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Month: Setembro 2023
GABAROLAS
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Novas descobertas sobre misteriosa origem da Zelândia – ZAP Notícias
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Foram reveladas novas informações sobre a Zelândia – vulgarmente conhecida como “o oitavo continente” da Terra. A Zelândia é uma massa terrestre quase inteiramente submersa no sudoeste do Oceano Pacífico – é considerada o “oitavo continente” da Terra. A parte visível da Zelândia inclui a Nova Zelândia e as ilhas circundantes. Aquela massa terrestre fazia originalmente parte do antigo supercontinente Gondwana, que começou a separar-se há cerca de 83 milhões de anos. Ler também: Afinal quantos continentes existem? A Terra teve duas eras climáticas distintas nos últimos 66 milhões de anos. Já sabemos porquê Aproximadamente 94% da superfície de 4,9
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Areia que sobe escadas e paredes? Cientistas acabam de a criar – ZAP Notícias
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Num estudo pioneiro, investigadores da Universidade de Lehigh, nos Estados Unidos, descobriram que a areia pode fluir para cima — conseguindo trepar pelas paredes e até subir e descer escadas. A descoberta, apresentada num artigo publicado esta quarta-feira na revista Nature Communications, foi feita aplicando às partículas areia uma combinação única de torque e atração magnética. Segundo James Gilchrist, professor de Engenharia e Ciências Aplicadas na Universidade de Lehigh e um dos autores do estudo, estas partículas comportam-se como material granular comum — exceto pela surpreendente capacidade que mostraram de se mover para cima. “Usámos equações que descrevem o fluxo
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Gigantesca canoa com 2500 anos descoberta num lago na Suíça – ZAP Notícias
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Uma canoa de grandes dimensões, com 2.500 anos, foi recentemente recuperada do Lago Neuchâtel, na Suíça, surpreendentemente bem preservada. A canoa, inicialmente detetada durante um levantamento aéreo em 2021, foi construída a partir de um tronco de carvalho. Com cerca de 12,8 metros de comprimento e quase um metro de largura, é uma das maiores canoas alguma vez descobertas na Suíça. Apesar da sua idade, a embarcação ancestral encontra-se extraordinariamente bem conservada e completa. Ler também: Canoa indígena com 1.000 anos recuperada de lago nos EUA Naufrágio mais antigo de um país: vídeo mostra barco a 400 metros da superfície
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A China está a ganhar a corrida aos supercomputadores que vão mudar o mundo – ZAP Notícias
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Apesar de não aparecer nos rankings globais devido a receios de sanções dos EUA, a China está discretamente a produzir mais computadores de alto desempenho do que qualquer outro país. Segundo o matemático norte-americano Jack Dongarra, vencedor do Prémio Turing de 202, a China tem atualmente os supercomputadores mais potentes do mundo. Mas, diz o El Confidencial, está a manter esta informação em segredo para evitar potenciais sanções por parte dos Estados Unidos. Atualmente, apenas dois computadores chineses de alto desempenho figuram entre os dez supercomputadores mais potentes do mundo, de acordo com a lista Top500 destes equipamentos. Ler também:
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SATA Air Açores amortiza 60 ME de dívida
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DIAS DE MELO DEIXOU-NOS HÁ 14 ANOS
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Urbano Bettencourt, Rui Goulart and 21 others
Justiça arquiva morte de Marcelo pela quarta vez – Portugal – Correio da Manhã
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Moisés Fonseca confessou morte do cunhado, mas a mesma nunca foi validada e caso foi sempre arquivado.
Source: Justiça arquiva morte de Marcelo pela quarta vez – Portugal – Correio da Manhã
vai um joguinho?
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38º colóquio da lusofonia Ribeira Grande out 2023
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https://blog.lusofonias.net/wp-content/uploads/38-coloquio-da-lusofonia-1.pdf 
mapa do AICEP gera mal-estar entre diplomatas
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Milhares de britânicos manifestaram-se em Londres pela reintegração na UE – Impala
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Alguns milhares de pessoas manifestaram-se hoje em Londres pela reintegração do Reino Unido na União Europeia (UE), movimento que esperam que aumente e coloque pressão nos partidos políticos para reverter o ‘Brexit’. – Impala
Source: Milhares de britânicos manifestaram-se em Londres pela reintegração na UE – Impala
Australia now requires medical exams for travelers over 75
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The Australian government wants tourists older than 75 to get a visa that requires a chest X-ray and a medical exam from one of their certified doctors before entering the country.
Source: Australia now requires medical exams for travelers over 75
Um poeta cavalheiro chamado Eduíno de Jesus POR VICTOR RUI DORES
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Caras e caros amigos
Tomo a liberdade de vos enviar a minha recensão, hoje publicada no “Açoriano Oriental”, sobre a poética do grande Eduíno de Jesus.
Bom fim de semana e o meu abraço de mar.
Victor Rui Dores
Um poeta cavalheiro
chamado Eduíno de Jesus
“Poesia, minha amante” (pág. 43).
A caminho dos 96 anos de idade e com 70 de carreira literária, Eduíno de Jesus, micaelense dos Arrifes e açoriano do mundo, continua igual a si próprio: agudo e arguto observador da realidade, homem da cultura e da finura, minucioso e reflexivo, bem formado e informado, intelectual gentil, generoso e fraterno, autor do pensamento vigilante e de uma ironia requintadíssima que só pode ser sinal de inteligência e sabedoria.
Poeta perfeccionista de agudíssima sensibilidade e apreciáveis recursos sensoriais, ensaísta igualmente exigente e de primeiríssima água – dos que se escusam a modas e traficâncias e escrevem sem pressas e sem ânsias editoriais. Também crítico literário e de artes plásticas, conferencista, prefaciador, autor teatral, interlocutor precioso e amabilíssimo, dele acabo de ler o livro Como tenuíssima espuma de luz – Poética Fragmentária (Nona Poesia, 2021).
Poética fragmentária e poemas de circunstância. Mas por mais que alguns façam crer o contrário, tenho para mim que todos os poemas são de circunstância. É só preciso que as circunstâncias sejam as do poeta: a circunstância exterior deve coincidir com a circunstância interior, como se o poeta a tivesse produzido.
Nesta ordem de ideias, é de circunstância o referido livro de Eduíno de Jesus. Livro de circunstância porque forjado à luz da observação do real, do vivido e do sentido, num jogo do mítico e do simbólico. Pesquisador subtil de realidades visíveis e invisíveis, o autor envereda por uma poética da intimidade, da sensualidade, da expressão amorosa e da contemplação erótica, a que os desenhos de Artur Bual dão força e expressão. Esta intimidade, esta “poesia do corpo” não é mais do que a relação que o sujeito estabelece com a sua escrita: é a sua atitude (vigilante) em relação às palavras, a sua maneira de as acolher e de as convocar, de as surpreender e de se surpreender com elas. Os poemas “Gaia ciência”, “Artesania poética” e “As palavras” são disso um bom exemplo.
Por conseguinte, herdeiro assumido da tradição oral, Eduíno de Jesus escreve afetos, emoções e sentimentos reabilitando a palavra poética e o sentido mágico do poema. E fala sobre as encruzilhadas da vida e sobre mitologias do quotidiano. E, com mestria, busca o silêncio que há nas palavras. E tudo isto através de versos certeiros e harmoniosos. Porque a sua poesia é isso mesmo: a busca de um silêncio e de uma harmonia em tempo de muitos ruídos e de múltiplas dissonâncias.
Ao escrever poesia, Eduíno de Jesus mantém uma relação com o tecido literário, poético, cultural e civilizacional que a precede. E, na minha opinião, é aqui que está o selo da modernidade da sua poesia (há mais de meio século que ele é apelidado de “poeta modernista”…). Por isso, esta é uma poesia de todos os tempos e de todos os lugares.
Este sentido de modernidade está na maneira hábil como Eduíno soube e sabe situar-se entre uma tradição literária e poética e uma renovação dessa mesma modernidade. É óbvio que alguns dos seus poemas denotam algum (neo)romantismo, mas Eduíno de Jesus está longe de ser um poeta romântico. Ele esteve por dentro das vanguardas literárias e artísticas, é dado a experimentações linguísticas, mas não é autor de ruturas nem de transgressões. É certo que bebeu fundo da fonte do Simbolismo, havendo quem o considere um dos mais significativos poetas simbolistas da “geração de 50” do século transato. E, no entanto, ele não é propriamente um simbolista “puro e duro”, nem tão pouco enveredou por um “simbolismo insular”, à maneira de Roberto de Mesquita. Apesar de uma ou outra influência, o Surrealismo e o Concretismo passam de raspão na sua poesia, onde nem tão pouco se vislumbram ressonâncias da “Presença” ou do Neo-Realismo (a arte social versus arte pura passam-lhe de largo).
Para mim Eduíno de Jesus é tão somente um imenso poeta. Isto é, um incansável trabalhador (artesão) da palavra. Um poeta lírico sui generis, profundamente humano, que observa o real e disseca a sua vida (a sua alma?) – como Vernet agarrado ao mastro do navio para estudar a tempestade…
Perante o enigma do real, o poeta dirige a sua atenção (nua e pura) não só para dizer o que o seu olhar vê, mas também para ordenar e exprimir (recriar) o caos interior, a vertigem do inumerável e do inexprimível. Daí que ele parta em busca do indizível.
Apreendendo a lição de Paul Verlaine (a musicalidade da palavra), Eduíno encontrou a sua própria voz, a sua linguagem, a sua “petite musique”. Por isso escreve com esmero técnico, apurado sentido estético e grande sensibilidade artística. Por isso os seus versos são de boa ressonância musical, prenhes de poeticidade e de sedutora prosódia. Ou seja, são envolventes e fascinantes e de grande beleza plástica e visual.
A propósito do que acima vem exposto, recomendo vivamente a leitura de Os Silos do Silêncio – Poesia (1948-2004), Imprensa Nacional Casa da Moeda, 2005, livro que reúne a maior parte da poética de Eduíno e que é fundamental para quem quiser saber um pouco mais sobre o destino da vida humana no teatro do mundo.
Urge que, agora, ele (ou alguém por ele) recolha, para publicação imediata, o muito material ensaístico que tem inédito, mas que o seu grau de excessiva exigência e perfecionismo não deixa vir cá para fora…
Até lá, longa vida ao Eduíno de Jesus.
Victor Rui Dores





