Os gordos açorianos são felizes

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Os gordos açorianos são felizes
Em 2001 estava com 120 quilos.
Com um metro e oitenta e cinco centímetros.
Não estava gordo. Estava muito gordo. Estranhamente ninguém me avisou.
Como sou distraído também não reparei.
Um certo abandono na gordura.
A antropologia do gordo açoriano.
Solidão na sobremesa.
Nem uma comissão de inquérito.
Nem os senhores das lojas de roupa.
Nem a minha esposa que achava piada (a teoria “do” gordura é formosura tem interpretação extensiva no amor açoriano).
E as autoridades?
Ninguém.
Na altura trabalhava como advogado e a dificuldade em comprar uma Toga “virou lenda”(foi XX Large).
E o governo regional?
O governo tem opinião sobre tudo nos Açores.
Deus nos livre da responsabilidade da pessoa.
O governo em silêncio suspeito. Pior. Até me convidavam(outros tempos) para banquetes e jantares “fabulosos” à custa dos contribuintes açorianos.
Para engordar. Acho que de propósito(teoria da conspiração).
Para me tentarem no “Crestor”(rosuvastatina) ou na “Metformina” (os amigos mais famosas dos gordos açorianos).
Obviamente que a culpa seria dos outros. Do sistema. Da questão genética açoriana.
Das “emoções”.
Gostamos de “enfardar”.
Como fui gordo em criança aceitei o destino.
Talvez um pouco mais de bolo de mel.
É saudável.
Hoje(há muitos anos)estou com 85 quilos. Ou segundo a minha esposa, mais ou menos quase normal.
Mudei hábitos alimentares mas nada de radical. Moderação, dizem.
O momento da “mudança” foi, na verdade, uma vergonha.
Coincidência horrível.
Depois de uma conversa com o meu médico de família sobre uma dieta(conversa para encher chouriços), ele encontrou-me, dias depois, num restaurante(“Cheesecake Factory”).
Eu estava(alegadamente)a comer uma “fatia monstruosa” de “cheesecake” com chocolate e leite condensado.
Uma vergonha pública. De felicidade.
Ele não disse nada em relação ao “bolo”. Apenas um olhar de condescendência.
Remédio santo.
Saberia ele que os gordos açorianos são felizes?
Foto: “cheesecake”, obviamente no “Cheesecake Factory”.
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ninguém quis fazer dela Museu, vende-se a casa de Cristóvão de Aguiar no Pico

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ninguém quis fazer dela Museu, vende-se a casa de Cristóvão de Aguiar no Pico (ler meu texto )

https://blog.lusofonias.net/wp-content/uploads/2022/05/CASA-MUSEU-GRA-SAI-GAPS-2022-167.pdf

 

José Aguiar

Quem puder que compre. Faz um bom negócio.
Moradia T3 à venda em São Roque do Pico, São Roque do Pico | RE/MAX
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Fantástica moradia T3, de construção anti-sismica em São Miguel Arcanjo, situado no concelho de São Roque. O im&oac
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“Todos dizem que é o iate de Putin, mas ninguém sabe a quem pertence”. Scheherazade, um mistério ancorado na Toscana – Observador

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Ancorado na costa da Toscana desde setembro, ninguém sabe a quem pertence o luxuoso Scheherazade. Com tripulação russa, o super iate de 140 metros está a ser investigado pelas autoridades italianas.

Source: “Todos dizem que é o iate de Putin, mas ninguém sabe a quem pertence”. Scheherazade, um mistério ancorado na Toscana – Observador

moirreu mais uma língua

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A notícia que devia ter destaque e não o lixo que vemos na TV:
CRISTINA CALDERÓN HARBAN(artesã,etnógrafa,escritora e activista cultural)
Morreu este ano a última falante nativa da Língua YAGAN ,considerado tesouro vivo da humanidade pela UNESCO; leva consigo o idioma dos seus antepassados ,os YAGANS, o povo indígena mais austral do planeta Terra que durante seis mil anos habitaram a terra do fogo no extremo sul da América em Porto Williams no CHILE, era a última falante nativa da língua YAGAN , após a morte da sua irmã Ursula de 84 anos em 2005.Morreu aos 93 anos
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TRICENTENÁRIO DE BENTO DE GOES, VILA FRANCA

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Carlos Melo Bento updated his cover photo.

39 m
Comemoração do tricentenário de Bento de Gois, em Vila Franca do Campo em que o grande Jesuíta e embaixador de Portugal na China (onde está sepultado junto à Grande Muralha) é homenageado na sua terra Natal. Este elefante que fez parte do cortejo comemorativo foi feito nas oficinas de meu Avô, Manuel Francisco Bento da Ponte, na antiga capital e foi desenhado por meu Padrinho, seu filho mais novo Eduardo de Melo-Bento..
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Chamada intercetada mostra soldado russo a gabar-se à mãe de matar e torturar ucranianos

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Uma chamada intercetada pelos serviços de inteligência ucranianos mostra um soldado russo a gabar-se à mãe de matar e torturar ucranianos.

Source: Chamada intercetada mostra soldado russo a gabar-se à mãe de matar e torturar ucranianos

Crescem rumores de um golpe de Estado na Rússia para matar Putin e acabar com a guerra

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Crescem os rumores de um golpe de Estado na Rússia, levado a cabo por ex-agentes da KGB, para matar Putin e acabar com a guerra na Ucrânia.

Source: Crescem rumores de um golpe de Estado na Rússia para matar Putin e acabar com a guerra

apocalipse, mª joão ruivo

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Apocalipse
Destruição total, a lembrar um cenário apocalítico. Edifícios destruídos, património de séculos incendiado em minutos, casas esventradas postas aos olhos do mundo, exibidas naquilo que foi a sua intimidade. A céu aberto, camas ainda por fazer, sofás, brinquedos e os objetos íntimos do quotidiano dos homens são filmados pelas câmaras, fazendo lembrar montras de horrores.
Amontoados de cimento e ferros retorcidos por forças demoníacas. E o pior. Os corpos mortos pelas ruas e a imensa dor humana filmada em direto por todas as televisões do mundo. Milhões de refugiados terão de renascer noutro lugar do globo.
À hora da refeição, entra-nos pela casa dentro a incomensurável dor humana. Olhos rasos de lágrimas que nunca mais deixarão de correr e um ódio surdo que se vai instalando nos corações e que vai destruindo o reduto de humanidade que sobrevive aos escombros.
O fim do mundo poderia ser isto. A guerra declarada pelo sonho louco de um homem que quer recuperar um velho império perdido e que o faz regressar à ferocidade inicial.
Maria João Ruivo
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  • Jacira Cosme

    Muito bem executado

    parabéns

    um beijinho

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  •  GIF may contain gracias and muchas

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  • Mi Medeiros

    Verdade…😔 acrescida ainda pela marca que tudo isto irá deixar, sobretudo nas crianças que sobrevivem a isto. Muito triste!
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  • Maria João

    Um horror! Vamos aguardar o dia de amanhã…
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  • Ana Franco

    É verdade Maria João.
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  • Pedro Cordeiro Ponte

    O mais triste desta incrível descrição é que pode ser sobre a Ucrânia actual ou qualquer outro conflito no mundo de hoje. São tantos que nem sei qual escolher… Um horror indizível.
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  • Ana Quental

    Verdade! E como só tu sabes passar para o papel, tudo isso que sentimos.!! Pior ainda é a nossa impotência perante tal monstruosidade. Bom domingo.. Bjs
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    Urbano Bettencourt

    A barbárie tem nome e rosto.
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  • Maria Decq Mota

    É uma verdadeira hecatombe, que vamos assistindo sentados nos nossos cómodos sofás.
    A segunda guerra mundial foi um horror, que fomos sabendo mais em pormenor pelos livros e pelos mais idosos que ainda eram desse tempo.
    Agora é diferente, para além de ser uma guerra perigosíssima na nossa Europa, entra nos tudo pela casa dentro.
    Tantas mães sem filhos, tantas mulheres sem os seus jovens companheiros e tantas crianças sem pais.
    É um verdadeiro horror que todos esperamos que fique por aqui.
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CRÓNICA 453 A INVASÃO DE OLIVENÇA

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CRÓNICA 453 A INVASÃO DE OLIVENÇA maio 2022

Quando a Turquia invadiu e anexou o Chipre para proteger os descendentes turcos, quer a Grécia quer a Turquia eram da NATO e a ilha 50 anos depois continua dividida.

Quando a Indonésia invadiu e anexou Timor era para combater os (seis) comunistas que lá viviam.

Quando a Rússia invadiu e anexou parte da Ucrânia em 2022 era para a libertar dos nazis.

Creio que usando esta nova Doutrina Putin ninguém levaria a mal se Portugal invadisse e anexasse Olivença, até porque sempre foi nossa e legalmente é nossa há séculos. Temos de defender os descendentes de portugueses que ali vivem dos espanhóis que a ocuparam ilegalmente. Não creio que a NATO viesse a intervir militarmente para nos expulsar

A 7 de maio celebraram-se 205 anos sobre a assinatura da Ata final do Tratado de Viena, em que Espanha se comprometeu à restituição de Olivença.

Derrotadas as ambições napoleónicas, reuniu-se o Congresso de Viena (setº 1814) com as principais potências da Europa à época – Grã-Bretanha, Áustria, Prússia e Rússia -, e Portugal, Espanha, Suécia, França. Os trabalhos prolongaram-se sendo a Ata Final assinada em 9 de junho.

Do Congresso de Viena haveria de emergir uma nova ordem europeia que regularia as Relações Internacionais no continente, a Ata Final do Congresso de Viena, no seu art.º 105, prescrevia:

“As potências, reconhecendo a justiça das reclamações formuladas por S.A.R. o Príncipe-Regente de Portugal e do Brasil, sobre a vila de Olivença e os outros territórios cedidos à Espanha pelo Tratado de Badajoz de 1801, e visando a restituição desses objetos, como uma das medidas apropriadas a assegurar entre os dois reinos da Península [Ibérica], aquela boa harmonia completa e estável que deve ser mantida entre todas as partes da Europa, … de seus arranjos, se engajam formalmente a empregar dentro das vias de conciliação os seus esforços os mais eficazes, a fim de que a retrocessão dos ditos territórios em favor de Portugal seja efetuada; e as potências reconhecem, ainda que isso de qualquer uma delas, que este arranjo deva ter lugar o mais prontamente possível.”

Era deste modo, cancelado o Tratado de Badajoz, imposto a Portugal no contexto da Guerra Peninsular no final da chamada Guerra das Laranjas, pela força conjunta napoleónica e bourbónica. A 7 de maio de 1817 a Espanha ratifica a Ata Final. Decorridos dois séculos, da ilegitimidade da sua posse sobre as terras oliventinas e da justeza das reclamações portuguesas, o Estado vizinho não soube honrar a sua palavra. A usurpação de Olivença, constitui grosseiro atropelo à História. OLIVENÇA É TERRA PORTUGUESA e por isso ninguém levaria a mal se lá fossemos invadir e ocupar, sem precisarmos de exércitos ou outros meios belicosos…

 

Chrys Chrystello, drchryschrystello@journalist.com

Jornalista, Membro Honorário Vitalício nº 297713

[Australian Journalists’ Association – MEEA]

Diário dos Açores (desde 2018)

Diário de Trás-os-Montes (desde 2005)

Tribuna das Ilhas (desde 2019)

Jornal LusoPress Québec, Canadá (desde 2020)

Jornal do Pico (desde 2021)

 

OSVALDO CABRAL,É FUGIR DELAS

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É !
Se há empresas, em Portugal, que devemos fugir delas como o diabo da cruz, são os bancos e os seguros.
É impressionante a impunidade como todas elas, na sua generalidade, actuam no nosso país, e nós, cidadãos comuns, condenados a não poder fugir do sistema em que actuam.
Não é por acaso que tenhamos vivido, nos últimos anos, entre os maiores escândalos financeiros praticados por banqueiros portugueses e também não é por acaso que, sempre que nos envolvemos em processos de seguradoras, alguma coisa vai correr mal porque não lemos as letras miudinhas.
O sistema português está feito para que tudo corra mal aos cidadãos, pois regulação é coisa que não funciona neste país e a prática de cartel é uma vulgaridade portuguesa num mercado em que os que fazem as leis são, depois, convidados para consultores ou para os conselhos de administração das empresas para que legislaram.
É uma doença portuguesa de que não nos livramos e quem lida com bancos e companhias de seguros sabe bem do que falamos.
Pior ainda, é sabermos que os Açores já não mandam nada. Tudo é decidido em Lisboa.
Ainda agora, a organização de defesa do consumidor Deco Proteste, veio denunciar que as comissões sobre os cartões de débito dos cinco maiores bancos nacionais aumentaram, em média, 163% nos últimos dez anos, quando a inflação acumulada foi de apenas 8,4%!
Mais: no início deste ano a banca anunciou valores 50% mais elevados em alguns produtos, quando é sabido que a inflação até foi negativa e que os bancos recorreram ao crédito a juros negativos.
A Deco vai mais longe na descoberta da marosca: durante a pandemia, cujos primeiros casos em Portugal se registaram em março de 2020, os bancos aumentaram o incentivo à utilização de meios de movimentação à distância, como cartões de débito e transferências online, utilizando também o argumento da poupança.
Este género de incentivos acabou por se fazer acompanhar por um aumento posterior das comissões praticadas sobre esses mesmos serviços, que resultaram num acréscimo global de encargos para o consumidor.
Atualmente, as comissões representam 40% das receitas totais dos bancos, denuncia ainda a organização da defesa do consumidor.
Para impedir um aumento desenfreado das comissões, a Deco Proteste criou a iniciativa “Fim das comissões abusivas para todos os créditos”, onde exige que a lei seja alterada.
Segundo a Deco, uma das vitórias da organização neste tema foi que os contratos de crédito deixassem de estar sujeitos ao pagamento de comissões pelo processamento das prestações, pelo que o fim desta cobrança permitiu uma poupança de 15,6 milhões de euros aos consumidores, um valor significativo tendo em conta que foram celebrados 705 mil novos contratos de crédito ao consumo e habitação em 2021.
Tudo isto diz bem do sistema em que estamos metidos, sempre sob a capa da legalidade, porque sabemos como estas coisas funcionam com quem faz as leis neste país.
Até um dia em que o país dê um sobressalto cívico.
(Osvaldo Cabral – Diário dos Açores de 08/05/2022)
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