negar a ciência

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Os negacionistas continuam ativos em todo o mundo, contra o bom senso…. e temos pena.
É sempre bom escutar opiniões livres que considerem que a ciência não é tudo, que os cientistas se enganam e que o complexo industrial farmacêutico quer basicamente vender produtos.
A ciência não é tudo. Ainda bem que não é e por isso temos músicos, escritores, cineastas, cozinheiros e muitos mais criativos a usar também o lado direito do cérebro. Mas em conhecimento, a ciência é o melhor que temos.
Os cientistas por vezes enganam-se. E de que maneira. MAs contra os enganos, os erros, existe uma rede de ciência para validar as posições. Compare o que acontece a um político que não cumpriu promessas ( nem sei se há algum…) a um cientista que se enganou nos cálculos ( nunca mais recupera credibilidade)
O industrial farmacêutico quer vender produtos? Estava-se à espera de quê ? Que oferecesse rebuçados ? Por isso tem de haver estados que pratiquem a justiça social e facilitem medicamentos e entidades reguladoras que lhes caiam em cima, e ataquem os interesses promíscuos. Não é fácil.
Todas as críticas úteis às deficências das vacinas são úteis. Mas apesar de tudo, a ciência é o que de melhor temos para conhecer a natureza …. não é o blá-blá negacionista.
Em 2007, Mark Hoofnagle sugeriu no seu Blogue Science Denialism que os negacionistas de temas como alterações climáticas e teoria da evolução, empregavam tácticas semelhantes para semear a confusão.
As cinco tácticas eram a teoria da conspiração, a seletividade, o uso de falsos especialistas, as expectativas irrealistas e as falácias argumentativas.
São as mesmas táticas que utilizam os negacionistas da anti-vacina. E deixo aqui a tradução que fiz há um ano do esquema de Hoofnagle.
May be an image of text that says "5 técnicas para negar a ciência F c Falsos especialistas Falácias lógicas Expectativas irrealistas Só indicar que convém Teorias da Conspiração Avalanche Minoria de opiniões ampliada Pseudo debate Mudar de regras Exemplos Ignorar Retirar do Isolados evidências contexto Contraditório Suspeição permanente Intenção maliciosa Obstinação noerro Fazer-se de vítima Imune a evidências Nada é por acaso Ad hominem Deturpação Ambiguidade Simplismo Falsa analogia Desviar atenção Declive escorregadio Caricatura Escolha forçada Causa única Exageração MarHoofnagle www.olaconsciencia.com"
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CIENTISTA PORTUGUÊS DE TOPO

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May be an image of 1 person, standing and text that says "SIC nOtICIOS Investigador português Rui Costa lidera, em Nova lorque, o maior instituto de neurociências do mundo"
Chama-se Rui Costa, é português e um longo caminho de descobertas sobre o cérebro fez dele um dos mais premiados cientistas portugueses e um dos mais reconhecidos especialistas em movimento e aprendizagem a nível mundial. E ele contou-nos a sua história e explicou-nos como o cérebro funciona em alguns momentos.
Veja o segundo episódio de “Descobridores” e conheça mais uma história de um português com um percurso inspirador em https://bit.ly/3oyUupy

FAIAL NOVAS DERROCADAS DO MONTE QUEIMADO

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Problema local muito importante ao qual tem que ser dada urgente atenção!
⛔️ Perigo no Monte Queimado ⛔️
Na manhã de hoje estava bem visível a quantidade (e tamanho) das rochas que caíram ao longo da noite e madrugada na estrada de acesso ao Monte da Guia;
❎ As derrocadas do Monte Queimado tornaram-se habituais. Desde 2019 tem sido regular a queda de pedras. A solução encontrada – a construção de um muro e desvio da faixa de rodagem – claramente não foi a mais adequada. Basta ver que hoje parte das pedras que caíram foram parar diretamente ao caminho;
O Monte Queimado precisa ser estudado e analisado. Temos que perceber qual o potencial de derrocadas em cada vertente do Monte e o que isso pode implicar ❗️
A segurança das nossas populações, do parque de contentores e do nosso património natural é algo sério e que nos deve preocupar a todos!
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  • Joao Matos

    Ja a muito que deveria ter cido feito o rampeamento desse cabeço

inundações canadá

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Deadly storm cuts transport links around Vancouver.
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Pelo menos uma pessoa foi morta e milhares foram retiradas das suas casas em consequência daquela que já é apelidada “a pior tempestade do último século” que está a afetar o noroeste do Pacífico, principalmente a Colúmbia Britânica.
"Pior tempestade do último século". Inundações fazem pelo menos um morto e cortam ligações no Canadá
RTP.PT
“Pior tempestade do último século”. Inundações fazem pelo menos um morto e cortam ligações no Canadá
Pelo menos uma pessoa foi morta e milhares foram retiradas das suas casas em consequência daquela que já é apelidada “a pior tempestade do último século” que está a afetar o noroeste do Pacífico, principalmente a Colúmbia Britânica. Os ventos fortes, as chuvas torrenciais e os deslizame…
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https://www.rtp.pt/noticias/mundo/pior-tempestade-do-ultimo-seculo-inundacoes-fazem-pelo-menos-um-morto-e-cortam-ligacoes-no-canada_n1363773
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Governo dos Açores cria juntas médicas para listas de espera – Jornal Açores 9

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“As baixas médicas, nomeadamente as realizadas por delegados de saúde, ficaram suspensas com a pandemia. No processo de retoma que estamos a desenvolver, será ainda esta semana publicada a criação de novas juntas médicas que permitam a recuperação de todo o tempo perdido”, observou Clélio Meneses. O governante falava aos jornalistas na Madalena, na ilha […]

Source: Governo dos Açores cria juntas médicas para listas de espera – Jornal Açores 9

açores gestão hospitalar

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“ é ”
Cristina Fraga presidente do conselho de administração do Hospital Divino Espírito Santo (HDES), afirma que, quando assumiu o cargo no início do ano, num contexto pandémico, o hospital não parecia estar centrado no utente, e diz que a prioridade é recuperar a lista cirúrgica e para consulta.
Está há cerca de 10 meses a presidir ao conselho de administração do HDES. Que ações definiu como prioritárias para este mandato?
Este conselho de administração já disse, por várias vezes, que a nossa prioridade é aumentar a atividade assistencial. A recuperação da lista de espera é o nosso foco, onde estamos concentrados e empenhados.
Quando diz lista de espera refere-se à cirúrgica?
Lista de espera cirúrgica e também lista de espera ao nível das consultas das especialidades não cirúrgicas.
Que hospital encontrou ao assumir o cargo?
Um hospital muito sensível que, no contexto de pandemia, não parecia estar centrado no utente. Não nos podemos esquecer que, em conflitos de egos, os doentes não podem ser prejudicados.
Situações como a das cirurgias oncológicas estarem há seis meses pendentes são inaceitáveis, e logo a seguir à nossa tomada de posse, começamos a retomar as cirurgias oncológicas na área da Urologia. Termos utentes com consultas de Dermatologia Oncológica pendentes sem remarcação, sem vigilância por mais de um ano, também não é aceitável.
E não é só a questão da pandemia… Nós ainda estamos em pandemia e conseguimos manter a atividade assistencial e até melhorá-la – os números são públicos. Isso significa que havia necessidade de mudar uma rota. Nós fizemos isso. E, como é lógico, o conselho de administração não faz isso sozinho, foi com o empenho de todos os colaboradores. E, mesmo aquando do incidente informático, conseguimos manter toda a atividade.
Para além disso, verificámos que em termos de infraestruturas há necessidade de melhorar, por isso pedimos uma avaliação do LREC que ainda aguardamos o resultado. É necessária, num hospital desta dimensão, uma manutenção anual, e até diária.
Verifiquei também uma necessidade extrema de recursos humanos, de aumentarmos o número de enfermeiros, médicos, para conseguirmos garantir toda a atividade assistencial.
Um das primeiras medidas foi a criação da Comissão de Emergência de Combate ao Covid-19, porque não queríamos repetir situações do passado. E podemo-nos orgulhar de sermos das poucas instituições nacionais que não tem tido nenhum surto – a comissão está disponível 24 sobre 24 horas, para serem tomadas de imediato medidas em função dos resultados dos testes, pois quanto mais rápido forem tomadas medidas, melhores os resultados.
Concluindo, vi que era um longo caminho, um caminho que não pode ser feito sozinha, mas sim com todos. E, que era necessário alterar a cultura, e delinear planos a curto prazo, a médio prazo, e a longo prazo.
Disse que o hospital não estava centrado no utente, estava centrado em quê?
Estava centrado apenas nas situações da pandemia, e, todas as necessidades não Covid-19 tinham sido canceladas. E temos de garantir equidade de acesso aos doentes de Covid-19, mas também aos doentes não Covid-19.
Perante este diagnóstico, que balanço faz destes primeiros meses no conselho de administração? O que foi possível concretizar e o que não foi?
No que se refere às cirurgias, conseguimos cumprir o Plano Cirurge, de recuperação de lista de espera cirúrgica – vamos chegar aos 100%, e até já adicionámos, após o despacho do senhor secretário, mais cirurgias. Verificámos que é necessário aumentar o número de salas e de recobro, na área de ambulatório, para aumentar o número de cirurgias e conseguirmos prestar mais cuidados aos utentes e conseguir reduzir a lista de espera.
Em relação à contratação, a burocracia levava a que os internos, após a conclusão da especialidade, ficassem um ano ou mais sem serem contratados. E, nós conseguimos que os internos, que acabaram a especialidade no início do nosso mandato, fossem contratados em sete meses, com o apoio da tutela. É necessário reter os talentos que nós temos.
Os jovens é que trazem muitas vezes uma dinâmica que o hospital precisa.
Que necessidades de recursos humanos identificou?
Vamos abrir concursos para várias especialidades: três vagas de medicina física, duas de anatomia patológica, quatro de medicina intensiva, seis de medicina interna, uma de gastroenterologia, uma de cirurgia vascular, quatro de pediatria, uma de radiologia, um de infecciologia… Ainda este ano. Isto reflete quais as necessidades.
Foi aberto este ano um concurso para cerca de 60 enfermeiros. Entrarão no quadro?
Serão para o quadro. O nosso investimento será introduzir mais capital humano dentro da própria estrutura do hospital, principalmente nas equipas de enfermagem e médicos. E, em relação aos enfermeiros, temos candidaturas espontâneas que muitas vezes são aceites.
Que investimentos estão previstos e quais os que já foram feitos?
O nosso plano estratégico para 2022 – 2024 contempla a área da informática. Este ano, fizemos investimentos em várias áreas desde a pneumologia, ginecologia, anestesia, laboratórios, cirurgia vascular, microscópio cirúrgico de otorrinolaringologia, para o serviço de Urgência, estomatologia (substituímos as cadeiras que estavam desde o início da abertura, com 22 anos), e procedemos à renovação de vários equipamentos do bloco operatório. Na área da imagem, na cardiologia, na área da gastroenterologia, com a aquisição de eco-endoscópios lineares. E iremos fazer ainda mais investimentos para o ano. Porque verificámos que o parque de equipamentos da nossa instituição estava, em muitas áreas, com necessidade de renovação imediata. E não é possível fazer tudo num único momento – tem de haver cabimento orçamental e ver as prioridades. E é uma renovação para dar um salto tecnológico.
E ao nível das infraestruturas?
Haverá a ampliação do recobro e das salas operatórias; a ampliação da Urgência é uma das prioridades; e, a médio ou longo prazo, pretendemos ter a Unidade de Cuidados Intensivos por cima da Urgência, agregando tanto a parte de cuidados intensivos polivalente adultos, incluindo a de intermédios, e a Neonatologia que estão ambas dispersas no hospital, e ser criada a Unidade de Cuidados Intermédios Pediátrica. (…) Estamos a trabalhar no projeto da Urgência.
Nestes poucos meses, têm existido sucessivas polémicas públicas envolvendo a administração do hospital. Aceita a crítica de falta diálogo, nomeadamente com os profissionais de saúde?
As nossas portas estão sempre abertas. Quem trabalhou comigo na Hematologia sabe que eu sou aberta a críticas e este conselho de administração também, mas a críticas construtivas que levem a propostas de solução para os problemas. Agora, não considero críticas algumas questões menores. Quem é que não fala com este conselho?
Uma das situações foi o facto do conselho de administração ter decidido contratar uma equipa cirúrgica para fazer cirurgias de Otorrinolaringologia, sem passar pelo Serviço. E mais recentemente a situação da contratação da radioncologista sem a concordância da Unidade de Oncologia…
Volto à sua primeira questão… A nossa missão, o nosso objetivo é aumentar a atividade assistencial, principalmente na área cirúrgica. Isto foi transparente e foi divulgado. Na especialidade de Otorrinolaringologia, não havia atividade adicional. Houve diálogo – certamente o nosso diretor clínico tem toda a documentação sobre o número de reuniões que houve. Mas quando houve essa recusa, o que espera o povo açoriano deste conselho de administração? Que fique de braços cruzados? Não ficamos de braços cruzados. Se não há resposta interna, iremos procurar resposta externa. Aconteceu o mesmo com Oftalmologia – vêm colegas de fora fazer prestação de serviços, Cirurgia Plástica, Urologia, Neurocirurgia.
Mas essa decisão resultou de não ter havido disponibilidade dos profissionais de saúde?
Houve recusa… Nós temos estrutura, bloco, sala, tempo, equipa de enfermagem, assistentes operacionais e, principalmente uma lista de espera… Nós temos emails de pais de crianças que têm de estar na terapia da fala porque têm amígdalas aumentadas… Qual é a nossa função? A minha é essa. É fazer com que haja otimização dos recursos existentes. Esgotar primeiro na instituição, na Região Autónoma dos Açores, e procurar outras soluções. E foi isso que foi feito.
No caso da Unidade de Oncologia, que está há alguns meses a funcionar com constrangimentos por falta de médicos, devido a baixas, e, como foi tornado público, os médicos estão em situação de ‘burnout’, por que razão não houve, nesta situação, disponibilidade para resolver mais rápido esse problema que levou a que haja centenas de utentes sem consultas de vigilância?
Tenho de agradecer à equipa de médicos, enfermeiros e assistentes operacionais que conseguiram garantir todos os tratamentos de doença ativa que eram necessários. Agora, falar mais sobre este assunto quando o senhor secretário nos solicitou um processo de averiguações e que está a decorrer, não me cumpre a mim falar sobre esse processo.
Mas o que está a ser feito para resolver este problema?
A direção clínica contactou, na Região, o Hospital Santo Espírito da Ilha Terceira e esgotou os recursos da Região. Em dezembro, virá outro colega e estamos a aguardar resposta de outros médicos do IPO de Lisboa. Não ficamos de braços cruzados. É necessário, com alguma serenidade, dar tranquilidade aos doentes oncológicos que terão a sua consulta – que é para isso que nós estamos aqui.
Estão previstas contratações para a Unidade de Oncologia?
Terei todo o gosto a responder a isso, mas neste momento, apenas e só porque está a decorrer o processo de averiguações, eu tenho de me remeter ao silêncio sobre esse assunto.
O que levou à decisão de contratar uma radioncologista, quando a Unidade de Oncologia mostrou-se desfavorável a esta contratação? E que funções está a desempenhar?
A Radioncologia é uma especialidade como Hematologia, como Oncologia, ou Cirurgia Vascular. O hospital não tinha esta valência, mas o HSEIT tem uma radioncologista, e o IPO de Lisboa tem uma radioncologista e quem presta o serviço é a Joaquim Chaves. Nós nunca hesitaremos em contratar quem seja uma mais-valia para esta instituição.
E trabalha com a Unidade de Oncologia?
Ela trabalha com várias especialidades: desde a Urologia, Otorrinolaringologia, Cirurgia Geral, Oncologia, Hematologia, Ginecologia. São consultas multidisciplinares. A radioterapia não é só para a área da Oncologia.
No que se refere ao problema do ‘burnout’ dos profissionais de saúde. Sendo esta uma instituição de saúde, o que é feito para prevenir este problema, nomeadamente na atenção às circunstâncias de cada serviço?
Eu também tenho a especialidade de Medicina do Trabalho, e esta é uma área a que estamos atentos. Temos um serviço de saúde ocupacional que está sempre disponível, sempre aberto, e temos lá uma psicóloga. Sempre que é detetada alguma necessidade pelo diretor de serviço, enfermeira-chefe, ou o próprio colaborador, têm sempre a possibilidade de serem avaliados pela equipa. É lógico que, num ano de pandemia, não só a responsabilidade e o empenho necessários por parte dos profissionais de saúde levam a algumas situações mais extremas. Mas têm de ser detetadas precocemente e trabalhadas.
Há uma postura preventiva dos serviços, em situações em que, por razões diversas, se verifica a sobrecarga de trabalho para os profissionais de saúde, prevendo recursos adicionais?
Um dos pilares de uma instituição é a alegria no trabalho. Não conseguimos fazer tudo no imediato, mas temos feito. Nós criamos o hashtag #serhdes. O conselho de administração quer que os nossos colaboradores tenham orgulho nesta instituição. Queremos devolver esse orgulho a muitas pessoas que tiveram desânimo ao longo dos anos e que perderam a esperança nesta instituição. E, muito importante, queremos cativar e conquistar quem nunca sentiu o que é “ser HDES” e tenha esse sentimento. É essa mudança de cultura desta organização que nos vai fazer manter a rota necessária.
Em relação à cooperação entre os hospitais da Região e a Unidade de Saúde de Ilha, o que é que ainda é preciso fazer para que haja uma maior integração e articulação de cada um, de modo a melhorar os cuidados?
O senhor secretário fez uma reunião com os conselhos de administração, para otimizarmos os recursos humanos. Isso é importante, porque é necessário haver uma coesão, como um puzzle.
Mas quem já fez puzzles sabe que, muitas vezes, se se levantar as peças, a coesão deixa de existir e é preciso colar. Os hospitais precisam de ter essa coesão e só pode ser feita com a interoperabilidade dos vários sistemas, tanto dos cuidados primários de saúde, e ao nível hospitalar. Penso que, no próximo ano, com o PRR e a transformação digital…
Este é um projeto com décadas. É desta vez que será concretizado?
Tenho a certeza de que vai acontecer, porque é necessário. Estamos um pouco atrasados, mas é necessário dar este salto. Para este hospital, com as tecnologias, nós podemos ser uma hub central, não só para outros hospitais, no sentido da telemedicina e telemonitorização. Para outros hospitais, onde haja escassez de recursos humanos, na área dos cuidados intensivos, temos um projeto muito interessante da União Europeia que vai ser uma mais-valia… Para as unidades de saúde que não tenham médico, a telemonitorização permite em tempo real ter todos os parâmetros para tomar decisões, associadas a uma inteligência artificial que nos consegue projetar no futuro e sugerir algumas medidas. E, permite a hospitalização domiciliária.
Quando é que será possível a hospitalização domiciliária?
No próximo ano. Temos recursos humanos, está pensado um projeto onde queremos investir, vamos investir…
O hospital esteve sem sistema informático e internet durante cerca de dois meses e meio. Que ameaça é que foi? Justificou, de facto, esta paragem total?
O incidente informático não foi invenção. Ele existiu… Mas conseguimos manter a atividade assistencial. O hospital não parou e isso deveu-se aos colaboradores. O ‘blackout’ foi necessário e ainda bem que foi feito. Estamos a criar uma nova estrutura, rede, para criar robustez num dos pilares – a informática – para toda a inovação e tecnologias que sem um suporte forte não funcionam. E estou certa que daqui a um ano, já haverá mudanças.
Há um outro problema crónico do hospital que é a sobrecarga do internamento com casos sociais, criando por vezes dificuldades no internamento de doentes. Há alguma solução para este problema?
O hospital é para tratar situações agudas. E este é um problema que passa de administração em administração. Temos feito várias reuniões com o ISSA, e, numa das últimas que fizemos com o senhor secretário e com a USISM, conseguiu-se uma articulação. Uns são casos sociais, outros necessitam de cuidados continuados, e serão absorvidos pela USISM. No plano de outono/ inverno que discutimos a reunião, pretendemos funcionar em fole, ou seja, ter enfermarias para doentes agudos respiratórios, enfermaria para manter a recuperação da lista de espera, e, de acordo com as necessidades iremos abrindo ou fechando mais enfermarias. Temos todas as semanas cinco ou seis pessoas referenciadas, e da mesma forma ficam outros cinco ou seis. E este plano é essencial para evitarmos as imagens que vemos a nível nacional, com macas pelos corredores, Urgências em rutura.
Da mesma forma, estamos a terminar os pavilhões verde e azul, para as situações não graves e que poderiam ser solucionadas nos SAU, de forma ao hospital ficar com as situações prioritárias (laranja e amarela).
Nós detetamos os problemas e procuramos soluções que podem não ser as situações ideais, mas somos um conselho de administração de ação.
(Texto: Paula Gouveia – Foto: Eduardo Resendes – Açoriano Oriental de 07/11/2021)
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Cidália Garcia, Fátima Silva and 38 others
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    Pierre Sousa Lima

    Excelente entrevista da Dra. Cristina Fraga que, demonstrando conhecer bem os “cantos à casa”, propôs-se realizar uma gestão profissionalizada do HDES como há muitos anos se mostrava necessária e, naturalmente, agora incomóda uns quantos que já se julgavam os donos das suas “capelinhas” (leia-se serviços) naquela unidade de saúde, que se encontrava praticamente em auto-gestão.
    Por experiência própria conheço bem as consequências da mudança empresarial e os incómodos que inicialmente traz a alguns profissionais de topo, no caso médicos, que parecem esquecer serem pagos com o dinheiro dos contribuintes / utentes e que, como qualquer empresa, seja ela pública ou privada, tem por primeiro objectivo servir os seus “clientes” e os interesses da comunidade em que se insere.
    Sinceros votos dos maiores sucessos à Dra. Cristina Fraga e toda a sua equipa de gestão.
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      Fátima Silva

      Pierre Sousa Lima faço tuas as minhas palavras. Grande vontade da dra. Cristina Fraga e sua equipa de mudança sempre com a grande preocupação dos utentes. Somos nós os sofredores, somos nós que merecemos o melhor do nosso hospital.

      Parabéns

      Dr. Cristi…

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queremos a SATA ou não?

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ã?
Há poucos meses esta pergunta não fazia sentido.
A verdade é que, no tempo presente, até partidos políticos já põem em causa a continuação da Azores Airlines, com o argumento de que não podemos continuar a capitalizar uma empresa que está absorver uma boa maquia dos nossos recursos financeiros.
O deputado Nuno Barata tem sido o ‘grilo falante’ desta coligação, onde todos os restantes deputados se mantêm num silêncio confrangedor sobre os problemas que afectam as nossas vidas.
O PS ainda não recuperou da atordoada daquela noite de Outubro, os que integram a coligação prosseguem a estratégia fatal da governação anterior, que é dizer amém a tudo, e dos restantes, com pouca credibilidade, apenas o deputado liberal tem levantado a voz a pedir as reformas que a mudança eleitoral exigia.
É preciso, de facto, começar a questionar aspectos da governação, que parecem seguir os mesmos passos da anterior.
Se a SATA é assim tão estratégica para a Região, convém começar a explicar como é que se mantém a empresa de pé, se é apenas para manter a Air Açores, se é para manter as duas, se é para deixar cair a Azores Airlines e abrir outra ou ficar sem operações para o exterior, se serão públicas ou privadas…
Estar a fazer uma reestruturação que ninguém conhece, sem explicar aos açorianos o que se pretende, é contribuir para a confusão, o conflito e a desinformação.
Alimentar este silêncio à volta desta e de outras reformas essenciais na sociedade não é muito aconselhável para a boa saúde do sistema e muito menos para o modelo de governação que temos.
É verdade que temos poucos recursos e o cobertor orçamental não chega para todos.
Mas quando se promovem, de ano para ano, sem mais discussão, orçamentos em que a maior fatia do bolo é para pagar despesas correntes e apenas restam uns miolos para investimento, então estamos a ir no caminho errado.
Pior do que isso, é recorrer, permanentemente, ao endividamento, deixando responsabilidades futuras para as próximas gerações que nenhum pai gosta de deixar como herança.
Estes problemas estiveram sempre em banho maria ou fora da agenda nos governos anteriores. O facto de surgirem agora com mais afinco é sinal de que há mais abertura democrática e transparência para promover um debate, sem medos, que nos leve a todos a reflectir sobre que caminhos estamos a escolher.
A SATA é, por agora, um ponto de partida, mas há muitas outras variáveis que merecem ser questionadas neste sistema autonómico em que muitos ainda não se revêem ou deixaram de se rever.
É preciso debater, reflectir, questionar, escrutinar, reformar e não ter medo de mexer com muitos interesses instalados de vários anos e com muitos vícios.
É isto que distingue a qualidade da política e dos políticos.
(Osvaldo Cabral – Diário dos Açores de 07/11/2021)
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Estudo denuncia aumento “substancial” de desinformação climática no Facebook

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O relatório divulgado esta quinta-feira pelo grupo independente Real Facebook Oversight Board e pela organização ambiental Stop Funding Heat analisou os dados de mais de 195 páginas e grupos na rede social. Concluem que a escala de desinformação climática no Facebook é “impressionante” e “aumentou substancialmente” no último ano.

Source: Estudo denuncia aumento “substancial” de desinformação climática no Facebook

AURORA BOREAL ATÉ NA CALIFÓRNIA

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🌎☀️ AURORA BOREAL ATÉ NA CALIFÓRNIA | Tempestade solar está atingindo a Terra. Os astrônomos chamam a ejeção solar pelo curioso nome de “canibal”. O incrível é que trouxe auroras boreais até na Califórnia, perto de Los Angeles.
Tempestade solar "canibal" traz aurora boreal até na Califórnia
METSUL.COM
Tempestade solar “canibal” traz aurora boreal até na Califórnia

Casa desaba em São Miguel devido a chuva forte mas sem fazer vítimas – Jornal Açores 9

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O coordenador da Proteção Civil do concelho de Ponta Delgada, Pedro Azevedo, explicou à agência Lusa que se tratava de “uma habitação antiga, localizada na Avenida Príncipe de Mónaco”, na cidade de Ponta Delgada e que, devido à chuva intensa na ilha de São Miguel, acabou por se desmoronar”. “O casal e os dois filhos […]

Source: Casa desaba em São Miguel devido a chuva forte mas sem fazer vítimas – Jornal Açores 9