guilherme d’oliveira martins A resistência de um povo

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A resistência de um povo
A história política depende dos acontecimentos e das suas circunstâncias. O momento de guerra na Europa que vivemos deve ser visto a essa luz. Longe de se saber qual o desenlace, temos de compreender a essência da situação. Ao falarmos da Ucrânia estamos perante um caso especialmente difícil, longe do que quer a narrativa de Putin, porque a história envolve, como habitualmente, um conjunto vasto de razões.
Kiev está na origem da civilização russa. Segundo a tradição, no século VI, aí se reuniram 13 tribos eslavas orientais voluntariosas e determinadas, que fizeram prosperar a região do Dniepre. Se o primeiro Estado russo nasceu em Novgorod, quando o príncipe Riurik, um normando, não eslavo, foi convidado a assumir o poder, foi o seu irmão Oleg que transferiu para Kiev a capital da Rus.
Iniciaram-se então as relações com Bizâncio e geraram-se as raízes dos povos russo, ucraniano e bielorrusso. Kiev tornou-se o coração da Santa Rússia, herdeira da segunda Roma (Constantinopla). Contudo, no ocidente da Ucrânia, em Lviv, cidade fundada pelo grão-duque da Ruténia, em 1256, encontramos, de certo modo, uma outra história.
A cidade passou sucessivamente da soberania polaca, em 1340, para a austríaca em 1772, integrando o Império Austro-Húngaro. Depois, a cidade foi polaca, em 1919, no fim da Grande Guerra, e tornou-se ucraniana em 1939. Em 1945, nas partilhas territoriais do fim da Segunda Guerra, a região foi integrada na República Soviética da Ucrânia, que viria a ser fundadora das Nações Unidas, ao lado da URSS e da Bielorrússia.
A soberania de Direito da Ucrânia é assim inequívoca e antiga. A libertação de 1991 e tudo o que se seguiu merecem especial atenção, no âmbito da aplicação da Carta das Nações Unidas.
A Ucrânia é um Estado soberano, com raízes históricas complexas e claras, a partir de influências que se completam – eslava e europeia central. Kiev é uma das cidades mais antigas da Europa e uma referência matricial da rica cultura eslava.
Fundada no século V é um centro da economia e da cultura. E o cristianismo ortodoxo, de bases profundas, teve Kiev como matriz. A própria língua ucraniana tem raízes próprias, próximas da língua russa, do servo-croata e do polaco.
A palavra ukraina significa zona fronteiriça, onde o domínio cossaco se distinguia dos principados eslavos do norte e oeste e das hordas turcas do sul.
Em 1240, a cidade foi ocupada e destruída pelo Império Tártaro-Mongol, na conquista iniciada por Gengis Khan. Kiev perdeu influência, mas manteve autonomia, no âmbito do Canato da Horda do Ouro. Em 1321, a cidade seria conquistada pelo grão-duque da Lituânia, passando ao domínio polaco-lituano até ao final do século XVII, quando Kiev passou para a esfera do Império Russo, tornando-se o mais importante centro cristão ortodoxo, antes da transição para Moscovo.
Nos séculos XVIII e XIX a vida da cidade foi dominada pelas autoridades militares e eclesiásticas, em 1834 foi criada a Universidade de S. Vladimir e em 1846 constituiu-se a proibida Irmandade de S. Cirilo e S. Metódio, defensora de uma federação eslava de povos livres, animada por Nikolay Kostomarov.
Kiev foi a terceira cidade do império, importante centro de comércio, beneficiando do rio Dniepre.
Deste modo, as lágrimas e a vontade de um povo resistente reforçam a história, a herança e a memória de um dos fundamentos da civilização europeia, que a cegueira bárbara de um ditador será incapaz de destruir.
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austrália sydney inundado

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The SES is directing some residents and businesses in Narrabeen to evacuate by 7pm tonight, while warnings are in place for low-lying parts of Manly.
Follow the latest developments as floodwaters rise in Sydney: https://bit.ly/361zLVq
Photos by James Brickwood and Nick Moir
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bora lá a reconquistar oBrasil

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Temos todas as possibilidades de reconquistar o Brasil e refazer o Império, aliás, o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. Concentramos as nossas forças na ilha da Madeira, dizendo que estamos a fazer exercícios militares, e caímos-lhes em cima por terra, mar e ar. Não têm hipóteses nenhumas e o efeito surpresa vai ser total ! Se as Nações Unidas perguntar o que estamos a fazer dizemos que somos povos irmãos, que alguns brasileiros tratam mal os emigrantes portugueses e que pretendemos desnazificar todo o país e prender o Bolsonaro. Ora digam-me lá se isto não faz sentido ? Pois na cabeça do Putin faria!
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2 corredores humanitários ativos

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A confirmação foi avançada por fonte da Presidência ucraniana. Estão ativos dois corredores humanitários: um a partir de Sumi e outro em Irpin, perto da capital ucraniana.
Corredores humanitários ativos na Ucrânia
RTP.PT
Corredores humanitários ativos na Ucrânia
A confirmação foi avançada por fonte da Presidência ucraniana. Estão ativos dois corredores humanitários: um a partir de Sumi e outro em Irpin, perto da capital ucraniana.
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A ILEGÍTIMA GUERRA CONTRA A UCRÂNIA

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A ILEGÍTIMA GUERRA CONTRA A UCRÂNIA
1. Participei, ontem, com centenas de pessoas, numa vigília de solidariedade para com o povo ucraniano, organizada pela AIPA – Associação dos Imigrantes nos Açores e pelo Núcleo Regional da Amnistia Internacional, e que ocorreu nas Portas da Cidade, com o apoio institucional da Câmara Municipal de Ponta Delgada e do seu Presidente. Figuras públicas e cidadãos anónimos juntaram-se para expressarem solidariedade para um povo que sofre com uma guerra ilegítima, para pedirem o regresso da paz, mas também para protestarem pela violação do Direito Internacional Público, que assegura a soberania de cada Estado e pelo facto das organizações humanitárias de ajuda às vítimas da guerra não poderem realizar a sua acção humanitária. A guerra contra a Ucrânia merece um forte repúdio por aquilo que ela representa: um ataque a um Estado soberano e um ataque à democracia e à liberdade.
2. Os acontecimentos relacionados com a guerra contra a Ucrânia ocorrem a uma velocidade vertiginosa, com os países ocidentais a reagirem de um modo inesperado, mas muito eficaz. Para além de um conjunto de sanções económicas aplicadas à Rússia, que se estenderam ao sistema Swift (sistema de compensações no mercado interbancário), a União Europeia, os EUA e o Canadá decidiram congelar as reservas financeiras russas depositadas em bancos ocidentais, numa decisão muito rara, mas de enorme alcance económico e financeiro. Com este bloqueio, a Rússia está impedida de recorrer aos seus fundos em moedas internacionais – dólares e euros, especialmente – para financiar o seu esforço de guerra e manter a cotação do rublo, que está em queda nos mercados internacionais. Para além disso, a União Europeia, de modo rápido, disponibilizou recursos financeiros para a Ucrânia poder comprar armamento e financiar o esforço de guerra, num acto inédito.
Se Moscovo esperava uma reacção moderada dos países ocidentais, as vigorosas sanções económicas aplicadas e a pronta condenação desta invasão, demonstraram o erro de cálculo russo.
3. A invasão da Ucrânia é uma significativa etapa da evolução do pensamento político e estratégico de Putin e impõe uma mudança no paradigma do conceito de segurança na Europa, obrigando também os EUA a reverem o seu posicionamento face à segurança no continente europeu. Entre 2021 e 2022, a distância entre as forças militares russas e as da NATO diminuiu centenas de quilómetros, sempre por iniciativa de russa. Se, do ponto de vista meramente militar, a guerra contra a Ucrânia é um conflito regional – para utilizarmos uma tipologia clássica – a natureza do invasor e a sua dimensão (militar, a começar pelo facto de dispor de um arsenal nuclear, económica, territorial e populacional) coloca-a num plano diferente: uma resposta militar directa de um país ocidental, membro da NATO, geraria um conflito mundial que todos os protagonistas quererão evitar. A dúvida permanece: quais são os objectivos últimos de Vladimir Putin? Qual a extensão da invasão militar? A retórica oficial de Moscovo indica que pretende a capitulação do poder político em Kiev e a “desmilitarização” e “desnazificação” da Ucrânia.
As negociações diplomáticas são a única via para uma solução deste conflito, embora devamos recordar as palavras imortais de Tucídides: “os mais fortes fazem o que podem, enquanto aos mais fracos fazem o que devem”.
(Publicado a 2 de Março de 2022, no Açoriano Oriental)
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china critica sanções

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O representante da China na ONU apelou no Conselho de Segurança ao reforço dos esforços diplomáticos para se evitar “uma crise humanitária em larga escala” na Ucrânia e criticou “as contínuas sanções unilaterais” contra a Rússia.
Embaixador chinês na ONU apela ao reforço diplomático e critica sanções à Rússia
RTP.PT
Embaixador chinês na ONU apela ao reforço diplomático e critica sanções à Rússia
O representante da China na ONU apelou no

novo livro de leonardo

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Uma leitura do livro de Leonardo, por Henrique Manuel Bento Fialho.
CONTAS DE CABEÇA
UNIVERSOSDESFEITOS-INSONIA.BLOGSPOT.COM
CONTAS DE CABEÇA
O texto que a seguir se transcreve foi partilhado durante a apresentação do livro Contas de Cabeça (Companhia das Ilhas, Janeiro de 2022)…

humor negro

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The Russian Defense Minister visits a regiment that will return to Ukraine.
He asks if the soldiers have a question. A soldier says yes, I have a question are we heading towards a third world war?
The minister answers it could be.
So soldier: who will be against us?
Minister: probably NATO maybe even China and Korea maybe.
Soldier: It’s more than 2 billion against 150 million Russians, how can we hold it?
Minister: In the Middle East, there is a tiny country of 8 million inhabitants that has been living up to 100000000 Arabs for the past 70 years. So this shouldn’t be an issue.
So the soldier asks the minister and how many Jews do we have in the army?

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