JOÃO SERRA, HISTORIADOR, MORREU

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Óbito/João Serra: PR e direção do património lamentam morte do ex-chefe da Casa Civil de Jorge Sampaio
Lisboa, 20 abr 2023 (Lusa) – O chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, e a Direção-Geral do Património Cultural lamentaram a morte do historiador João Serra, antigo chefe de Casa Civil do ex-Presidente Jorge Sampaio e que foi responsável pela instalação do Museu Nacional Resistência e Liberdade.
Numa nota do Palácio de Belém, Marcelo Rebelo de Sousa lamenta a morte do “homem de cultura, professor e historiador”, que “lecionou em diversas instituições, mais recentemente no Instituto Politécnico de Leiria, nas Caldas da Rainha”, e “foi também investigador e docente no ISCTE e na Universidade Nova da Universidade de Lisboa, sendo autor e coautor de várias obras, designadamente sobre a História da República e o republicanismo”.
O Presidente da República lembra que João Serra foi condecorado, em 2006, com a Grã-Cruz da Ordem de Cristo e como Grande-Oficial da Ordem da Liberdade, tendo exercido as funções de vogal do Conselho das Ordens Nacionais.
A Direção-Geral do Património Cultural manifestou também o seu “profundo pesar” numa nota em que destaca o “papel fundamental” de João Serra no projeto de instalação de conteúdos do Museu Nacional Resistência e Liberdade (MNRL), sob a sua tutela, enquanto membro da Comissão de Instalação de Conteúdos e Apresentação Museológica (CICAM) e responsável pelos conteúdos sobre a História da Fortaleza, do século XV ao século XIX.
Natural das Caldas da Rainha, o historiador, que nasceu em 22 de abril de 1949, morreu na passada quarta-feira, dia 19 de abril.
A Direção-Geral do Património Cultural assinala que João Serra “foi uma figura ímpar na vida cultural do país e mais especificamente na zona oeste e região de Leiria”, tendo desempenhado as funções de investigador e docente no ISCTE-IUL e na Universidade Nova de Lisboa, assessor e chefe da Casa Civil nos anos da Presidência de Jorge Sampaio (1996-2006) e, mais recentemente, de coordenação do Grupo de Missão e a presidência do Conselho Estratégico da candidatura de Leiria a Capital Europeia da Cultura 2027, refere aquele organismo.
João Serra foi consultor de Jorge Sampaio para a área da Cultura e assumiu as funções de chefe da sua Casa Civil na reta final do mandato, após a saída de José Filipe Moraes Cabral, embaixador de Portugal em Espanha, França, na UNESCO e junto das Nações Unidas, em Nova Iorque, entre outros países.
João José de Sousa Bonifácio Serra era professor coordenador do Instituto Politécnico de Leiria, na Escola Superior de Artes e Design de Caldas da Rainha (ESAD.CR). Com trabalhos publicados sobre história social e política portuguesa dos séculos XIX e XX e participações em obras coletivas, colóquios e seminários em Portugal e no estrangeiro.
Foi administrador e Presidente da Fundação Cidade de Guimarães, entidade que planeou e coordenou a Capital Europeia da Cultura (2009-2013). Integrou, entre 2008 e 2009, como director executivo, a Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República. No âmbito da rede Cultura 2027, coordenou a candidatura de Leiria a capital europeia da Cultura.
O velório será realizado no sábado, dia 22, a partir das 10h00 horas, no Centro Funerário de Cascais. A cremação será às 15h30 horas, após uma breve cerimónia de homenagem, de acordo com a página da Associação do Património Histórico das Caldas da Rainha, da qual João Serra foi fundador.
JPS (DA) // SF
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Amelia Inacio

Descanse em Paz no Reino do Senhor Amém 🙏🙏🙏🙏🙏
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morreu um poeta

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Maria Jorgete Teixeira is feeling sad.

Morreu o poeta Joaquim Pessoa.
Morreu um amigo.
CAVALO DE PALAVRAS
Cavalo de palavras quem me agarra
quem aparta de mim esta saudade?
Quem fez da minha voz uma guitarra
tocada pelos dedos da verdade?
Cavalo de palavras quem me dera
poder erguer a voz. Calar o pranto.
Trazer no meu poema a primavera
por dentro de uma flor de verde espanto.
Cavalo de palavras meu amigo
meu soneto da mágoa mais acesa
pelas praias do sangue vou contigo
percorrer esta língua portuguesa
procurando o lugar que é o abrigo
das enormes gaivotas da tristeza.
*
in AMOR COMBATE.
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Anália Gomes

Oh… estava doente?
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Fernando Fitas

Anália Gomes Estava. Há um tempo. Aliás, já não esteve presente na cerimónia de entrega do Prémio de que é patrono, realizada em Outubro.
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morreu MARY QUANT MÃE DA MINISSAIA

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AOS 93, MORREU MARY QUANT
A ESTILISTA INGLESA QUE, NOS ANOS 60, LANÇOU A MINI-SAIA
Morreu esta quinta-feira Mary Quant, a rainha da moda britânica dos anos 1960 que popularizou a minissaia. Tinha 93 anos.
Quant “morreu pacificamente em casa em Surrey, no Reino Unido, esta manhã”, anunciou a família em comunicado, descrevendo-a como “uma das estilistas mais reconhecidas internacionalmente do século XX e uma inovadora notável”.
A estilista nasceu no sudeste de Londres em 11 de fevereiro de 1930, filha de dois professores galeses.
O comunicado da família lembra que a primeira loja de Mary Quant abriu em 1955, em Kings Road, na Zona de Chelsea, na capital londrina.
Antes, diplomou-se em educação artística no Goldsmiths College, onde conheceu o marido, Alexander Plunket Greene, que mais tarde a ajudou estabelecer a sua marca.
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Porto diz adeus ao proprietário do Majestic

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O empresário Agostinho Ferreira Barrias, conhecido por ser o proprietário dos históricos cafés portuenses Majestic e Guarany, morreu, na quinta-feira, aos 85 anos. A cerimónia fúnebre está marcada para segunda-feira, à tarde, na igreja das Antas.

Source: Porto diz adeus ao proprietário do Majestic

Morreu hoje o artista plástico Manuel Baptista aos 87 anos

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Morreu hoje o artista plástico Manuel Baptista aos 87 anos
Lisboa, 08 abr 2023 (Lusa) – O artista plástico Manuel Baptista morreu hoje em Lisboa aos 87 anos, indicou à Lusa João Pinharanda, diretor artístico do Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT), que pertence à Fundação EDP, num comunicado.
“A Fundação EDP lamenta profundamente a morte, hoje, em Lisboa, do pintor Manuel Baptista, artista que integra a sua coleção de arte e que foi objeto de uma importante exposição, na Central Tejo, ‘Fora de Escala’, em 2012”, lê-se no comunicado.
“À sua família, em especial à artista Maria José Oliveira, companheira de muitas décadas, apresentamos os nossos sinceros sentimentos”, acrescentou João Pinharanda.
Joaquim Manuel Guerreiro Baptista nasceu em Faro, em 1936, e formou-se em pintura em Lisboa, em 1962, na Escola de Belas-Artes, onde lecionou por um breve período, referiu o diretor do MAAT.
“Bolseiro da Fundação Gulbenkian em Paris, em 1963 e do instituto italiano, em Ravena, em 1968, passou também largas temporadas na República Federal da Alemanha (RFA), onde, nos anos de 1977 a 1980, estabeleceu significativas relações com colecionadores e galerias”, indicou, sublinhando que, “em Portugal, [a obra de Manuel Baptista] integra todas as grandes coleções museológicas, e [este] manteve atividade constante no universo galerístico”.
Dividindo o seu tempo entre Lisboa e Faro, desenvolveu naquela cidade algarvia “uma importante missão artística e pedagógica quando dirigiu, na década de 1990, duas galerias municipais, a Trem e Arco, nelas apresentando um vasto leque de artistas históricos e jovens”.
“Vários prémios nacionais (Soquil, 1970; Arus, 1982; Bienal de Cerveira, 1984; BANIF, 1993) e algumas exposições antológicas e retrospetivas do seu trabalho (Loulé, 1988; SNBA, 1990; ou Casa da Cerca, Almada, 1996) foram garantindo o seu reconhecimento”, prosseguiu um dos veteranos da curadoria e da crítica de arte portuguesas.
Pinharanda destacou que Manuel Baptista recebeu, em 2012, o Prémio Autores, atribuído pela Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) à exposição apresentada no Museu da Eletricidade (atual MAAT), da Fundação EDP, e que “essa exposição revelou uma faceta desconhecida da sua obra, concretizando projetos de escultura e instalação das décadas de 1960 e 1970 e proporcionando uma nova dimensão crítica ao seu trabalho, próximo da Pop internacional nos temas (objetos do dia-a-dia), materiais (néon, plexiglas, metal) e escala (com soluções que justificaram o título da exposição: ‘Fora de escala’”.
“A sua obra é múltipla e difícil de classificar: desenvolveu-se no campo da pintura, do desenho e da instalação, numa tensão permanente entre Figuração e Não-Figuração, entre paisagismo e um fascínio quase Pop pelo quotidiano”, observou.
“As falésias do seu Algarve natal podiam ser pensadas como enormes e festivas esculturas ou estruturas reveladas em sombrios desenhos; recortes sobrepostos podiam revelar-se como subtis janelas sobre um mundo vegetal; as formas mais simples da geometria podiam desenvolver-se em pinturas monocromáticas (círculos, pentágonos, triângulos), mas onde a superfície era enriquecida por sucessivas camadas de recortes constituindo delicados relevos e sombreados, ou os semicírculos tornarem-se delicados e complexos leques”, descreveu.
Segundo João Pinharanda, Manuel Baptista preparava, para o próximo mês de julho, uma nova retrospetiva global do seu trabalho, no Museu de Faro e na galeria Trem.
“A sua concretização confirmará a importância e singularidade da sua obra”, concluiu.
ANC // MSP
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Morreu José Duarte, o homem dos “5 Minutos de Jazz”

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【A CAUSA DAS COISAS】
O “Cinco Minutos de Jazz” completou em 2023 5️⃣7️⃣ anos e mantém-se como o mais antigo conteúdo de rádio em Portugal.
Estreado a 21 de Fevereiro de 1966 na Rádio Renascença, quando José Duarte tinha 28 anos. O programa foi apenas interrompido após o 25 de Abril. Regressaria em 1984 aos microfones da Rádio Comercial.
O “Cinco Minutos” não mais parou. O Jazz diário de José Duarte passou a ser emitido na Antena 1 a partir de 1993, isto é, completa precisamente 30 anos na Rádio Pública a divulgar a história do jazz, abrangendo diferentes estilos e décadas.
Morreu José Duarte, o homem dos "5 Minutos de Jazz" | TVI Notícias
TVI.IOL.PT
Morreu José Duarte, o homem dos “5 Minutos de Jazz” | TVI Notícias
EM ATUALIZAÇÃO
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JAZZ JOSÉ DUARTE DEIXOU-NOS

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Morreu José Duarte, o meu mestre em Jazz
Ouço os 5 minutos de Jazz, o programa radiofónico de José Duarte, desde os meus 15 anos, quando passava na RR às 23h30
Pode ser uma imagem de 1 pessoa, barba e interiores
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mestre Eduardo da Garagem Aurora deixou-nos

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Deixou-nos o Mestre Eduardo da Garagem Autora. Infelizmente perdemos hoje um técnico de excepção e mais do que tudo uma pessoa boa e tranquila. Mestre Eduardo era um dos ‘magos’ da marca Porsche reconhecido em todo mundo. O seu “palmarés” supera o de todos os pilotos e equipas que ajudou ao longo da sua vida. A doença fe-lo perder esta última corrida. Que descanse em paz. Fica para sempre nos nossos corações! Até sempre, Mestre Eduardo !
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morreu um dos maiores portugueses de sempre

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O PORTUGAL DOS HOMENS DIGNOS ESTÁ DE LUTO
– Paz à sua alma.
– Esperemos que haja a coragem de pelo menos 1 dia de luto nacional
Morreu o empresário Rui Nabeiro
NOTICIASAOMINUTO.COM
Morreu o empresário Rui Nabeiro
Almoço de Domingo por José Luis Peixoto

“Uma das características mais fortes de Rui Nabeiro é a sua generosidade”, José Luís Peixoto

3ª edição. Primeiro lugar no top de vendas desde que foi publicado. Direitos vendidos para @companhiadasletras (Brasil) e @penguinrandomhouse (países de língua castelhana). O Almoço de Domingo é um dos romances mais bem sucedidos de José Luís Peixoto. É sobre o empresário Rui Nabeiro. Sobre as memórias de um homem de 90 anos, que tem como uma das características mais fortes a generosidade
É sobre um homem rico, “muito diferente dos ricos mais comuns no Alentejo e, já agora, também no resto do país”, como nos descreve José Luís Peixoto, um dos autores de maior destaque da literatura portuguesa contemporânea. Foi uma ótima junção. No Almoço de Domingo.

 

O comendador Rui Nabeiro propôs-lhe a escrita das suas memórias – que acabou por ser um romance biográfico.
Como recebeu este convite?

No exato momento em que foi feito, deixou-me muito surpreendido. Posteriormente, começou a fazer-me muito sentido, por sermos os dois do Alentejo, por termos mais algumas coisas em comum, como uma grande dedicação à nossa terra. Ainda assim, vi logo o grande potencial que estava presente nessa possibilidade. Rui Nabeiro nasceu em 1931 e, como se sabe, tem uma história muitíssimo preenchida. Ter a oportunidade de conhecê-la a partir da sua própria boca, com os detalhes que a sua memória guarda foi algo que, logo nesse momento, me pareceu ser um grande privilégio e uma extraordinária oportunidade de escrita.

Como foi preparar este livro? Como e com que regularidade comunicavam? Tinham uma lista de temas definidos ou seguiam ao sabor das memórias? E a oportunidade de partilhar de um património de alguém que tem uma história que se confunde com a do país?

Comecei a preparar este livro em setembro de 2019. Numa primeira fase, li vários materiais que encontrei sobre Rui Nabeiro. Ao longo dos anos, deu muitas entrevistas longas, foram feitos múltiplos trabalhos jornalísticos. Essa matéria foi muito importante para definir algumas ideias essenciais sobre os contornos da sua vida. Depois, quando nos começámos a encontrar, tentei sempre que conversássemos sobre aqueles assuntos, cujas respostas só ele me poderia dar. Foram momentos em que viajámos nas suas lembranças, muito precisas quase sempre. Aos poucos, com a convivência, fomos ganhando confiança para entrar em temas pessoais que, em grande medida, me pareciam fundamentais para contar a história deste homem. Como se sabe, houve um período em que tivemos de interromper os encontros ao vivo, esse foi o período mais rigoroso da quarentena. Nessa época, chegámos a ter um encontro virtual, à distância, mas não era a mesma coisa. Então, interrompi o trabalho neste livro, tendo-o retomado um par de meses depois. Para mim, foi muito impactante ouvir estas memórias de Rui Nabeiro. De certa forma, transformaram-se também em memórias minhas.

“Ainda hoje, Rui Nabeiro não gosta de ser tratado por ‘rico’”. O José Luís Peixoto fala dos mitos que existem em torno do Comendador e que este livro pode ajudar a desmistificar.
Mais algum bom exemplo?

São várias as histórias que se contam. A maioria delas, mesmo que não sejam literais, têm um fundo de verdade, surgem de características que, de facto, Rui Nabeiro cultiva e que o fazem ser diferente. Ao escrever este romance, uma das minhas principais intenções era dar conta da sua dimensão humana. Nesse sentido, todo o ser humano é contrário a mitos. Por um lado, é claro que Rui Nabeiro é um rico muito diferente dos ricos mais comuns no Alentejo e, já agora, também no resto do país. Por outro, as suas histórias do contrabando, para dar apenas um exemplo, são lendárias, embora falem de um tempo bem real.

“Temos todos de pensar uns nos outros”, Comendador Rui Nabeiro. Que “lições” aprendeu (e podemos todos aprender) com este Homem de 90 anos?
Que histórias mais o surpreenderam?

Creio que o exemplo de Rui Nabeiro é muito marcante e deixa-nos a todos a refletir sobre o nosso papel na sociedade, de que forma contribuímos para o coletivo a que pertencemos. Uma das características reconhecidamente mais fortes de Rui Nabeiro é a sua generosidade. Pela minha parte, sinto que há uma imensa sabedoria nessa generosidade. Acredito que os 90 anos que cumpriu recentemente contribuem bastante para essa visão do mundo, essa clareza no discernimento que faz daquilo que é importante. Ainda assim, pelo que li e pelo que apreendi da oportunidade que tive de privar com ele, tenho a sensação de que sempre teve essas qualidades. No fundo, parece-me, esse é o grande segredo da sua vitalidade, distingue de forma muito objetiva aquilo que considera importante, e é a esses valores que se dedica completamente.

 

Foto: facebook José Luís Peixoto

luto municipal pela morte do poeta António Salvad

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Óbito/António Salvado: Câmara de Castelo Branco decreta dois dias de luto municipal
Castelo Branco, 06 mar 2023 (Lusa) – A Câmara Municipal de Castelo Branco decretou hoje dois dias de luto municipal pela morte do poeta António Salvado, que morreu no domingo aos 87 anos.
Numa nota enviada à agência Lusa, a Câmara de Castelo Branco informou que vai decretar “luto municipal, nos dias 7 e 8 de março de 2023 [terça-feira e quarta-feira] caracterizado no hastear da bandeira do município a meia haste no edifício dos Paços do Concelho”.
“O seu nome e a sua obra vão decerto permanecer na memória de todos albicastrenses, através do seu legado poético, em particular, e pelo acervo bibliográfico e documental que legou à cidade de Castelo Branco, o qual será património da futura Casa António Salvado”, referiu a autarquia.
O poeta albicastrense António Salvado morreu no domingo, aos 87 anos, no Hospital Amato Lusitano, em Castelo Branco, onde se encontrava internado.
Autor de mais de 80 títulos, entre os quais “Poesia nos versos de António Salvado- Antologia”, o seu último livro, editado pelo Ensino Magazine em fevereiro, por ocasião do seu 87.º aniversário e que apresenta um conjunto significativo de poemas selecionado pelo próprio.
O presidente da Câmara de Castelo Branco, Leopoldo Rodrigues, “lamentou profundamente” a morte de António Salvado, considerando que “a cidade e toda a região está em consternação”.
António Forte Salvado nasceu em Castelo Branco no dia 20 de fevereiro de 1936, na zona histórica da cidade.
Poeta, ensaísta, crítico, antologiador, tradutor, diretor de publicações, tem colaboração poética em antologias, revistas e suplementos literários.
Obteve várias distinções de que se destaca a comenda da Ordem de Sant’Iago da Espada atribuída, em 2010, pelo conjunto da sua obra poética, assim como a medalha Fray Luis de León de Poesía Iberoamericana, em 2021.
Está traduzido em castelhano, francês, italiano, inglês e japonês. Verteu para português, entre outros, os poetas Claúdio Rodriguez, Ricardo Paseyro, Al.Perez Alencart e António Colinas.
Foi, durante vários anos, diretor do Museu Francisco Tavares Proença Júnior, em Castelo Branco, cidade onde também lecionou.
A Câmara Municipal de Castelo Branco apresenta à família enlutada “as mais sinceras e sentidas condolências”.
Em comunicado, a concelhia do PS de Castelo Branco “manifesta o mais profundo pesar perante a notícia do falecimento do Dr. António Salvado, um vulto maior da cultura albicastrense”.
Os socialistas realçam o poeta, “amplamente admirado e estimado” na comunidade, cuja obra deixou uma marca indelével na literatura em língua portuguesa e que “extravasa os limites do concelho e que o colocam igualmente num patamar cimeiro do panorama cultural nacional e internacional, especialmente na esfera iberoamericana”.
“O seu legado perdurará não apenas nos corredores das bibliotecas enriquecidos pelas suas obras, mas também no imaginário de todos aqueles foram e vierem a ser tocados pela luz das suas palavras”, salientam.
Os socialistas deixam ainda as suas “mais consternadas condolências” à família e amigos do poeta albicastrense.
António Salvado licenciou-se em Filologia Românica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, e foi doutor ‘honoris causa’ pela Universidade da Beira Interior, na Covilhã.
O corpo de António Salvado está em câmara ardente na Igreja de Nossa Senhora de Fátima (Fradinhos) até à manhã de terça-feira.
O cortejo fúnebre decorre a partir das 11:00 para o cemitério de Castelo Branco.
CCC // MAG
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Faleceu o Dr. Jaime Pereira Forjaz de Sampaio,

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Faleceu o Dr. Jaime Pereira Forjaz de Sampaio, conhecido médico ginecologista e obstetra açoriano.
O Dr. Forjaz de Sampaio era natural da freguesia de Água de Pau, do concelho de Lagoa (Açores), e era casado com a Dra. Maria Teresa de Paiva Pereira da Silva Forjaz de Sampaio.
Era pai da Dra Isabel Forjaz Sampaio, da Arquitecta Maria Forjaz de Sampaio, e do Dr André Forjaz Sampaio, director clínico do Hospital do Divino Espírito Santo de Ponta Delgada, em 2021-2022.
À esposa, filhos e netos a Administração do Açores Global endereça os seus sinceros pêsames.
[Foto da página do Facebook do Dr Jaime Forjaz de Sampaio]
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morreu Bassma Kodmani (1958-2023)

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Bassma Kodmani (1958-2023)
A morte de Bassma Kdmani é uma enorme tristeza. Perco uma grande amiga, com quem muito colaborei ao longo de 40 anos. Ela gostava de lembrar que a sua primeira intervenção numa conferência tinha sido no início dos anos 80, num seminário do Instituto de Estudos Estratégicos e Internacionais (IEEI) sobre as relações euro-mediterrâneas, tema, aliás, que nos uniria nas décadas seguintes. Bassma era então jovem investigadora do Instituto Francês de Relações Internacionais, país que acolhera seus pais, exilados sírios. Nos anos seguintes, Bassma Kodmani afirmou-se como uma das mais brilhantes analistas do Médio Oriente e tive o privilégio de poder contar com o seu saber, quer no IEEI, quer no Instituto de Estudos de Segurança da União Europeia. Em 2011, assumiu plenamente a sua origem síria, mobilizando-se no apoio à luta pela liberdade contra a repressão de Assad e veio a assumir o papel de porta-voz do Conselho Nacional Sírio. Vivi de perto as suas angústias, a sua recusa do sectarismo, as suas esperanças num futuro democrático para o país dos seus antepassados. Nesse período ela dirigia a Arab ReformIniciative (ARI), que tinha fundado. Eu era investigador associado, a seu convite.
Há poucos anos participou, com o brilho habitual, no ciclo Debates Cruzados, de que fui comissário, organizados pela Fundação Gulbenkian, em Paris. Nessa altura apelou à hospitalidade para os refugiados sírios e denunciou os crimes de guerra cometidos, na Síria, pelas tropas de Assad e Putin.
A melhor forma de homenagearmos Bassma é continuarmos a apoiar todos aqueles que nos países árabes lutam pela democracia e a exigir que a União Europeia abandone a política de apoio às ditaduras do Norte de África, em nome de uma suposta segurança que estas trariam. Como dizia Bassma, a Europa não devia ter medo da democracia, pois só ela pode trazer a estabilidade e o desenvolvendo sustentados, em liberdade.
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