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Quero que as esporas saibam carícias.
voa, cavalo, galopa mais,
para aquele ponto fora do mundo
p’ra onde tendem as catedrais.
Quer isto tudo – mas, meus senhores:
como é possível fazer viagens
sem um cavalo de várias cores?
Quero um cavalo de várias cores,
quero-o depressa, que vou partir.
Esperam-me prados com tantas flores
que só cavalos de muitas cores
podem servir.
Quero uma sela feita do rasto
dalguma nuvem que ande no céu.
Quero-a evasiva, nimbos e cerros,
sobre os valados sobre os aterros,
que o mundo é meu.
(Reinaldo Ferreira)

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Audrey De MattosQue poema lindo!
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- 12 h
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Rui AmadoEu gosto muito da poesia do Reinaldo Ferreira. Pesquisa-o. Filho de um jornalista e autor de histórias policiais (seu homónimo, conhecido por Repórter X), nasceu na Catalunha e depois acabou por fixar residência em Moçambique.
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