo Conde de Vila Flor, futuro Duque da Terceira.
A batalha da Praia iniciou-se com os bombardeamentos miguelistas sobretudo sob os Fortes de Santa Catarina e do Espírito Santo. Durante 4 horas, os miguelistas foram responsáveis por 5 000 tiros, mas este ataque não assustou nem desmoralizou as tropas da Terceira. Muitos jovens, que tinham acabado de incorporar o exército liberal, os chamados “Voluntários da Rainha”, juntaram-se aos restantes militares e defenderam os fortes com muita garra. As tropas absolutistas tentaram desembarcar por duas vezes junto ao areal da Praia, mas os “Voluntários da Rainha” repeliram este ataque.
Neste período, os militares mais experientes reorganizaram-se. Assim, com a linha de Fortes foi reforçada, os liberais passaram ao ataque. A partir do Forte de Santa Catarina, com o apoio dos restantes, disparou-se contra a fragata Diana, a mais imponente, e contra as outras conforme os liberais podiam, conseguindo-se assim, evitar o desembarque e manter livre a nossa “Ilha-Fortaleza”. Ao fim do dia, os Miguelistas levantaram âncora. Segundo Ferreira Drummond, as baixas miguelistas terão ultrapassado as 1 000 e 386 foram feitos prisioneiros. Do lado liberal, foram reduzidas as baixas, 83 soldados, 3 sargentos e 3 oficiais.
O exército absolutista saiu derrotado. Era a primeira vitória liberal contra os absolutistas. Iniciava-se uma nova fase na História do país, onde os liberais se prepararam e libertaram os restantes Açores do jugo miguelista. Depois do desembarque dos Bravos do Mindelo e de uma Guerra Civil entre 1832 e 1834, Portugal tornava-se liberal. O miguelismo chegava ao fim. D. Maria II era finalmente jurada pelo país todo como Rainha.
Em recompensa ao apoio dado pela Terceira à causa liberal, D. Maria II atribuiu, com apoio e incentivo de Almeida Garrett, a 12 de janeiro de 1837, a Angra, o cognome de “mui nobre leal e sempre constante cidade de Angra do Heroísmo” e o de “Mui Notável” à Praia que passou a ser da Vitória. Alexandre Herculano, Historiador liberal, no seu livro Scenas de um ano da minha vida e Apontamentos de viagem, chegou mesmo a apelidar a Terceira de “rochedo da salvação”, mostrando a importância que a Ilha teve no desenrolar da História de Portugal.
A Batalha do 11 de agosto de 1829 e o Forte de Santa Catarina, um “pequeno” vestígio do nosso património e da nossa História, são exemplos deixados pelos nossos antepassados, de que não devemos baixar os braços perante as adversidades. Que estes ensinamentos cheguem a todos os terceirenses para que a nossa garra e força, a nossa capacidade de lutar, estejam afiadas, para pegarmos nas nossas “espadas” e combatermos por uma Ilha melhor, em crescimento e desenvolvimento.
Francisco Miguel Nogueira
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  • Francisco Ferraz Rosa

    Temos uma câmara que desperdiça 15 000 para uma tourada de praça em tempo de pandemia e não faz rigorosamente nada para dvulgar esta data!
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ignorância, crime, destruição de património

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Ainda em estado de choque….
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A reabilitação do Castelo de Ourém parece ter sido feita pela equipa da marquise do CR7.
(Clique na imagem para melhor visualização)
Foto Abílio Silva
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  • Fátima Coelho

    Mais pela equipa do “Quebra-Costas”, não???? 😁
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nazis e escravos no brasil

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No photo description available.
Um professor de História, em uma escola no Rio de Janeiro, foi dar aula sobre nazismo. Ele mostrou para seus alunos a suástica e disse que aquele era o símbolo dos nazistas. Uma aluna levantou a mão e disse que já viu no sítio da sua família um tijolo com aquele mesmo símbolo. Isso despertou a curiosidade no professor, que procurou saber mais sobre o assunto. Aquele tijolo pertencia a uma construção demolida no sítio que era um casebre.
Sidney Aguilar (o professor) não sabia que em sua pesquisa iria descobrir uma história tão bizarra que iria se transformar no documentário chamado “Menino 23”.
Esse sítio pertence a família Rocha Miranda, uma das famílias mais importantes da História do Rio de Janeiro de origem escravocrata. Em sua pesquisa, Sidney descobriu que a família Rocha Miranda tinha um integrante que era MEMBRO do partido nazista aqui no Brasil, que era o MAIOR partido nazista fora da Alemanha e que outras pessoas da família eram ligados ao Partido Integralista Brasileiro, que era um “fascismo tupiniquim”.
Tá achando bizarro? Calma que vai ficar ainda mais. Em sua pesquisa, Sidney descobriu que a família Rocha Miranda adotou 50 crianças de um orfanato para escraviza-las e todas elas eram NEGRAS. No documentário, um homem conhecido como Seu Aloísio, que foi uma das vítimas, disse que as crianças não eram chamadas por nomes, mas sim por números e o seu era 23.
Os meninos só foram libertados do cárcere quando o governo Vargas rompeu de vez as relações com o Eixo. Daí, os nazistas, assim como o Partido Integralista, foram perseguidos e a família Rocha Miranda perdeu o status que tinha.
Hoje isso parece algo extremamente absurdo, mas para época não era. Segue uma frase de um Deputado Federal chamado Alfredo da Matta em discurso no ano de 1933: “A eugenia, senhor presidente, visa a aplicação de conhecimentos úteis e indispensáveis para reprodução e melhoria da raça.”
No tempo que os garotos foram feitos de escravos, o Brasil vivia o ápice da política de superioridade racial e de “branqueamento”, impulsionadas pelo darwinismo social. Isso não faz 200 ou 100 anos: isso faz apenas 89 anos. Como que em tão pouco tempo o nosso país deixou de racista? Aos que dizem que o Brasil não é um país racista: será mesmo?
Hoje, o nome da família Rocha Miranda carrega o nome de um importante bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro.
Segundo a pesquisadora Adriana Abreu Magalhães Dias, antropóloga da Unicamp, o Brasil tem mais de 300 células nazistas em funcionamento. Em suas pesquisas especializadas na ascensão da extrema direita, Adriana também identificou mais de 6.500 endereços eletrônicos de organizações nazistas somente em língua portuguesa e dezenas de milhares de neonazistas brasileiros em fóruns internacionais.
obs: esse documentário é INCRÍVEL e foi produzido pela produtora Giros Interativa LTDA com o grande apoio da ANCINE (que hoje corre sério risco de ser extinta no governo Bolsonaro) e está disponível no Youtube.
De Leandro Marin (História no Paint).
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Descoberto no mar da Sicília barco romano carregado de ânforas portuguesas – Observador

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A 98 metros de profundidade, nas águas das ilhas Égadas foi descoberta uma embarcação romana datada entre os séculos IV e V com numerosas ânforas portuguesas.

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