jovens imaturos

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A Oeste, nada de novo. A descoberta peca apenas por tardia.
Seria excelente que a atitude da digníssima Coordenadora fizesse “jurisprudência”. De cima para baixo. Das universidades aos jardins de infância.
Ontem já era tarde.
May be a doodle of 4 people, bicycle and text that says "Professores universitários queixam-se de uma interferência cada vez maior de pais na vida académica dos estudantes. Especialistas alertam para a progressiva diminuição da autonomia e aumento da imaturidade dos jovens. U Semanário "Expresso""
https://expresso.pt/sociedade/ensino/2023-11-11-Caramba-isto-parece-o-liceu-estao-sempre-irrequietos-universidades-queixam-se-da-imaturidade-dos-alunos-e-da-interferencia-dos-pais-b634e08f
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vão levar os pais para o emprego?

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Eu não queria estar com conversa de velho, mas partilho uma experiência do meu tempo.
Quando entrei na faculdade de Direito de Coimbra, vivia em Vila Flor, Trás-os-Montes. Bem, a minha mãe foi ao Banco, levantou uma quantia, deu-ma e disse:
– Pronto, tens aqui dinheiro suficiente para ires a Coimbra tratar da matrícula e de arranjar um quarto para ficar.
Talvez hoje sejam adolescentes até aos 35 e esteja tudo bem.
May be an image of 2 people and text that says "E jornalexpresso Seguir EDUCAÇÃO "Níveis exagerados de controlo parental traduzem se numa maior imaturidade. Se oS jovens não são treinados para tratar dos próprios assuntos, o que vai acontecer depois do curso? Vão levar os pais para o emprego?" DANIEL SAMPAIO, PSIQUIATRA, SOBRE INTERFERÊNCIA VEZ MAIOR DOS PAIS ΝΑ VIDA UNIVERSITÁRIA DOS ESTUDANTES"
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José Pedro Calheiros

Sou de uma geração que teve de fazer tudo. Podíamos sempre contar com o apoio dos pais. Eles estavam lá, ora aplaudiam, ora criticavam. Crescemos.

MORREU O ENCENADOR CARLOS AVILEZ

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MORREU O ENCENADOR CARLOS AVILEZ
Morreu o encenador e ator Carlos Avilez, fundador do Teatro Experimental de Cascais
O encenador e ator Carlos Avilez, faleceu hoje, aos 88 anos, vítima de paragem cardio-respiratória, no Hospital de Cascais, disse à agência Lusa fonte do Teatro Experimental de Cascais, do qual foi um dos fundadores.
De acordo com a mesma fonte, Carlos Avilez deu entrada na terça-feira no Hospital de Cascais com uma indisposição, e viria a falecer cerca das 02:00 da madrugada de hoje naquela unidade hospitalar.
Carlos Vitor Machado, mais conhecido por Carlos Avilez, nasceu em 1935, como confirma o Teatro Experimental de Cascais, e estreou-se profissionalmente como ator em 1956, na Companhia Amélia Rey Colaço – Robles Monteiro, onde permaneceu até 1963.
Com uma vida dedicada ao teatro, foi um dos fundadores do Teatro Experimental de Cascais (TEC), que completou 58 anos de existência a 13 de novembro último.
“O TEC está muito consternado com o falecimento desta figura notável do teatro. Ele estava com a saúde fragilizada, mas continuou sempre com muita vontade de trabalhar, porque ainda encenou a peça ‘Electra’, que estreou a 18 de novembro”, segundo a mesma fonte.
Esta última peça encenada por Avilez, a partir da trilogia “Electra e os fantasmas”, de Eugene O’Neill – a 177.ª produção do Teatro Experimental de Cascais — estreou-se no auditório Academia Artes do Estoril, no Monte Estoril, Cascais, a 18 de novembro, e ficará em cena até 17 de dezembro.
Carlos Avilez foi presidente do Instituto de Artes Cénicas, diretor do Teatro Nacional S. João, no Porto, e diretor do Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa, tendo fundado a Escola Profissional de Teatro de Cascais, a cuja direção pertencia, integrando, também, o corpo docente.
Em 1964, dirigiu o Círculo de Iniciação Teatral da Academia de Coimbra (CITAC), trabalhou com o ator Raúl Solnado no Teatro Villaret, em Lisboa, e em 1970 foi diretor artístico e responsável pelo dia consagrado a Portugal na Expo’70 em Osaka, no Japão.
Em 1979 foi nomeado, juntamente com Amélia Rey Colaço, diretor da Companhia Nacional de Teatro I – Teatro Popular, então sediada no Teatro São Luiz, em Lisboa.
Trabalhou em França com Peter Brook e na Polónia com Jerzi Grotowsky, e, além de teatro, encenou várias óperas entre as quais “Carmen”, “Contos de Hoffmann”, “As Variedades de Proteu”, “O Capote”, “Inês de Castro”, “O Barbeiro de Sevilha” e “Madame Butterfly”.
Foi agraciado com a Ordem do Infante D. Henrique em 1995 e com as Medalhas de Mérito Municipal da Câmara Municipal de Cascais, de Mérito Cultural da Secretaria de Estado da Cultura e da Associação 25 de Abril.
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Elvira Fernandes

Nas artes, como na vida, de vez em quando recebemos uma boa notícia, mas todos os dias recebemos uma má notícia!
Os meus pêsames à família e a todos os que trabalhavam com ele.

Mulher que descolorava o cabelo e usava muita maquilhagem decidiu cortar com tudo. E o resultado é brutal – Beleza – MAGG

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Uma rapariga inglesa de 22 anos chocou o TikTok depois de mostrar a diferença que teve o seu aspeto físico quando abdicou das muitas camadas de maquilhagem e da descoloração do cabelo.

Source: Mulher que descolorava o cabelo e usava muita maquilhagem decidiu cortar com tudo. E o resultado é brutal – Beleza – MAGG

Faleceu o poeta e ensaísta Manuel Gusmão (1945-2023).

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Faleceu o poeta e ensaísta Manuel Gusmão (1945-2023).
Foi meu professor de Literatura Francesa. Excelente professor.
RIP
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Isa Severino

Que grande perda! Um intelectual, professor, poeta, investigador e humanista.

morreu Paula Ribas

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Morreu a cantora Paula Ribas, conhecida pela “rainha do Twist” na década de 1960
Lisboa, 07 nov 2023 (Lusa) – A cantora Paula Ribas, 91 anos, que foi apelidada como a “rainha do twist”, morreu hoje, no hospital de Cascais, onde se encontrava internada, disse à agência Lusa o seu marido, o músico Luís N’Gambi
A cantora Paula Ribas fez sucesso na década de 1960, em Portugal, com êxitos como “Vamos Dançar o Twist”, de que foi dita “rainha”, e em 1970 rumou ao Brasil, onde permaneceu 20 anos.
Paula Ribas, de seu nome de batismo Ilídia Dias Ribas, nasceu em Faro, em 23 de fevereiro de 1942, e estreou-se em 1952 no programa radiofónico “Ouvindo as Estrelas”.
Sobrinha da atriz Virgínia (1850-1922), tinha estudado piano e solfejo no Conservatório Nacional, onde foi aluna de Campos Coelho e de Marieta Amstad.
O compositor Carlos Nóbrega e Sousa, amigo da família, levou-a a trocar a música clássica pela ligeira e, aos 17 anos, participou num concurso de novos talentos da então Emissora Nacional.
A cantora foi construindo a carreira com temas como “Isto é Lisboa”, “Ai Algarve”, “É Assim a Madeira” é “Ruas da Minha Cidade”.
Em 1965 assinou contrato com a discográfica Alvorada e gravou várias versões dos grandes sucessos internacionais, adaptados por António José, que trabalhou posteriormente com Marco Paulo.
No teatro foi a ”atração nacional” na revista “E Viva o Velho” (1966) da qual fizeram parte, entre outros, António Mourão (1935-2013), Camilo de Oliveira (1924-2016) e Io Appolloni, Luísa Durão (1899–1977) e Costinha (1896-1976).
Nesta revista interpretou o êxito “Maria Lisboa”, de Eduardo Damas e Manuel Paião. Na revista seguinte “Ri-te, Ri-te” destacou-se com a canção “Quatro Estações”, de José Mesquita.
No cinema protagonizou, com António Calvário, o filme “O Amor Desceu de Paraquedas” (1968), de Constantino Esteves, e “Férias em Portugal”, ao lado de Dalida (1933-1987) e Alberto Cortez, filme que nunca foi exibido em público. Também com Madalena Iglésias, António Silva e Tonicha, entrou em “Sarilho de Fraldas” (1967), de Constantino Esteves.
Ribas assinou contrato com a discográfica espanhola Belter, que representou nos festivais de canção de Benidorm, Málaga, Las Palmas e Orense, em Espanha.
Nos começos da década de 1970, Paula Ribas viajou para S. Paulo, no Brasil, onde foi atração do programa “Caravela da Saudade”, da TV Tupi.
Ribas estreou-se no Brasil já com 20 álbuns e atuações em 17 países, com gravações, cantando em várias línguas.
Em 1970, participou no Festival Internacional da Canção do Rio de Janeiro, com “Canção da Paz Para Todos Nós”, de Francisco Nicholson e Jorge Costa Pinto.
Voltou ao Brasil em 1972, quando fixou residência em S. Paulo, tendo sido contratada pelo restaurante Avril au Portugal.
Em 1974 gravou o LP “Fados Brasileiros”, com composições e poemas de Vinicius de Moraes, Cecília Meireles, Chico Buarque, Caco Velho, Chico Alves, Caetano Veloso e Dorival Caymmi, entre outros, ao qual se seguiu “Portugal Hoje”, composto apenas por versões de temas de José Afonso, em colaboração com o músico Luis N’Gambi, com quem tinha casado em Angola.
A cantora liderou o elenco do musical “Brasil em Três Tempos”, que esteve em cena durante 18 meses, no Hotel Nacional, no Rio de Janeiro, seguindo em digressão pelo Brasil com o espetáculo “Navegar É Preciso”, que deu origem a um álbum homónimo.
Em 1981, gravou o disco “Tudo Isto É Fado”, também com Luís N’Gambi, com quem fez ainda o álbum antológico “Angola – Folclore e Canções Tradicionais”, para demonstrar as afinidades musicais entre os ritmos do samba e do semba.
Em Portugal com a discográfica Discossete gravou os dois álbuns que incluem sucessos como “Amar Você”, “Eu e Você” e “Chuvas de Verão”.
Em janeiro de 2015, Paula Ribas e Luís N’Gambi foram homenageados em Lisboa, no Chapitô, com a participação do poeta Ricardo Maria Louro.
A cantora regressou a Portugal em 1989, e até recentemente atuava todas as semanas no Restaurante da Nini, em Lisboa.
NL // MAG
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Carlos Camara

Rest in Peace

Jorge Máximo Heitor

Morreu hoje Ilídia Dias Ribas (Faro, 23 de fevereiro de 1942), mais conhecida pelo seu nome artístico, Paula Ribas.
Sempre a recordarei como a intérprete da versão portuguesa de “As crianças do Pireu”. E vi-a num Serão para Trabalhadores, no Liceu Camões, há uns 63 anos.
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Visão | Fotógrafo português Nuno Calvet morre aos 91 anos

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O fotógrafo Nuno Calvet, autor, entre outros, do livro “Foto-Grafias”, com o poeta Ary dos Santos, morreu no sábado em Viana do Alentejo, aos 91 anos, disse hoje à Lusa fonte da família

Source: Visão | Fotógrafo português Nuno Calvet morre aos 91 anos

UMA GERAÇÃO DE PAIS ÓRFÃOS DE FILHOS (part2)

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【A CAUSA DAS COISAS】
UMA GERAÇÃO DE PAIS ÓRFÃOS DE FILHOS (part2)
Pais órfãos que não se negam a prestar ajuda financeira, dentro das suas posses.
Pais mais velhos que sustentam os netos nas escolas e pagam viagens de estudo fora do país.
Pais que cedem seus créditos consignados para filhos contraírem dívidas em seus honrados nomes, que lhes antecipam herança. Mas que não têm assento à vida familiar dos mais jovens, seus próprios filhos e netos, em razão – talvez, não diretamente de seu desinteresse, nem de sua falta de tempo – mas da crença de que seus pais se bastam.
Este estilo de vida, nos dias comuns, que não inclui conversa amena e exclui a “presença a troco de nada, só para ficar junto”, dificulta ou mesmo impede, a partilha de valores e interesses por parte dos membros de uma família na actualidade, resulta de uma cultura baseada na afirmação das individualidades e na política familiar focada nos mais jovens, nos que tomam decisões ego-centradas e na alta velocidade: tudo muito veloz, tudo fugaz, tudo incerto e instável.
O universo de relacionamento nas sociedades ditas modernas, provoca a insegurança permanente e monta uma armadilha, em que redes sociais são ilusoriamente suficientes, para gerar controle e sentimento de pertença. Não passam porém de falsidades, que mascaram as distâncias interpessoais que se acentuam e que esvaziam de afecto, mesmo aquelas que são primordiais: entre pais e filhos e entre irmãos.
O desespero calado dos pais abandonados, órfãos de quem lhes asseguraria conforto emocional e quiçá material, não faz parte de uma genuína renúncia da parte destes pais, que “não querem incomodar ninguém”, uma falsa racionalidade – e é para isso que se prestam as racionalizações – que abala a saúde, a segurança pessoal, o senso de pertença. É do medo de perder o pouco que seus filhos lhes concedem em termos de atenção e presença afectuosa. O primado da “falta de tempo”, torna muito difícil viver um dia a dia, em que a pessoa está sujeita ao pânico de não ter com quem contar.
Muitos filhos e netos adultos, ficam irritados por precisarem acompanhar os pais ou os avós idosos ao médico, aos laboratórios. Irritam-se pelo seu andar mais lento e suas dificuldades de se organizar no tempo, sua incapacidade crescente de serem ágeis nos gestos e decisões. Desde os poucos minutos dos sinais luminosos para se atravessar uma rua, até as grandes filas nos supermercados, a dificuldade de caminhar por calçadas quebradas e a hesitação ao digitar uma senha de computador, qualquer coisa que tire o adulto de seu tempo de trabalho e do seu lazer, ao acompanhar os pais, é causa de irritação. Inclusive por que o próprio lazer, igualmente, é executado com horário marcado e em espaço determinado.
Nas salas de espera veem-se os idosos calados e seus filhos entretidos nos seus jornais, revistas, tablets e telemóveis, preocupados com aquilo que se passa na realidade virtual. Vive-se uma vida velocíssima, em que quase todo o tempo do simples existir deve ser vertido para tempo útil, entendendo-se tempo útil como aquele que também é investido nas redes sociais. Enquanto isso, para os mais velhos o relógio gira mais lento, à medida que percebem, eles próprios, irem passando pelo tempo. O tempo para estar parado, o tempo da fruição está limitado.
Os adultos correm para diminuir suas ansiosas marchas em aulas de meditação. Os mais velhos têm tempo sobrante para escutar os outros, ou para lerem seus livros, tudo aquilo que possa requerer reflexão. Ou somente uma leve distração. Os idosos devoram artigos, revistas e informações sobre o seu trabalho, em suas hiper especializações. Têm que estar a par de tudo “just in time” – o que não significa exactamente saber, posto que existe grande diferença entre saber e tomar conhecimento. Já, os mais velhos querem mais é se livrar do excesso de conhecimento e manter suas mentes mais abertas e em repouso. Ou, então, focadas naquilo que realmente lhes faz bem como pessoa.
Restam poucos interesses em comum a compartilhar.
Idosos precisam de tempo para fazer nada e, simplesmente recordar.
Idosos apreciam a prosa de uma conversa compassada.
Adultos têm necessidade de dizer e de contar.
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You, Artur Arêde and 8 others

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