MOISÉS DE LEMOS MARTINS

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No Correio do Minho de hoje, dou conta de uma inusitada iniciativa , levada ao palco do Teatro Dona Maria II, em Lisboa, e do Teatro Rivoli, no Porto, no mês passado e neste mês de outubro.

Refiro-me ao Festival Eurovisão da Canção Filosófica, uma iniciativa dos suíços, Massimo Furlan e Claire de Ribaupierre, que constitui um oásis no contexto atual de “derrota do pensamento”.

A 2 de outubro, assisti no Porto ao espetáculo. Destaco a canção de Portugal, com letra de José Bragança de Miranda, professor universitário, filósofo e teórico das Ciências da Comunicação. A canção tinha como título “Canção dos Intelectuais”.
Com remissões para Aldo Leopold, Mário Sá Carneiro, Descartes, Heidegger, Deleuze, Mallarmé e Heraclito, numa bem doseada combinação de filosofia e poesia, Bragança de Miranda faz na “Canção dos Intelectuais” a defesa do pensamento, num hino à terra e ao planeta, com o pensar fazer-se “sobretudo na sua relação com a terra, cavando-lhe meandros fantásticos”.

“Tudo pensa
A montanha pensa com árvores, rios, lobos e pássaros
A abelha que constrói a colmeia
Também pensa
E a aranha que tece a sua teia
Pensa também.

Os humanos pensam o pensar da montanha
da abelha e da aranha”.

Interrogando-se um dia sobre a Europa como uma comunidade com identidade própria, história partilhada e sonhos comuns, Eduardo Lourenço concluiu que nada faz supor que uma tal ideia de Europa exista. Simplesmente porque não existe um imaginário…

 

CORREIODOMINHO.PT
Interrogando-se um dia sobre a Europa como uma comunidade com identidade própria, história partilhada e sonhos comuns, Eduardo Lourenço concluiu que nada faz supor que uma tal ideia de Europa exista. Simplesmente porque não existe um imaginário…
Interrogando-se um dia sobre a Europa como uma comunidade com identidade própria, história partilhada e sonhos comuns, Eduardo Lourenço concluiu que nada faz supor que uma tal ideia de Europa exista. Simplesmente porque não existe um imaginário…