KABUL NAS MÃOS DOS TALIBÃ

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Talibãs entram em Cabul. Presidente afegão já deixou o país
DN.PT
Talibãs entram em Cabul. Presidente afegão já deixou o país
Combatentes terão ordens para ficar às portas da capital e está a ser negociada a transferência do poder “nos próximos dias”. EUA aceleram a retirada do pessoal diplomático, mas Rússia diz não ter planos para sair. Talibãs controlam base aérea e prisão de Bagram.

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TALIBÃS TOMAM CABUL
AFEGANISTÃO DE NOVO SOB DOMÍNIO ISLÂMICO RADICAL
Combatentes terão ordens para ficar às portas da capital e está a ser negociada a transferência do poder “nos próximos dias”. EUA aceleram a retirada do pessoal diplomático, mas Rússia diz não ter planos para sair. Talibãs controlam base aérea e prisão de Bagram e presidente afegão Ashraf Ghani já deixou o país. Vinte anos depois da ocupação americana apoiada pelos países da NATO (incluindo Portugal) – numa operação que custou para cima de um trilião de dólares e muitos milhares de vítimas militares e civis – o Afeganistão volta a ser governado pelos radicais islâmicos que deram abrigo a Bin Laden.

Ana Maria (Nini) Botelho Neves and 99 others

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  • Sérgio Mártires

    Os americanos sempre a somar derrotas e com isso mortos. E os membros da nato, atrelados e como sempre orgulhosamente humilhados.

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QUANDO FAZIA CALOR EM PORTUGAL

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Agora é que está tudo preocupado. E antes?
May be an image of text that says "Diario de Noticias 1/08/2016.6 #DNmemo (1/8/1944) Vaga de calor: 45,8 graus em Coimbra e 39,2 graus em Lisboa A VAGA DE CALOR DE ONTEM 39,2 A SOMBRA EM LISBOA 45,8 EM COIMBRA CAIRAM PASSAROS tinham sido essinaladas MORTOS DAS AR- VORES -NOS CAM- POS, TRABALHADO. RES TIVERAM DE ABANDONAR SUA FAINA- GRANDES PREJUIZOS NOS VI- NHEDOS, MELOAIS E OLIVAIS Geofisico Somente sombra proprios como Colm lta habitantes mệs de Julho que tanto hamar uma inlorma pontos antem chegou atingir calor de nalha Lisbon alivio procurando refigio mais Santarem Letria SANTAREM atingiu gito es- não com ainda cidade firmanda"
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    Joao Azevedo

    Meus caros este assunto já vem a ser discutido e observado há décadas só que não davam importância ao assunto.
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    Cristina Marques replied
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TALIBÃS JÁ CONTROLAM ENTRADAS E SAÍDAS DE CABUL

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TALIBÃS JÁ CONTROLAM ENTRADAS E SAÍDAS DE CABUL
E TAMBÉM JÁ TOMARAM CONTA DO PALÁCIO PRESIDENCIAL
Há alguns dias atrás, quando começou a derrocada em cadeia dos principais centros regionais afegãos, os serviços secretos americanos previram a queda de Cabul “num prazo de três meses”. Durou menos de duas semanas. De ontem para hoje, o imparável avanço talibã – que alastrou como mancha de óleo por todo o país, sem que o exército regular e as tropas especiais treinadas pelos militares americanos e pela NATO oferecessem qualquer resistência – acentuou-se ainda mais. Hoje de manhã, enquanto fui ali comprar pão, já controlavam as entradas e saídas de Cabul e também entraram no palácio presidencial. Nunca o contraste entre o tempo (20 anos!) e os meios dispendidos (para cima de um trilião de dólares!) para inverter a situação político-militar num país e os resultados obtidos no final terá sido tão grande. Já há cerca de meio milhão de pessoas em fuga e certamente vai haver mais refugiados rumo à Europa. Quem responde por mais esta tragédia? CF
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Sérgio Rezendes, Aura Rua Albergaria and 208 others
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  • Mário Rodrigues

    Os americanos com todo o seu poderio, falhou uma vez mais, como quase sempre tem acontecido em guerrilhas, Vietname, Coreia, Iraque etc. Depois de triliões gastos de vidas perdidas e sobretudo a esperança da democratização do Afeganistão.
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PÂNICO E CONFUSÃO EM KABUL

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PÂNICO E CONFUSÃO EM KABUL
MILHARES TENTAM SAIR, EMBAIXADAS QUEIMAM ARQUIVOS
Pânico em Kabul com governo afegão prestes a render-se
VOAPORTUGUES.COM
Pânico em Kabul com governo afegão prestes a render-se
Rebeldes Talibã começaram a entrar na capital do Afeganistão Kabul ao mesmo tempo que os Estados Unidos evacuavam diplomatas da sua embaixada por helicóptero. Um membro do governo afegão disse que o poder poder serà entregue a um governo interino estando a decorrer negociações nesse sentido….
Ana Maria (Nini) Botelho Neves and 60 others
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E agora Afeganistão?

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A CAUSA DAS COISAS
E agora Afeganistão?
As mulheres voltarão a ser sujeitas a leis medievais, as pessoas comuns que não aceitem a ‘sharia’, sofrerão as consequências, aqueles que nos últimos vinte anos trabalharam para estrangeiros – e as meninas que deixarão de poder ir à escola, porque nem todas terão condições para ser Malalas, estão na mira dos extremistas Talibãs!
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Há quem pergunte: como foi possível os talibãs reconstruírem a força com que estão a varrer de novo o Afeganistão, depois de duas décadas de controlo militar estrangeiro?
A resposta é múltipla e complexa, mas é importante ter em conta que um governo apoiado por forças militares estrangeiras é sempre um governo fraco; mais fraco ainda quando a percepção geral sobre ele é a de que está minado pela corrupção.
Outro elemento crucial: o modo como os pashtun, base tribal de onde provêem os talibãs, se sentiram tratados na partilha de poder depois de 2001; não esquecer o pormenor de os pashtun serem cerca de metade da população.
Cabul, o centro político, sob influência ocidental, perdeu o contacto com o país profundo, nacionalista, tribalizado, permitindo a emergência de um ressentimento que os talibãs souberam aproveitar.
A falta de paciência estratégica de Washington, que começou por se manifestar ainda no tempo de Obama e que teve um momento crucial nas negociações directas com os talibãs, promovidas por Trump, desembocou nesta situação, em que Biden decidiu lavar as mãos como Pilatos.
Os desenvolvimentos mais recentes fazem pensar que o cenário temível de confrontos abertos em Cabul, uma cidade de cinco milhões de habitantes, não acontecerá. Os estrangeiros saem, os membros do actual poder conseguem um salvo-conduto qualquer e apagam-se os holofotes do mundo.
Quem sofrerá as consequências? As mulheres que voltarão a ser sujeitas a leis medievais, as pessoas comuns que não aceitem a ‘sharia’, aqueles que nos últimos vinte anos trabalharam para estrangeiros – e as meninas que deixarão de poder ir à escola, porque nem todas terão condições para ser Malalas.
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Afeganistão, ou a repetição da história enquanto farsa

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Afeganistão, ou a repetição da história enquanto farsa

Edição por António Moura dos Santos

Chegados a agosto de 2021, a pouco mais de um mês de se assinalarem 20 anos desde a invasão do Afeganistão, pouco faria crer que esta fosse a notícia a dominar o dia: “Talibãs preparam-se para tomar o país, ministro do Interior promete transição pacífica de poder”.

Todavia, face aos acontecimentos desta última semana, não se pode dizer que seja particularmente surpreendente. Desde que os EUA de Joe Biden puseram em prática o plano de retirada negociado com os talibãs pelos EUA de Donald Trump, as forças insurgentes fizeram um avanço absolutamente avassalador pelo território — o que, à luz da história, torna compreensível que os EUA de Barack Obama tenham prometido uma saída sem nunca cumpri-la, depois dos EUA de George W. Bush invadirem o país em retaliação ao 11 de setembro.

Neste momento, praticamente apenas Cabul, a capital, “resiste” — todas as outras capitais de província se entregaram, quase sempre sem violência, preferindo deixar-se dominar pelos talibãs do que arriscar confronto armado e, com isso, a morte indiscriminada de civis.

Entenda-se este uso de aspas: Cabul só não foi dominada porque as forças insurgentes optaram por não carregar sobre a capital. Estão às suas portas, nas zonas suburbanas, pacientemente aguardando pela capitulação do Governo e prometendo que não vão agir de forma violenta.

Promessas leva-as o vento, bem se sabe — não é preciso ser um ancião para recordar como era medieval e fundamentalista o regime talibã — especialmente no que toca aos direitos das mulheres — antes das forças ocidentais o remeterem para a reclusão, instaurando um governo civil e secular. E é por isso que é grande o temor da população, particularmente aquela que colaborou com o “invasor”.

Na sexta-feira, o nosso cronista José Couto Nogueira traçou em parágrafos sucintos a história do intervencionismo militar norte-americano, tal como da ingovernabilidade do Afeganistão. Junte-se uma superpotência pouco potente em gerir confrontos nos últimos 70 anos e um território que há séculos que é impossível de conquistar (os ingleses ou os soviéticos que o digam) e o que se passa neste momento parece que podia ser previsto ao milímetro.

De nada parecem ter valido 20 anos de treino militar para as forças afegãs, investimento em intraestruturas e elevados custos humanos — até abril deste ano, morreram 2 448 soldados norte-americanos, 66 mil membros das forças armadas e da polícia afegãs e 47 245 civis. Neste momento, os EUA, que prometeram deixar um país preparado para lidar com os talibãs, estão a acelerar a retirada dos seus diplomatas, para que saiam o quanto antes do Afeganistão — e os restantes países ocidentais estão a seguir as pegadas desta evacuação apressada.

Todo este cenário traz à memória a queda de Saigão em 1975, quando as forças norte-americanas também tiveram de deixar 20 anos de uma guerra ruinosa no Vietname sem deixar mais nada que não sangue e contas por pagar. É por isso que faz sentido recordar a frase que Karl Marx escreveu a propósito do 18 de Brumário de Luís Bonaparte, num acrescento ao que Hegel já tinha postulado: “todos os grandes factos e personagens da história universal aparecem como que duas vezes. Mas ele esqueceu-se de acrescentar: uma vez como tragédia e a outra como farsa.”

HAITI CRÓNICA 80 – 22 JAN.º 2010

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CRÓNICA 80 – 22 JAN.º 2010
13.14.1. HAITI

 

Ouvi a frase bíblica “Porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos” [Mt 22: 14] e perguntei-me por que é que os pobres cidadãos do Haiti têm sido chamados tantas vezes. Ayiti (“terra de altas montanhas”) era o nome indígena dos taínos. O ponto mais alto é Pic la Sele (2 680 m). Li a história do país na metade ocidental da Hispaniola, Grandes Antilhas, que partilha com a República Dominicana. O Haiti é o terceiro maior país do Caribe com 27 750 km² e 10,4 milhões de habitantes, um milhão na capital, Porto Príncipe. O francês e o crioulo são línguas oficiais. Quando conquistou a independência em 1804, foi a primeira nação independente da América Latina resultante da revolta de escravos e a segunda república da América. A Revolução durou uma década; os primeiros líderes foram antigos escravos. É o país mais pobre da América com violência política desde a independência, quase sempre orquestrada pelos EUA. Em fevº 2004, um golpe de Estado forçou à renúncia e exílio do presidente Jean-Bertrand Aristide. Um governo provisório assumiu o controlo sob a tutela dos EUA. Em janº 2010, um terramoto com magnitude 7,3, de Richter, atingiu o país. Michel Martelly foi eleito presidente (2010), deixou a presidência em 2016 numa profunda crise sem um formal vencedor. Jovenel Moise tomou posse em 2017 que sem eleições em 2020 governou por decreto até ser assassinado em julho 2021.

13.14.2. OS PECADOS DO HAITI, CRÓNICA 80 – 22 JAN.º 2010

 

De leitura obrigatória o artigo “Os pecados do Haiti”, de 15 janº 2010 de Eduardo Galeano:

Os EUA conquistaram a independência, conservando meio milhão de escravos nas plantações. Jefferson, dono de escravos, dizia “todos os homens são iguais, mas os negros foram, são e serão inferiores”.

Em 1803, os negros do Haiti causaram tremenda derrota às tropas de Napoleão e a Europa não perdoou a humilhação. A terra devastada pela monocultura do açúcar e arrasada pela guerra contra a França. Um terço da população caíra em combate. Começou o bloqueio, ninguém comprava, vendia ou reconhecia. Nem Bolívar teve a coragem de assinar o reconhecimento diplomático depois de derrotar a Espanha, graças ao apoio do Haiti que lhe tinha entregue sete navios, armas e soldados, com a condição de libertar os escravos. Depois, governou a Colômbia e virou as costas ao país que o havia salvado. Os EUA reconheceram o Haiti 60 anos depois.

“A democracia haitiana nasceu há pouco. Os EUA invadiram em 1915 e governaram até 1934, quando alcançaram os objetivos: cobrar as dívidas do Citibank e revogar o artigo constitucional que proibia a venda de terras a estrangeiros. Robert Lansing, secretário de Estado, justificou a feroz ocupação militar “a raça negra é incapaz de se governar e possui a tendência inerente à vida selvagem e a incapacidade física de civilização”. O Haiti fora a pérola da coroa, a colónia mais rica: uma grande plantação de açúcar, com trabalho escravo. O Haiti e as carniceiras ditaduras militares, destinava os famélicos recursos a pagar o que a Europa impôs pagar à França como indemnização, para perdoar o delito da dignidade, a história do racismo na civilização ocidental.

Montesquieu explicara sem papas na língua: “O açúcar seria demasiado caro se não trabalhassem os escravos, negros desde os pés até a cabeça e têm o nariz tão achatado que é quase impossível ter deles alguma pena. Resulta impensável que Deus, um ser muito sábio, tenha posto uma alma e sobretudo uma alma boa num corpo inteiramente negro”. Deus havia colocado um chicote na mão do feitor. Os negros eram escravos e vadios por natureza; e esta, cúmplice da ordem social, era obra de Deus: o escravo devia servir ao amo e o amo devia castigar o escravo, que não mostrasse entusiasmo a cumprir o desígnio divino. Karl von Linneo, contemporâneo de Montesquieu, havia retratado o negro com precisão científica: “Vagabundo, desocupado, negligente, indolente e de costumes dissolutos”. Mais generoso David Hume, “o negro pode desenvolver certas habilidades humanas, como o papagaio que fala algumas palavras”. Etienne Serres, um génio francês da anatomia, descobria que os negros são primitivos pois “possuem pouca distância entre o umbigo e o pénis”.

Em 1991, foi assassinada em golpe de estado (general Raul Cedras). Três anos mais tarde, depois de terem colocado e retirado ditadores, os EUA impuseram o presidente Jean-Bertrand Aristide, o primeiro eleito por voto popular, com a louca aspiração de querer um país menos injusto. Para apagar a participação norte-americana na ditadura carniceira do general Cedras, a marinha levou 160 mil páginas de arquivos secretos. Aristide regressou acorrentado. Deram-lhe permissão para retomar o governo, mas proibiram-no de exercer o poder. O sucessor, René Préval, obteve 90% dos votos, mas qualquer burocrata de quarta categoria do FMI ou do Banco Mundial tinha mais poder. Cada vez que pedia crédito para dar pão aos famintos, instrução aos analfabetos, terra aos camponeses ou não recebia resposta, ou mandavam-no seguir as instruções. Como o governo haitiano nunca desmantelou os serviços públicos, os professores do FMI e do BM acabam sempre por reprová-lo. No final de 2009 quatro deputados alemães visitaram o Haiti e ficaram chocados com a miséria. O embaixador explicou: “Este país é demasiadamente povoado. A mulher haitiana sempre quer e o homem haitiano sempre pode”. E riu. Nessa noite, Winfried Wolf, não viu a miséria mas ficou deslumbrado com a beleza dos pintores, o Haiti está superpovoado de artistas.”

Como cantou em tempos Caetano Veloso, O Haiti não é aqui”.

fotógrafo da LUSA acossado por negacionistas

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O relato do meu camarada da Lusa que ontem sentiu em direto a noção de liberdade destes pequenos grupos. Lê e pensa. A fortíssima adesão dos jovens e dos portugueses à vacina mostra o que realmente representa esta corrente negacionista. Bom dia
Nem sei bem o que escrever. Hoje fui fotografar os jovens a ser vacinados e mal lá cheguei estavam alguns populares negacionistas a manifestarem-se. Fiz umas fotos e fui logo interpelado por uma mascarada a perguntar para onde eu estava a fotografar, ao que obviamente e com muito orgulho respondi como sempre que sou fotojornalista da Agência Lusa. Disse-me logo que não me dava autorização para a fotografar, ao que eu lhe disse que além de se estar a manifestar publicamente, estava mascarada e que eu como fotojornalista posso fotografar manifestações públicas. Quando chegou o vice-almirante Gouveia e Melo, responsável da task-force da vacinação, os ânimos exaltaram-se e houve empurrões e palavras de ordem à sua entrada. À saída todos eles estavam ainda mais exaltados e uma destas senhoras a “loira” que está a confrontar o vice-almirante virou a sua ira para mim, tapou-me várias vezes a máquina com papeis e depois agarrou-me e impediu-me claramente de prosseguir o meu trabalho pois embirrou que eu a tinha fotografado, e continuou a gritar na minha cara sem me largar e a espumar, ameaçou-me que me dava um murro, enquanto alguns polícias viram mas obviamente estavam a proteger o vice-almirante dos restantes manifestantes pois tenho a certeza que se a polícia não estivesse lá as coisas iam correr mal.
Já no final do vice-almirante se ter ido embora, sem policia e sem os colegas dela, veio outra vez gritar na minha cara, eu já estava a ver o caso mal parado e já estava capaz de tudo, felizmente para mim e para ela, virou costas e foi-se embora. Nunca bati numa mulher e não gostaria de o fazer…
Não fiz queixa pois tinha de enviar o meu trabalho para agência e infelizmente sei como funciona a justiça e sou tudo menos destas coisas
Se alguém a conhecer digam à senhora para se ir tratar!
Só para que conste, o nosso trabalho é informar e eu vou continuar a fazê-lo com todo o brio, isenção e orgulho, isso está acima de qualquer atrasado mental que se cruze no meu caminho
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Casimiro Serra and 98 others
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Talibãs já entraram em Cabul. Capital era a única grande cidade que se mantinha sob controlo do governo afegão – Mundo – Correio da Manhã

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“Entraram por todos os lados”, anuncia ministério do Interior afegão.

Source: Talibãs já entraram em Cabul. Capital era a única grande cidade que se mantinha sob controlo do governo afegão – Mundo – Correio da Manhã

afeganistão

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The collapse of #Afghanistan to likely #Taliban control is heartbreaking, painful, infuriating and (mostly) predictable. After 20 years of #Western occupation, our legacy is sparse. This is what happens when #Washington and its allies spend billions of $ on warlords, corrupt officials, private militias and imperial hubris.
I’m in contact with #Afghans in #Afghanistan and the #Diaspora and the mood is grim. Many want to flee, anywhere, while others watch powerless to impact events on the ground.
I’ve long supported the withdrawal of #Western forces from #Afghanistan, it’s merely worsened the insurgency and inflicted carnage on #Afghan civilians, but not like this with complete disregard for #Afghans caught in the middle.
So many are to blame; Western politicians, arrogant military commanders and gung-ho journalists who pushed the conflict long past its use-by date. And yes, the #Afghan political elite aren’t blameless.
The answer is not indefinite occupation. Reparations to the many #Afghan civilians the West has harmed is a positive first step. And be prepared for the war-mongers who will want to reinvade #Afghanistan in the coming weeks and years.
We have a responsibility to support the #Afghan people in a range of ways but not through partnering with #Afghan warlords and committing war crimes. That’s our (principle) legacy.
I’ve been working for a few years on a project about the real legacy of the post 9/11 #Afghan war with artist Tia Kass and a number of #Afghan artists in #Afghanistan and around the world. It’s a journalistic and art project with many strands including video, an exhibition, text, audio, portraits et al. Coming soon.
These photos are from my trip to Afghanistan in 2015 and include #MazariSharif, #Kabul and the provinces making the film, Disaster Capitalism (https://disastercapitalismfilm.com).
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