Sobre CHRYS CHRYSTELLO

Chrys Chrystello jornalista, tradutor e presidente da direção da AICL

jose gabriel avila o veneno

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(crónica publicada no Diário dos Açores em 14/03/2020)
O veneno

Hoje não vou falar do novo coronavirus ou do CONVID-19.
Porquê? Porque já disse o que tinha a dizer e, pelos vistos, com razão. O assunto é demasiado preocupante e sério, e ultrapassa as minhas simples opiniões. Deixo isso aos governantes, políticos, médicos, enfermeiros que, perante a invasão avassaladora do “veneno” tomam as melhores decisões para impedir a sua expansão e proteger os cidadãos preocupados com o que lhes pode acontecer, se a doença lhes bater à porta.
O termo científico para o vírus parece-me, todavia muito interessante e relaciono-o com outros que passaram por mim ao longo da vida.
Quando fui militar, habituei-me a ouvir o altifalante da parada chamar pelo soldado/recruta n.º 611169/68 para ir ao telefone. E todos nós que sabíamos o nosso número mecanográfico de cor e salteado ficávamos com o ouvido à escuta, não fosse aquela a chamada que muito ansiávamos para desanuviar a semana chata de exercícios repetitivos destinados a ensinar como combater o IN lá longe, nas picadas das matas da serra do Uíge ou na fronteira do Leste de Angola.
Covid-19 é quase um termo para-militar, semelhante à HK-21 – metralhadora ligeira utilizada pelo Exército colonial português.
Nas aulas ao ar livre, aprendíamos a desconjuntar esse equipamento para o caso de, em operações no mato, o sabermos reparar. Como se fosse possível a um pelotão, em missão pelas frondosas florestas angolanas, transportar uma oficina e um mecânico para recuperar armamento avariado, após uma emboscada!…
As G-3 eram mais fiáveis – dizia o instrutor- e dificilmente deixavam mal um combatente. Nunca me vi em tais apuros, -dou graças por isso! – mas era o que se ouvia na caserna.
Nesses tempos de mancebo, os instrutores compraziam-se em explicar o funcionamento dos RPG2 e RPG7 – lança-rockets – sem permitirem que qualquer recruta ousasse experienciar o seu alcance. Se tal acontecesse, corria-se o risco da cidade de Nova Lisboa ficar deserta com o seu estrondoso sinal de guerra.
Um dia, o tema era o SPG-82, um canhão sem recuo só transportável em viatura devido à sua grande dimensão. O exemplar que nos foi apresentado jazia na arrecadação militar. Nunca fora usado, não fizera moléstia a ninguém e não se enquadrava na estratégia de ataque da guerrilha na mata. Pintado de verde escuro, cor da selva, aquele bicho enorme estava meticulosamente polido com óleo anti-ferrugem, como se de grande obra de arte se tratasse… Provavelmente, só mais tarde foi usado na guerra urbana que, durante largos anos, ceifou, sem apelo nem agravo, vidas e cidades angolanas.
Outro espécime militar que fez parte das aulas da Escola de Aplicação Militar de Angola (EAMA) foi a UZI m/961, pistola metralhadora em fim de vida, mas que fora também um veneno bélico.
A minha convicta oposição à guerra colonial, recusava tudo quanto fosse destruição e morte, pelo que não me recordo sequer de ter tocado em objeto tão odioso. E se refiro mais alguns como: o Jeep m/44, o UNIMOG usado também para reabastecimento e transportar sacos de café dos negros para o mercado, no fim da guerra colonial, ou as Berliet Tramagal, é sobretudo para recordar peripécias que não provocaram acidentes e mortes, porque “deus não foi servido”…
É que a guerra tem efeitos muito mais perniciosos que qualquer vírus que paira por aí sem darmos conta e afeta gravemente as nossas vidas.
Por que é que ambos tem aquelas designações e números, e não outros? Só os entendidos sabem explicar.
O certo é que o catálogo dos equipamentos militares e dos vírus é infindável. Uns e outros, apesar dos combates incessantes para os liquidarem, não cessam de surgir e de ser uma ameaça constante à tranquilidade humana.
Vírus, termo que em latim significa veneno, ou agentes infecciosos de múltiplas doenças, são semelhantes às armas, porque geradores de morte. E mesmo quando se descobrem antídotos, desenvolve-se uma guerra sem tréguas para encontrar um vencedor, temporário embora, porque outro vem no seu encalço…
A humanidade, nos dias que correm, preocupa-se mais com os efeitos do Covid-19 do que com a produção de armamento militar que mata de fome, diariamente, 25 mil crianças em países do terceiro mundo e em campos de refugiados.
Nos meus tempos de tropa, o IN era o vírus (veneno) indesejável que a força das armas em vão tentou destruir, como reza a história militar portuguesa.
Passado meio século, vimo-nos confrontados com outras doenças e guerras, e a paz continua uma aspiração adiada e as crianças são as mais sacrificadas.
No poema “Balada da Neve”, Augusto Gil interroga-se sobre o tormento de tantas crianças atacadas pela fome e pela doença:
“Que quem já é pecador
sofra tormentos, enfim!
Mas as crianças, Senhor,
porque lhes dais tanta dor?!…
Porque padecem assim?!… “
Vivemos, cada vez mais, num mundo de incertezas, onde as doenças e as guerras andam de braço dado e infetam, impunemente, todos os povos.

José Gabriel Ávila
jornalista c.p. 239 A

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Trabalhadora do aeroporto Sá Carneiro infetada com Covid-19 – JN

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Uma trabalhadora da empresa de serviços aeroportuários Portway, que opera no aeroporto Francisco Sá Carneiro, está infetada com o novo coronavírus.

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Expresso | Economia de guerra

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É quase como nos tempos de guerra, em que uma significativa parte da força de trabalho é mobilizada para o exército ou para atividades que apoiam a guerra. Só que neste caso somos mobilizados para estar em casa

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sobe para 331 o nº de infetados

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Covid-19, actualização. 86 novos casos confirmados (+35%). Açores sem novos casos. O total por Região de Saúde + Estrangeiros (330) é menor do que o total do país /331) – para esclarecer onde falta este caso …

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dgs aqui
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um médico avisa: a longa quarentena que aí vem…meses… preparem-se

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Parece-me que já ouvi isto diversas vezes…
*QUARENTENA OBRIGATÓRIA*
*FRONTEIRAS FECHADAS*
*ESTADO DE EMERGÊNCIA*
*USO CORRECTO DOS VÁRIOS TIPOS DE MÁSCARAS*
*HIGIENE ESPECIAL DAS MÃOS*
*HIGIENE ESPECIAL DOMÉSTICA*

-5:55

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João Tilly

10 hrs

Se o que este médico disse for verdade… então Portugal acaba.
Porque o nosso tecido empresarial não vai aguentar 3, 4 ou 5 meses parado.
As pessoas não receberão ordenados ao fim de 1 mês porque ninguém lhos conseguirá pagar.
Também não é garantido que continue a haver comida e combustíveis. Quem os trará aos supermercados e às bombas de combustível se os motoristas se recusarem a trabalhar para se protegerem da doença?
Não terão os motoristas os mesmos direitos que os demais portugueses, que se protegem em quarentena?

Parece-me que, como estamos em guerra, terão as Forças Armadas que intervir. Na distribuição de combustíveis e Bens.
Mas não intervirão nas centenas de milhares de empresas que fecharão a porta. Muitas delas a partir já de hoje.

Óbito registado no HDES deu resultado negativo para infeção pelo novo coronavírus – Jornal Açores 9

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Em comunicado, a Autoridade de Saúde Regional que, relativamente a um óbito registado no Hospital do Divino Espírito Santo, em

Source: Óbito registado no HDES deu resultado negativo para infeção pelo novo coronavírus – Jornal Açores 9

mais de 50 mil mortos no Irão?

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What might be happening in Iran is beyond our imagination…

Farshid Dror Bakhshi

The declared CoronaVirus total deaths in Iran is 724. Observers speculate the actual number has surpassed 50,000. Number of infected is feared to be above a million. Near 1000 hospitals in Iran report a daily average of 3-7 Covid-19 related death each.

Coronavírus: Aeroporto de Lisboa não cumpre recomendações de segurança – Portugal – SÁBADO

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Imagens captadas na zona das chegadas do aeroporto de Lisboa mostram centenas de passageiros aglomerados e sem respeitar distância de segurança – Portugal , Sábado.

Source: Coronavírus: Aeroporto de Lisboa não cumpre recomendações de segurança – Portugal – SÁBADO