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Arquivo mensal: Junho 2022
O MIRADOURO DA LAGOA DO FOGO
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Um tema de Regime
A questão do malogrado projeto para o miradouro da Lagoa do Fogo, polémico desde o seu começo por partir de uma intenção errada que não é a de resolver as consequências da crescente massificação do turismo em época alta (só abrandada pela pandemia) e promover a defesa do património natural – o mais frágil e protegido da ilha – mas sim basear-se numa ideia, que tem tanto de pacóvia como contra a essência do que são os Açores, de que a “arte de bem receber” implica ter construções sobredimensionadas e caprichos pessoais em tudo o que é atração. E este não é caso único, vejamos o que está a acontecer no Monumento Natural do Algar do Carvão, outro ex-libris açoriano, com um centro comercial de 2 milhões de euros e 1000 m2 de betão do bem-receber, desintegrado do lugar e que em nada nos caracteriza. Isto numa região em que os ditos centros não funcionam metade do horário laboral normal. Talvez com este circuito alternativo dos centros turísticos milionários quem nos visita não se apercebam do facto de sermos umas das regiões mais pobres da Europa, com menor poder de compra, com uma grande percentagem da população a viver abaixo do limiar de risco de pobreza. O mesmo circuito alternativo que gradualmente criam ao privatizar acessos a zonas costeiras a atrações naturais com valores para outros bolsos. Como se qualquer cidade, vila, freguesia não estivesse sempre a uma distância inferior a 5 minutos de carro, para agora enchermos todas as ilhas e monumentos naturais de grandes centros de interpretação com museus/lojas/cafés para a concessão ao amigo/casas de banho/anfiteatros/salas de aula/o que mais lá couber, quase sempre desrespeitando e descaracterizando gravemente o que realmente vão lá os turistas visitar. “A referência mundial do turismo de Natureza”, “um exemplo de desenvolvimento” dizem. E é uma pena, porque temos ótimos exemplos de como intervir na paisagem, verdadeiras referências de integração e resposta ao programa aí necessário. Os países desenvolvidos, económica e culturalmente, evitam intervir nos seus momentos naturais, preservam-nos e aumentam as suas áreas de proteção afastando, para bem longe, os carros. Já nós por cá fazemos ao contrário, encurtamos Reservas para validar projetos altamente questionáveis, mas “seremos a referência”, talvez de como não construir tantos parques de estacionamento em cima de monumentos e reservas ecológicas. É interessante também estudar a diferença de estratégia e resultados entre as regiões que artificializam as suas paisagens para grandes centros, túneis, passadiços e neo-varandas para selfies, com os que perceberam isso há umas décadas e optam por uma renaturalização e realmente protegê-las e valorizá-las. Os destinos únicos banalizando-se e os banais a tentarem diferenciar-se.
Dito isto, o tema volta agora à baila porque esteve 10 meses “de molho”, após uma consulta pública bastante crítica e participada e cujo resultado não foi divulgado. Há poucos dias, surge no rodapé de uma notícia sobre o barquinho da SRAAC na Lagoa do Fogo – aí já se gerou uma enorme indignação sobre a poluição, várias centenas de carros diariamente nas cumeeiras já parece ser mais consensual – que o Sr. Alonso Miguel avançou com o novo projeto do Miradouro para a Secretaria Regional das Obras Públicas para abertura de concurso público para a sua construção.
Ontem na ALRA, a proposta da IL para que este projeto fosse abandonado e fosse estudada a solução – mais lógica – de criar bolsas de estacionamento e apoios afastadas, nas vertentes Norte e Sul, com acesso por sistema shuttle (que era a única boa ideia da primeira versão, entretanto perdida para a segunda, que não passa de uma camuflagem menos polémica do que a anterior, ainda com mais problemas de aglomeração) foi chumbada, com votos favoráveis da IL e do Chega, sendo que os partidos PSD, BE, CDS, PAN, PS e deputado Carlos Furtado concordaram em baixar à Comissão, embora votassem contra por não concordarem com o facto do documento ser apresentado em formato de Projeto de Resolução de Urgência e não permitir propostas de alteração nem votação dos pontos individualmente. De realçar também a diferença abismal de posturas (e civilidade) entre os membros dos partidos que compõem o Governo.
Algumas declarações que valerão a pena ficar guardadas:
Deputada Délia Melo do PSD
– “Ao aprovarmos esta urgência…poderia pôr em causa aquele projeto que já está pensado para o local”.
O ponto nº1 do Projeto de Resolução é efetivamente abandonar o projeto que está para lá pensado, depois contradizendo-se:
– “Neste momento nós consideramos que deverá haver uma reflexão mais profunda, temos de ouvir outras entidades antes de tomarmos qualquer decisão em relação a esta questão, àquilo que se vai fazer naquele local”.
– “Este projeto deverá baixar à Comissão para uma maior discussão, uma discussão mais alargada, antes de tomarmos uma decisão que poderá por em causa o espaço em questão”.
Então, perguntamos, porque razão foi o projeto enviado para a Secretaria Regional de Obras Públicas, se falta (e nisto concordamos totalmente) uma discussão mais alargada e serem ouvidas outras entidades? E que tal darem um exemplo de seriedade e executarem um Estudo de Impacte Ambiental na área mais protegida e sensível da ilha, como indicam as normas europeias, por parte da Secretaria cuja principal função é proteger Reservas Naturais? Por falar em discussão, onde se encontra o relatório sobre a discussão pública efetuada no site do governo no último verão? E as várias informações vitais omissas para tomar uma decisão em consciência, algumas das quais referidas hoje no debate? Como resolvem o estacionamento para centenas de viaturas, se afirmaram que não iriam construir mais do que aquilo que lá estava e a proposta destrói metade dos já escassos existentes? Quanto irá custar uma obra desta envergadura num terreno e vertentes com estas características? E as infraestruturas?
Já foram pedidos esclarecimentos sobre todo o processo, continuamos a aguardar os próximos capítulos desta viagem pelo túnel que vai ser longa, esperando que este não seja tratado como tema de Regime, como até aqui!
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segurança no HDES
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A Ordem dos Médicos dos Açores exige a abertura de um inquérito ao hospital de Ponta Delgada a propósito do doente que se atirou do 3º andar na tarde da passada 4ª feira.
O homem forçou o sistema de segurança e atirou-se de uma janela. Um caso estranho e que deve ser esclarecido, diz a a vogal da Ordem nos Açores, Patrícia Santos: “O conselho médico da Ordem dos Médicos dos Açores ficou verdadeiramente preocupado com a segurança dos doentes no Hospital do Divino Espírito Santo. Foi um caso muito estranho de um doente que se atirou de uma janela do 3º andar sem que se saiba ainda o seu estado de saúde. Sugerimos a abertura de um inquérito, que não deverá ultrapassar as 72 horas, para o apuramento das causas desta situação que é gravíssima e que não se pode voltar a repetir”, afirmou.
Patrícia Santos pede mais transparência ao Conselho de Administração do hospital de Ponta Delgada e acusa a presidente, Cristina Fraga, de omitir situações devido a envolvimentos político-partidários: “O que nós pretendemos é que os assuntos sejam resolvidos e não escondidos. E todos nós sabemos que existe um envolvimento político-partidário da presidente do Conselho de Administração com o CDS/PP e o PPM e esta é, de facto, uma grande preocupação nestes casos porque, no último ano e meio, temos verificado que há uma omissão e desvalorização do que corre mal no Hospital Divino Espírito Santo, e que isto é de facto uma prática corrente da presidente do Conselho de Administração, que nós não queremos aconteça neste caso”, afirmou Patrícia Santos.
(Jornal das 08h30 da Antena 1 Açores de 03/06/2022)

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“Quando fui a ver tinha outra mulher na minha cama”: Hospital de Coimbra entrega mulher errada em casa – Sociedade – Correio da Manhã
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Família esperava doente de 88 anos e chegou uma com 94.
Earthquake – Magnitude 3.3 – AZORES ISLANDS REGION – 2022 June 03, 06:51:38 UTC
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Magnitude: ML 3.3, Region: AZORES ISLANDS REGION, Date time: 2022-06-03 06:51:38.0 UTC, Location: 36.90 N ; 24.12 W, Depth: 13 km.
Source: Earthquake – Magnitude 3.3 – AZORES ISLANDS REGION – 2022 June 03, 06:51:38 UTC
JOEL NETO NO EXPRESSO
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Começo esta semana, com o Expresso, uma colaboração que ambos esperamos venha a ter uma certa regularidade. O primeiro texto é um ensaio de seis páginas sobre o culto do Divino Espírito Santo, no mundo e em particular nos Açores – uma devoção magnânima, profundamente horizontal, bastante subversiva, e também algo hedonista (bem à medida do século XXI, portanto). Vem na Revista. Muito obrigado ao Expresso pela honra.
«AS ILHAS DA UTOPIA
Entre o sagrado e o profano, o Divino não conhece hierarquias. É mais do que um culto: é uma visão do mundo, a verdadeira consagração dos ideais da Revolução Francesa, formulados e praticados ‘avant la lettre’. E a que, depois de séculos de anátema oficial, o Papa Francisco já chamou “o antídoto para o frenesim contemporâneo.” O Dia de Pentecostes sucede este domingo. (…)»


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Katia GuerreiroMaravilhoso texto, Joel Neto!
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CORRUPÇÃO
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Bastonária dos enfermeiros arguida por falsificação de quilómetros. Num mês, terá feito 400km por dia

EXPRESSO.PT
Bastonária dos enfermeiros arguida por falsificação de quilómetros. Num mês, terá feito 400km por dia
SATA NOVA IORQUE AÇORES
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AZORES AIRLINES INICIA LIGAÇÕES ENTRE NOVA IORQUE E OS AÇORES
Eram 08H40 da manhã quando o Airbus A321LR da Azores Airlines aterrou na pista do Aeroporto João Paulo II, em Ponta Delgada, Ilha de São Miguel, Arquipélago dos Açores. A bordo, encontravam-se 169 passageiros que embarcam do aeroporto John F. Kennedy (JFK). O voo transatlântico teve uma duração aproximada de quatro horas e 45 minutos.
Durante a viagem, a tripulação serviu uma refeição ligeira, que foi complementada com algumas recordações de um voo que, por ser o primeiro, tem sempre um simbolismo especial. Para além do certificado de voo e expresso agradecimento pela presença neste importante momento na vida da transportadora, os passageiros tiveram a oportunidade de dar início à sua experiência de viagem pelos Açores, antes mesmo de pisar o destino. Acondicionada em caixa temática com uma bonita imagem da Lagoa das Sete Cidades impressa, foi oferecida uma queijada da Vila Franca do Campo (esta incontornável referência da doçaria do Arquipélago) e um licor de Maracujá outro sabor tão típico da região.
O destino final dos passageiros que embarcaram nesta primeira ligação direta não era somente Ponta Delgada. Para além da ilha de São Miguel, prosseguiram viagem para outras ilhas do arquipélago (designadamente Terceira, São Jorge, Pico e Flores), mas também para destinos domésticos, como Lisboa e Porto, e ainda para destinos internacionais como Paris e Barcelona, tendo em conta que esta ligação da Azores Airlines oferece múltiplas possibilidades de conetividade. A eventualidade de fazer uma curta escala nos Açores, é uma possibilidade adicional que se abre para os viajantes e para a companhia aérea açoriana que, fazendo dos Açores uma placa giratória dos seus voos, abre novos corredores aéreos para quem deseja viajar entre os EUA e a Europa, designadamente para destinos domésticos como Lisboa e Porto, mas também para os arquipélagos da Madeira, Canárias e Cabo Verde.
Para facilitar a vida aos que viajam e querem usufruir da conetividade das ligações da Azores Airlines, estão estabelecidos acordos de code-share com diversas companhias aéreas o que facilita a reserva, compra e viagem aos clientes de todas as companhias aéreas com as quais a Azores Airlines já tem acordos comerciais estabelecidos.
Os voos entre Ponta Delgada e Nova Iorque, que se estendem até dia 28 de outubro de 2022, são operados às quartas-feiras, quintas-feiras, sextas-feiras e sábados. A companhia completará estas frequências, a partir de 20 de junho, com a oferta de uma ligação direta suplementar, entre Nova Iorque e a Ilha Terceira, às segundas-feiras e até 5 de setembro 2022.
Os voos em questão, são operados em equipamento Airbus A321 LR de última geração, em duas classes de serviço.

Fábio Mendes, Francisca Reis and 69 others
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Ludgero FaleiroPorque não fazem voos para Faro, capital do nosso Algarve, uma das maiores regiões turísticas e de grandes afinidades com os Açores.
corrupção
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