A AUSTRÁLIA É UMA ENORME PRISÃO

Views: 1

OPINION | LUCKY COUNTRY OR PENAL COLONY?
Australia may still be the lucky country but it is also a big prison: a luxuriously appointed North Korea, writes Ian Lloyd Neubauer.
How Australia became the world's most luxurious prison
ASIA.NIKKEI.COM
How Australia became the world’s most luxurious prison
Convict past is key to understanding the country’s overseas travel ban
647
204 shares
Like

Comment
Share

CALHETA PERO DE TEIVE POR FÁTIMA SILVA

Views: 2

  1. Exmº Senhor Dr. Manuel São João, Secretário Regional do Mar e Pescas
  2. Exmª. Senhora Dra. Maria José Lemos Duarte, Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada
  3. Exmº. Senhor Dr. José Manuel Leal, Presidente da Junta de Freguesia de S. Pedro
  4. Presidente da Assembleia de Freguesia de S. Pedro.
  5. Homenageados e familiares
  6. Convidados e Amigos

Encontramo-nos, neste lindíssimo espaço que é a Alameda Duque de Bragança, mais conhecido por Relvão, para homenagear os pescadores desta freguesia, alguns entre nós, outros que já partiram, E para o lançamento do livro de Carlos Corvelo César, intitulado “A Confraria de São Pedro Gonçalves”.

Começaria por agradecer e felicitar, o Dr. José Manuel Leal, por esta louvável iniciativa, há muito merecida, aos nossos pescadores de quem tenho muitas saudades e guardo as melhores recordações do tempo que com eles passei, sentada no paredão observando o que faziam.

HOMENS, HERÓIS, que na MUITO NOSSA Calheta de Pêro de Teive, MUITO NOSSA mas que nos roubaram destruindo-a para sempre, moravam e viviam pessoas das mais diversas profissões, mas durante muitos e muitos anos, séculos, os pescadores eram preponderantes, ora labutando em barcos de “boca aberta” nas águas em redor da ilha de São Miguel, ora trabalhando em embarcações de maior dimensão na pesca do bacalhau para os lados dos bancos da Terra Nova. Gente muito trabalhadora, corajosa e honesta!

Foi essa população – em muitos casos pobre, mas sempre digna – que deu vida, protegeu e defendeu a Calheta de Pêro de Teive ao longo do tempo e todo o ambiente que a caracterizava e envolvia, com destaque para o portinho de pesca, “porta” de saída então para o árduo trabalho de muitos, com riscos imensos, e “porta” de entrada no regresso da faina, quase sempre com muito peixe, que se vendia muitas vezes em parte logo à chegada, ainda a saltitar, seguindo depois a maior parte para o velho “barracão” para ser comercializado. Nesse tempo distante, não existiam os apoios sociais que hoje conhecemos. Os pescadores trabalhavam muito para se sustentarem e às suas famílias, gente que sofreu muito, na luta pelo “pão” de cada dia”. Houve muita alegria e muito convívio, mas também houve muito suor e muitas lágrimas.

A profissão de pescador passava de geração em geração, sempre com a mesma determinação, a mesma vontade, a mesma entrega e o mesmo conhecimento. Viviam para o mar e com o mar.

Quando estavam no mar pensavam obviamente na terra segura, nos seus lares e nas suas famílias, mas quando estavam em terra segura sentiam-se atraídos pelo mar, pela pesca e pelo horizonte distante.

Todos os habitantes da Calheta de Pêro de Teive mereciam e merecem respeito, consideração e proteção, mas os pescadores mereciam muito mais, mas não foi o que aconteceu quando, levianamente, há uns 40 anos, políticos mandaram arrasar a Calheta de Pêro de Teive, destruindo em consequência o portinho de pesca, varadouro e ancoradouro de barcos de trabalho, a tal “porta” de saída e de entrada para aqueles que tinham aqui a base do seu “ganha pão”.

Os pescadores nesta zona de Ponta Delgada vinham diminuindo com os anos, mas ainda existiam muitos pescadores quando a Calheta de Pêro de Teive foi arrasada. Não se importaram com eles, não se preocuparam com eles e não os compensaram pela perda do seu portinho de pesca. Os pescadores e as famílias sofreram com essa triste situação. Foi um erro indesculpável, até porque o que veio a seguir foi só trapalhada e mais trapalhada, que parece nunca mais ter fim, apesar de já ter tido um “empurrão” da atual e aqui presente, presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada, Dra. Maria José Duarte.

Com os pescadores a Calheta de Pêro de Teive tinha um sentido intrinsecamente humano. Sem os pescadores a Calheta de Pêro de Teive tem estado entregue a instáveis interesses económicos e à mercê de decisões políticas em muitos casos nefastas, polémicas e mesmo absurdas.

É por tudo isso que os pescadores da Calheta de Pêro de Teive, muitos já falecidos, merecem a nossa homenagem, pelo seu grande exemplo de trabalho, coragem e honestidade, tão agarrados que eram a esta terra e a este mar. Mereciam um monumento, por mais simbólico que fosse, a lembrar aos mais novos e aos vindouros que a Calheta de Pêro de Teive não era de betão: era, sim, essencialmente, de mar e de gente que amava o mar.

Quem conheceu o que era a Calheta de Pêro de Teive não esquecerá nem perdoará a maldade feita a esta zona e aos pescadores, que de um momento para o outro, sem dó nem piedade, se viram privados do seu portinho de pesca. É uma nódoa negra que fica na história da Autonomia político-administrativa açoriana, acima de tudo porque não se respeitaram pessoas, muitas delas de fracos recursos, para depois entregar a Calheta a interesses económicos. Que fique pelo menos uma lição: a Autonomia político-administrativa açoriana só faz sentido se for para servir as pessoas, resolver os seus problemas e satisfazer as suas necessidades.

Disse.

  1. Presidente da Assembleia de Freguesia de S. Pedro.

neonazis australianos

Views: 0

What we found when we infiltrated Australia’s largest neo-Nazi group, the National Socialist Network.
Guns, terrorists and a rural idyll: What you need to know about our neo-Nazi infiltration
SMH.COM.AU
Guns, terrorists and a rural idyll: What you need to know about our neo-Nazi infiltration
What we found when we infiltrated Australia’s largest neo-Nazi group, the National Socialist Network.
1

libertação de presos no afeganistão

Views: 0

Favourites 31tneSimpSonsoered
MILHARES DE COMBATENTES
DA AL-QAEDA E DOS TALIBÃ LIBERTADOS APÓS QUEDA DE CABUL
Fonte – Insider 15-08-2021
Video published by an independent Afghan news agency that supports the Taliban appears to shows thousands of inmates being released from prison.
These inmates include former Islamic State and al-Qaeda fighters.
Members of the Taliban and al-Qaeda have been held in maximum security at Bagram airbase, home to the largest prison in Afghanistan.
May be an image of one or more people, people standing and outdoors
49
15 comments
19 shares
Like

Comment
Share
15 comments
Most relevant

KABUL NAS MÃOS DOS TALIBÃ

Views: 0

Carlos Fino and

3 others

shared a link.

Talibãs entram em Cabul. Presidente afegão já deixou o país
DN.PT
Talibãs entram em Cabul. Presidente afegão já deixou o país
Combatentes terão ordens para ficar às portas da capital e está a ser negociada a transferência do poder “nos próximos dias”. EUA aceleram a retirada do pessoal diplomático, mas Rússia diz não ter planos para sair. Talibãs controlam base aérea e prisão de Bagram.

Favourites 3taShponssotredm

TALIBÃS TOMAM CABUL
AFEGANISTÃO DE NOVO SOB DOMÍNIO ISLÂMICO RADICAL
Combatentes terão ordens para ficar às portas da capital e está a ser negociada a transferência do poder “nos próximos dias”. EUA aceleram a retirada do pessoal diplomático, mas Rússia diz não ter planos para sair. Talibãs controlam base aérea e prisão de Bagram e presidente afegão Ashraf Ghani já deixou o país. Vinte anos depois da ocupação americana apoiada pelos países da NATO (incluindo Portugal) – numa operação que custou para cima de um trilião de dólares e muitos milhares de vítimas militares e civis – o Afeganistão volta a ser governado pelos radicais islâmicos que deram abrigo a Bin Laden.

Ana Maria (Nini) Botelho Neves and 99 others

39 comments

18 shares

Like

Comment
Share
39 comments
Most relevant



  • Sérgio Mártires

    Os americanos sempre a somar derrotas e com isso mortos. E os membros da nato, atrelados e como sempre orgulhosamente humilhados.

    3

    • Like

    • Reply
    • 3 h
    2 replies

QUANDO FAZIA CALOR EM PORTUGAL

Views: 2

Agora é que está tudo preocupado. E antes?
May be an image of text that says "Diario de Noticias 1/08/2016.6 #DNmemo (1/8/1944) Vaga de calor: 45,8 graus em Coimbra e 39,2 graus em Lisboa A VAGA DE CALOR DE ONTEM 39,2 A SOMBRA EM LISBOA 45,8 EM COIMBRA CAIRAM PASSAROS tinham sido essinaladas MORTOS DAS AR- VORES -NOS CAM- POS, TRABALHADO. RES TIVERAM DE ABANDONAR SUA FAINA- GRANDES PREJUIZOS NOS VI- NHEDOS, MELOAIS E OLIVAIS Geofisico Somente sombra proprios como Colm lta habitantes mệs de Julho que tanto hamar uma inlorma pontos antem chegou atingir calor de nalha Lisbon alivio procurando refigio mais Santarem Letria SANTAREM atingiu gito es- não com ainda cidade firmanda"
8
7 comments
Like

Comment
7 comments
View 3 more comments
  • Active
    Joao Azevedo

    Meus caros este assunto já vem a ser discutido e observado há décadas só que não davam importância ao assunto.
    1
    • Like

    • Reply
    • 3 h

    Cristina Marques replied
    3 replies
    23 m

TALIBÃS JÁ CONTROLAM ENTRADAS E SAÍDAS DE CABUL

Views: 1

Favourites 2taShponssotredm
TALIBÃS JÁ CONTROLAM ENTRADAS E SAÍDAS DE CABUL
E TAMBÉM JÁ TOMARAM CONTA DO PALÁCIO PRESIDENCIAL
Há alguns dias atrás, quando começou a derrocada em cadeia dos principais centros regionais afegãos, os serviços secretos americanos previram a queda de Cabul “num prazo de três meses”. Durou menos de duas semanas. De ontem para hoje, o imparável avanço talibã – que alastrou como mancha de óleo por todo o país, sem que o exército regular e as tropas especiais treinadas pelos militares americanos e pela NATO oferecessem qualquer resistência – acentuou-se ainda mais. Hoje de manhã, enquanto fui ali comprar pão, já controlavam as entradas e saídas de Cabul e também entraram no palácio presidencial. Nunca o contraste entre o tempo (20 anos!) e os meios dispendidos (para cima de um trilião de dólares!) para inverter a situação político-militar num país e os resultados obtidos no final terá sido tão grande. Já há cerca de meio milhão de pessoas em fuga e certamente vai haver mais refugiados rumo à Europa. Quem responde por mais esta tragédia? CF
May be an image of 2 people and outdoors
Sérgio Rezendes, Aura Rua Albergaria and 208 others
78 comments
53 shares
Like

Comment
Share
78 comments
Most relevant

  • Mário Rodrigues

    Os americanos com todo o seu poderio, falhou uma vez mais, como quase sempre tem acontecido em guerrilhas, Vietname, Coreia, Iraque etc. Depois de triliões gastos de vidas perdidas e sobretudo a esperança da democratização do Afeganistão.
    4
    • Like

    • Reply
    • 1 h

PÂNICO E CONFUSÃO EM KABUL

Views: 0

Favourites tS1iponsghoredo
PÂNICO E CONFUSÃO EM KABUL
MILHARES TENTAM SAIR, EMBAIXADAS QUEIMAM ARQUIVOS
Pânico em Kabul com governo afegão prestes a render-se
VOAPORTUGUES.COM
Pânico em Kabul com governo afegão prestes a render-se
Rebeldes Talibã começaram a entrar na capital do Afeganistão Kabul ao mesmo tempo que os Estados Unidos evacuavam diplomatas da sua embaixada por helicóptero. Um membro do governo afegão disse que o poder poder serà entregue a um governo interino estando a decorrer negociações nesse sentido….
Ana Maria (Nini) Botelho Neves and 60 others
7 comments
15 shares
Like

Comment
Share

E agora Afeganistão?

Views: 0

A CAUSA DAS COISAS
E agora Afeganistão?
As mulheres voltarão a ser sujeitas a leis medievais, as pessoas comuns que não aceitem a ‘sharia’, sofrerão as consequências, aqueles que nos últimos vinte anos trabalharam para estrangeiros – e as meninas que deixarão de poder ir à escola, porque nem todas terão condições para ser Malalas, estão na mira dos extremistas Talibãs!
May be an image of 3 people and beard
Há quem pergunte: como foi possível os talibãs reconstruírem a força com que estão a varrer de novo o Afeganistão, depois de duas décadas de controlo militar estrangeiro?
A resposta é múltipla e complexa, mas é importante ter em conta que um governo apoiado por forças militares estrangeiras é sempre um governo fraco; mais fraco ainda quando a percepção geral sobre ele é a de que está minado pela corrupção.
Outro elemento crucial: o modo como os pashtun, base tribal de onde provêem os talibãs, se sentiram tratados na partilha de poder depois de 2001; não esquecer o pormenor de os pashtun serem cerca de metade da população.
Cabul, o centro político, sob influência ocidental, perdeu o contacto com o país profundo, nacionalista, tribalizado, permitindo a emergência de um ressentimento que os talibãs souberam aproveitar.
A falta de paciência estratégica de Washington, que começou por se manifestar ainda no tempo de Obama e que teve um momento crucial nas negociações directas com os talibãs, promovidas por Trump, desembocou nesta situação, em que Biden decidiu lavar as mãos como Pilatos.
Os desenvolvimentos mais recentes fazem pensar que o cenário temível de confrontos abertos em Cabul, uma cidade de cinco milhões de habitantes, não acontecerá. Os estrangeiros saem, os membros do actual poder conseguem um salvo-conduto qualquer e apagam-se os holofotes do mundo.
Quem sofrerá as consequências? As mulheres que voltarão a ser sujeitas a leis medievais, as pessoas comuns que não aceitem a ‘sharia’, aqueles que nos últimos vinte anos trabalharam para estrangeiros – e as meninas que deixarão de poder ir à escola, porque nem todas terão condições para ser Malalas.
Like

Comment
Share
0 comments

Afeganistão, ou a repetição da história enquanto farsa

Views: 0

Afeganistão, ou a repetição da história enquanto farsa

Edição por António Moura dos Santos

Chegados a agosto de 2021, a pouco mais de um mês de se assinalarem 20 anos desde a invasão do Afeganistão, pouco faria crer que esta fosse a notícia a dominar o dia: “Talibãs preparam-se para tomar o país, ministro do Interior promete transição pacífica de poder”.

Todavia, face aos acontecimentos desta última semana, não se pode dizer que seja particularmente surpreendente. Desde que os EUA de Joe Biden puseram em prática o plano de retirada negociado com os talibãs pelos EUA de Donald Trump, as forças insurgentes fizeram um avanço absolutamente avassalador pelo território — o que, à luz da história, torna compreensível que os EUA de Barack Obama tenham prometido uma saída sem nunca cumpri-la, depois dos EUA de George W. Bush invadirem o país em retaliação ao 11 de setembro.

Neste momento, praticamente apenas Cabul, a capital, “resiste” — todas as outras capitais de província se entregaram, quase sempre sem violência, preferindo deixar-se dominar pelos talibãs do que arriscar confronto armado e, com isso, a morte indiscriminada de civis.

Entenda-se este uso de aspas: Cabul só não foi dominada porque as forças insurgentes optaram por não carregar sobre a capital. Estão às suas portas, nas zonas suburbanas, pacientemente aguardando pela capitulação do Governo e prometendo que não vão agir de forma violenta.

Promessas leva-as o vento, bem se sabe — não é preciso ser um ancião para recordar como era medieval e fundamentalista o regime talibã — especialmente no que toca aos direitos das mulheres — antes das forças ocidentais o remeterem para a reclusão, instaurando um governo civil e secular. E é por isso que é grande o temor da população, particularmente aquela que colaborou com o “invasor”.

Na sexta-feira, o nosso cronista José Couto Nogueira traçou em parágrafos sucintos a história do intervencionismo militar norte-americano, tal como da ingovernabilidade do Afeganistão. Junte-se uma superpotência pouco potente em gerir confrontos nos últimos 70 anos e um território que há séculos que é impossível de conquistar (os ingleses ou os soviéticos que o digam) e o que se passa neste momento parece que podia ser previsto ao milímetro.

De nada parecem ter valido 20 anos de treino militar para as forças afegãs, investimento em intraestruturas e elevados custos humanos — até abril deste ano, morreram 2 448 soldados norte-americanos, 66 mil membros das forças armadas e da polícia afegãs e 47 245 civis. Neste momento, os EUA, que prometeram deixar um país preparado para lidar com os talibãs, estão a acelerar a retirada dos seus diplomatas, para que saiam o quanto antes do Afeganistão — e os restantes países ocidentais estão a seguir as pegadas desta evacuação apressada.

Todo este cenário traz à memória a queda de Saigão em 1975, quando as forças norte-americanas também tiveram de deixar 20 anos de uma guerra ruinosa no Vietname sem deixar mais nada que não sangue e contas por pagar. É por isso que faz sentido recordar a frase que Karl Marx escreveu a propósito do 18 de Brumário de Luís Bonaparte, num acrescento ao que Hegel já tinha postulado: “todos os grandes factos e personagens da história universal aparecem como que duas vezes. Mas ele esqueceu-se de acrescentar: uma vez como tragédia e a outra como farsa.”