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Sobre CHRYS CHRYSTELLO

Chrys Chrystello jornalista, tradutor e presidente da direção da AICL

Carta aberta ao Presidente da República, 1º Ministro e Presidente do Governo Regional dos Açores fechem as portas ao vírus

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Carta aberta ao Presidente da República, 1º Ministro e Presidente do Governo Regional dos Açores

 

Crónica 323 fechem as portas ao vírus, exijo o fecho das fronteiras aéreas nos açores 14.3.2020

fechem as portas ao vírus

Escrevo a quente no momento em que a Madeira coarta a entrada via aérea a várias nacionalidades, enquanto aqui todo o bicho careto, infetado ou não, continua a entrar nos nossos aeroportos como se nada se passasse. Parafraseando o colega Diretor do Diário dos Açores “A vida de um açoriano vale mais do que um avião cheio de turistas” .

Não faço ideia de quanto vale uma vida em Portugal mas pelo que vejo não deve valer muito.

Luís Aguiar-Conraria (filho de um grande escritor açoriano, Cristóvão de Aguiar) escrevia no Expresso de hoje “É verdade que quando se fala em políticas públicas não faz sentido dizer que a vida não tem preço. Se cada vida tivesse um valor infinito, a implicação seria que estaríamos dispostos a gastar milhares de milhões de euros para salvar uma vida, o que, obviamente, não é o caso. Mas como definir o valor de uma vida?…. vários estudos concluem que o valor estatístico de uma vida anda entre os dois a dez milhões de euros. Ou seja, mesmo que esta crise viral não tivesse qualquer impacto no PIB, se o resultado fosse a morte prematura de, digamos, 5 mil pessoas, para um economista isto seria muito mais grave do que uma enorme recessão. Na verdade, corresponderia a uma quebra de 14% do PIB, uma recessão quase sem precedentes.

Felizmente aqui nos Açores ainda damos valor à vida dos açorianos e queremos continuar assim, já basta a contaminação na Ilha Terceira causada pelas tropas norte-americanas, os cancros que poderíamos não ter, o custo da insularidade, o custo da desertificação das ilhas, a sangria permanente que sofremos em virtude da nossa insularidade, de 500 anos de abandono pela mentalidade colonial centralista de Lisboa, o clima cheio de contingências, os sismos e os vulcões, a continuada dificuldade de ligações interilhas e tanta outra coisa que nos carateriza….

Sabemos que esta crise vai custar caro em termos de uma economia sobredependente do turismo mas interessa, o PUB vai cair abruptamente, empresas vão falir, e muita miséria virá se continuarmos a pensar nos $$$ em vez de pensarmos nas pessoas ou se continuarmos a pensar no equilíbrio orçamental que a EU nos impõe em vez de pensarmos nos portugueses (às vezes não parece mas os habitantes dos Açores são tecnicamente habitantes de Portugal).

Interessa, para já, salvar vidas e depois reconstruir o tecido social que nos rodeia. Por isso, reúnam economistas e médicos e quem mais quiserem, mas decidam já o fecho de fronteiras para tentar salvar o máximo de pessoas, a população portuguesa já é idosa em demasia para se poder reconstruir o país e precisamos de todos, cada vida perdida é menos economia futura… o dinheiro que deram à anca teria dado para comprar muitos ventiladores e equipar melhor todos os hospitais… e se sempre houve dinheiro ara a banca, agora tem de haver dinheiro para fechar as fronteiras, esquecer o turismo e pensar-se em salvar vidas, pode ser a minha, a nossa ou a vossa.

PS depois de escrever isto e de saber que o presidente do GRA já pediu a Lisboa o fecho dos voos resta-me pedir ao pessoal da SATA uma GREVE , JUSTIFICADA POR MOTIVO DE SAÚDE.. PESSOAL DA SATA ENTREM EM GREVE POR MOTIVO JUSTIFICADO DE PERIGO DE SAÚDE PÚBLICA….só assim param de entrar pessoas…contaminadas ou não

Chrys Chrystello, Jornalista, Membro Honorário Vitalício 297713 [Australian Journalists’ Association MEAA]Diário dos Açores (desde 2018) Diário de Trás-os-Montes (desde 2005) e Tribuna das Ilhas (desde 2019)

UM EXEMPLO A SEGUIR EM PORTUGAL: Australians could face fines of up to $50,000 and jail time for breaching coronavirus isolation | Daily Mail Online

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People who are believed to have contracted the disease are told to stay at home for 14 days, as well as those who have been in contact with anybody who had been in South Korea, China, Iran or Italy.

Source: Australians could face fines of up to $50,000 and jail time for breaching coronavirus isolation | Daily Mail Online

O PÂNICO É PIOR QUE O VÍRUS

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O PÂNICO É PIOR DO QUE O VÍRUS
14 Março 2020
João Melo/ DN
Opinião
Tenho consciência de que talvez esteja na contracorrente da opinião mediática tornada dominante nos últimos dias, processo iniciado quando o novo corona vírus tomou conta da velha Europa, deixando de ser chamado por alguns de “vírus chinês”, e que culminou com a declaração da Organização Mundial do Saúde (OMS) do dia 11 de Março, classificando-o como uma pandemia, embora sem alterar (agravar) as suas recomendações sobre a forma como devemos lidar com o mesmo. Contenção – disse a OMS – deve continuar a ser a principal direção do combate ao covid-19.

Na realidade, o pânico está instalado. Lamento acrescentar que a imprensa (em todo o mundo) é a principal responsável pela criação desse estado de espírito, atraída, inadvertidamente ou não, pelo lado-espetáculo do jornalismo, facto mal “justificado”, no caso dos meios de referência, pelo imperativo da verdade factual.

Assim, nas primeiras semanas, a grande preocupação da imprensa era contar os números de infeções e de mortes, sem quaisquer explicações, sem mostrar a relação entre eles em termos de percentagem, sem comparar com surtos anteriores, sem valorizar os desenvolvimentos positivos (por exemplo, a desaceleração do vírus na Ásia) e, principalmente, sem qualquer noção de serviço público, tendo levado demasiado tempo a fornecer informação sistematizada e massificada sobre os cuidados a ter para prevenir o contágio.

A própria maneira como foi noticiada a declaração da OMS sobre o caráter pandémico foi incompleta. Com efeito, não li até hoje, em nenhum jornal do mundo, uma explicação sobre o que significa “pandemia”, o que, devido ao clima gerado previamente, pode levar a pensar que o vírus se tornou mais perigoso a partir do dia 11 de Março. Não. “Pandemia” pode ser definida como uma enfermidade epidémica amplamente disseminada, ou seja, que atinge vários locais do planeta. Não significa doença mais grave ou mais mortal. O público médio não tem obrigação de saber isso, logo, era necessário descodifica-lo (uma das funções do jornalismo).

Naturalmente, não pretendo dar lições a ninguém, mas parece ter faltado um elemento fundamental (infelizmente esquecido com demasiada frequência) à narrativa jornalística: enquadramento. Factualismo é muito mais do que mera referência a acontecimentos ou um simples alinhamento de números.

Entretanto, pior – muito pior – do que eventuais equívocos, por parte da generalidade da imprensa mundial, no tratamento desta pandemia é a atitude deliberada daqueles que, em todos os países, estão interessados, por razões “políticas” ou mesmo pura maldade, em criar o pânico social. Mais uma vez, lamentavelmente, as redes sociais têm sido a principal ferramenta desses autênticos criminosos.

Além, pois, de estar consciente de que a minha posição, em geral, se situa na contramão do “discurso do pânico” (consciente ou inadvertido; voluntário ou não), sei igualmente que “remar contra a maré”, neste caso, é inútil, pois, como disse atrás, o pânico já está instalado.

E, contudo, é imperioso insistir num meio termo, assim caracterizado por uma amiga: nem cair em pânico nem encarar esta situação como se fosse absolutamente vulgar, idêntica a uma gripe comum. Ou seja, é preciso manter a “higiene pessoal e social”, mas sem pensar que estamos no fim do mundo.

Para não entrar em pânico, é preciso começar por compreender que todo o vírus novo começa por ter uma expansão crescente e, portanto, não ficar impressionado (diferente de despreocupado) com o mórbido espetáculo dos números de novos casos de infetados, bem como de mortes, anunciados todos os dias.

Dito isto, cada um de nós tem de fazer a sua parte. A primeira atitude será seguir os conselhos dos médicos e cientistas (não dos profetas de mau agoiro das redes sociais). A segunda, reforçar os hábitos de higiene básicos. A terceira e última, evitar comportamentos de risco (comprovados).

A imprensa, em todo o mundo, também pode e deve dar uma ajudinha. Sem deixar de noticiar os novos números (não esquecer as “boas notícias”, isto é, as reduções de infeções e de mortes), a prioridade deveria ser, na minha opinião absolutamente leiga, a identificação dos comportamentos de risco e a divulgação das medidas e das cautelas a observar para conter o covid-19.

O pânico é pior do que o vírus. Este último – disse-o a própria OMS – pode ser controlada. Se-lo-á.

Escritor e jornalista angolano e Diretor da revista ÁFRICA 21

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SERÁ QUE VASCO CORDEIRO NÃO PODE FAZER O QUE QUER?

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Carmen Ventura

Se o presidente do governo não pode tomar as medidas que deseja, o dever a que está obrigado é falar claro aos açorianos. Dizer o que se passa. A declaração de ontem teve o condão de deixar, apenas, intranquilidade. Afinal nem conseguiu explicar a que se deveu a passagem a estado de contingência. Uma declaração com duas horas de atraso.
Mais. O governo dos Açores não pode, mas o da Madeira sim??? Pior do que não falar claro é insultar a inteligência dos açorianos que até ontem depositavam e apreciaram a forma como falou à Região. Mas foi sol de pouca dura. Infelizmente. (CV)

Expresso | Covid-19. Cerca de 90% dos colaboradores da Vodafone em teletrabalho por tempo indeterminado

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Esta sexta-feira, depois das medidas de emergência tomadas pelo Governo português, a Vodafone decidiu reforçá-lo “com a implementação, por tempo indeterminado, do regime de Trabalho em Mobilidade Excecional”

Source: Expresso | Covid-19. Cerca de 90% dos colaboradores da Vodafone em teletrabalho por tempo indeterminado

Covid-19 já matou 5.402 pessoas e infetou mais de 140 mil em todo o mundo – ECO

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O número de pessoas infetadas desde dezembro pelo novo coronavírus no mundo aumentou para 143.400 e o número de mortes subiu para 5.402.

Source: Covid-19 já matou 5.402 pessoas e infetou mais de 140 mil em todo o mundo – ECO

Coronavírus. Escola de Medicina participa em carta aberta a Primeiro Ministro – ComUM

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O Conselho de Escolas Médicas Portuguesas disponibiliza ajuda para resolver a crise de saúde pública atual.Ontem foram tomadas medidas por parte do Governo.

Source: Coronavírus. Escola de Medicina participa em carta aberta a Primeiro Ministro – ComUM