Navio naufragado há 340 anos pode mudar o que sabemos sobre a história do século XVII – ZAP Notícias

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A descoberta do Gloucester, um navio naufragado há 340 anos pode mudar o que sabemos sobre a história marítima do século XVII. Um navio de guerra britânico afundou em 1682 enquanto carregava um futuro rei. A embarcação foi agora localizada no leste da Inglaterra. O navio em causa é o Glouceste

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Ardeu, renasceu e “é uma bomba, pior do que em 2017”

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A desordem florestal em Pedrógão agravou-se – e, em ano de seca severa, pode estar-se “perante uma bomba prestes a explodir”. Entre os sobreviventes de há cinco anos há quem finja estar feliz para tentar ultrapassar o trauma, porque o incêndio ainda “está dentro das pessoas”

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mais um poeta morreu

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O poeta e ensaísta João Rui de Sousa morreu hoje (1928-2022).
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A MAGIA DAS FLORES, AÇORES

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A magia da noite na ilha das Flores
Com as Caldeiras Rasa e Funda .
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NOVA ANTOLOGIA 3

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Sábados de Verão na Letras Lavadas.
Lançamento do livro “Nova Antologia de Autores Açorianos”, com a coordenação de Helena Chrystello. Já disponível. As entregas são grátis em todo o território nacional.
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NÃO É FUTURO É PRESENTE, CIDADES SEM CARROS, PARABÉNS PONTA DELGADA

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ONTEM DEPOIS DO LANÇAMENTO DA NOVA ANTOLOGIA DE AUTORES AÇORIANOS NA LETRAS LAVADAS FICAMOS PELA CIDADE, A PÉ E JANTAMOS, ERAM 10.30 PM E A CIDADE CHEIA DE GENTE A PÉ, ANIMAÇÃO MUSICAL NAS PORTAS E GENTE A RODOS NOS PASSEIOS E RUAS, ASSIM PARECE QUE SE DÁ VIDA A PONTA DELGADA, PARABÉNS AO MUNICÍPIO

Cidades sem carros…
The Spanish city where cars are being driven out
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The Spanish city where cars are being driven out
The medieval city centre of Pontevedra in Galicia has been transformed over the past 20 years by policies prioritising pedestrians over cars. Report by Iain …
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SARAMAGO EM BRAGANÇA POR F MADRUGA

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Eh pá, dos pormenores que tu te lembras. Posso acrescentar que o José Saramago veio diretamente de Viseu para Bragança, depois de duas Sessões memoráveis na Livraria Pretexto e no Grão Vasco, promovidas pelo Francisco Almeida, do Sindicato dos Professores. Choveu torrencialmente durante a viagem. Apanhamos o IP2 inacabado e chegamos a Bragança às 22 horas. O Saramago lá foi sendo acalmado pelo Zeferino Coelho. Depositamos as malas na Pousada, uma sande mista e uma cerveja. O Saramago continuava inquieto. Tudo acalmou com a entrada no anfiteatro, completamente cheio de gente ávida de ouvir Saramago e indiferentes ao atraso. Foram 2 horas memoráveis, centenas de livros vendidos e um final apoteótico com a célebre frase do Saramago dirigida aos meus amigos jornalistas: – Então estiveram aqui 2 horas e não tomaram nota de nada? Agora vou dar autógrafos aos meus leitores, no final farei muito gosto em conversar convosco apesar de muito cansado.
SARAMAGO EM BRAGANÇA |
TRIBUTO PELO CENTENÁRIO DO SEU NASCIMENTO
(depois da publicação deste meu artigo, na imprensa regional e nacional, o Prémio Nobel foi a Bragança, pela mão de Francisco Madruga e da Editora e, com o patrocínio de Dionísio Goncalves, na qualidade de Presidente do IPB, enchendo por completo o Auditório da Escola Superior Agrária, com lotação de 400 pessoas)
Saramago em Bragança
Um ou dois dias depois da chegada de José Saramago, a Portugal, depois da atribuição do Prémio Nobel, o próprio em declarações a uma Rádio Nacional e ao ser-lhe perguntado porque é que o programa de iniciativas com a sua presença só contemplava os grandes centros do litoral, disse que não estava previsto, naquela altura a sua deslocação a outros locais, e citou como exemplo Vila Real e Bragança, porque dizia “ainda ninguém o tinha convidado a ir a esses locais”.
Muita gente ouviu o que acabo de referir, mas, um dia depois, Francisco Madruga, na Conferência de Imprensa que fez, no NERBA, acerca da Festa do Livro, que ali decorreu e como representante da Editora e Distribuidora do escritor, voltou a falar do assunto e lançou o desafio às instituições locais, no sentido de tomarem em mãos o convite que se impõe.
Desde essa altura já decorreu muito tempo, tempo demais. Até agora, que se saiba, nenhuma instituição aceitou o repto, feito por José Saramago.
Aproveito esta prosa para daqui voltar a lançar o desafio às instituições locais nomeadamente, Câmara Municipal, Instituto Politécnico de Bragança, Escolas Secundárias da cidade, etc., etc.
Por favor prestigiem Bragança e brindem os Brigantinos com a visita do nosso Nobel.
A cultura e todas as manifestações culturais de qualidade são dos melhores investimentos em que se pode e deve apostar.
Até porque, a atribuição do Prémio Nobel a José Saramago veio enfim confirmar a dimensão universal da sua obra e, ao mesmo tempo, chamar a atenção para a qualidade das literaturas de língua portuguesa.
O próprio autor de Memorial do Convento, de o Ano da Morte de Ricardo Reis, de Levantados do Chão, generosamente reconheceu que outros escritores seus pares e compatriotas poderiam ter recebido aquele galardão.
Nos seus dois últimos romances, dos mais significativos que José Saramago escreveu, surge, através de uma alegoria dramática, em Ensaio Sobre a Cegueira, e no cinzento turvo de um arquivo que metaforiza o mundo, em Todos os Nomes, o absurdo do fim do nosso século, em que a árvore do saber cresce desmedidamente e em esplendor, mas a natureza começa a degradar-se e as injustiças sociais, a ignorância do outro atingem, com o capitalismo neoliberal e a divinização do dinheiro, isto é, do mercado, um dos momentos mais baixos da história da humanidade.
Já havia mil razões para convidar José Saramago a vir a Bragança, onde julgo que nunca esteve como escritor, nem em qualquer evento literário. Depois de receber o Nobel, que nos trouxe tanta alegria, e depois do desafio que ele próprio lançou na Rádio, mais ainda se impõe a urgência de um convite.
As páginas do Ensaio Sobre a Cegueira que é de facto a cegueira dos que não vêem o mundo a correr param o caos; ou a fabulosa história de amor que “vive” o Sr. José, o mais comum dos homens, o anti-herói por excelência, ao descobrir apaixonadamente, passo a passo, a sua investigação, a figura e a existência da mulher única, da prometida, que afinal já morreu, serão sem dúvida mais mil razões para termos com toda a urgência José Saramago em Bragança.
No meu último artigo, indignei-me com a pobreza das Comemorações do 50º Aniversário da morte do Abade de Baçal e da tabuleta que se encontra pendurada com cordel na casa onde viveu, trabalhou e morreu Francisco Manuel Alves.
Concordo plenamente com a afirmação do meu camarada Agostinho Lopes, quando há dias, em Mirandela publicamente dizia “… Se o Abade de Baçal tivesse vivido em Lisboa não estaria a sua obra relegada para segundo plano a nível nacional”.
As nossas instituições locais terão de sair da timidez e do miserabilismo em que habitualmente se encontram. Só lhe resta um caminho, arrancar sem hesitações para a promoção sistemática de eventos culturais que valorizem, preservem e promovam os nossos valores e vultos culturais.
José Brinquete
Bragança, 03 Novembro 1998
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