paz para as escolas SANTANA CASTILHO

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Isto e pouco mais traria paz e sucesso às escolas
O acordo sobre a formação profissional e qualificação dos portugueses, assinado em sede da Comissão Permanente de Concertação Social, é uma pérola do clássico “eduquês” das Novas Oportunidades, agora ressuscitadas. São mais de cinco mil milhões de euros para “formação contínua de formadores” (pág. 4), “educação e formação à distância” (pág. 6), “maior centramento (sic) nas competências … promovendo maior flexibilidade” (pág. 7) “processos de upskilling e reskilling (o itálico é meu) de curta e média duração” (pág. 14) e toda uma cascata de delírios palavrosos, que fazem antever a festa que aí vem. Ler aquelas inenarráveis 19 páginas mostra bem como António Costa aprendeu com o seu mestre José Sócrates e ajuda a entender a doutrina bolçada sobre o sistema de ensino. Imagino que, no fim do acto, patrões e UGT (CGTP excluiu-se) se terão precipitado a dirigir a António Costa a pergunta que ele próprio fez a Ursula von der Leyen, em lapso freudiano definidor de um carácter: já posso ir ao banco?
Tudo o que pode ser feito para melhorar o nosso sistema de ensino é conhecido. Mas as decisões deste Governo têm ignorado o conhecimento que a investigação em Epistemologia e Educação tem proporcionado, designadamente a produção científica de investigadores de orientação cognitivista. E com a mansidão política da oposição e a apatia dos professores, não é fácil opor iniciativas sérias à amálgama de teorias desactualizadas, que os responsáveis impõem como de vanguarda.
Há seis anos que venho mostrando nesta coluna os sinais do sistema dominante, uma espécie de distopia pedagógica paranóica, que nos vai afastando dos resultados médios da OCDE, a que chegámos com o esforço de tantos e apesar das diferenças políticas de sempre. A cada passo desse triste caminho, apontei sinais. Dois deles foram particularmente perniciosos, a saber:
– A ideia de que transmitir conhecimento é redundante, porque os alunos têm-no armazenado nos seus smartphones. Donde, o importante são as “competências” e “aprender a aprender”. Como se a psicologia cognitiva não tivesse concluído, há muito, que só conhecimento gera conhecimento e que para entender e assimilar conhecimento novo é necessário possuir-se conhecimento anterior, que vincule a aquisição do novo. Com efeito, John Sweller [Sweller, J. (1988). Cognitive load during problem solving: effects on learning. Cognitive Science 12 (2): 257–285], conhecido pela formulação da teoria da carga cognitiva, tornou isso evidente. Na peugada, aliás, dos anteriores estudos de Bruner e Ross, que demonstraram a importância do conhecimento acumulado pela memória de longo prazo na resolução de novos problemas.
– A ideia de que são os alunos que devem orientar a sua educação, mediante metodologias de descoberta, e não os professores, segundo o tradicional ensino directo. Ora não é procurando que os alunos actuem como cientistas nas aulas que os preparamos para serem cientistas no futuro. Uma coisa são previsões não fundamentadas de resultados, outra coisa é a medição dos resultados. Com efeito, a produção científica disponível mostra que é aprendendo por ensino directo, feito pelos professores, que não por metodologias de descoberta, que se obtêm os melhores resultados. Ver, a este propósito, David Klahr, Department of Psychology, Carnegie Mellon University: The equivalence of learning paths in early science instruction: effects of direct instruction and discovery learning.
Aqui chegados, perto do início de mais um ano lectivo, deixo um sumário mínimo para sairmos do trilho do retrocesso:
1. Elevar a Educação a prioridade política, do pré-escolar ao superior, passando pelo básico e secundário. Rever a Lei de Bases do Sistema Educativo. Universalizar todo o pré-escolar até à entrada no básico. Proceder à reformulação integral do plano de estudos do ensino obrigatório e dos respectivos conteúdos disciplinares, assente no estabelecimento de um exaustivo diálogo social sobre Educação, que envolva os diferentes protagonistas educativos (Ministério da Educação, sindicatos de professores, associações profissionais de professores, associações de pais, partidos políticos, associações científicas, associações empresariais e associações de estudantes). Sendo certo que o acompanhamento das crianças enquanto os pais trabalham é um problema para o qual a sociedade deve encontrar resposta, é inaceitável que muitas crianças cheguem a permanecer na escola dez horas por dia. Importa por isso avaliar o impacto que essa permanência significa no desenvolvimento das crianças, sobretudo quando as actividades que lhes são proporcionadas (utilização excessiva de tarefas de natureza escolar, por exemplo) ignoram ditames básicos da psicologia do desenvolvimento. Eliminar a burocracia estéril. Pôr cobro à hiperprodução de normativos.
2. Valorizar a autoridade do professor. Operar a revisão do estatuto da carreira docente, particularmente para remover os constrangimentos injustos de progressão e desenhar um novo modelo de avaliação do desempenho. Abolir a classificação do desempenho, entre pares, dentro da escola. Pôr fim à instabilidade e à precaridade da profissão docente, designadamente pela estabilização dos quadros, alteração dos mecanismos de concursos e vinculação de contratados. Reduzir o número de alunos por turma e definir o máximo de alunos por professor.
3. Proceder à revisão do modelo de gestão dos estabelecimentos de ensino, recuperando a sua democraticidade. Pôr fim aos agrupamentos. Nunca, em cada escola, se deveria ter perdido a sua identidade de cultura e de actuação pedagógica. A agregação de escolas foi uma das medidas de maior impacto negativo no funcionamento do sistema. Se há situações geográficas onde a iniciativa poderia ser considerada, a generalização a todo o país foi um verdadeiro desastre e dilacerou o ambiente relacional na generalidade das escolas. Resolver definitivamente a carência de funcionários auxiliares nas escolas. Institucionalizar as equipas multidisciplinares (professores, psicólogos e técnicos de serviço social) que assegurem o acompanhamento dos alunos sinalizados pelos conselhos de turma como estando em situações de risco, tendo presente que as estratégias de apoio ao primeiro sinal de dificuldade são decisivas. Reconhecer que as escolas carecem de apoios diferentes, em função dos contextos diferentes em que operam. Criar nas escolas estruturas de apoio técnico especializado, designadamente face às alterações operadas pela digitalização.
4. Promover, de modo sério e exigente, a relação entre o ensino profissional e as necessidades das empresas, sem transformar as escolas de ensino humanístico em institutos de formação profissional. Melhorar a eficiência do sistema de qualificação por via de uma eficaz articulação entre as políticas de Educação e Formação, as primeiras tuteladas pelo Ministério da Educação e as segundas pelo Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social.
Isto e pouco mais traria paz e sucesso às escolas.
In “Público” de 18.8.21
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  • Paula Cristina Lopes

    Sabia reflexão mas pena que o nossos ministro não perceber nada de nada! Um verdadeiro desalento a situação atual das escolas e do ensino!!!!
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mais um saneamento na TSF

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TRISTEZA
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não se joga à bola

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A Federação de Futebol do Afeganistão apoiou a modalidade feminina nos últimos sete anos e, agora, os dirigentes fugiram com as respetivas famílias para a Índia.
Afeganistão: dirigentes pedem asilo com medo de represálias dos talibãs
TVI24.IOL.PT
Afeganistão: dirigentes pedem asilo com medo de represálias dos talibãs

o terrorista das falas mansas

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falinhas mansas
Antes, o porta-voz Taliban Zabihullah Mujahid era quem assumia responsabilidade por alguns dos tentados mais sangrentos no Afeganistão. Hoje, com falinhas mansas, anunciou numa conferência de imprensa a intenção do novo regime respeitar as mulheres e não perseguir os colaboradores com as forças ocidentais, mas não é isso que se passa fora de Cabul, p.e. em Candahar e Cunduz, segundo a BBC.
(imagem TOLOnews)
May be an image of ‎1 person, beard and ‎text that says "‎/TOLOnews پلازمینه کما خبري ساعت بنستونه دي ببرته فعاله او ژوند عادي حالت ته راوكرخي طلوع ۷۰۶‎"‎‎
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o porto da horta

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O PORTO DA HORTA: OUTRA VEZ, OU AINDA
Há pouco mais de dois anos, escrevi o seguinte (longo) texto sobre o porto da Horta. Porque acho que continua a ter alguma atualidade, aqui fica, para quem tiver pachorra de lê-lo ou relê-lo:
O PORTO DA HORTA E O MEU FORNO DE LENHA
Assisti na tarde de hoje no Salão Nobre dos Paços do Município à sessão do Conselho de Ilha do Faial. Intervim, no tempo destinado ao público, sobre o Porto da Horta, tema que ocupou largamente o debate.
Contei, na ocasião, que recentemente fiz obras na minha casa. Por essa altura decidi construir um forno de lenha. Com a empreitada quase pronta pareceu-me que o chamado «pescoço de cavalo», por onde passa o fumo em direção à chaminé, estava demasiado estreito.
Falei com o mestre e ele respondeu-me: está tal e qual como no projeto. Como não percebo nada de fornos, calei-me.
A verdade é que, com o passar do tempo, deixei de acender o forno. Das primeiras vezes que o fiz encheu-me a cozinha de fumo!
Quis com isto dizer que o que se está a passar com o Porto da Horta — e apesar de todas as comparações serem coxas — é parecido com o que se passou com o meu forno.
Há dúvidas e, em vez de se tratar de dissipá-las, está-se na disposição de avançar com a obra sem resolvê-las!
O que é que vai acontecer? Se as obras não resultarem ficará o porto perdido.
Além disto, no caso do Porto da Horta, temos um flagrante exemplo que nos mostra a imperiosa necessidade de se redobrarem cautelas.
O cais norte do Porto da Horta deveria servir de alerta para a importância de não tomar decisões irreversíveis.
Claro que eu estou partindo do princípio que a orientação do novo cais provoca agitação marítima na zona oposta do porto, a sul.
Nos últimos anos esta questão tem feito parte do dia-a-dia de quem se interessa pelo nosso porto.
Basta subir à Espalamaca e, na «Santa», observar a ondulação de certo quadrante para se perceber que o espelho de água protegido pela doca (antiga), no interior da baía, como que bebe as correntes que entram por lá dentro.
Algum efeito terá. Pouco? Só Deus sabe e está calado.
Há muito tempo que o Senhor Mário Moniz teve a iniciativa, através do seu partido (Bloco de Esquerda) e como deputado regional, de defender uma avaliação, suportada tecnicamente, sobre os efeitos da agitação marítima na bacia de manobra do Porto da Horta.
De lá para cá, não tem faltado quem insista no assunto, sejam os partidos políticos, sejam cidadãos individualmente.
Com o lançamento a concurso da empreitada da obra do Porto da Horta (a 2.ª fase, depois da 1.ª que contemplou o Terminal Marítimo, o molhe e o cais a partir da Alagoa) anunciada para o ano em curso, parece que a agitação marítima contagiou as consciências que por sua vez andam em alvoroço. E, na minha opinião, não é para menos, pois se à nossa baía acontecer o que aconteceu ao meu forno teremos água pela barba!
Para mim, neste momento, há duas coisas indiscutíveis que não teriam acontecido sem a 1.ª fase da obra do Porto da Horta: a grande melhoria das condições de transporte marítimo resultantes da construção do terminal de passageiros e a notória degradação das condições de abrigo e tranquilidade de «uma das mais belas baías do mundo».
Perguntar-me-ão: teria sido possível uma sem a outra?
Não sei responder, mas, por outro lado, sou levado a
pensar que, se os efeitos que hoje ocorrem a sul por causa do novo cais a norte tivessem sido antecipados, com a realização de estudos, a obra não teria sido realizada da maneira como foi. .
Ora se, como atrás referi, temos tão flagrante exemplo de que um passo mal pensado e por isso mal dado pode acarretar consequências irreparáveis, por que carga de água não nos havemos de prevenir e deixar tudo preto no branco quanto às consequências e efeitos que advirão da intervenção respeitante à 2.ª fase da obra do nosso porto?
Julgo que não haverá dúvidas sobre o verdadeiro oásis que a baía da Horta representa em pleno Atlântico Norte, não apenas pela sua privilegiada localização, apenas suplantada pelas enseadas da ilha das Flores, mas que por sua vez a elas se superiorizou precisamente pelas excecionais condições de abrigo e segurança que oferece.
Foram mais de 500 anos a ganhar notoriedade, que uma leviana, indesculpável e inconsciente atitude poderá deitar borda fora!
Tenho tido dificuldade em compreender a rija indiferença do Governo Regional dos Açores e da empresa Portos dos Açores perante os alertas, avisos e protestos dos faialenses, veiculados por alguns destemidos cidadãos.
Não entro pelo campo da disputa político-partidária, que para mim é legítima, mas lembro que, se há exageros e aproveitamentos, não são apenas de um lado.
Mas este assunto é político, porque se não o fosse a 2.ª fase do Porto da Horta já estaria pronta e mal feita. Se o Governo mandou fazer três versões de um projeto é porque reconhece que as duas primeiras estavam mal. A pressão política funcionou.
Fiquei boquiaberto no Conselho de Ilha de hoje quando ouvi um reputado cidadão e conselheiro dizer: primeiro o projeto, depois os detalhes.
Se estou de acordo com o princípio, já não estou quando percebi que esta máxima pretendia justificar o avanço da obra, cujo concurso está anunciado para antes do final do ano, como atrás referido.
Pois bem, o meu forno volta a servir de exemplo.
Vamos fazer uma obra para depois, verificadas as deficiências de eventuais detalhes, então corrigi-las com entulho ou partindo pedra?
Esta ânsia de mostrar obra é acompanhada pela Câmara do Comércio e Indústria da Horta, que quer investimentos no Faial, mas também dá mostras de pensar pouco no assunto.
Por um lado defende que o processo não pode parar, por outro diz que é preciso corrigir o que possa nele estar mal. Pergunto eu: não é isso que todos queremos? E as correções serão feitas quando?
Depois da obra feita?
A mesma Câmara do Comércio afirma que temos que acreditar nos técnicos. Mas não foram os técnicos que nos construíram as Portas da Ribeira e já vão na 3.ª versão da 2.ª fase? As Portas da Ribeira deram-nos cabo do porto, enquanto as 1.ª e 2.ª versões do projeto não estavam, de certeza, bem elaboradas, senão não teriam sido abandonadas.
Será que ter fé, apenas, nos técnicos é avisado?
É preciso, diz a Câmara do Comércio, dar condições aos iatistas cujos barcos têm que ancorar atualmente no meio da baía. Mas se tivermos um porto a chocalhar barcos eles hão-de passar lá por fora e dizer-nos adeus, evitando uma dor de cabeça.
A nomenclatura local não quer estudar os efeitos da agitação marítima dentro do porto. Mas diz que, se o estudo de impacto ambiental for negativo, a obra não avançará. Porquê esta dualidade de critério? Será porque o primeiro é reivindicado pelos cidadãos e seus representantes e o segundo será feito por um departamento governamental?
É por isto que eu acho que há sintomas de teimosia na atitude dos nossos governantes e seus pajens.
Entretanto, penso que é importante estar atento ao novo presidente da Portos dos Açores. Não quero fazer juízos prematuros, mas vejo sinais de uma campanha em curso que temo não ser de esclarecimento, mas de intoxicação. Veremos.
Digo isto porque se fala de estudos, reconhece-se «alguma» agitação» no porto, mostra-se disponibilidade para debater, mas não há um papel, nem vontade de o elaborar, em que possamos ler qual a real dimensão deste problema.
Não seria bom, de uma vez por todas, mostrar por «a+b» que, afinal, a agitação marítima no porto é «x», acontece na zona «y» e a sua repercussão é «z»?
Não seria ótimo fazer um desenho e mostrar que as causas da agitação têm origem «aqui», que é preciso alterar qualquer coisa «ali» para que o efeito não se faça sentir «acolá»?
Estou a insistir na agitação por dois motivos: porque acho que é o principal prejuízo de que o nosso porto está a ser vítima e porque não vejo nenhuma vontade de resolver a questão.
A terminar este estendal tenho que dizer que esperava mais de algumas pessoas que se instituem paladinos desta causa, uma das mais prementes dos últimos anos no Faial.
Eis dois exemplos, extraídos do Conselho de Ilha e provenientes de um antigo e loquaz defensor do porto e de um imberbe convertido à cartilha:
O Porto da Horta, diz o primeiro — e cito de memória — foi palco de grandes naufrágios e até o Funchal já teve que ir abrigar-se debaixo da Ponta da Espalamaca! Fala o segundo: no tempo da Espalamaca, da Calheta e da Velas, lembram-se de não ser possível saltar para dentro da lancha por causa dos balanços?
Meus bons amigos: não tenho idade suficiente para me lembrar de muitas coisas ocorridas no nosso porto, mas não tenho memória de alguma vez ter sido impossível atracar na doca e se o Funchal foi lá para baixo então foi mesmo num dia ímpar na história do Porto da Horta. E também não me lembro de alguém não conseguir saltar para a lancha no cais de Santa Cruz. Mas se a história o diz, quem sou eu para contestar?
Agora, uma coisa é certa: os que querem menor agitação no porto é porque querem que estas coisas não voltem a acontecer; os outros mostram somente a sua aversão à crítica.
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AS ANTAS DO CABRITO NO PICO…

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AS ‘ANTAS’ DO CABRITO 😉
Um destes dias armei-me em turista na minha terra. No Cabrito, Santa Luzia, chamou-me a atenção uma placa indicando a direção duns arcos vulcânicos. Não me lembro se já os tinha visto, mas lá voltei mais tarde. Vi-os, fotografei-os…e acho bem a referência e a indicação (embora pudesse ser mais precisa a localização)… mas não havia necessidade de usarem o símbolo duma anta (!?) para se referirem aos arcos. (A placa foi feita por uma empresa de mobiliário urbano de … Bragança, Bricantel, mas alguém de cá podia ter dito que não há antas nos Açores. Haverá uma ou outra ‘anta’, mas não antas dessas. 😉 Os Arcos, mais ao lado foram assim designados por causa dos seus arcos , o mais emblemático a Ponta da Baixa…que já caiu. É curioso que seja agora o Cabrito o sítio onde se pode ver mais arcos.
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“Estado islâmico” alimentar?

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“Estado islâmico” alimentar?
Sandes de chouriço, croissants, empadas ou batatas fritas são alguns dos alimentos que passam a ser proibidos nos bares das escolas públicas, onde também deixará de haver hambúrgueres, cachorros-quentes e sumos com açúcar adicionado. É o “politicamente correcto” levado ao exagero! Nem tanto ao mar, nem tanto à serra.
Conheci uma senhora com 90 anos de idade que quando ia ao médico a conversa era sempre a mesma. “A senhora não pode comer isto e aquilo. Também não pode comer aquilo e mais aquilo”. Dizia mais ou menos assim o médico, de resto muito competente. Até que um dia a senhora retorquiu: “Olhe, senhor dr., pior que tudo é passar fome. E eu não vou passar fome”. Resposta do clínico: “Também tem razão!”.
Como os alunos nas escolas públicas não podem agora comer sandes de chouriço, croissants, empadas, batatas fritas, hambúrgueres, cachorros-quentes e sumos com açúcar adicionado, vão comer isso tudo – e muito mais, certamente – nos estabelecimentos de restauração no exterior das unidades escolares. Fome é que não vão passar, como sugeria a tal senhora idosa.
Tem que se defender e promover uma alimentação saudável, mas sem exageros. A proibição agora imposta resolve pouco, porque, como referi, os alunos vão procurar alternativas.
De resto, gostaria de saber se os decisores político-governamentais que impuseram agora tal medida comem ou não sandes de chouriço, croissants, empadas, batatas fritas, hambúrgueres, cachorros-quentes e sumos com açúcar adicionado.
Muito pior do que tudo isso, é proliferar droga – ou drogas – nas escolas públicas ou nas imediações das mesmas, como de vez em quando é referido. É com isso que as autoridades têm que se preocupar, acima de tudo. Sandes de chouriço, croissants, empadas, batatas fritas, hambúrgueres, cachorros-quentes e sumos com açúcar adicionado podem ser consumidos com “peso e medida”, porque não matam ninguém. A droga, essa sim, mata! Deixem-se de exageros! Ou caminhamos para um “estado islâmico” alimentar?
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Afeganistão: consciência ideológica, nacionalismo e fundamentalismo

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Afeganistão: consciência ideológica, nacionalismo e fundamentalismo
Prometo que será o último post sobre o Afeganistão (ainda que saiba que será uma promessa difícil de cumprir).
Quando a Revolução Socialista foi vitoriosa no Afeganistão, implantou profundas medidas libertadoras, tanto no campo dos direitos civis, como no caso das mulheres e na separação do Estado e religião, como económica, com a reforma agrária. Contudo, houve um descompasso entre o avanço nas relações de produção e as forças produtivas existentes, bem como na superestrutura ideológica. A hegemonia socialista estava em Cabul e arredores, com resistência tribal nos campos. Nada disso seria grave, se não fosse a intervenção imperialista no suporte militar aos fundamentalistas islâmicos do interior do país, que não teriam sido capazes de impedir o progresso e a mudança de consciências caso não fossem articulados e armados pelos EUA e aliados. Cabul recorreu à Moscovo. Infelizmente, nas condições que existiam então, esse auxílio externo, com toda a máquina de propaganda e militar que trabalhou em favor dos fundamentalistas tribais, não poderia ser vitorioso. Cabul não é o conjunto do país.
Este caldo engendrou os talebãs. Que provavelmente, quando governaram entre 1996 e 2001, não contassem ainda com um apoio da maioria da população. Contudo, a intervenção imperialista, da qual os EUA é o maior responsável, mas na qual outros Estados, como Portugal, colaboraram, mudou essa situação. Isto nos deve lembrar de um facto que incrivelmente uma grande parte da esquerda esquece (a social-democracia, a esquerda post-moderna, incluindo muitos trotskistas e mesmo alguns partidos comunistas, encantados com ficções como ‘o projeto europeu’ do grande capital internacional), de que mais potente que a solidariedade de classe ou mesmo a religião, a força ideológica mais mobilizadora nos últimos duzentos anos é o nacionalismo. Obviamente, com distintas implicações em cada caso: se nacionalismo de nações imperialistas ou de colónias e países dependentes; se misturada com conteúdos racistas ou socialistas, etc. Porém, foi e é a maior força mobilizadora dos povos.
Provavelmente, os talebãs, que não eram uma força maioritária, converteu-se hoje nesta, pois apesar de todo os seu reaccionarismo era a única forma de resistência contra a ocupação estrangeira. Infelizmente, quem pagará o preço disto não serão os promotores da invasão, mas as mulheres e o povo afegão em geral.
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  • Gabriel Magalhães

    Cenários possíveis para o Afeganistão após 20 anos de ocupação imperialista: 1) manutenção da ocupação e de uma guerra sem fim; 2) saída dos ocupantes e início de uma guerra civil entre os Talibãs e o exército títere dos EUA. Pior cenário a meu ver; 3) vitória do Talibã sem guerra civil. Dadas as circunstâncias duríssimas, o melhor cenário. É torcer para que o Talibã se conecte à China a partir da Rota da Seda e isso possa garantir algum aprimoramento na infraestrutura e crescimento econômico, de modo a, a média prazo, fortalecer internamente sujeitos que busquem o fim do Talibã. Está claro que algo desta natureza tem que ter tentáculos no meio rural do país, caso contrário um novo 1871 emergirá para esmagar possíveis forças laicas e socialistas que só tenham bases em Kabul.
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  • Carlos Serrano

    Germano Almeida, este post dialoga com o seu.
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