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“The whole of life is just like watching a film. Only it’s as though you always get in ten minutes after the big picture has started, and no one will tell you the plot, so you have to work it out all yourself from the clues.” (Terry Pratchett, Moving Pictures)
1.ª pista do filme da vida: haja coração para o que aí vem no número de mortos. Os de ontem e hoje corresponderão aos diagnósticos de 29/30 de outubro, ou seja, contágios de 23/24 de outubro. Os diagnósticos desta primeira quinzena de novembro já sabemos que terão um valor aproximado de óbitos, embora os médicos estejam de parabéns: a cada semana, a taxa de letalidade cai 0,1%. A cada semana! (Chegou a ser 4,2% em maio.) Ou seja, chegaremos provavelmente aos dias de 100 óbitos antes de diminuir, para uma média de 67 mortos/dia. Isto só para os contágios já conhecidos até hoje.
2.ª pista: Parecera-me detetar um abrandamento no final da semana passada, mas depois achei que era ilusão, quando vi o efeito dos casos não reportados atempadamente por um laboratório privado do Norte. Mas agora volto a ver que essa impressão era afinal real. Agora já não é apenas uma impressão, é uma constatação que podemos fazer reforçada por várias indicações em paralelo:
– A linha vermelha de casos afasta-se cada vez mais do ritmo anterior (tracejado): estamos a abrandar;
– Os internamentos, os internamentos em UCI, os casos ativos, os casos ativos estimados por mim… estão todos a começar a arredondar, indicando o aproximar de um patamar e depois de uma redução.
Estamos há quase uma semana com o recolher obrigatório, estamos há mais tempo com a população nitidamente a mudar comportamentos com o receios do que está a ocorrer. Embora haja escolas aberta, embora haja ainda muita aglomeração de gente, isso não pode deixar de se fazer sentir cada vez mais nos números.
Resta saber a que ritmo. Para quando virá o abrandamento notório? A olho, parece-me que lá para o final deste mês, início de dezembro (altura dos grandes números de óbitos).
Mas porque não antes? Porque não ter esperança que comece já para a semana? Se o estado de emergência e as restrições estiverem a ter efeito… deveria começar-se a ver o resultado já na próxima semana.


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