POESIA DE ALEXNDRE O’NEILL

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A uma luz perigosa como água
De sonho e assalto
Subindo ao teu corpo real
Recordo-te
E és a mesma
Ternura quase impossível
De suportar
Por isso fecho os olhos
(O amor faz-me recuperar incessantemente o poder da
provocação. É assim que te faço arder triunfalmente
onde e quando quero. Basta-me fechar os olhos)
Por isso fecho os olhos
E convido a noite para a minha cama
Convido-a a tornar-se tocante
Familiar concreta
Como um corpo decifrado de mulher
E sob a forma desejada
A noite deita-se comigo
E é a tua ausência
Nua nos meus braços
Experimento um grito
Contra o teu silêncio
Experimento um silêncio
Entro e saio
De mãos pálidas nos bolsos
Assobio às pequenas esperanças
Que vêm lamber-me os dedos
Perco-me no teu retrato
Horas seguidas
E ao trote do ciúme deito contas
Deito contas à vida.
(Alexandre O’Neill)
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Silva Porto e a traição dos impérios – do Afeganistão

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SILVA PORTO E A TRAIÇÃO DOS IMPÉRIOS
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Silva Porto e a traição dos impérios – do Afeganistão
Uma resumida história da traição dos impérios àqueles que os serviram e que por eles deram a palavra de honra. Ou que acreditaram que os seus impérios seriam entidades honradas e não de canalhas. Uma história do Afeganistão, mas já foi do Vietname. E nós, portugueses, temos histórias parecidas. Lembro-me de Silva Porto.
Silva Porto foi um português, sertanejo em Angola no século XIX. Estabeleceu relações de confiança com os chefes locais no centro da antiga colónia, no Bié. Na sequência do ultimato inglês, o capitão Paiva Couceiro foi enviado, pelo governo de Lisboa, para o centro de Angola e pediu a Silva Porto para estabelecer um acordo de aceitação da presença portuguesa e de colonos com os chefes locais. Os chefes locais aceitaram esse acordo a troco da promessa de que os soldados de Paiva Couceiro estavam apenas de passagem e não para instalarem ali um forte. Contudo, Paiva Couceiro permaneceu na área, o que levou o chefe do Bié a enviar um ultimato: Couceiro e as suas tropas deviam sair do Bié na manhã seguinte. Indignado com estas exigências, Couceiro enviou Silva Porto à aldeia para negociar um entendimento. Silva Porto tentou resolver as tensões. Durante o confronto com Dunduna, este chefe angolano chegou a puxar a barba branca de Silva Porto; Dunduna estava indignado por não ser informado das intenções de Paiva Couceiro e insultou Silva Porto, ao dizer que não teria caráter para usar barba, símbolo de respeito. Voltando ao Bailundo, Silva Porto perguntou sobre a certeza do Ultimato, o que irritou Paiva Couceiro. Paiva Couceiro reparou que o velho sertanejo tinha barris de pólvora, o que Silva Porto, rindo, declarou ser apenas areia. Em 1 de Abril de 1890, o velho explorador envolveu-se numa bandeira Portuguesa, e deitando-se sobre os barris de pólvora acendeu o pavio. Morreria no dia seguinte, dos ferimentos. Tinha setenta e dois anos. Não aceitou ver a sua palavra traído pelos seus. Pelos chefes do seu império.
Acredito que nenhum americano, ou inglês, ou algum canalha dos 42 estados da coligação que apoiou a ocupação do Afeganistão se embrulhe numa bandeira para honrar a sua palavra.
Não haverá nenhum Silva Porto no Afeganistão. Aqui em Portugal lembro-me de dois canalhas, o Barroso e o Portas. Bem nutridos e com ar respeitável. A imagem é a de um Homem, de pé, a olhar de frente. De nenhum canalha se fará uma estátua assim.
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Carta Aberta Dirigida ao: Senhor José Carlos San-Bento

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Carta Aberta
Dirigida ao:
Senhor José Carlos San-Bento
1º Violência política nos Açores
Foi uma iniciativa em forma de uma passeata na Avenida Marginal, conduzida pelo PS, PCP e COE.
Os militantes destes partidos políticos, tinham como objectivo o assalto da Sede do MAPA gritando o slogan, “1 2 3 fascistas para o xadrez”.
Quando chegaram ao local da sede do MAPA, arrombaram a porta de entrada atirando para a rua documentos e pertences que se encontravam na mesma.
2ª Os dirigentes e militantes do MAPA sabendo que estes partidos pretendiam assaltar a sede, antecipadamente reuniram afim de deliberarem qual a atitude que seria tomada perante tal situação.
A maioria dos militantes eram de opinião de os esperar dentro da sede, deixando-os entrar pela porta e faze-los sair pela janela. Perante a intenção dos militantes, prevaleceu o bom senso do Sr. Eng. Costa Matos. Ficando assente, que a chave da sede seria entregue ao Sr. Comandante Ricou como um dos agentes da Autoridade, capaz de garantir a segurança necessária a sede.
Estes factos são confirmados pelo nosso militante Sr. José Manuel Simões Tavares.
3º Os fatos que irão ser descritos, como o assalto e a tentativa de fogo posto à sede do MAPA, foram presenciados e acompanhados por Álvaro Teves Franco Lemos que, na altura era comandante dos B.V.P.D. Tendo sido avisado, que os manifestantes pretendiam lançar fogo ao edifício sede do MAPA relata a seguir, os acontecimentos:
– O que de fato veio a acontecer e, como Comandante dos B.V.P.D. tinha solicitado antecipadamente que os bombeiros ficassem de prevenção no aquartelamento equipando uma viatura de ataque e um autotanque na eventualidade de ser necessária.
Dado os descritos antecedentes, tomei como primeira prevenção deslocar-me para o local dos futuros acontecimentos. Ao chegar ao local encontrei o Sr. Comandante Ricou sentado num dos bancos do local em frente a sede do MAPA no Campo de São Francisco.
Fiquei descansado porque quem tinha a obrigação de precaver a segurança do edifício do qual tinha a chave, estava presente. No entanto, a atitude dele mais parecia que estava satisfeito com o acontecimento, não tomou nenhuma atitude.
Vi que os militantes concentrados transportavam papeis e garrafas com combustíveis.
Nestas circunstâncias tomei a decisão de fazer avançar o corpo de bombeiros que se encontravam de prevenção. A intervenção dos bombeiros foi rápida e eficaz. Neste, entretanto, apareceu um grupo de cerca de 10 militares que se limitaram a serem expectadores.
Os militantes dos partidos políticos já referidos e, mais actuantes foram: Alguns familiares da família Marquês da Praia, Carlos Fraião, Alegria Chaves e Irmã. Sabemos os nomes de outros manifestantes que, entretanto, já faleceram e outros ou foram esquecidos.
Para finalizar, ao Sr. José Carlos San-Bento não lhe é permitido, chamar de organização terrorista à FLA nem aos seus militantes terroristas. Terroristas foram FP25 que mataram cerca 17 pessoas, os que nos é dado saber.
O maior terrorista que foi amnistiado pelo presidente do PS. foi o então Sr. Capitão Saraiva de Carvalho. Esta amnistia ela sim, só veio demonstrar aqueles que estavam de acordo com os actos deste Senhor.
Finalizando, os antigos diziam: QUE COM BRADOS DE BURRO NÃO CHEGAM AO CEU, ou então é UM CALHAU COM DOIS OLHOS e nada mais.
Ponta Delgada, 2021.08.12
Artur Neto, Rui Machado de Medeiros and 9 others
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  • Gilberto Melo

    Gostei, o escrito do José Franciso Ventura, Porque fala a Verdade e eu posso testemunhar, por que vi com os meus próprios olhos, e posso testemunhar aqueles que íam naquela manifestação, e que depois fugiram para militantes de outros partidos, são estes factos que jamais me esquecerei, e quantos merdas tidos agora que sempre foram democráticos, Parabén Amigo VENTURA, muito curto e bem escrito, Bom fim de semana.
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    José Francisco Nunes Ventura

    Esta “carta” é o sentir do Grupo “Açores Sempre” tendo sido subscrita pelos mentores da Mesma Página
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FORTALEZA DE DIU

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MEMÓRIA PORTUGUESA
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7 Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo
FORTALEZA DE DIU
Em 1535, o sultão do Gujarate, Badur-Shá, concedeu a Nuno da Cunha autorização para construir uma fortaleza em Diu. Conservam-se o castelo e grande parte da muralha de terra, além de baluartes e cortinas na costa sul. As primeiras obras realizadas foram da responsabilidade de Martim Afonso de Sousa. O vice-rei D. João de Castro foi o responsável pela renovação das fortificações da cidade após o segundo cerco posto a Diu, tendo ao seu serviço o mestre Francisco Pires.
Quanto às muralhas, cortavam a ponta de terra mais para leste, foram executadas entre 1570 e 1574, por iniciativa do capitão Aires Telles, a quem se devem as portas, e por Manuel de Miranda, que em 1584 edificou o maior dos baluartes, o de São Sebastião da Vitória.
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tradição no Corvo

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Segundo informação recolhida junto da população mais idos finais Em finais do século XIX, Guilherme Emílio, um fervoroso devoto de Nossa Senhora dos Milagres e o principal impulsionador da Festa, naquela altura, encarregou-se de reactivar a tradição das luminárias.
Assim, todos os anos eram colocados cinquentas lamparinas, que representavam as cinquentas contas do Terço, na mesma zona que tinha servido de auxílio aos habitantes no século já anteriormente referido. Eram sempre acesas no dia 14, véspera da Festa, ao crepúsculo e na altura que a Procissão de Velas se realizava.
Mais tarde, e na sequência de uma promessa, foi José Maria Dias, também ele, um grande devoto da Virgem, que manteve esta tradição.
Por motivos pessoais, conjuntamente com a família, foi viver para a ilha do Pico.
A partir de 1995, a Câmara Municipal do Corvo, então presidida por Manuel das Pedras Rita, chamou a si a responsabilidade de todos os anos, no mesmo dia e à mesma hora, continuar a colocar as cinquentas luminárias, tradição que foi seguida pelos presidentes posteriores e se mantém até à actualidade.
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  • Fátima Henriques

    É lindo,vê-se bem daqui das Flores,não deixem perder a tradição.