Sobre CHRYS CHRYSTELLO

Chrys Chrystello jornalista, tradutor e presidente da direção da AICL

padre de trancoso povoou portugal

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Image may contain: text that says "Padre Costa de Trancoso Viveu em Trancoso durante o sec. XV. Terá gerado 299 filhos em 53 mulheres. Entre saiba resto da história......... माल् 0"

Pedro Lourenço

Senteça do prior de Trancoso – o Padre Francisco da Costa

 


Esta foi a sentença proferida em 1467 num processo contra o Prior de Trancoso (Autos arquivados na Torre do Tombo, armário 5.o, maço 7):

“Padre Francisco da Costa, prior de Trancoso, de idade de sessenta e dois anos, será degredado de suas ordens e arrastado pelas ruas publicas nos rabos dos cavalos, esquartejado o seu corpo e postos os quartos, cabeça e mãos em diferentes distritos, pelo crime que foi arguido e que ele mesmo não contrariou, sendo acusado de ter dormido com vinte e nove afilhadas e tendo delas noventa e sete filhas e trinta e sete filhos; de cinco irmãs teve dezoito filhas; de nove comadres trinta e oito filhos e dezoito filhas; de sete amas teve vinte e nove filhos e cinco filhas; de duas escravas teve vinte e um filhos e sete filhas; dormiu com uma tia, chamada Ana da Cunha, de quem teve três filhas, da própria mãe teve dois filhos.”

(Total: duzentos e noventa e nove, sendo duzentos e catorze do sexo feminino e oitenta e cinco do sexo masculino, tendo concebido em cinquenta e três mulheres.)

“El-Rei D. João II. lhe perdoou a morte e o mandou pôr em liberdade aos dezassete dias do mês de Marco de 1487 e guardar no Real Arquivo da Torre do Tombo esta sentença, devassa e mais papeis que formaram o processo.”

PSP CUMPRE ORDENS ILEGAIS DA DIR REG DA SAÚDE?

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O que pensam os açorianos de a PSP ainda fazer escolta aos autocarros a caminhos dos hoteis e os policias estarem nas portas dos mesmos a fazer “guarda”? Estão a cumprir ordens. Seria a resposta dos mesmos. Mas então, o comando da PSP dos Açores é obediente ao GRA ou ao ministério da administração interna? E então, a justiça é nacional ou regional? A 5 de Agosto o tribunal constitucional diz “em grosso modo”, que só um tribunal ou juíz pode privar um cidadão da sua liberdade. Sendo assim, como pode a PSP continuar a compactuar com esta afronta á constituição portuguesa e a sua justiça. Curioso é que nenhum orgão de comunicação social mencione este assunto quando estão atentos a tudo e todos.

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Comments
  • 3 replies
  • Vera Lúcia Peres Prefiro acreditar que a comunicação social ainda não se apercebeu disto… não posso acreditar que compactuem com isto.
  • Fernando Silva Estofador Muito já se esqueceu em poucos meses.
    Tbm lembrar que os dois laboratórios estão a fazer milhares de testes com equipamentos com este calor.
    Ainda estou continuo a bater palmas a todos os profissionais que está na batalha.

RÚSSIA QUANDO HOUVE DOCUMENTOS DE IDENTIFICAÇÃO

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Há 46 anos atrás (estão a ler bem, não há erro no número de anos), os camponeses soviéticos receberam documentos de identificação pessoal. Até então, eles, durante mais de 50 anos, não podiam abandonar os kolhozes (unidades colectivas de produção) sem a autorização dos dirigentes.
Os primeiros passaportes internos (bilhetes de identidade) soviéticos começaram a ser distribuídos em 1932, mas os membros dos kolkhozes só tiveram direito a eles a 28 de Agosto de 1974. Eles eram automaticamente inscritos no kolkhoze da terra em que nasciam aos 16 anos. Se se movimentassem pelo território da URSS sem uma autorização escrita da direcção da unidade colectiva de produção, podiam ser multados ou condenados a uma pena de prisão que poderia ir até aos três anos.
Recordo que o fim da “servidão da gleba” na URSS terminou quatro meses depois de os militares portugueses terem derrubado a ditadura do Estado Novo em Portugal.
P.S. Para os que não leem com atenção ou têm dificuldade em entender, o que eu escrevi não significa que estou a elogiar o regime salazarista, mas a chamar a atenção para um facto da história soviética.

Forty-six years ago, peasants in the USSR received passports for the first time, before that, they had been serfdom for more than 50 years. The Council of Ministers of the USSR approved the Passport Regulations on August 28, 1974 For the first time since 1932, peasants were allowed to receive an ID.

The first internal Soviet passports appeared in 1932 Only residents of ′′ regime ′′ cities, working settlements, new buildings and sovkhozov received them. Peasants, who accounted for almost 40 percent of the country’s population, were first allowed to issue passports only on August 28, 1974 Before that, they were more than 50 years, since the formation of the USSR, were actually serfdom in the farms. They were automatically recorded there at 16 years old, they couldn’t leave anywhere without a certificate from the farm boss. The violators were punished with a fine or prison sentence. For free departure was punished with a money fine, and for repeated violation there was criminal liability – up to three years in prison.

O ESTADO CORPORATIVO NO PORTUGAL PROFUNDO

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O ESTADO CORPORATIVO NO PORTUGAL PROFUNDO
Daniel Oliveira
Expresso, 29.08.2020
O caso de Reguengos conta a história do Portugal profundo. O cacique local que, além de presidente da Câmara, dirige o lar. Uma assistência social baseada em IPSS dependentes de teias partidárias e religiosas. Idosos abandonados a um negócio que não cuida nem ninguém obriga a cuidar. E um poder central incapaz de confrontar os poderes locais despóticos de que se alimenta. Só falta uma peça: o corporativismo, grande doença nacional. Para o percebemos temos que compreender o que esteve em causa em Reguengos para além das condições do lar e da má resposta do Estado. Tudo aconteceu num cenário de contestação à mobilização de médicos do SNS para os lares em caso de surto. Reguengos foi um instrumento nesta guerra, que também envolve dinheiro. Há médicos que querem fazer pelo privado (ou receber à parte, no público) o que têm achado profissionalmente intolerável fazer pelo SNS. Tenho dificuldade em aceitar que um médico, seja qual for a sua especialidade, resista a socorrer quem precisa em plena pandemia. Por piores que sejam as condições. Estou certo de que os utentes daquele lar têm direito ao serviço público de saúde e sei que nenhum lar pode ter um corpo médico capaz de responder a um surto pandémico.
Quando o caso do obstetra de Setúbal chegou aos jornais, o bastonário assumiu a clamorosa negligência de quem o devia fiscalizar e explicou que, quanto às clínicas, nada podia fazer: a Ordem “não tem funções de auditoria e fiscalização”, isso cabe às entidades reguladoras do Estado. Agora, que pensa o contrário, podemos pedir-lhe contas por clínicas e hospitais. Mas espera-se mais rigor nas comissões de inquérito. A de Reguengos era composta por dirigentes locais da Ordem e por duas pessoas com responsabilidades partidá­rias, não ficando atrás da teia socialista da ARS. Sem qualquer cuidado em proteger a investigação, um dos membros vinha de uma guerra aberta com as autoridades de saúde regionais sobre a mobilização de médicos do SNS para o lar. E assim se explica por que é má ideia dar poderes de fiscalização sobre o Estado a uma ordem profissional. Esse poder acabará por ser usado como forma de pressão corporativa sobre o Estado empregador, concorrente e contratante daqueles que ela representa.
A segunda parte desta história é a confusão entre ordens e sindicatos. Já o tínhamos visto com os enfermeiros, contra Costa, e com os médicos, contra Passos. Neste casamento, os sindicatos serão sempre subalternizados. Não têm os recursos da quotização compulsiva, o poder disciplinar e a representação universal. As ordens, que em Portugal têm delegações de poderes mais extensas do que em muitos países europeus (em alguns nem a inscrição é obrigatória), têm alargado a sua influência. Transformam-se em sindicatos únicos de inscrição obrigatória, reguladores dos profissionais e fiscalizadores de entidades públicas e privadas. Assistimos à lenta substituição do Estado democrático, sujeito ao escrutínio de todos, pelo Estado corporativo, em que elites profissionais capturam as funções públicas para seu benefício. E à substituição do sindicalismo por uma nova unicidade sindical corporativa. Reguengos é o Portugal profundo. Mas quem cavalga a onda corporativa não o mudará para melhor.

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O mistério da origem dos oceanos terrestres | Ciência | EL PAÍS Brasil

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Análise de treze rochas vindas do espaço mostra que a água da Terra tem sua origem em um tipo de asteroides que até agora se pensava que fossem secos

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