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A crucificação era aplicada a uma pessoa que não era romana, isso devido à humilhação pública que a punição promovia. Os primeiros relatos sobre a crucificação aparecem entre os persas e os fenícios. Segundo informações arqueológicas, há indícios de 17 piratas crucificados no porto de Atenas datado do século VII a.EC., essa informação foi disponibilizada pelo arqueólogo H.W Kuhn.
A evolução dessa punição pode ser percebida no ambiente romano, pois outras punições eram aplicadas pelos opressores romanos aos judeus, não só a crucificação. Podemos elencar; a tortura, a decapitação e o flagelo. Em alguns casos, aplicava-se o flagelo seguido da crucificação. O título colocado sobre a cabeça de alguém crucificado era denominado de “títulos crucis”, essa prática era comum. Suetônio relata isso em sua obra: “De Vita de Caesarum, Calígula”.
A crucificação deveria sempre acontecer em um local público, de preferência, alto e visível a todos. As estradas também eram bastante utilizadas para esse fim. Josefo no diz em sua obra; “Guerra dos Judeus”, sobre uma quantidade incontável de judeus crucificados por Tito, desde judeus revoltosos, até civis que estavam tentando fugir do local após a invasão romana ao território israelense.
Outro famoso escritor contemporâneo de Jesus, Filo de Alexandria, em sua obra “In Flaccum”, nos fala sobre a crucificação sendo usada pelos romanos como uma “simples” práxis voltada para o entretenimento, numa espécie de teatro covardemente trágico. Mas, voltemos a possível crucificação de Jesus. Os textos que falam sobre a crucificação de Jesus são tardios, no caso do evangelho de Marcos, algumas partes da trama, foi acrescentada posteriormente.
O texto de Marcos é identificado por muitos estudiosos, a saber; Bart D. Ehrman, Steven L. McKenzie como o evangelho que influenciou os evangelhos de Mateus e o de Lucas. Escrito em 70 ou 75 d.EC. Munidos dessa informação, estudiosos, como Charles C. Ryrie concluíram que o livro termina de maneira abrupta no versículo 8, suprimindo por completo os versículos 9-20. Assim sendo, essa parte final consistiria num aditamento.
Não menos importante, teólogos do II século, como; Justino Mártir, Irineu e Taciano concordaram com o acréscimo feito no evangelho em questão, tampouco intencionaram desfazer ou desconsiderar o complemento favorável à fábula de Jesus. Inclusive, nas bíblias; siríaca, latina e a copta, que já incluíam essa adaptação textual próximo da época dos teólogos acima mencionados.
Enfim, quais certezas podemos ter sobre como Jesus teria de fato morrido? Seguramente, pouquíssimas garantias, isso, sem dúvidas, fora do escopo apresentado pelo livro religioso dos cristãos. Dessa forma, qualquer afirmação sobre como foi dada a sua morte e, demais aparatos possíveis, são apenas teorizações.
Como a crucificação de Jesus foi introduzida na Bíblia?
Pelos escritos de Paulo. Depois, aqueles que compraram as ideias paulinas trataram de replicá-las, sem qualquer constatação sobre o “ocorrido”, inclusive, esse é o caso do seu famoso discípulo, Clemente de Roma.
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