O PERIGO NUCLEAR

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O incêndio que está a deflagrar na maior central nuclear da Ucrânia e que foi provocado pelos bombardeamentos russos pode dar origem a um gravíssimo acidente nuclear e, nesta loucura,as tropas russas estão a atacar os bombeiros que poderiam e podem combater este incêndio.
Entretanto, ironia das ironias, se houver uma explosão de um ou mais reactores libertará para a atmosfera poeiras radioactivas e elas poderão atingir Moscovo além de outros locais quer na Ucrânia, quer na Suécia, quer a Noruega e quer em mais outros locais. Oxalá que o Inferno não tenha chegado ao Mundo.
Relativamente a Portugal onde poderão chegar as poeiras mas talvez não com grande intensidade porque estamos longe e o vento, no nosso país,sopra maioritariamente do mar para terra.
No entanto, se tal acontecer está o nosso Paneta em grande risco.
You, Maria Antónia Fraga, Fátima Silva and 19 others
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  • Maria Meneses

    O que me horroriza é que estamos a assistir em direto à destruição de um país europeu e ninguém faz nada. Vão deizar esses malucos arrasarem tudo e lamentaremos um genocídio mais tarde?
  • Leonor Bettencourt

    Entretanto, os bombeiros já conseguiram entrar na Central porque os soldados russos que estavam a atacar os bombeiros foram mandados parar porque a chefias russas perceberam a gravidade da situação felizmente.
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  • Maria Casas

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  • Carlos Braz Saraiva

    Putin escolheu ficar na História na Galeria dos Horrores.
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OS 4 CAVALEIROS DO APOCALIPSE

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Vincente Minnelli, nascido Lester Anthony Minnelli, em Chicago, em 1903, foi um dos grandes cineastas da era dourada de Hollywood. Conhecido principalmente pelos seus musicais, em particular os clássicos “Gigi” ou “Um Americano em Paris”, Minnelli foi, também, um mestre do chamado melodrama, tendo realizado dois extraordinários filmes do género, em que o cenário narrativo era a Segunda Guerra Mundial, os magníficos “Deus Sabe Quanto Amei”, com Frank Sinatra, Dean Martin e a sensacional Shirley MacLaine, um sucesso de crítica e de bilheteira, e o menos conhecido e desastroso fiasco comercial mas igualmente belo e poderoso “Quatro Cavaleiros do Apocalipse”, com uma fantástica banda sonora do fabuloso André Previn.
Protagonizado por Glenn Ford, o filme conta a história de uma família Argentina dividida nos dois lados de uma Paris ocupada pelos Nazis. Ford interpreta Júlio, um playboy diletante e hedonista, equidistante das agruras e das ideologias da guerra que, por amor, naturalmente, acaba por se envolver com a Resistência Francesa. A trama do filme, baseado no romance homónimo do escritor espanhol Vicente Blasco Ibáñez, aponta-nos para como a Guerra, uma das bestas do Apocalipse, junto da Peste, a Fome e a Morte, para além de serem destruidores de mundos, ser, essencialmente, destruidora de famílias, de figuras humanas individuais, colocando irmãos contra irmãos, rompendo ligações entre pais e filhos, maridos e mulheres, desagregando o tecido mais profundo e íntimo das relações entre seres humanos e, com isso, desestruturando a própria tecitura da humanidade. Os mesmos dramas a que vamos assistindo hoje, nos intermináveis directos dos telejornais, nos vídeos das redes sociais, nos comentários martelados e repetitivos dos especialistas da Peste e da Guerra, agora, com Putin lançando a destruição sobre, nas suas próprias palavras, o “povo irmão” da Ucrânia.
No início do filme, Júlio Madariaga, o velho patriarca da família, um orgulhoso gaucho das pampas argentinas, ao descobrir que um dos seus netos se alistara no partido Nazi, tem uma visão dos quatro cavaleiros do apocalipse e morre nos braços do seu neto Júlio. Numa espécie de auto infligida eutanásia emocional, passe o pleonasmo, perante a premonição do mal e da destruição que se aproxima, tanto para o mundo como, e principalmente, para os seus. Esta visão pessoal e individualista dos grandes movimentos da História procura alertar-nos para que a presença do mal está dentro de cada um de nós e que é também individualmente que o devemos combater, muitas vezes com o máximo sacrifício pessoal, mas com o poder das nossas escolhas. É, também, um alerta para essa verdade universal de que a Guerra não é feita de exércitos e generais, de grandes movimentações de tropas e decisões táticas e estratégicas de ditadores. A guerra é feita de indivíduos, das suas dores pessoais e dos seus sonhos destruídos e dos seus gestos dolorosos.
O romance de Ibáñez é passado no cenário da Primeira Guerra Mundial. Minnelli coloca o seu filme no teatro dramático da Segunda. Mas, se quisermos podemos recuar tão longe quanto o próprio Livro do Apocalipse e o Evangelho de João, ou ainda mais longe, à origem do bem e do mal, Zaratustra e a invenção de Deus. Ou, podemos imaginar Vladimir Putin, na solidão majestática do Kremlin, assistindo fria e esfingicamente ao filme de Minnelli, ou, mais provavelmente, a esse outro grande clássico do cinema mundial, O Couraçado Potemkin, do incomparável Eisenstein, e à revolta dos marinheiros de Odessa, na costa mortificada do martirizado Mar Negro. Podemos imaginar Putin, ruminando, como Caim antes dele, a destruição dos seus “irmãos” ucranianos ou, noutro grande filme ainda, a perda, mais íntima e profunda, que nem a construção de um império pode colmatar, a perda interior de Charles Foster Kane, tal como Putin, provavelmente, também, e a perda da sua “rosebud”, da sua infância e da sua inocência.
Nenhum Governo, nem nenhum Tirano, têm o direito de descarregar as bestas do apocalipse sobre o seu povo, seja a Guerra, a Peste, a Fome ou a Morte, e, como séculos, milénios, de arte e de pensamento nos ensinam, uma e outra vez, é no arbítrio individual, no coração íntimo de cada um de nós, que se esconde a força da salvação e desses outros quatro cavaleiros, dons maiores da condição humana, os dons da Paz, da Poesia, da Beleza e da Liberdade. #SlavaUkraini ✊
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Pedro Tradewind Salgueiro, Gabriela Mota Vieira and 10 others
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  • João Valente

    Estes teus textos, caro Pedro, têm sido um oásis nestes tempos sombrios. O lapso freudiano que te levou a trocar o Mar Negro pelo Morto é sintomático do cavaleiro que nos paira sobre a cabeça. O fim da história é um permanente recomeço e o nosso espanto (o horror) está refletido no olhar daquela mãe a ver o carrinho do bebé a descair pelas escadarias de Odessa.
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AS MULHERES UCRANIANAS

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Mulheres Girassóis

Às mulheres Ucranianas
Que levam no ventre o amor
E nos braços
Sementes da flor
Da vida
Nuncam deixarão de brilhar
São Sol, luz
Espiga
E caminho
Percorrido,
Com neve e lágrimas,
Pela paz.

Às mulheres
Que fazem do colo ninho
Que lutam sem voltar atrás
Às verdadeiras heroínas
Que mesmo em ruínas
E dor
Mostram ao mundo inteiro
Que o que é valioso e verdadeiro
É feito de coragem, fé e AMOR.

Sandra Fernandes, Mulher POEMA

EURÁTOMO DE VITORINO NEMÉSIO

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EURÁTOMO
Olhando para o que se passa na Ucrânia, que é coisa de Europa e logo de todos os europeus — e daí, porque não?, de todo o Mundo —, deixo aqui esta mui actual reflexão que Vitorino Nemésio nos legou no seu livro LIMITE DE IDADE (1972):
EURÁTOMO
Europa, nossa mãe rasgada,
Estrela fria a vinte pontas nos céus de aço,
Ursa a Leste, Leoa aonde? se da Loba
Cabisbaixa só tens pobres tetas sugadas
E o Homem-de-Branco pensativo?
Que é de teu Lis elegante,
Tua Águia bifronte,
Teu Leopardo agressivo,
Licorne de tapete rilkiano,
Europa roubada,
Ursa a Leste,
Gata a Oeste,
Mas dos quatro quadrantes retirada.
Eurátomo de Europa,
Sem núcleo,
Neutrão sem massa,
Erva de Átila em que tudo calca e passa,
Tu, que deste a cabeça ao Toiro
E a Jove a mão,
Onde puseste o estéril coração?
13.6.1971
O Poema Europa de Vitorino Nemésio

PUTIN O DESTRUIDOR

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【A CAUSA DAS COISAS】
PUTIN e a arte de tudo destruír.
Borodyanka 82Km2 ( 120.000 habitantes) – mais uma cidade transformada em ruínas!
1:05 / 1:39
Borodyanka shot from the air. The town has turned into ruins

LUTAR PARA SOBREVIVER

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【A CAUSA DAS COISAS】
“Eu quero que meu filho sobreviva”
“Não temos armas suficientes. Nem sequer quero dizer isto. Não se trata de empilhar reservas suficientes de armas. Existem muitas armas, mas elas têm 10 vezes mais armas do que nós. Não se trata de quantas pessoas vêm. Nosso objetivo é proteger a liberdade porque queremos que nossos filhos sejam livres. Eu quero que meu filho sobreviva”.
Zelenski
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SOLDADOS NÃO CONTAM

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A GUERRA e eu…
Quando terminei o curso, no Canada, fui trabalhar para uma pequena empresa…são sempre muito discretas, na área electrónica. A sua maior valência era a especialização na supressão de radiação EMI/RFI (interferência electromagnética e hertziana).
Um final de tarde, o meu patrão entra no meu gabinete e dispara:
– Acabei de receber uma chamada da filial canadiana da empresa X a solicitar que visitássemos para ouvir o nosso parecer.
Muito cedo, na manhã seguinte, lá nos metemos à estrada para uma viagem de 4 horas.
Começa a reunião com a habitual cortesia de falar de tudo e nada até que o meu patrão:
-Meus caros senhores em que é que podemos ajudar?
O chefe da equipa de desenvolvimento duma nova viatura toma a palavra e expõe o seu desafio.
– Estamos a desenvolver uma nova viatura de assalto e temos 2 grandes desafios a ultrapassar.
Descreve a viatura em termos gerais, os vários sistemas electrónicos, os seus compartimentos, o pessoal: 3 homens na cabine e 8 na traseira.
Acrescenta que a tecnologia utilizada era tão sofisticada que nenhuma viatura, independentemente das circunstâncias, poderia acabar em mãos inimigas. Termina dizendo que pelo menos a cabine teria de obedecer às normas TEMPEST.
O meu patrão para validar o que acabáramos de ouvir pergunta:
– E a parte traseira não é uma preocupação?
– Nesse compartimento só vão soldados.
Olhei de soslaio para o meu patrão e vi que ficou tão estupefacto como eu.
Na viagem de regresso comentamos e comuniquei-lhe que não conseguia lidar por mais tempo com este tipo de negócio. Informei-o que iria procurar outra oportunidade profissional. Passados 3 meses mudei de emprego.
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