O “grande motivo” que Putin invoca para a invasão da Ucrânia, é a forma como é tratada a população russófona, aliás maioritária por lá, em Dunbass. Eu não duvido que haja um grande número de casos, embora esse número e a gravidade dos mesmos seja muitíssimo exagerado pela propaganda russa.
O “grande motivo” que Hitler invocou para a invasão da Polónia, é a forma como era tratada a população germanófona, aliás maioritária por lá, em Danzig. Eu não duvido que haja um grande número de casos, embora esse número e a gravidade dos mesmos tenha sido muitíssimo exagerado pela propaganda nazi.
Já todos estamos um bocado fartos de “argumentum ad Hitlerum”, mas neste caso penso que as semelhanças são demasiadamente fortes para que as ignoremos.
Quem está errado no conflito Rússia-Ucrânia? A Rússia está demonstrando agressão contra o Ocidente?
Pense assim: suponhamos que o Canadá decida que os Estados Unidos não são um aliado estável e opte por sair da OTAN. Em resposta, os Estados Unidos invadem e anexam a Columbia Britânica, para ter acesso terrestre ao Alasca.
Você diria que isto seria justo, já que aquela área é habitada principalmente por brancos que falam inglês, o mesmo tipo de povo que domina os EUA, e que os Estados Unidos merecem um corredor terrestre até o Alasca? Além do mais, o Canadá faz fronteira com os Estados Unidos, que não poderia aceitar uma nação hostil tão próxima assim sem fazer nada. Os Estados Unidos merecem se sentir seguros. Ter um dos dois maiores arsenais nucleares e um dos maiores exércitos no mundo simplesmente não é suficiente. É preciso estar cercado por países amigos e dóceis, senão não há segurança.
Se você discordar do texto acima, então deveria ter sérias objeções sobre o que a Rússia pretende fazer com a Ucrânia, também. Se você acha que as razões da Rússia são justificáveis, então deveria concordar que as ações americanas no cenário descrito acima seriam justificáveis, também.
Mehdi Ali and Adnan Choopani were just 15 and 16 when they sought safety and protection in Australia. Instead, they were detained for nearly nine years – more than one-third of their young lives.
E VÃO MAIS TRÊS — Vladimir Opredelenov, vice-director do Museu Pushkin, de Moscovo, crítico da invasão da Ucrânia, terá sido forçado a demitir-se do cargo.
Disse: «A minha posição perante os eventos mundiais actuais não coincide com a dos meus colegas do ministério da Cultura da Federação Russa. Espero que isso mude rapidamente, mas, como as coisas estão, sou forçado a deixar o meu amado museu.»
Francesco Manacorda, director artístico da Fundação VAC de Moscovo, que tem extensão em Veneza, fez o mesmo:
Disse: «Infelizmente, os eventos actuais mudaram significativamente as condições de trabalho e pessoais, levando-me à conclusão de que não poderei continuar aqui.»
E também Simon Rees, director artístico da Feira de Arte Cosmoscow.
Disse: «Em Outubro, Putin atirou uma pedra à água. A ondulação não parou desde então. […] Na semana passada, todos percebemos quão frágil é o nosso mundo. Os eventos dos últimos dias causam grande choque. E esse choque, a tragédia humana e política a que assistimos diz respeito absolutamente a todos.»