BRANCA DE NEVE CENSURADA PELO POLITICAMENTE CORRETO

Views: 0

May be a cartoon
“Disney cede a críticas e exclui anões da Branca de Neve. Filme sofrerá mudanças para evitar ofensas a pessoas com nanismo.”
Eu mantinha o “Branca de Neve”, é branca que se lixe, e os “Sete Anões”, mudava para Sete Individuos não Binários de Estatura Baixa.
(copiado muito devagarinho do mural da Cristina Guerreiro)
Eu sugiro para título “A Virgem Adolescente e os Sete Matulões”.
Teresa Font
Like

Comment
Share
0 comments

LORCA

Views: 0

à tarde, soaram 5 badaladas …. .
A CAPTURA E A MORTE
Às cinco horas da tarde.
Eram cinco da tarde em ponto.
Um menino trouxe o lençol branco
às cinco horas da tarde.
Um cesto de cal já prevenida
às cinco horas da tarde.
O mais era morte e apenas morte
às cinco horas da tarde.
O vento arrebatou os algodões
às cinco horas da tarde.
E o óxido semeou cristal e níquel
às cinco horas da tarde.
Já pelejam a pomba e o leopardo
às cinco horas da tarde.
E uma coxa por um chifre destruída
às cinco horas da tarde.
Os sons já começaram do bordão
às cinco horas da tarde.
As campanas de arsênico e a fumaça
às cinco horas da tarde.
Pelas esquinas grupos de silêncio
às cinco horas da tarde.
E o touro todo coração ao alto
às cinco horas da tarde.
Quando o suor de neve foi chegando
às cinco horas da tarde,
quando de iodo se cobriu a praça
às cinco horas da tarde,
a morte botou ovos na ferida
às cinco horas da tarde.
Às cinco horas da tarde.
Às cinco em ponto da tarde.
Um ataúde com rodas é a cama
às cinco horas da tarde.
Ossos e flautas soam-lhe ao ouvido
às cinco horas da tarde.
Por sua frente o touro já mugia
às cinco horas da tarde.
O quarto se irisava de agonia
às cinco horas da tarde.
A gangrena de longe já se acerca
às cinco horas da tarde.
Trompa de lis pelas virilhas verdes
às cinco horas da tarde.
As feridas queimavam como sóis
às cinco horas da tarde,
e as pessoas quebravam as janelas
às cinco horas da tarde.
Ai que terríveis cinco horas da tarde!
Eram as cinco em todos os relógios!
Eram cinco horas da tarde em sombra!
(Frederico Garcia Lorca)
May be an image of indoor
You and 3 others
1 comment
Like

Comment
Share
1 comment

Por um Museu dos Descobrimentos

Views: 1

«Por um Museu dos Descobrimentos
Luís Filipe Thomaz
6/8/2018, 6:24184
Os Descobrimentos portugueses não inauguraram o Paraíso na Terra, mas deram origem ao mundo moderno tal como o temos, com os defeitos e virtudes inerentes a toda a construção humana.
A intenção de organizar um “Museu das Descobertas” anunciada pelo presidente da Câmara de Lisboa suscitou uma reacção histérica. Se me perguntam se concordo com a ideia, respondo: plenamente. Se me perguntam pelo nome, não. Prefiro “Museu dos Descobrimentos”.
A nossa língua é rica em subtis cambiantes semânticos, pelo que, ao contrário do francês ou do italiano, faz uma diferença entre descoberta e descobrimento. Descoberta usa-se sobretudo para coisas materiais e pode ser meramente fortuita: a descoberta do fogo na Pré-História, a do magnetismo terrestre pelos chineses da época Sung (960-1279), a da radioactividade pelo casal Curie, ou do ouro na Austrália, no século XIX.
O abaixo-assinado contra o projecto do museu que por aí circula enferma de muita ignorância. Em primeiro lugar, da nossa própria língua, em que achamento, descoberta, descobrimento e invenção têm sentidos vizinhos mas não coincidentes.
Ao invés descobrimento denota um processo activo e voluntário de exploração geográfica, como em 1972 mostrou Armando Cortesão no seu artigo “Descobrimento” e Descobrimentos na revista Garcia de Orta. Eu dediquei-lhe um artigo relativamente extenso que enviei para publicação na revista Brotéria, onde, espero, sairá logo que haja paginação disponível. Aqui, não pretendo senão deixar um breve apontamento.
O abaixo-assinado contra o projecto do museu que por aí circula enferma de muita ignorância. Em primeiro lugar, da nossa própria língua, em que achamento, descoberta, descobrimento e invenção têm sentidos vizinhos mas não coincidentes. O que o autarca lisbonense quereria dizer era certamente “Museu dos Descobrimentos”, termo consagrado por largo uso, que é datável de c. 1470, para significar o que até aí era designado por enquerer, saber parte, colher certa enformação, haver manifesta certidão, etc. São tudo expressões que denotam um processo minucioso de colheita de informações, activo e interactivo, que ultrapassa em muito a ideia de achar, encontrar, topar com, que só se aplicaria com inteira justeza a terras desconhecidas e despovoadas.
Argumentam-me que as Américas haviam sido, muitos séculos antes de Colombo, descobertas pelos chamados “índios” que as habitavam. É verdade. Tão verdade que me recorda a elegia que os soldados de Jacques de Chabannes, senhor de La Palisse, morto em combate a 25 de Fevereiro de 1525 na batalha de Pavia, compuseram em sua honra: un quart d’heure avant sa mort, il était encore en vie…
Descobrir é um verbo pessoal, que conota um sujeito pensante, cujo ponto de vista, necessariamente subjectivo, assume. Michel Chandeigne publicou há anos em Paris um livro intitulado L’expédition de Gonneville et la découverte de la Normandie par les Indiens du Brésil: de facto, em 1505, Binot Paulmier, senhor de Gonneville, ao regressar do Brasil onde aterrara por acaso numa viagem cujo destino era a Índia, trouxe para Honfleur o filho de um morubixaba (chefe tribal) chamado Essoméricq, que acabou por adoptar e casar com uma sobrinha sua. Foi assim que ele descobriu a Normandia — que, bem entendido, existia muito antes de ele dela ter tomado conhecimento. É, porém, evidente que não foi Essoméricq, nem nenhum dos índios do Brasil, quem descobriu o caminho marítimo para a Europa, onde chegou graças aos conhecimentos náuticos dos normandos, arrimados por seu turno aos dos pilotos portugueses que haviam contratado a peso de ouro.
É porque descobrir envolve as ideias de “reconhecer, explorar, cartografar” que se pode aplicar a regiões de cuja existência se sabia há muito, mas imperfeitamente. Foi o que se passou, por exemplo, com o Amazonas, percorrido do Peru até a foz em 1541-42 por Francisco de Orellana, e de novo em 1560 por Lope de Aguirre: em 1639 foi, uma vez mais, a mando de Felipe IV, descido pelo jesuíta Cristóbal de Acuña, que inquiriu diligentemente das populações ribeirinhas, seu modo de vida e seus costumes, do que deu pormenorizada conta no seu livro, expressivamente intitulado Nuevo descubrimiento del Gran río de las Amazonas, impresso em Madrid em 1641.
Historicamente mais grave é o erro crasso de afirmar que 60 ou 70 anos antes de Vasco da Gama, no reinado de Yung Lo (1403-25), já o almirante chinês Cheng Ho descobrira, ou estivera prestes a descobrir, o caminho marítimo para a Europa pela via do Cabo: nenhuma das fontes de que dispomos para a história dessas viagens menciona a sua presença a sul de Mogadoxo e Brava, na Somália, a milhares de quilómetros do Cabo da Boa Esperança, sitas no hemisfério norte, onde reinam ainda as monções que a cada seis meses se invertem.
Não é, todavia, crível que alguma vez o tivesse podido alcançar: com efeito utilizava juncos, navios de fundo chato, concebidos para manobrarem nos esteiros, estreitos e canais do Extremo Oriente, mas incapazes de bolinar; e à latitude do Cabo reinam todo o ano os ventos gerais de oeste, que colhem o navio pela proa. Não é por acaso que a maioria dos naufrágios portugueses que a História Trágico-Marítima registra tenham tido lugar na costa do Natal, com naus, que embora providas de quilha arvoravam pano redondo, exceto no mastro da mezena, e mui dificilmente conseguiam bolinar, que os ventos dominantes e as correntes rechaçaram para nordeste, acabando por dar à costa.
Se os portugueses puderam explorar tanto as costas atlânticas como os mares do Oriente até o longínquo Japão, foi porque possuíam técnicas de navegação adequadas, nomeadamente a navegação por latitudes, aplicável em praticamente qualquer ponto do Globo.
Tecnicamente, se alguém estava apetrechado para descobrir o caminho marítimo para a Europa, não eram os chins, mas os árabes do Omão e da Costa Suahíli; mas não o descobriram…
Se os portugueses puderam explorar tanto as costas atlânticas como os mares do Oriente até o longínquo Japão, foi porque possuíam técnicas de navegação adequadas, nomeadamente a navegação por latitudes, aplicável em praticamente qualquer ponto do Globo. Embora o processo de determinar a latitude pela altura meridiana do sol tivesse sido inventado por Hiparco (190-125 A. C.), foi a mando de D. João II que dois técnicos judeus, Mestre José Vizinho e Mestre Rodrigo o simplificaram e adaptaram à náutica. Requeria a utilização de tábuas astronómicas que dessem a declinação do sol para todos os dias do ano, mas os portugueses dispunham das dos Libros del Saber de Astronomia de Afonso X, o Sábio, de Castela, traduzidos de textos árabes que retomavam e aperfeiçoavam as da época helenística.
Nos descobrimentos portugueses convergiu assim o saber acumulado por gregos, árabes, judeus, italianos, normandos e até chineses: a vela latina, que permitia bolinar, fora inventada no Mar Vermelho, varrido todo o ano por ventos do quadrante norte; a técnica de construção de cascos capazes de resistir aos mares mais agitados provinha sobretudo das costas do Mar Norte, frequentemente batido pelos temporais; as propriedades da agulha magnética haviam sido descobertas na China, mas a arte de a fazer girar sobre um eixo articulado dentro de uma bússola vinha de Itália. De Itália e de Maiorca viera a carta-portulano, com suas múltiplas linhas loxodrómicas, rumadas pela agulha magnética, indispensável para a navegação por rumo e estima, de que gradualmente se passou à navegação por diferenças de latitude e, finalmente, por latitudes e longitudes.
É verdade que a longitude (que jamais se pode determinar pelos astros, devido à rotação da Terra) apenas pôde ser medida com exatidão quando c. 1725 John Harrison inventou o cronómetro. Na prática, portanto, fazia-se a estimativa do caminho percorrido, convertendo as léguas em graus de longitude, o que não é fácil: devido à convergência dos meridianos para os polos, o grau de longitude apenas é equivalente ao de latitude sobre o equador; alhures, há que multiplicá-lo pelo cosseno da latitude para obter a sua medida exata. Mesmo assim chegava-se, muitas vezes, a resultados surpreendentemente precisos: no atlas de c. 1537 conservado no Archivio di Statod e Florença e atribuído a Gaspar Viegas, o primeiro a conter uma escala de longitudes, as ilhas de Maluco estão debuxadas a 145° E do Cabo Verde, no Senegal, o que é de uma aproximação espantosa, pois a diferença real de longitude entre os dois pontos é de exactamente 144°; e um relato do naufrágio da nau S. Paulo em Samatra em 1571 afirma que a ilha de Amesterdão, entrevista já por Elcano em 1522 e agora avistada de novo, “jaz norte-sul com o Cabo Comorim”, no que erra por apenas 30′.
É de protótipos portugueses que derivam tanto os planisférios impressos na Europa no século XVI, como os mais antigos que se conhecem na China e no Japão. Devido aos Descobrimentos o Renascimento português apresenta um cunho decididamente experimentalista, em contraste com a tendência arcaizante e livresca da maioria das correntes do humanismo europeu, incapazes de se desmamar dos Antigos.
É importante notar que os Descobrimentos Portugueses não só revelaram paragens mal conhecidas ou desconhecidas, como permitiram uma correta concepção do mundo. Havia quem exagerasse as dimensões do globo, reduzindo a “terra habitada” (o Velho Mundo) a um dos dois ou quatro supercontinentes existentes, demasiado distantes entre si para se poder passar de um a outro. Ligada a essa concepção arcaica e errada aparecia geralmente a noção da inabitabilidade da zona tórrida, entre os trópicos de Câncer e de Capricórnio, devido ao excessivo calor; como o Homem fora criado no hemisfério norte e não podia passar ao oposto sem atravessar aquela inóspita zona, a zona temperada do sul era “habitável mas desabitada”.
Foram os descobrimentos portugueses que arredaram definitivamente essas concepções erróneas. A habitabilidade das regiões intertropicais começou a tornar-se evidente logo em 1444, quando Nuno Tristão, ultrapassando a faixa saariana, chegou à “Terra dos Negros” (Senegal) em plena zona tórrida.
É de protótipos portugueses que derivam tanto os planisférios impressos na Europa no século XVI, como os mais antigos que se conhecem na China e no Japão. Como muito bem vincou Joaquim Barradas de Carvalho, devido aos Descobrimentos o Renascimento português apresenta um cunho decididamente experimentalista, em contraste com a tendência arcaizante e livresca da maioria das correntes do humanismo europeu, incapazes de se desmamar dos Antigos.
Como todas as grandes transformações históricas, os Descobrimentos — de que os portugueses foram em parte obreiros, em parte meros catalisadores, compendiando o saber dos seus predecessores — acarretaram, é certo, sofrimentos para muita gente, através de efeitos laterais que vão da intensificação da escravatura à difusão da sífilis americana no Velho Mundo, passando pela da varíola no Novo.
Não inauguraram, por isso, o Paraíso na Terra; mas deram origem ao mundo moderno tal como o temos, com os defeitos e virtudes inerentes a toda a construção humana. Qualquer pessoa, porém, o pode repudiar e recorrer por exemplo a coups-de-poing de pedra lascada ou polida em vez de facas, para descascar a fruta…
Historiador»
May be an image of 1 person
José Bárbara Branco and 3 others
1 comment

‘We are not a separate entity, we are all just Australians’: Senator defends her opposition to the Voice

Views: 0

Warlpiri woman Jacinta Price believes the Voice to parliament will peddle racial stereotypes and continue to drive a wedge in society.

Source: ‘We are not a separate entity, we are all just Australians’: Senator defends her opposition to the Voice

A ORIGEM DAS BOLAS DE BERLIM

Views: 1

Dos melhores Bolos do Mundo !
May be an image of dessert
AS BOLAS DE BERLIM
Durante a 2ª Guerra Mundial, uma refugiada em Portugal, de nome Davidson, começou a fabricar em casa um bolo que conhecia do seu país natal, a Alemanha, e que ela vendia a outros refugiados, e depois a quem mais quisesse provar.
Era um frito de massa de farinha doce, redondo como uma bola, polvilhado de açúcar, no interior do qual se injetava um doce, normalmente vermelho.
Na Alemanha, o bolo era chamado Berliner Pfannkuchen (bolo berlinense de frigideira), ou simplesmente Berlinner Ballen.
Essas foram as primeiras “Bolas de Berlim”, que mais tarde seriam vendidas também nas pastelarias com algumas adaptações – cortadas horizontalmente e recheadas com o chamado “creme pasteleiro”.
Esta história foi contada pela historiadora Irene Flunser Pimentel, no seu livro “Judeus em Portugal durante a II Guerra Mundial”.
Augusto Athayde and 6 others
Like

Comment
Share
0 comments

CIÊNCIA OU ANEDOTA DO ANO?????Cientista pede desculpas após divulgar foto de salsicha como sendo do James Webb – Olhar Digital

Views: 2

O físico Etienne Klein foi às redes sociais se desculpar pela divulgação da imagem e esclarecer o mal entendido para os seus seguidores.

Source: Cientista pede desculpas após divulgar foto de salsicha como sendo do James Webb – Olhar Digital

OS ALEGADOS 500 ANOS DE PORTUGAL EM ANGOLA

Views: 1

ANGOLA CINCO SÉCULOS DE EXPLORAÇÃO PORTUGUESA
Américo Boavida, Edições 70, 1981, 155 págs B
May be an image of text that says "AMÉRICO BOAVIDA ANGOLA CINCO SÉCULOS DE EXPLORAÇÃO PORTUGUESA B ANGOLANOS P ediçoes70"
Bicuatas
Library
WhatsApp
51
54 comments
5 shares
Like

Comment
Share
54 comments
Top comments

  • Fernando Leite Velho

    Não houve nenhum 500 anos de exploração portuguesa de Angola. Angola antes de 1900 era um pequeno território com poucos habitantes descendentes de portugueses, alguns poucos portugueses e um número maior de habitantes bantu. A agricultura era de autoconsumo, não havia agricultura extensiva de exportação, era um entreposto comercial, onde durante 260 anos existiu o comércio de escravos com destino à América, principalmente para os engenhos de açúcar do Brasil.
    13
    • Like

    • Reply
    • Share
    • 1 d
    • Edited

gastos escandalosos na JMj

Views: 0

Roubei ao Carlos Coutinho. Sei que ele alinha.
Pode ser uma imagem de céu e texto que diz "01-06 AGOSTO 2023 LISBOA JMJ JORNADA MUNDIAL LISBOA 2023 DA JUVENTUDE LRS LOURES camara.Municiral LISBOA"
Ite missa est
PORTUGAL organiza-se para pagar a missa mais cara do mundo junto à foz do Trancão, o afluente do Tejo que já teve as águas mais achocolatadas da Europa e que ainda não consegue dar guarida a qualquer peixe com militância no movimento antieutanásia.
Marcelo Rebelo de Sousa, que chegou a mergulhar em águas assim, com uma legião de jornalistas a certificar a sua façanha, esteve hoje, numa romagem ao local onde vai ser montado o palco para a missa de encerramento da Jornada Mundial da Juventude, que o Papa Francisco vai certamente aproveitar para se despedir do exigente cargo pontifício que lhe coube em tempo de conspirações apostólicas e saúde precária.
A grande festa está agendada para a primeira semana do ano que vem, mas o nosso Presidente já foi hoje ao local, acompanhado por uma comitiva invejável que incluía a ministra Ana Catarina Mendes, o autarca supremo de Lisboa, Carlos Moedas, e o seu homólogo de Loures, Ricardo Leão, além do bispo Américo Aguiar e de vários outros sacristães, todos de fato e gravata.
Sabia-se que nem sempre Loures e Lisboa estiveram de acordo na repartição da fatura, mas Marcelo conseguiu pô-los afinadinhos, o que não foi muito custoso, já que o Governo decidiu ficar com grande parte da despesa às costas, embora fique maior a astronómica soma de cativações e outros pagamentos adiados na Saúde, na Educação, etc.
Com efeito, tinha mesmo de haver um milagre e aí o temos. Até o bispo o reconheceu à “Lusa”, ao considerar Marcelo “o nosso melhor pivô, o nosso maior embaixador”. É que o Município de Lisboa, por exemplo, vai sentir nos seus cofres uma varridela de pelo menos 35 milhões de euros, sendo ainda desconhecido o resto do bolo podre a repartir pelos outros pagantes.
Para já a Mota-Engil cobra 8,2 milhões só pelo afastamento dos contentores do Complexo Logístico da Bobadela mais para norte; uma ponte pedonal e ciclável vai ficar por 3 milhões; para a preparação do terreno talvez não bastem 7 milhões e para o passadiços não vão chegar os 11 milhões previstos, se se repetir a velha sina de tudo em Portugal ir sempre muito além do orçamentado.
O palco já aliviado dos piores odores do Trancão, ainda tem vizinhança os lodos pardos e grossos que o Tejo vem aqui juntar aos seus, mas vai dispor de dois passadiços – um para Lisboa e outro para o início do concelho vila-franquense. Este vai custar 11 milhões de euros, coisa pouca no final das contas
9
1 comment
1 share
Like

Comment
Share
1 comment

Reels and short videos