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Margarida Veiga
Um dia, eu também saí. Mas não trabalhava diretamente no processo construtivo, só na segurança e saúde no trabalho. Também não gostei que um diretor me mentisse/ mandasse mentir… Muitos destes empresários, infelizmente, não merecem mesmo ter trabalhadores bons. Infelizmente, paga por isso quem precisa do trabalho feito
Margarida Veiga
Celso Carvalho caro Celso, os colegas das obras não são tolos. Se foram enganados uma vez e tiveram de procurar mudar, é óbvio que mais vale tentar mudar de vez para algo muito melhor.
Quanto à falta de mão de obra generalizada, a causa é a mesma: muitos médicos, enfermeiros, professores, profissionais da hotelaria, polícias, etc QUALIFICADOS saíram porque foram mal tratados pelos empregadores. Muitos até mudaram de profissão para outra menos qualificada mas muito melhor remunerada.
Veja a estupidez: o Governo propôs aos médicos sobrecarregar ainda mais com horas extra e depois de pagos os impostos, cada hora valeria menos do que as do salário base, mas paga por cada hora 5x às empresas de tarefeiros mais do que queria pagar aos médicos, por exemplo; no continente, decidiu resolver a falta de professores sobrecarregando todos com mais uma turma, caso um colega meta baixa, o que vai ser ótimo para o já sobrecarregado professor depois ter um esgotamento também, além de não pagar as horas extraordinárias não letivas numa profissão em aur o horário efetivo de trabalho ronda as 50 horas (mesmo nas supostas férias de verão, que tantos dizem que são 3 meses mas quem vem experimentar a profissão descobre que não vale a pena); PSP e GNR com condições de trabalho deploráveis na generalidade do país e a usarem o passe social para irem socorrer pessoas na zona de Lisboa, por exemplo, que nem carros suficientes têm; enfermeiros e assistentes operacionais dos hospitais sempre com turnos que fazem tanto mal à saúde e também mal pagos pelo patrão Estado; na hotelaria e restauração muitos querem escravos, sem pagar as horas extra, só para trabalhar no verão, não dão alojamento nem transporte.
E, se no Estado ainda há alguma segurança na continuidade do emprego, num privado nem isso.
Eu disse expressamente que eram alguns empresários. Os justos não costumam perder trabalhadores, e até ficaram com uns poucos que saíram de outras empresas – nomeadamente pedreiros bons para reabilitar edifícios e eletricistas (são os casos que melhor me lembro), e há hotéis e restaurantes que pagam e tratam bem os trabalhadores para manterem equipas estáveis. Esses não precisam de emigrar.