Derrubar 20 barragens para salvar espécies no Douro

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O consórcio Rede Douro Vivo, com base num estudo liderado pelo Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente (GEOTA), vai propor à Agência Portuguesa do Ambiente (APA) a remoção prioritária de 20 barragens e açudes obsoletos, localizados em cinco afluentes do Douro. 👏🌳
A investigação realizada nos últimos dois anos pela Associação Natureza Portugal, em parceria com as universidades do Porto e de Trás-os-Montes e Alto Douro e o Instituto Politécnico de Bragança revela que as mais de 1200 barreiras do rio Douro têm vindo a colocar em risco dezenas de espécies autóctones, como a lampreia e a enguia, ao travarem o curso da água, comprometendo a biodiversidade na maior bacia hidrográfica da Península Ibérica.
A construção de 57 grandes barragens hidroelétricas ao longo do rio e seus afluentes do lado de cá da fronteira, além de reduzir os caudais, interrompeu a conectividade fluvial, “impedindo ou causando enorme constrangimento” à migração da comunidade piscícola local. Para mitigar os efeitos nefastos na fauna local, fluvial e terrestre, o GEOTA defende a progressiva retirada de barreiras inúteis, “25% das quais obsoletas ou semidestruídas, servindo apenas para potenciar a deterioração da água e dos habitats ribeirinhos”, refere Ricardo Próspero do GEOTA
Derrubar 20 barragens para salvar espécies no Douro
Derrubar 20 barragens para salvar espécies no Douro

Sobre CHRYS CHRYSTELLO

Chrys Chrystello jornalista, tradutor e presidente da direção da AICL
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