MORREU JOÃO PAULO COTRIM

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VIVER NÃO FOI EM VÃO
Partiu o João Paulo Cotrim (1965-2021). Para além (ou em complemento) de todo o legado que nos deixou nesta sua vida breve, o João Paulo Cotrim foi o único editor português por mim contactado que aceitou publicar, na sua «abysmo», os três volumes da edição crítica da «Poesia de Antero de Quental» por mim preparada.
A morte é sempre uma surpresa. É um «ai!» que se expira. A dele, foi-o para mim.
SOLEMNIA VERBA
Disse ao meu coração: Olha por quantos
Caminhos vãos andámos! Considera
Agora, desta altura fria e austera,
Os ermos que regaram nossos prantos…
Pó e cinzas, onde houve flor e encantos!
E noite, onde foi luz de primavera!
Olha a teus pés o mundo e desespera,
Semeador de sombras e quebrantos!
Porém o coração, feito valente
Na escola da tortura repetida,
E no uso do penar tornado crente,
Respondeu: Desta altura vejo o Amor!
Viver não foi em vão, se é isto a vida,
Nem foi de mais o desengano e a dor.
Anthero de Quental, «Os Sonetos Completos».
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Luis Cardoso de Noronha

Deveria cobrir este livro com uma mancha preta. João Paulo Cotrim deixou-nos. Uma tristeza. Uma grande tristeza!!!
Alberto Borges, Furak Alves – Anabela and 32 others
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eua perigo iminente de guerra civil

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EUA – NOVA GUERRA CIVIL EM GESTAÇÃO?
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Apagam-se as luzes a Ocidente
Viriato Soromenho Marques
Opinião / DN
O risco de uma nova guerra civil nos EUA é hoje discutido abertamente nos meios académicos e na comunicação social generalista. Gregory Treverton, que presidiu até 2017 ao importante National Intelligence Council, escreveu mesmo que ela “vem a caminho” (The Article, 14.12.2021). Na minha crónica do DN sobre o assalto de Trump ao Capitólio (DN, 12.01.2021), estabeleci uma comparação com o acontecimento que simbolizou o início da guerra civil: “O que existe de comum entre [o assalto sulista ao] Forte Sunter-1861 e o Capitólio-2021 é o facto de ambos marcarem um ponto de não retorno na história dos EUA.” Sobre a configuração do que poderia ser essa nova guerra civil, considerei que o tempo dos grandes exércitos está passado. O mais provável será “uma violência difusa, espasmódica e de atrito. Uma mistura de Mad Max com o Regresso dos Zombies”.
Encontrei apreciações muito semelhantes numa recente entrevista dada pela professora Barbara F. Walker (Universidade da Califórnia) à CNN. Além de docente, ela é também especialista em guerras civis e conselheira da CIA. Ao longo dos anos tem-se debruçado sobre países como a Síria, o Líbano, a Irlanda do Norte, Angola, Ruanda, Sri Lanka, Filipinas, Nicarágua, entre outros. Em 11 de janeiro 2022, Barbara Walter irá apresentar o seu novo livro, intitulado Como Começam as Guerras Civis, e Como Acabar com Elas (How Civil Wars Start, and How to Stop Them, New York, Crown).
A autora aplica os ensinamentos e modelos analíticos desenvolvidos no estudo de todos os países acima referidos à atual situação dos EUA. O resultado é alarmante. Os EUA apresentam duas das características principais que preludiam potenciais guerras civis. A primeira é a persistente degradação da estrutura funcional da democracia, capturada por interesses setoriais e manobrada por políticos (sobretudo ao nível dos governos estaduais) que gerem a coisa pública de modo arbitrário e autoritário. O modelo político em que os EUA estão a tombar é designado como anocracia (uma mistura explosiva entre autoritarismo e remanescentes democráticos). A segunda característica perigosa é a transformação, pela demagogia política, de fatores étnicos e religiosos em falhas ontológicas insuperáveis, impedindo uma verdadeira “razão pública”: o nome dado por John Rawls ao processo de superar diferenças abissais em favor da cooperação social focada numa agenda comum.
O país que foi um farol de esperança para os perseguidos, que a todos acolhia no seu melting pot, revela-se agora agressivo e hostil, até para aqueles que há séculos nele habitam. O “patriotismo constitucional” dos EUA, bem patente no sempre emocional exame de cidadania para imigrantes, foi esmagado pelas lealdades raciais e comunitaristas, apoiadas no armamento generalizado dos civis. O Congresso Federal, que foi o lugar onde se celebrou a diferença, mas também a procura de consenso, transformou-se num dos lugares mais ideologicamente tóxicos do planeta. Não surpreende por isso, que há muito o Congresso tenha perdido credibilidade junto dos eleitores. Contudo, agora, com a transformação do Partido Republicano numa associação de fações promotoras de ódio e ressentimento, torna-se evidente que os representantes e senadores não se preocupam sequer em salvar as aparências. Ninguém sabe se será possível parar a contagem decrescente da desagregação dos EUA. O que é certo, todavia, é que se tal vier a ocorrer todos daremos por isso.
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Você sabia que a história do Natal começa 7 mil anos antes do nascimento de Jesus? | Hypeness – Inovação e criatividade para todos.

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A bíblia diz que no princípio era o verbo, e que o verbo estava com Deus. Mas antes da própria bíblia existir, e definitivamente antes da história de Jesus Cristo tomar o Império Romano e se tornar o mito oficial do ocidente, outros deuses explicavam os mistérios da Terra. E antes desses deuses ou qualquer […]

Source: Você sabia que a história do Natal começa 7 mil anos antes do nascimento de Jesus? | Hypeness – Inovação e criatividade para todos.

a aldeia de um homem só ou de um só homem

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É o último habitante de Casas da Serra, aldeia na serra do Barroso, em Boticas. A “luz” só chegou em 2009, a água ainda é da fonte, o aquecimento é da “lareira de chão”. José Ferreira vive sozinho, desde 2007, na casa centenária de granito e madeira dos avós.
A aldeia de um homem só. ″Desapareceu tudo, saíram todos, faleceram os meus pais... fiquei eu″
DN.PT
A aldeia de um homem só. ″Desapareceu tudo, saíram todos, faleceram os meus pais… fiquei eu″

OSVALDO CABRAL PRENDAS DE NATAL

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Prenda de Natal 1 – uma herança pesada
Quais os pais que gostariam de deixar como herança aos seus filhos uma dívida astronómica para pagarem ao longo da vida?
Ninguém deseja isso, mas é o que todos nós, açorianos, estamos a fazer com a galopante dívida da região.
Quem tem crédito bancário sabe como é. Não custa nada pedir à banca, o pior é quando vamos pedindo por sistema, até não podermos pagar, entrando em insolvência ou deixando o calote para os herdeiros.
A nossa região está nesta situação e não faltam vozes a alertar para o péssimo caminho que escolhemos nestes últimos anos, contraindo dívida todos os anos, apenas para pagar desmandos políticos, buracos de empresas públicas e iniciativas não reprodutivas.
O Presidente do Tribunal de Contas veio esta semana aos Açores entregar-nos o seu Parecer sobre a Conta da Região relativo a 2020, e as notícias não são boas, na esteira dos anos anteriores.
No ano passado foram mais 370 milhões de euros de dívida contraída, para juntar à dívida bruta, que já vai perto dos 2,5 mil milhões de euros.
É verdade que a pandemia explica grande parte desta dívida, mas não explica tudo, porque o histórico, antes da pandemia, já sofria da mesma doença.
Os Açores estão a caminhar para uma estrada cada vez mais estreita, praticamente com o mesmo destino da TAP e da CP, que têm dívidas semelhantes à nossa.
Os impactos da pandemia e o esforço financeiro acumulado com ela e com o financiamento da SATA agravaram esse caminho, que é preciso arrepiar logo que haja retoma económica.
A pandemia COVID e a pandemia das contas da SATA justificam o acréscimo acentuado do endividamento, mas, como diz o Tribunal de Contas, ambas irão condicionar o nosso futuro, pondo em causa a solidariedade intergeracional.
O ano de 2021 vai adicionar mais dívida e vai, naturalmente, agravar este condicionamento.
Nada que não tivéssemos já previsto.
Agora é rezar para que a economia retome, a Lei de Finanças Regionais seja revista e as taxas de juro não subam.
Não é uma bela prenda de natal que vamos deixar no sapatinho das futuras gerações.
Prenda de Natal 2 – um governo caloteiro
Nunca tivemos um Governo da República tão caloteiro como o actual.
Não bastavam as promessas dos milhões para a Universidade dos Açores que nunca chegaram, os apoios aos estragos do Furacão Lorenzo que se transformaram num cheque mais pequenino e a falta de apoio às empresas açorianas, ao contrário das do resto do país, devido ao aumento do salário mínimo.
Agora somos confrontado com mais um calote, socialmente grave, que é a falta de pagamento da majoração de apoios aos ex-trabalhadores da Cofaco, na ilha do Pico, conforme foi aprovado na Assembleia da República e previsto no Orçamento de Estado.
São muitos atropelos seguidos para com a nossa região, que só desmentem a tradicional bonomia do Presidente do Governo Regional, José Manuel Bolieiro, quando disse, após a cimeira “histórica” com António Costa, que o relacionamento institucional entre os dois governos era “impecável, cooperante e com sentido de responsabilidade”.
Se todos estes ataques da República à nossa Região, como o vergonhosamente desferido, nos últimos dias, com a Lei do Espaço, são “impecáveis e cooperantes”, então o melhor que todos fazemos é arrumar as botas e deixarmo-nos claudicar perante o novo colonialismo republicano?
Não senhor!
Os açorianos devem manter os olhos bem abertos.
É que, como diz, muito bem, Mota Amaral, “o centralismo não dorme”.
Prenda de Natal 3 – de que se queixa o sr. deputado?
O deputado do PPM, um dos partidos da coligação, retirou esta semana a confiança política ao Secretário dos Transportes.
Está no seu direito, como qualquer outro político com responsabilidades regionais.
O problema é que Paulo Estêvão não é um deputado qualquer.
Já demonstrou que tem uma influência – que nos parece exagerada – nas decisões do governo e tem o dever de fidelidade a esta forma de governação, porque assinou um compromisso para esta legislatura.
Teve, inclusivamente, a nomeação de outros secretários e directores regionais da sua área partidária, que até demonstram serem tão ou mais fracos do que o Secretário dos Transportes.
Está à vista de todos o sucesso das reivindicações que o deputado do PPM tem conseguido deste governo, a começar pelo famoso barco de transporte de carga para o Corvo.
Quando se queixa dos transportes, é daquilo que o Comandante Lizuarte Machado diz, que “talvez fosse mais relevante para os açorianos, sabendo-se que os armadores do Tráfego Local regional tinham e têm navios mais adequados a esta operação e mais baratos, saber quem escolheu o navio Thor e porquê. Este navio custa ao erário público regional 115 mil euros/mês mais taxas portuárias e combustível e, ainda, 100 mil euros/ano pagos a um operador local para efetuar a sua gestão comercial. Algumas operações como, por exemplo, vir trazer dois bois ao Pico, tem custos absolutamente escandalosos. São cerca de dois milhões de euros por ano. Mais do que o abastecimento anual de carga contentorizada à ilha das Flores”?
São estas questões que devem ser bem esclarecidas, como aconteceu com a célebre polémica do boi anão.
Não está em causa o êxito ou não das soluções encontradas, até porque os corvinos têm direito à resolução dos seus problemas, como qualquer açoriano de outra ilha.
O que está em causa é o foco dos problemas dos partidos que apoiam a governação, que não se resumem a um único secretário regional e a uma permanente reivindicação como se fossem os únicos com necessidades.
O bom senso é essencial na política.
Para disparates, já bastam os do Chega.
Prenda de Natal 4 – boas festas
As tabelas de retenção na fonte de IRS para 2022 para os Açores já estão publicadas no Diário da República.
Todos os trabalhadores açorianos abrangidos pela Retribuição Mínima Mensal Garantida, com um acréscimo de 5% em relação ao Continente, passam a receber, a partir de Janeiro, 740,25 euros, ficando isentos de retenção na fonte e aumentando, assim, os seus rendimentos.
Como muito bem se regozijou o SINTAP, a forma encontrada vem repôr justiça em relação aos trabalhadores que auferem o ordenado mínimo nacional e também eliminando o efeito injusto criado nos anos anteriores, evitando-se assim que parte significativa da majoração de 5% na Região não fosse absorvida pelo imposto e garantindo-se, desta forma, que todos os trabalhadores da Região que auferem salários até 741,00 euros não perdem qualquer rendimento por via do IRS.
Está de parabéns o Governo Regional e o Secretário das Finanças pela solução encontrada. Isto sim, é política com bom senso.
Uma boa prenda para muitos trabalhadores açorianos.
Boas Festas!
(Osvaldo Cabral – Diário dos Açores de 26/12/2021)
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MILHÕES PARA O NOVO BANCO EM VEZ DE IREM PARA COMBATER A POBREZA

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Vergonha!
O Presidente da República considerou que a pandemia tornou impossível fixar metas temporais para retirar da rua as pessoas em situação de sem-abrigo, apontando que não sabe se tal será possível até ao final do seu mandato.
Será que daquele enorme “bolo” de dinheiro que virá da União Europeia não será possível destinar “algum” para resolver a sério os problemas de pobreza em Portugal? Não só dos sem-abrigo, como em outras situações.
Com todo o respeito que me merece, penso que o Chefe de Estado perdeu uma excelente oportunidade para estar calado…
Efectivamente, o combate à pobreza em Portugal – e há muita à vista e muita “escondida” – não tem tido o impulso governamental que se esperaria, no presente como no passado, quando não havia pandemia, que não pode servir agora de desculpa para muita inação, muita incompetência e muito desleixo.
O combate à pobreza deveria ser uma verdadeira prioridade, um desígnio nacional, tanto mais num país como o nosso que se reclama dos valores humanistas. Mas, claro, para haver tanta corrupção tem que haver muita pobreza. Vergonha!
You, João Câmara, Afonso Quental and 18 others
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  • João Pacheco de Melo

    O problema dos sem-abrigo é complexo demais para que alguém, mesmo que presidente da República, dissesse qualquer coisa como “ir acabar com este problema até ao fim do mandato”!
    Mas, e esta é que é esta, quem tem o vício de fazer “render o peixe” (no caso do populismo mediático/”selfista”), sobre um assunto destes não podia estar calado, nunca.
    Fosse séria (e não para “a fotografia) a sua intenção – sempre difícil, quase impossível – e, até para um católico praticante, como também o gosta de mostrar, nada como seguir o ensinamento de Cristo (Mateus 6:1). Mas…. é mais forte que ele!
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    • Tomás Quental

      O Governo garantiu que não iria mais dinheiro para o Novo Banco, mas foi. Há poucos dias, o Fundo de Resolução entregou mais 150 milhões de euros ao Novo Banco. Isso foi noticiado, mas de forma a não dar nas vistas. Esses 150 milhões já seriam uma excelente ajuda para combater a pobreza. Por isso, não posso aceitar a “conversa” do Presidente da República. O principal problema de Portugal é precisamente esse: “conversa” a mais e ação a menos!
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