PICO | Violinista Nuno Santos em concerto no ponto mais alto de Portugal – Rádio Ilhéu

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Numa entrevista com Manuel Luis Goucha, na TVI, Nuno Santos declarou que o seu objectivo era tocar nas maiores montanhas do mundo. Esta semana está previsto satisfazer,

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o meu banco e eu

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18 m
Os bancos vão de mal a pior!
Por exemplo, o BPI agora tem um período específico para os clientes levantar ou depositar dinheiro o que causa algum transtorno a quem precise de fazer uma dessas operações.
Um texto que encontrei que ilustra bem a realidade actual.
“Hoje, o Director do meu banco veio comprar ao meu talho.
Em primeiro lugar, fiz com que ele se sentasse numa cadeira cerca de trinta minutos enquanto fazia outras coisas. Quando me apeteceu, perguntei-lhe o que queria, ao que ele respondeu que queria hambúrgueres.
Respondi-lhe que agora, SÓ vendemos hambúrgueres às sextas-feiras.
Ele pediu salsichas e eu disse-lhe que SÓ as vendemos das 8h30 às 10h00 às terças e quintas-feiras.
Face a isto, ele pediu um frango cortado em quatro.
Dei-lhe o frango, as facas e a tesoura e disse-lhe que tinha de cortá-lo sozinho. Tal como eu esperava, ele respondeu que não sabia fazê-lo e que esse era o meu trabalho.
A minha resposta foi que, por ser a primeira vez, iria ajudá-lo, mas de agora em diante ele deveria fazer isso sozinho, porque as instruções sobre como fazer isso, estão disponíveis no site e na App móvel. Então, ele pediu-me para falar com o gerente, e respondi-lhe que, se ele não solicitasse uma reunião, seria completamente impossível falar com ele.
No fim, ele pegou no frango e num chouriço, mas cobrei-lhe, além do custo dos dois, a respectiva Comissão de Manutenção pelo corte do frango e pela atenção dispensada por ele não ter a conta *ENTRECOSTO MEGA GOLD PLUS* que o compromete a comprar dois entrecostos master gold a cada 15 dias.
Consegue imaginar que lá no talho, tratamos os clientes assim ?
Bem, é exactamente assim que os bancos nos tratam, além de lhes confiarmos o nosso dinheiro, quando ELES vão para a “m€rd@”, temos que ser nós a resgatá-los com o dinheiro de todos.
Eles deveriam ter-nos um pouco mais de respeito, digo eu.
Deixe a história circular um pouco para ver se chega à Banca e se ganham um pouco de vergonha.
*O talhante do seu bairro sempre consigo !* “
May be an image of food
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primeiro avião português em timor 1934

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“…Apanhámos Timor por alturas de Liquiçá e chegamos a Dilly, onde nos esperava, já, numa intensa alegria, muita daquela gente que nós íamos saudar e muitos daqueles indígenas a quem queríamos mostrar um avião de Portugal. O campo, visto do ar, marcado por enorme Cruz de Cristo, tinha um aspecto interessante. Havia uma mancha branca, produzida pelas fardas e fatos dos europeus, e havia também, uma mancha polícroma, originada pelos indígenas de várias tribos que no interior, tinham já chegado, com os seus batuques e grandes bandeiras de Portugal. Sobrevoei, durante algum tempo, a pequena cidade, quase escondida nos Palmares, e dei várias voltas sobre o campo, tentando ver as suas melhores faixas (…)
PRIMEIRO AVIÃO PORTUGUÊS EM TIMOR
YOUTUBE.COM
PRIMEIRO AVIÃO PORTUGUÊS EM TIMOR
A “viagem aérea a Timor, Macau, Índia e regresso”, protagonizada em 1934 por Humberto da Cruz (capitão-piloto) e António Gonçalves Lobato (primeiro-sargento …
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foto de eduardo bettencourt pinto

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“People will do anything, no matter how absurd, in order to avoid facing their own souls. One does not become enlightened by imagining figures of light, but by making the darkness conscious.”
― Carl Jung
May be a black-and-white image of 1 person and street
You, Ivo Machado, Fernando Martinho Guimarães and 21 others
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  • Maria Miranda Lawrence

    The shape of the illuminated light behind the figure and the textures revealed in the darkness are quite striking. I agree it’s a great photo that fits so perfectly with the text you chose for it.
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limpeza de Díli Angela Carrascalao 2006

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Segunda-feira, Julho 17, 2006
Brigada de limpeza na cidade

Quem se lembra de Díli do tempo da colonização portuguesa, a seguir à Segunda Guerra Mundial – quando tudo como agora foi destruído – , recorda-a como uma cidade pequena, limpa arrumada.
Com casas pintadas de branco, arborizada, ruas largas, cheia de acácias e gondoeiros, Díli encantava os seus habitantes que até se esqueciam de que as ruas não eram asfaltadas! Aliás, só no início da década de sessenta, as autoridades do governo local decidiram alcatroar três quilómetros de estradas. na cidade, bem entendido!
A década de sessenta, quando se construiu o novo porto, foi, se bem me lembro, o da modernização. Díli era uma cidade de casas de palapa. Aliás, as casas comerciais eram todas assim construídas porque este tipo de construção era bem mais acessível e os comerciantes, de etnia chinesa, não estavam dispostos a despender dinheiro em Timor. Até que o governador Filipe Themudo Barata decidiu impor a obrigatoriedade de edificação de casas em alvenaria. Os comerciantes argumentaram que não tinham dinheiro, mas o governador não se comoveu e eles, mesmo esperneando muito, tiveram de abrir os cordões à bolsa.
Contrariamente, Kupang, a capital de Nusa Tenggara Timur (Timor Ocidental) que era então bem mais populosa que Díli, tinha as ruas estreitas, sujas , mal cheirosas, desarrumada e com as casas encavalitadas umas nas outras. Em Kupang, não havia acesso público para as praias porque as casas dos particulares e respectivos muros estendiam-se até à beira mar.
Tão gritante era a diferença entre Díli e Kupang, que El Tari, o governador indonésio do lado de lá de Timor, dava a cidade timorense como exemplo a seguir pelos responsáveis pela administração local da província indonésia.
Díli guarda ainda umas reminiscências desse tempo de que são alguns exemplos o bairro do Farol, o Palácio do Governo e a zona envolvente, o Liceu Dr. Francisco Machado, a embaixada de Portugal, toda a zona ribeirinha que vai até Lecidere, ou a via que vai até Lahane, à residência do governador e ao Hospital Dr. Carvalho e que passa pelo antigo Mercado Municipal.
É verdade que os actuais cerca de 150 mil habitantes de Díli vivem numa cidade planeada para 20 mil. E também é verdade que se nota bem a diferença entre a cidade delineada pelos portugueses e a que surgiu no tempo da ocupação indonésia, sem qualquer respeito pelo plano de urbanização. Tal como Kupang, com as casas encavalitadas umas nas outras, sem esgotos e com ruas tão estreitas que apenas possibilitam que quem lá entre de carro saia de marcha-atrás, não havendo sequer espaço para outro carro em sentido contrário.
Perderam-se, cortaram-se as acácias vermelhas e os gondoeiros centenários, construiu-se muito e de forma deficiente, os casinhotos mal traçados – alguns deles com paredes de zinco – substituíram as casas típicas de palapa. Díli ganhou outra aparência, ficou diferente. Mais feia, mais suja, mais desarrumada.
Já no tempo da independência, com a descida dos habitantes da montanha para a cidade, as coisas complicaram-se ainda mais. À desarrumação existente, juntou-se a proliferação de mercados de rua numa total barafunda e em bem aceite convivência com porcos, cabritos, vacas.
Depois destes três meses de quase total paralisação dos serviços de administração pública, se as coisas já não andavam bem, pioraram ainda mais.
Mas hoje, verificou-se um movimento desusado, com brigadas de limpeza dispersas pela cidade limpando, varrendo, recolhendo e queimando o lixo e, claro, levantando poeira, imensa poeira!
Ali, no terreno mais nobre do centro da cidade, cedido pelo Governo de Timor-Leste ao governo português, logo ao lado do Palácio do Governo e onde há-de ser um dia a Embaixada de Portugal, – não sei quando, mas um dia terá de ser! – já se notava a diferença!
No jardim onde se vê o monumento aos Descobrimentos, se bem que as buganvílias emprestem ao ambiente um aspecto de jardim, a relva transformou-se em erva, bem alta!
Tive de passar pelas arcadas do Palácio do Governo que deveria ser um excelente cartão de visita de Timor-Leste. Bem, por ali, ainda não passou nenhuma brigada de limpeza. No local, tão vulgar como a presença de tropa internacional é o aspecto negligente do edifício.
Fez-me pena, o abandono a que está votado o palácio onde ainda continuam bem visíveis as provas da violência da manifestação de 28 de Abril, com os vidros das janelas todos partidos, as portas fechadas, e muitas teias de aranha a encher os tectos altos das varandas do Palácio.
Ai, Timor Lorosa´e!

Angela Carrascalão Segunda-feira, Julho 17, 2006 | Permalink